"Os
obstáculos para a conquista do sucesso diminuem para aqueles que alimentam
a vontade de vencer com o suor e sonham com persistência." Hugo
Lins Coelho Recife, PE
Auto-ajuda
Fiquei muito feliz em ver O Segredo
abordado por uma revista de grande circulação como VEJA. Essa reportagem
aumentará a curiosidade sobre o livro e o filme. Considerando que o tempo
todo somos bombardeados por informações que nos fazem sentir tristes
e inseguros, a divulgação de O Segredo sempre será
uma bênção. Desde que vi o DVD, tenho falado dele a todas
as pessoas de que gosto. Espero que ajude a muitos como me ajudou. ("Feitos para
crer", 4 de abril). Anna Christina Cortes Santos Rio de Janeiro,
RJ
É importante
que se tenha disciplina, que haja condicionamento gradual dos pensamentos. No
começo pode ser difícil, artificial... Mas com o tempo se torna
um hábito! Quem nunca ouviu a famosa frase de que a "fé remove montanhas"?
Com certeza, se fizermos uma reflexão chegaremos à conclusão
de que em algum momento de nossa vida tivemos resultados positivos mediante o
pensamento otimista, ou mesmo resultados negativos mediante o pensamento pessimista.
De uma maneira ou de outra, já tivemos contato com a lei que rege O
Segredo. É uma questão de exercitar! Mas devemos nos lembrar
de que pedimos o que queremos, mas recebemos o que necessitamos. Patrícia
Medrado Belo Horizonte, MG
Sou fruto dos meus pensamentos e levo a vida de forma a me alimentar de pensamentos
prósperos. O Segredo faz muito sentido para mim. Acredito que vale
a pena ainda citar o escritor José de Alencar: "O poder nasce do querer,
sempre que o homem aplicar a veemência e perseverante energia de sua alma
a um fim, vencerá os obstáculos e, se não atingir o alvo,
fará pelo menos coisas admiráveis". Jonas Tilp Joinville,
SC
Impressiona-me que
em pleno século XXI um livro como esse ainda cause tanto furor. A temática
é a mesma de todos os outros do gênero: pense positivo e tudo acontecerá
como num passe de mágica; experimente apenas o tal pensamento positivo
e não vá à luta para ver o que acontece: nada. Edilene
Souza Rodrigues Governador Valadares, MG
Não há nada de novo em O Segredo. Ele recicla tudo que já
foi dito desde Ralph Waldon Emerson (como destacou VEJA). Difícil quantificar
ou qualificar os resultados desse tipo de livro, posto que é altamente
subjetivo. Mas era de esperar que, após décadas vendendo milhões
e milhões de exemplares, a auto-ajuda tivesse produzido milhões
de novos milionários. Tornar-se milionário é um dos focos
desse tipo de obra. Mas não é o que se vê. De concreto mesmo,
só o fenomenal crescimento do saldo bancário dos autores. João
Wesley de Queiroz São Paulo, SP
O Segredo é apenas mais um livro de
auto-ajuda. O fato de ser um best-seller não significa que tenha realmente
ajudado todos aqueles que o leram. Se tudo se resolvesse com o simples pensamento
positivo, não haveria pobreza nem guerras. Quem sabe todos nós não
estaríamos usando um belo colar de diamantes. Claudia Midori Ioneda Indaiatuba, SP
Sou uma consumidora de livros de auto-ajuda. Mas, quando tais livros passam a
dominar o mercado, sinto saudade de um bom romance, de algo que me distraia de
mim mesma. Afinal, viver também é se deixar levar pelos pensamentos,
pelos desejos, e não declamar na própria mente mil vezes o slogan
"I have the power". Carolina Furtado João Pessoa, PB
Constantino Junior
Em 11 de setembro de 1977, viajei de Rio Branco com destino ao Rio de Janeiro
pela Vasp. Naquele vôo, tive o desprazer de ver um cidadão, em visível
estado de embriaguês, destratar um funcionário da companhia aérea.
Constrangido, pensei comigo mesmo: quem teve a infeliz idéia de servir
bebida alcoólica em avião? À época fui informado de
que comida e bebida elevavam o preço da passagem em cerca de 30%. O pior
é que quem não bebia tinha de pagar pelos outros. Foi com grande
satisfação que li a entrevista com o jovem empresário Constantino
Junior (Amarelas, 4 de abril), a quem parabenizo pela ousadia de quebrar esse
"paradigma" do mal. João de Oliveira Avelino Rio Branco,
AC
Mesmo em tempos de apagão
aéreo, é reconfortante observar a posição da Gol,
firme em seu propósito de popularizar o transporte aéreo. Mais que
isso, a empresa com menos de dez anos no mercado agiu como gente
grande demonstrando seriedade e responsabilidade diante do recente desastre com
o Legacy. Descomplicada, moderna e eficiente, não por acaso a Gol se tornou
referência em gestão, oferecendo novo frescor ao jurássico
mercado aéreo brasileiro. Com sua personalidade inovadora e evidente competência,
Constantino Junior nem precisava ser tão charmoso. Simone Assis
Senador Canedo, GO
A entrevista com Constantino Junior confirma que o "baixo custo operacional" não
passa de uma estratégia de marketing. O tempo mostrará que a Gol
não difere em nada das demais, nem no péssimo serviço nem
no preço. Só está no azul porque é nova e não
carrega passivos tributários nem trabalhistas. Enio Vergeiro
São Paulo, SP
Caos aéreo
Triste. Vergonhoso.
Revoltante. O supra-sumo do desrespeito. Só assim para definir mais um
"apagão" aéreo registrado no Brasil em seis meses, esculhambando
aeroportos, deixando passageiros à beira de um ataque de nervos, multiplicando
prejuízos, tudo com o governo ajoelhado diante da crise e os controladores
de vôo fazendo o que bem querem inclusive amotinando-se, o que é
crime. As companhias aéreas, então, pouco se importam com o consumidor,
querem mais é lotar as aeronaves, e o resto que se dane. Apelar para quem,
numa hora dessas? Só se for para o espírito de Santos Dumont. Estamos
entregues à sorte ("Parou de vez", 4 de abril). Gustavo Henrique
de Brito Alves Freire Recife, PE
No contexto do apagão aéreo: grevista é o covarde que busca
vantagens usando como trunfo o sofrimento alheio. Esses controladores são
tão eficientes que não controlam apenas os vôos, controlam
até o governo. Renato Alves Nunes Tupã, SP
Não se trata apenas
do pior episódio de indisciplina militar desde 1963, mas, também,
de um dos exemplos de maior incapacidade gerencial da história da humanidade.
Lula conseguiu desmoralizar um ministro recém-empossado o brigadeiro
Saito e criar uma crise talvez maior que a dos aeroportos fechados: uma
crise institucional. A hierarquia militar foi desrespeitada, a Constituição,
jogada no lixo, a impunidade foi louvada. Aplausos? Se o Brasil fosse um país
sério, esse presidente e sua equipe de incompetentes liderada por Waldir
Pires e Matilde Ribeiro já teriam caído. Alberto Valença
Leal de Lima Recife, PE
Diante do caos aéreo, em uma conexão no Aeroporto de Cumbica, tive
de ouvir de uma passageira argentina, que gritava para todos ouvirem: "Esse é
o progresso que está escrito em sua bandeira?". Acorda, Brasil. Gláucio
Amaral Spinelli São Paulo, SP
Uma solução para a crise dos controladores aéreos poderia
ser a contratação de muitos dos pilotos formados nos cursos superiores
de aeronáutica hoje existentes no Brasil, que, com o desaparecimento da
Vasp, Transbrasil e Varig, há anos sofrem com a dificuldade de colocação.
Eles têm conhecimentos específicos e faixa salarial inicial inferior
à dos controladores. Seria uma luz no céu do apagão. Antônio Inácio Ribeiro Curitiba, PR
Contas do PCC
Foi preciso a cidade
de São Paulo ser tomada pelo PCC para que o Ministério da Justiça
abrisse os olhos diante do terror organizado. Mas dou o braço a torcer,
pois as investigações são, sem dúvida, louváveis.
Já que o sistema carcerário não consegue dar conta do recado,
decifrar os números do crime é um grande passo para sufocar as ações
do grupo. Talvez seja esta a nossa única saída: cortar o arroz com
feijão que os alimenta. ("Dentro do cofre do PCC", 4 de abril). Bruna
Assis Brasil Alves Curitiba, PR
População
As palavras
"alopradas" da ministra Matilde Ribeiro foram defendidas por alguns de nossos
mais brilhantes intelectuais. Mas reparem que aqueles que proclamam que a "sociedade
brasileira" é racista sempre se excluem dessa pecha. Será que as
pessoas assim procedem por julgar que são um raro exemplo de pureza em
nosso país? É muita pretensão e um atentado contra a realidade
dos fatos ("Eles querem desmiscigenar o Brasil", 4 de abril). Marcus Alves
da Silva França Niterói, RJ
Terrivelmente infeliz a declaração da ministra Matilde Ribeiro.
Por ser ministra, não se mostrou à altura do cargo. Como, de regra,
não se mostram os ministros escolhidos pelo "mestre aloprado" Lula. A reportagem
de VEJA é perfeita. Hoje somos uma nação com raízes
profundas na origem negra. E assim não faz nenhum sentido discriminar.
Um negro que discrimina um branco pode estar discriminando um irmão de
sangue. A propósito, sou branco, muito claro, olhos claros, mas tenho na
minha genealogia ancestrais negros. Ciro Pereira da Silva Pindamonhangaba,
SP
Já que, infelizmente,
a senhora ministra permanecerá no cargo, deveria ao menos pedir desculpas
públicas a toda a sociedade. Saiba, senhora Matilde, que, loira de olhos
verdes, não me vejo responsável por nenhuma injustiça histórica
cometida contra os negros nem me sinto merecedora de vingança, de quem
quer que seja, tão-somente por causa da minha constituição
genética. Valéria Fraietta de Figueiredo Mesquita Brasília,
DF
Rabino Henry
Sobel
Em tempos de separatismos,
desmiscigenação e todo tipo de intolerância à diferença
étnica e cultural, é lamentável o ocorrido com o rabino Henry
Sobel, sobretudo pelos ideais que representa. Espero, como muitos, que as qualidades
humanitárias e o ideal de tolerância do religioso possam suplantar
o incidente pessoal. Que o deslize nos faça lembrar de sua condição
humana e, como tal, ele receba ajuda médica e espiritual... E que o juiz
seja somente um ("Transtornado", 4 de abril). Silvana DV Iizuka
Sorocaba, SP
Henry Sobel não
é cínico. Cínicos bastam-se a si mesmos. Cínicos não
pedem desculpas. Cínicos não reconhecem que têm problemas.
Cínicos se acham acima da lei e da verdade. Cínicos não dão
satisfação alguma. Cínicos tentam explicar o injustificável.
Cínicos não entram em crise de consciência ética. Cínicos
não entram em colapso por ter de dar satisfação à
sociedade pelos seus atos. Cínicos não vêm a público
lamentar os transtornos que causaram. Cínicos dormem tranqüilos com
a consciência que não possuem. Luís Wesley de Souza Atlanta, GA, EUA
Triste, mas real. Sofri demais com a notícia da prisão do rabino
Henry Sobel. Pessoa extraordinária. O seu gesto não deve ser julgado
por nós com mão-de-ferro. O que aconteceu a ele não é
novidade entre os seres humanos. É fruto do comportamento inconsciente,
de situações mal resolvidas que podem aflorar em qualquer fase de
nossa vida. João Tarcizio de Mattos Belo Horizonte, MG
Não sou judia nem compreendo
muito bem os princípios do rabinato, mas fiquei profundamente comovida
com o triste episódio do furto das gravatas envolvendo o nome de Henry
Sobel. É surpreendentemente triste ver toda uma história de bondade
e de luta por um mundo mais justo ser obscurecida por um episódio mesquinho
e ilógico como esse. Não faz sentido, é só o que consigo
repetir. Ninguém pode se destruir num caso tão medíocre,
em sã consciência. Lamento pelo fato, e não esqueço
o seu belo trabalho ao longo da história. Jackeline Leite Osório Goiânia, GO
Henry Sobel é um homem que, mesmo não sendo brasileiro, já
entrou para a história do Brasil. Principalmente pelo ato corajoso de,
com dom Paulo Evaristo Arns e o pastor Jaime Wright, vir a público, em
plena ditadura, declarar que o suicídio do jornalista Vladimir Herzog era
uma mentira. Faço questão de repetir: Henry Sobel é um homem
que eu admirava e, agora, admiro ainda mais. José Maria Azevedo Brasília, DF
Está virando moda atribuir responsabilidade aos remédios para justificar
furtos. Ronaldo Esper também usou do mesmo argumento quando do episódio
da suposta tentativa de furto dos vasos em um cemitério de São Paulo.
Se isso for verdade, os médicos e farmacêuticos é que deveriam
estar atrás das grades. Só falta Fernandinho Beira-Mar e toda a
população carcerária alegarem o mesmo. Jairo Lacerda Guarulhos, SP
O
lamentável ato cometido pelo rabino Henry Sobel não desqualifica
a sua importante atuação no processo de redemocratização
do país, assim como essa atuação não serve para encobrir
seus graves erros. Tudo isso apenas demonstra o que somos: seres humanos falíveis,
nem totalmente heróis, nem totalmente vilões. Devemos parar de criar
mitos. Cada um sempre colherá o que plantou, tanto os frutos doces quanto
os amargos. Andréa Pires Cecchetti Vaz Pindamonhangaba,
SP
Claudio de
Moura Castro
Espetacular o Ponto
de vista "Entre a Finlândia e o Piauí" (4 de abril), do ilustre Claudio
de Moura Castro. A fórmula para obter um bom resultado na educação
é simples: disciplina rígida, professores satisfeitos e um currículo
claro e rigorosamente cumprido. Os Cefets são exemplo disso. O resultado
do Enem no meu estado (Espírito Santo) demonstra o comprometimento das
escolas cefetianas, pois figuram no primeiro e no segundo lugar as unidades de
Vitória e Colatina, respectivamente, com pontuação igual
ou superior à de renomadas escolas privadas do estado. Os Cefets propiciam
um ambiente agradável e os professores são motivados, pois o sistema
incentiva a sua capacitação oferecendo oportunidades para cursarem
mestrado, doutorado e especializações. Os alunos se destacam não
somente no quesito informação mas também no da formação,
que se reflete nas suas atitudes por meio da independência e do autodidatismo.
Como se vê, não são necessárias medidas mirabolantes
para ter um sistema educacional que funcione. Estudar ou ensinar nos Cefets é
um privilégio. Maria Luiza Meirelles Professora Vitória,
ES
O senhor nos mostrou sem
fórmulas complexas como melhorar o sistema educacional. Agora o que falta
é os políticos encherem o prato da educação com as
medidas simples como feijão-com-arroz citadas na seção Ponto
de vista. Esse pode ser o segredo para que a educação prospere neste
país. Infelizmente, o descaso dos governantes é tamanho que nem
um "Fome Zero da Educação" resolveria a atual formação
dos estudantes. Pedro Moreira Viana
Sete Lagoas, MG
População
A Associação
Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) gostaria de cumprimentar a revista VEJA
pela reportagem "Eles querem desmiscigenar o Brasil" (4 de abril). Os repórteres
Cíntia Borsato e José Edward abordaram com clareza e correção
as tentativas do governo do presidente Lula de vincular a questão da reforma
agrária a critérios étnicos e raciais. No caso em pauta,
as medidas que vêm sendo adotadas na condução de processos
de desapropriação de áreas pleiteadas por quilombolas já
abrangem cerca de 20 milhões de hectares em todo o território nacional.
A conseqüente eclosão de conflitos a exemplo dos apresentados
na reportagem afeta de pequenos a grandes produtores rurais, que vêm
assistindo ao contumaz desrespeito ao direito de propriedade. Cabe ressaltar que
o conjunto de medidas e decretos presidenciais que visam a regular o direito dos
remanescentes das comunidades de quilombolas de verem reconhecida a propriedade
das terras, conforme previsto no artigo 68 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, reveste-se de flagrante inconstitucionalidade.
Ignorando a necessidade de que os quilombolas estivessem ocupando as terras pleiteadas
na data da promulgação da Constituição (5 de outubro
de 1988), conforme a melhor interpretação do referido preceito constitucional,
não se observa o requisito básico para proceder ao reconhecimento
e titulação das terras. Por isso, é evidente que as ações
do governo, nesse aspecto, não têm observado a ordem constitucional,
gerando um ambiente de enorme insegurança jurídica no campo, que
precisa ser rapidamente restaurada. Nossos melhores cumprimentos. Horacio
Lafer Piva Presidente da Associação
Brasileira de Celulose e Papel São
Paulo, SP
Trevisan
x Amarribo
Parabéns
pela reportagem sobre a ação firme da Amarribo na defesa dos interesses
dos cidadãos de Ribeirão Bonito (SP), envolvendo um de seus fundadores,
Antoninho Marmo Trevisan. ONGs de verdadeira utilidade pública como a Amarribo
merecem sempre a atenção e o espaço na mídia para
que seus exemplos possam se espalhar e se sedimentar em nosso país, contribuindo
para a mudança de cultura e de civilidade que o nosso povo merece ("Sob
suspeita", 4 de abril). Gamalier Lopes
de Paiva Pouso Alegre, MG
Fidelidade partidária
Louvável a decisão
do TSE de se manifestar sobre a fidelidade partidária ("A caça aos
infiéis" e "Um passo na direção certa", 4 de abril). Sem
dúvida alguma, um pontapé inicial para que se alcance alguma moral,
óbvia e especificamente, nesse pequeno item na lista de imoralidades da
nossa política. Mas, ainda que batamos palmas para o TSE, incomoda-me perceber
que o cerne do caos político brasileiro tem raízes mais profundas.
Podemos exigir fidelidade partidária neste Brasil que não reconhece
mais fidelidade ideológica? Ora, podemos exigir moral de quem muda de partido
à custa de favores se neste país os próprios partidos, por
razões semelhantes, renegam seus ideais e mudam de idéia? Bruno
Ramalho de Carvalho Ribeirão
Preto, SP
Diogo Mainardi
Ninguém
deveria se espantar com as propostas de Jilmar Tatto & cia. visando a aliviar
penas de condenados. Basta lembrar a anedota que corria na antiga URSS: perguntaram
a um general por que ele estava construindo uma prisão com celas espaçosas,
ar-condicionado, boa alimentação e outras mordomias. Sua resposta,
curta e grossa: "Nunca se sabe o dia de amanhã". Qualquer semelhança
com a "bancada dos presos" não é mera coincidência ("A bancada
do preso", 4 de abril). Josué
Luiz Hentz São João da
Boa Vista, SP
O artigo de Diogo
Mainardi foi um dos mais lúcidos, inteligentes e corajosos que li nos últimos
tempos no Brasil. Ele mostra a verdade sobre o petismo e o banditismo no nosso
país. Parabéns. Ana Maria
Biscaia São Paulo, SP
Paulo Maluf
Tem pessoas que são mesmo impressionantes! Como se não bastasse
ser sinônimo de corrupção na política, o senhor Paulo
Maluf consegue a proeza de estar sofrendo processos criminais em diversos lugares
do mundo e de negá-los na cara-de-pau. É ou não é,
literalmente, um Pinóquio ("Cucumbers and pineapples", Radar, 28 de março)?
Ricolas Mejatovic Brasília,
DF
Novela
Paraíso Tropical
Na reportagem "Paraíso com jeito de inferno" (4 de abril) faltou dizer
que, na verdade, o "novo" folhetim das 8 é mesmo muito ruim. Há
excesso de clichês, personagens caricaturais e um autor consagrado, porém
pouco inspirado. Para completar, a mão pesada e displicente do diretor
Denis Carvalho, já que o material não é lá essas coisas.
O público não se enxerga na trama. Está na hora de a telenovela
se reinventar, a exemplo dos seriadões americanos que emergiram do ostracismo
para ganhar a audiência com ousadia e criatividade. Carlos
Garcia Santana de Parnaíba,
SP
Hormônios
sintéticos
Como dizia
Vinicius de Moraes: "As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental".
E eu digo: os torcedores da síndrome da gravidade, da velhice e da pelanca
que me perdoem, mas o rejuvenescimento por dentro e por fora é fundamental.
Estou torcendo pelos hormônios bioidênticos ("Eles acreditam em bioidênticos",
4 de abril). Quero estar linda aos 60 anos como Suzanne Somers, desbancando muitas
mulheres de 30. A medicina tradicional já foi contra a reposição
hormonal, no entanto, conheço muitas mulheres que se dão muito bem
com essa terapia. Vivam a plástica, o Botox e o silicone! Rejuvenescimento
é para pessoas inteligentes e bem-sucedidas. Não é pecado
ser bonita aos 60 anos. Mari Lucia Santos
Ortis Brasília, DF
Estatinas
VEJA mais uma vez auxilia a cardiologia brasileira divulgando as novidades existentes
nos campos preventivo e terapêutico. A reportagem "Até para os pequenos"
(4 de abril) informa com fidelidade o que a Associação Americana
do Coração recentemente preconizou. No entanto, o público
precisa ser informado sobre o NNT número necessário para
tratar. O NNT estima quantas pessoas precisam ser tratadas para que determinado
medicamento resulte em benefício; idealmente se situa entre trinta e oitenta
pessoas tratadas para que uma se beneficie. O NNT de estatinas na infância
e na adolescência é desconhecido (em teoria, muito elevado). Para
adolescentes com hipercolesterolemia severa e infartos precoces nos familiares,
não há dúvida sobre a indicação do tratamento.
Porém, medicar crianças de outros subgrupos, diariamente e por décadas,
com a meta rigorosa de LDL abaixo de 110 mg/dl, para prevenir um evento que pode
ocorrer trinta, quarenta, cinqüenta anos depois, ou nunca ocorrer, é
uma conduta questionável que tangencia o ideal (alimentação
saudável, controle de peso, exercícios regulares e antitabagismo),
podendo gerar uma falsa sensação de proteção. Apenas
um aspecto é certo: se as diretrizes americanas forem efetivamente aplicadas,
os fabricantes das estatinas, que faturam mais de 20 bilhões de dólares
por ano, contarão com um novo e lucrativo grupo de consumidores. Aloir Queiroz de Araujo Doutor
em cardiologia (Incor-SP) e presidente da SBCEspírito
Santo Vitória, ES
Esportes
O Guia de VEJA proporcionou
aos amantes da prática esportiva um ótimo esclarecimento ("Esporte
o mais indicado para cada um", 4 de abril). Faço natação
há dez anos e confirmo todos os benefícios citados na reportagem.
Gostaria de citar, também, que a natação melhora a concentração
e é excelente para relaxar, sendo, sem dúvida, um santo remédio
para o stress. Aos que buscam fórmulas mirabolantes para emagrecer, recomendo:
nadar, nadar e nadar. Acreditem: esse é o segredo para ter o corpo sarado
e a mente sã. Claro que, antes de tudo, é necessário se apaixonar
por esse esporte maravilhoso. Eu já me apaixonei e estou decidida a usufruir
os benefícios da natação por muitos anos! Fábia
Colli Siqueira Cachoeiro de Itapemirim,
ES
Maradona
Desde 1999, tenho acompanhado
as derrotas e as vitórias de Maradona na luta pela vida. Tenho vários
recortes dele e tenho pedido a Deus que dê uma oportunidade a Maradona;
e acredito que isso tem acontecido, porque, enquanto há vida, há
esperança. Compus uma música para Maradona, desde quando ele deu
a primeira entrevista dizendo: "Se os livros que li e as pessoas com quem conversei
tivessem me ajudado, eu não estaria nesta desgraça". Gostaria de
dizer que estou torcendo para que Maradona se restabeleça e, juntamente
com sua família, venha a ser ainda uma referência de vida para a
sua nação, o seu povo e todo o mundo (Datas, 4 de abril). Wander
Carlos Gomes Belo Horizonte, MG
Romário
Vejam como são as coisas: o Pelé, com fama de politicamente correto,
renegou a filha Sandra, saudável até o surgimento de um tumor, que
acabou ceifando precocemente sua vida, durante a qual não conheceu o amor
paterno. Já o Romário, estereótipo do malandro carioca, recebe
com todo amor a filha Ivy, portadora da síndrome de Down, lutando para
derrubar preconceitos. Pondo os prós e os contras na balança, sou
mais o "Baixinho"; além de craque, muito humano ("'Bad boy' é do
bem", Perfil, 28 de março). Ednaldo
de Carvalho Aguiar Rondonópolis,
MT
Sociedade
Na página 93 da edição
2.001 ("O sonho americano: quartos separados para o casal", 28 de março)
aparece uma foto em preto-e-branco de uma família americana junto a um
automóvel e, no texto ao lado desta, um comentário que inicia assim:
"Família americana dos anos 60..." A foto talvez seja dessa década,
mas o veículo é dos anos 50, aparentemente um Chevrolet 51 com quatro
portas. Nos anos 60, os americanos já nos ofereciam as "charmosas banheiras":
Chevrolet Impala, Bel Air, Ford, Ford Failaine, Buick, Cadilac, Plimouth, Dodge,
Crysler, Pontiac, Lincoln e outros. Todos veículos maravilhosos que nossos
filhos e netos encontram nos museus de carros antigos. Ronaldo
José Rosa Campo Grande, MS
CORREÇÕES:O
faturamento da Unilever no Brasil, em 2006, foi de 9,5 bilhões de reais,
e não de dólares, como informou a nota "Entre os grandes" (Radar,
4 de abril). Na reportagem "O
açaí na trilha do kiwi" (pág. 106 desta edição),
o sobrenome do empresário Herbert Cornuelle está grafado incorretamente.
PLACAS EM HOMENAGEM A VEJA
Arquivo
pessoal
Saulo
Chaves Almeida e o carro com placas dedicadas a VEJA
Saulo
Chaves Almeida, de Viamão, no Rio Grande do Sul, não esconde sua
admiração por VEJA. Para comemorar a chegada da edição
2 000 (21 de março), o leitor inovou. "Emplacou" seu automóvel com
chapas de metal dedicadas a VEJA e à data da primeira edição
da revista: "Fiz os testes das placas comemorativas; foram aprovadas. A Polícia
Rodoviária Estadual até elogiou minha preferência, pois o
chefe do grupamento de Viamão é leitor assíduo de VEJA",
contou Almeida. Exagero? Na seção Cartas de 27 de setembro de 2006,
Almeida declarou que tem duas paixões: "VEJA e minha mulher, Patrícia.
Com VEJA vivo há mais tempo. São 38 anos, sem falhar uma semana,
desde o dia 11 de setembro de 1968".
DISCUTIR A RELAÇÃO?
A
camiseta de Curado: discutir a relação, nem pensar
O
leitor Armando Curado, do Rio de Janeiro, encontrou na doutora Lidia Aratangy
(Amarelas, 21 de março) o endosso feminino para suas convicções
a respeito da vida conjugal. "A doutora Lidia Aratangy deveria ser agraciada com
o título de Homem Honorário. Suas considerações sobre
se é saudável discutir a relação são uma radiografia
irretocável da alma masculina. Se terapia de casais pudesse ser multiplicada
em franquias, eu espalharia a sua pelo Rio de Janeiro", escreve Curado, que enviou
cópia de sua camiseta para "ilustrar quanto apreciei sua abordagem".
ROMÁRIO SUPEROU PELÉ
No
Perfil do jogador Romário ("'Bad boy' é do bem", 28 de março),
VEJA informou: "(...) ao comparar a lista de gols marcados em competições
oficiais, Placar constatou que Romário pode em breve superar o próprio
Pelé. Por esse critério, o atacante do Vasco, com 716 gols, está
a apenas quatro de igualar os 720 de Pelé". Em jogos oficiais, Romário
já passou Pelé em gols marcados. No último domingo de março
(25), contra o Flamengo, no Maracanã, o jogador fez o 731º gol em
competições oficiais. O erro da respeitada revista Placar,
reproduzido em VEJA, não passou despercebido pelo leitor Gustavo Pereira
Guedes Ferreira, do Rio de Janeiro. "A conta da revista Placar estava errada.
Pelo critério usado, Romário já passou Pelé há
alguns meses", observou Ferreira. Com a edição de abril em circulação,
Placar admitiu em seu site que "Romário já é maior
do que Pelé". A íntegra da nota está em: http://placar.abril.com.br/novo/includes/clubes/ meiocampo/032007/032007_456159.shtml