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Edição 2003

11 de abril de 2007
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Fábio Portela

O SOL É DOS MEXICANOS

Marcelo Soubhia/Ag. O Globo


No ano passado, com a compra da Kaiser, a mexicana Femsa entrou no mercado brasileiro de cervejas. O presidente do grupo no país, Ernesto Silva, ainda não conseguiu ameaçar a liderança da AmBev, mas já incomoda a concorrência. A seu pedido, a Justiça determinou a suspensão da venda da cerveja Puerto del Sol, da AmBev, para evitar confusão com a marca Sol, dos mexicanos. Como a ordem judicial não foi cumprida, a AmBev viu-se multada em 15 milhões de reais.

 

VÃO SOBRAR VAGAS

Renata Castelo Branco

O governo espera que a Bacia de Santos garanta a auto-suficiência de petróleo e também reduza a dependência do gás boliviano. Mas descobriu que, se a produção aumentar no ritmo planejado, não haverá mão-de-obra suficiente para refinar e processar os combustíveis. O Senai de São Paulo, dirigido por Luis Carlos de Souza Vieira, recebeu a missão de capacitar, a toque de caixa, 42.000 operários para as vagas que serão criadas. Para isso, recebeu 22 milhões de reais, saídos, principalmente, da Petrobras.

 

CAÇA AO TALENTO

Rafael Jacinto/Valor/ Folha Imagem

Quando a Merrill Lynch se instalou no país, lá se vão dez anos, os bancos de investimento brasileiros passaram a temer que seus melhores talentos se transferissem em massa para a poderosa corretora americana. Essa migração não só não aconteceu como agora ocorre um movimento inverso. Comandado por Cândido Bracher, o BBA/Itaú acaba de contratar Marcelo Naigeborin. Até a semana passada, ele era o segundo homem na estrutura da Merrill Lynch no Brasil.

 

PALMARES EM EXPANSÃO

Marcello Vitorino/Fulpress

Em 2003, o professor José Vicente criou, em São Paulo, a Unipalmares, a primeira faculdade do país direcionada para negros. No mês passado, inaugurou seu segundo campus. Parte da obra foi bancada por Itaú, Nestlé, Coca-Cola, Bradesco, Santander e HSBC. Cada uma dessas empresas pagará, anualmente, 120.000 reais para exibir sua marca nas salas de aula. A idéia foi copiada da Fundação Getulio Vargas. Na Unipalmares, 87% dos alunos são negros ou pardos e 70%, formados na rede pública.

 


Foto Lailson Santos

 

 

Com reportagem de Heloisa Joly, José Edward,
Mariana Borrasca e Victor De Martino

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