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Edição 2003

11 de abril de 2007
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Cartas

 
"Os obstáculos para a conquista do sucesso diminuem para aqueles que alimentam a vontade de vencer com o suor e sonham com persistência."
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Auto-ajuda

Fiquei muito feliz em ver O Segredo abordado por uma revista de grande circulação como VEJA. Essa reportagem aumentará a curiosidade sobre o livro e o filme. Considerando que o tempo todo somos bombardeados por informações que nos fazem sentir tristes e inseguros, a divulgação de O Segredo sempre será uma bênção. Desde que vi o DVD, tenho falado dele a todas as pessoas de que gosto. Espero que ajude a muitos como me ajudou. ("Feitos para crer", 4 de abril).
Anna Christina Cortes Santos
Rio de Janeiro, RJ  

É importante que se tenha disciplina, que haja condicionamento gradual dos pensamentos. No começo pode ser difícil, artificial... Mas com o tempo se torna um hábito! Quem nunca ouviu a famosa frase de que a "fé remove montanhas"? Com certeza, se fizermos uma reflexão chegaremos à conclusão de que em algum momento de nossa vida tivemos resultados positivos mediante o pensamento otimista, ou mesmo resultados negativos mediante o pensamento pessimista. De uma maneira ou de outra, já tivemos contato com a lei que rege O Segredo. É uma questão de exercitar! Mas devemos nos lembrar de que pedimos o que queremos, mas recebemos o que necessitamos.
Patrícia Medrado
Belo Horizonte, MG

Sou fruto dos meus pensamentos e levo a vida de forma a me alimentar de pensamentos prósperos. O Segredo faz muito sentido para mim. Acredito que vale a pena ainda citar o escritor José de Alencar: "O poder nasce do querer, sempre que o homem aplicar a veemência e perseverante energia de sua alma a um fim, vencerá os obstáculos e, se não atingir o alvo, fará pelo menos coisas admiráveis".
Jonas Tilp
Joinville, SC  

Impressiona-me que em pleno século XXI um livro como esse ainda cause tanto furor. A temática é a mesma de todos os outros do gênero: pense positivo e tudo acontecerá como num passe de mágica; experimente apenas o tal pensamento positivo e não vá à luta para ver o que acontece: nada.
Edilene Souza Rodrigues
Governador Valadares, MG

Não há nada de novo em O Segredo. Ele recicla tudo que já foi dito desde Ralph Waldon Emerson (como destacou VEJA). Difícil quantificar ou qualificar os resultados desse tipo de livro, posto que é altamente subjetivo. Mas era de esperar que, após décadas vendendo milhões e milhões de exemplares, a auto-ajuda tivesse produzido milhões de novos milionários. Tornar-se milionário é um dos focos desse tipo de obra. Mas não é o que se vê. De concreto mesmo, só o fenomenal crescimento do saldo bancário dos autores.
João Wesley de Queiroz
São Paulo, SP  

O Segredo é apenas mais um livro de auto-ajuda. O fato de ser um best-seller não significa que tenha realmente ajudado todos aqueles que o leram. Se tudo se resolvesse com o simples pensamento positivo, não haveria pobreza nem guerras. Quem sabe todos nós não estaríamos usando um belo colar de diamantes.
Claudia Midori Ioneda
Indaiatuba, SP  

Sou uma consumidora de livros de auto-ajuda. Mas, quando tais livros passam a dominar o mercado, sinto saudade de um bom romance, de algo que me distraia de mim mesma. Afinal, viver também é se deixar levar pelos pensamentos, pelos desejos, e não declamar na própria mente mil vezes o slogan "I have the power".
Carolina Furtado
João Pessoa, PB

 

Constantino Junior

Em 11 de setembro de 1977, viajei de Rio Branco com destino ao Rio de Janeiro pela Vasp. Naquele vôo, tive o desprazer de ver um cidadão, em visível estado de embriaguês, destratar um funcionário da companhia aérea. Constrangido, pensei comigo mesmo: quem teve a infeliz idéia de servir bebida alcoólica em avião? À época fui informado de que comida e bebida elevavam o preço da passagem em cerca de 30%. O pior é que quem não bebia tinha de pagar pelos outros. Foi com grande satisfação que li a entrevista com o jovem empresário Constantino Junior (Amarelas, 4 de abril), a quem parabenizo pela ousadia de quebrar esse "paradigma" do mal.
João de Oliveira Avelino
Rio Branco, AC

Mesmo em tempos de apagão aéreo, é reconfortante observar a posição da Gol, firme em seu propósito de popularizar o transporte aéreo. Mais que isso, a empresa – com menos de dez anos no mercado – agiu como gente grande demonstrando seriedade e responsabilidade diante do recente desastre com o Legacy. Descomplicada, moderna e eficiente, não por acaso a Gol se tornou referência em gestão, oferecendo novo frescor ao jurássico mercado aéreo brasileiro. Com sua personalidade inovadora e evidente competência, Constantino Junior nem precisava ser tão charmoso.
Simone Assis
Senador Canedo, GO

A entrevista com Constantino Junior confirma que o "baixo custo operacional" não passa de uma estratégia de marketing. O tempo mostrará que a Gol não difere em nada das demais, nem no péssimo serviço nem no preço. Só está no azul porque é nova e não carrega passivos tributários nem trabalhistas.
Enio Vergeiro
São Paulo, SP

 

Caos aéreo

Triste. Vergonhoso. Revoltante. O supra-sumo do desrespeito. Só assim para definir mais um "apagão" aéreo registrado no Brasil em seis meses, esculhambando aeroportos, deixando passageiros à beira de um ataque de nervos, multiplicando prejuízos, tudo com o governo ajoelhado diante da crise e os controladores de vôo fazendo o que bem querem – inclusive amotinando-se, o que é crime. As companhias aéreas, então, pouco se importam com o consumidor, querem mais é lotar as aeronaves, e o resto que se dane. Apelar para quem, numa hora dessas? Só se for para o espírito de Santos Dumont. Estamos entregues à sorte ("Parou de vez", 4 de abril).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE  

No contexto do apagão aéreo: grevista é o covarde que busca vantagens usando como trunfo o sofrimento alheio. Esses controladores são tão eficientes que não controlam apenas os vôos, controlam até o governo.
Renato Alves Nunes
Tupã, SP  

Não se trata apenas do pior episódio de indisciplina militar desde 1963, mas, também, de um dos exemplos de maior incapacidade gerencial da história da humanidade. Lula conseguiu desmoralizar um ministro recém-empossado – o brigadeiro Saito – e criar uma crise talvez maior que a dos aeroportos fechados: uma crise institucional. A hierarquia militar foi desrespeitada, a Constituição, jogada no lixo, a impunidade foi louvada. Aplausos? Se o Brasil fosse um país sério, esse presidente e sua equipe de incompetentes liderada por Waldir Pires e Matilde Ribeiro já teriam caído.
Alberto Valença Leal de Lima
Recife, PE

Diante do caos aéreo, em uma conexão no Aeroporto de Cumbica, tive de ouvir de uma passageira argentina, que gritava para todos ouvirem: "Esse é o progresso que está escrito em sua bandeira?". Acorda, Brasil.
Gláucio Amaral Spinelli
São Paulo, SP

Uma solução para a crise dos controladores aéreos poderia ser a contratação de muitos dos pilotos formados nos cursos superiores de aeronáutica hoje existentes no Brasil, que, com o desaparecimento da Vasp, Transbrasil e Varig, há anos sofrem com a dificuldade de colocação. Eles têm conhecimentos específicos e faixa salarial inicial inferior à dos controladores. Seria uma luz no céu do apagão.
Antônio Inácio Ribeiro
Curitiba, PR

 

Contas do PCC

Foi preciso a cidade de São Paulo ser tomada pelo PCC para que o Ministério da Justiça abrisse os olhos diante do terror organizado. Mas dou o braço a torcer, pois as investigações são, sem dúvida, louváveis. Já que o sistema carcerário não consegue dar conta do recado, decifrar os números do crime é um grande passo para sufocar as ações do grupo. Talvez seja esta a nossa única saída: cortar o arroz com feijão que os alimenta. ("Dentro do cofre do PCC", 4 de abril).
Bruna Assis Brasil Alves
Curitiba, PR

 

População

As palavras "alopradas" da ministra Matilde Ribeiro foram defendidas por alguns de nossos mais brilhantes intelectuais. Mas reparem que aqueles que proclamam que a "sociedade brasileira" é racista sempre se excluem dessa pecha. Será que as pessoas assim procedem por julgar que são um raro exemplo de pureza em nosso país? É muita pretensão e um atentado contra a realidade dos fatos ("Eles querem desmiscigenar o Brasil", 4 de abril).
Marcus Alves da Silva França
Niterói, RJ  

Terrivelmente infeliz a declaração da ministra Matilde Ribeiro. Por ser ministra, não se mostrou à altura do cargo. Como, de regra, não se mostram os ministros escolhidos pelo "mestre aloprado" Lula. A reportagem de VEJA é perfeita. Hoje somos uma nação com raízes profundas na origem negra. E assim não faz nenhum sentido discriminar. Um negro que discrimina um branco pode estar discriminando um irmão de sangue. A propósito, sou branco, muito claro, olhos claros, mas tenho na minha genealogia ancestrais negros.
Ciro Pereira da Silva
Pindamonhangaba, SP  

Já que, infelizmente, a senhora ministra permanecerá no cargo, deveria ao menos pedir desculpas públicas a toda a sociedade. Saiba, senhora Matilde, que, loira de olhos verdes, não me vejo responsável por nenhuma injustiça histórica cometida contra os negros nem me sinto merecedora de vingança, de quem quer que seja, tão-somente por causa da minha constituição genética.
Valéria Fraietta de Figueiredo Mesquita
Brasília, DF

 

Rabino Henry Sobel

Em tempos de separatismos, desmiscigenação e todo tipo de intolerância à diferença étnica e cultural, é lamentável o ocorrido com o rabino Henry Sobel, sobretudo pelos ideais que representa. Espero, como muitos, que as qualidades humanitárias e o ideal de tolerância do religioso possam suplantar o incidente pessoal. Que o deslize nos faça lembrar de sua condição humana e, como tal, ele receba ajuda médica e espiritual... E que o juiz seja somente um ("Transtornado", 4 de abril).
Silvana DV Iizuka
Sorocaba, SP

Henry Sobel não é cínico. Cínicos bastam-se a si mesmos. Cínicos não pedem desculpas. Cínicos não reconhecem que têm problemas. Cínicos se acham acima da lei e da verdade. Cínicos não dão satisfação alguma. Cínicos tentam explicar o injustificável. Cínicos não entram em crise de consciência ética. Cínicos não entram em colapso por ter de dar satisfação à sociedade pelos seus atos. Cínicos não vêm a público lamentar os transtornos que causaram. Cínicos dormem tranqüilos com a consciência que não possuem.
Luís Wesley de Souza
Atlanta, GA, EUA  

Triste, mas real. Sofri demais com a notícia da prisão do rabino Henry Sobel. Pessoa extraordinária. O seu gesto não deve ser julgado por nós com mão-de-ferro. O que aconteceu a ele não é novidade entre os seres humanos. É fruto do comportamento inconsciente, de situações mal resolvidas que podem aflorar em qualquer fase de nossa vida.
João Tarcizio de Mattos
Belo Horizonte, MG  

Não sou judia nem compreendo muito bem os princípios do rabinato, mas fiquei profundamente comovida com o triste episódio do furto das gravatas envolvendo o nome de Henry Sobel. É surpreendentemente triste ver toda uma história de bondade e de luta por um mundo mais justo ser obscurecida por um episódio mesquinho e ilógico como esse. Não faz sentido, é só o que consigo repetir. Ninguém pode se destruir num caso tão medíocre, em sã consciência. Lamento pelo fato, e não esqueço o seu belo trabalho ao longo da história.
Jackeline Leite Osório
Goiânia, GO  

Henry Sobel é um homem que, mesmo não sendo brasileiro, já entrou para a história do Brasil. Principalmente pelo ato corajoso de, com dom Paulo Evaristo Arns e o pastor Jaime Wright, vir a público, em plena ditadura, declarar que o suicídio do jornalista Vladimir Herzog era uma mentira. Faço questão de repetir: Henry Sobel é um homem que eu admirava e, agora, admiro ainda mais.
José Maria Azevedo
Brasília, DF  

Está virando moda atribuir responsabilidade aos remédios para justificar furtos. Ronaldo Esper também usou do mesmo argumento quando do episódio da suposta tentativa de furto dos vasos em um cemitério de São Paulo. Se isso for verdade, os médicos e farmacêuticos é que deveriam estar atrás das grades. Só falta Fernandinho Beira-Mar e toda a população carcerária alegarem o mesmo.
Jairo Lacerda
Guarulhos, SP  

O lamentável ato cometido pelo rabino Henry Sobel não desqualifica a sua importante atuação no processo de redemocratização do país, assim como essa atuação não serve para encobrir seus graves erros. Tudo isso apenas demonstra o que somos: seres humanos falíveis, nem totalmente heróis, nem totalmente vilões. Devemos parar de criar mitos. Cada um sempre colherá o que plantou, tanto os frutos doces quanto os amargos.
Andréa Pires Cecchetti Vaz
Pindamonhangaba, SP

 

Claudio de Moura Castro

Espetacular o Ponto de vista "Entre a Finlândia e o Piauí" (4 de abril), do ilustre Claudio de Moura Castro. A fórmula para obter um bom resultado na educação é simples: disciplina rígida, professores satisfeitos e um currículo claro e rigorosamente cumprido. Os Cefets são exemplo disso. O resultado do Enem no meu estado (Espírito Santo) demonstra o comprometimento das escolas cefetianas, pois figuram no primeiro e no segundo lugar as unidades de Vitória e Colatina, respectivamente, com pontuação igual ou superior à de renomadas escolas privadas do estado. Os Cefets propiciam um ambiente agradável e os professores são motivados, pois o sistema incentiva a sua capacitação oferecendo oportunidades para cursarem mestrado, doutorado e especializações. Os alunos se destacam não somente no quesito informação mas também no da formação, que se reflete nas suas atitudes por meio da independência e do autodidatismo. Como se vê, não são necessárias medidas mirabolantes para ter um sistema educacional que funcione. Estudar ou ensinar nos Cefets é um privilégio.
Maria Luiza Meirelles
Professora
Vitória, ES

O senhor nos mostrou sem fórmulas complexas como melhorar o sistema educacional. Agora o que falta é os políticos encherem o prato da educação com as medidas simples como feijão-com-arroz citadas na seção Ponto de vista. Esse pode ser o segredo para que a educação prospere neste país. Infelizmente, o descaso dos governantes é tamanho que nem um "Fome Zero da Educação" resolveria a atual formação dos estudantes.
Pedro Moreira Viana
Sete Lagoas, MG

 

População

A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) gostaria de cumprimentar a revista VEJA pela reportagem "Eles querem desmiscigenar o Brasil" (4 de abril). Os repórteres Cíntia Borsato e José Edward abordaram com clareza e correção as tentativas do governo do presidente Lula de vincular a questão da reforma agrária a critérios étnicos e raciais. No caso em pauta, as medidas que vêm sendo adotadas na condução de processos de desapropriação de áreas pleiteadas por quilombolas já abrangem cerca de 20 milhões de hectares em todo o território nacional. A conseqüente eclosão de conflitos – a exemplo dos apresentados na reportagem – afeta de pequenos a grandes produtores rurais, que vêm assistindo ao contumaz desrespeito ao direito de propriedade. Cabe ressaltar que o conjunto de medidas e decretos presidenciais que visam a regular o direito dos remanescentes das comunidades de quilombolas de verem reconhecida a propriedade das terras, conforme previsto no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, reveste-se de flagrante inconstitucionalidade. Ignorando a necessidade de que os quilombolas estivessem ocupando as terras pleiteadas na data da promulgação da Constituição (5 de outubro de 1988), conforme a melhor interpretação do referido preceito constitucional, não se observa o requisito básico para proceder ao reconhecimento e titulação das terras. Por isso, é evidente que as ações do governo, nesse aspecto, não têm observado a ordem constitucional, gerando um ambiente de enorme insegurança jurídica no campo, que precisa ser rapidamente restaurada. Nossos melhores cumprimentos.
Horacio Lafer Piva
Presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel
São Paulo, SP

 

Trevisan x Amarribo

Parabéns pela reportagem sobre a ação firme da Amarribo na defesa dos interesses dos cidadãos de Ribeirão Bonito (SP), envolvendo um de seus fundadores, Antoninho Marmo Trevisan. ONGs de verdadeira utilidade pública como a Amarribo merecem sempre a atenção e o espaço na mídia para que seus exemplos possam se espalhar e se sedimentar em nosso país, contribuindo para a mudança de cultura e de civilidade que o nosso povo merece ("Sob suspeita", 4 de abril).
Gamalier Lopes de Paiva
Pouso Alegre, MG

 

Fidelidade partidária

Louvável a decisão do TSE de se manifestar sobre a fidelidade partidária ("A caça aos infiéis" e "Um passo na direção certa", 4 de abril). Sem dúvida alguma, um pontapé inicial para que se alcance alguma moral, óbvia e especificamente, nesse pequeno item na lista de imoralidades da nossa política. Mas, ainda que batamos palmas para o TSE, incomoda-me perceber que o cerne do caos político brasileiro tem raízes mais profundas. Podemos exigir fidelidade partidária neste Brasil que não reconhece mais fidelidade ideológica? Ora, podemos exigir moral de quem muda de partido à custa de favores se neste país os próprios partidos, por razões semelhantes, renegam seus ideais e mudam de idéia?
Bruno Ramalho de Carvalho
Ribeirão Preto, SP

 

Diogo Mainardi

Ninguém deveria se espantar com as propostas de Jilmar Tatto & cia. visando a aliviar penas de condenados. Basta lembrar a anedota que corria na antiga URSS: perguntaram a um general por que ele estava construindo uma prisão com celas espaçosas, ar-condicionado, boa alimentação e outras mordomias. Sua resposta, curta e grossa: "Nunca se sabe o dia de amanhã". Qualquer semelhança com a "bancada dos presos" não é mera coincidência ("A bancada do preso", 4 de abril).
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

O artigo de Diogo Mainardi foi um dos mais lúcidos, inteligentes e corajosos que li nos últimos tempos no Brasil. Ele mostra a verdade sobre o petismo e o banditismo no nosso país. Parabéns.
Ana Maria Biscaia
São Paulo, SP

 

Paulo Maluf

Tem pessoas que são mesmo impressionantes! Como se não bastasse ser sinônimo de corrupção na política, o senhor Paulo Maluf consegue a proeza de estar sofrendo processos criminais em diversos lugares do mundo e de negá-los na cara-de-pau. É ou não é, literalmente, um Pinóquio ("Cucumbers and pineapples", Radar, 28 de março)?
Ricolas Mejatovic
Brasília, DF

 

Novela Paraíso Tropical

Na reportagem "Paraíso com jeito de inferno" (4 de abril) faltou dizer que, na verdade, o "novo" folhetim das 8 é mesmo muito ruim. Há excesso de clichês, personagens caricaturais e um autor consagrado, porém pouco inspirado. Para completar, a mão pesada e displicente do diretor Denis Carvalho, já que o material não é lá essas coisas. O público não se enxerga na trama. Está na hora de a telenovela se reinventar, a exemplo dos seriadões americanos que emergiram do ostracismo para ganhar a audiência com ousadia e criatividade.
Carlos Garcia
Santana de Parnaíba, SP

 

Hormônios sintéticos

Como dizia Vinicius de Moraes: "As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". E eu digo: os torcedores da síndrome da gravidade, da velhice e da pelanca que me perdoem, mas o rejuvenescimento por dentro e por fora é fundamental. Estou torcendo pelos hormônios bioidênticos ("Eles acreditam em bioidênticos", 4 de abril). Quero estar linda aos 60 anos como Suzanne Somers, desbancando muitas mulheres de 30. A medicina tradicional já foi contra a reposição hormonal, no entanto, conheço muitas mulheres que se dão muito bem com essa terapia. Vivam a plástica, o Botox e o silicone! Rejuvenescimento é para pessoas inteligentes e bem-sucedidas. Não é pecado ser bonita aos 60 anos.
Mari Lucia Santos Ortis
Brasília, DF

 

Estatinas

VEJA mais uma vez auxilia a cardiologia brasileira divulgando as novidades existentes nos campos preventivo e terapêutico. A reportagem "Até para os pequenos" (4 de abril) informa com fidelidade o que a Associação Americana do Coração recentemente preconizou. No entanto, o público precisa ser informado sobre o NNT – número necessário para tratar. O NNT estima quantas pessoas precisam ser tratadas para que determinado medicamento resulte em benefício; idealmente se situa entre trinta e oitenta pessoas tratadas para que uma se beneficie. O NNT de estatinas na infância e na adolescência é desconhecido (em teoria, muito elevado). Para adolescentes com hipercolesterolemia severa e infartos precoces nos familiares, não há dúvida sobre a indicação do tratamento. Porém, medicar crianças de outros subgrupos, diariamente e por décadas, com a meta rigorosa de LDL abaixo de 110 mg/dl, para prevenir um evento que pode ocorrer trinta, quarenta, cinqüenta anos depois, ou nunca ocorrer, é uma conduta questionável que tangencia o ideal (alimentação saudável, controle de peso, exercícios regulares e antitabagismo), podendo gerar uma falsa sensação de proteção. Apenas um aspecto é certo: se as diretrizes americanas forem efetivamente aplicadas, os fabricantes das estatinas, que faturam mais de 20 bilhões de dólares por ano, contarão com um novo e lucrativo grupo de consumidores.
Aloir Queiroz de Araujo
Doutor em cardiologia (Incor-SP) e presidente da SBC­Espírito Santo
Vitória, ES

 

Esportes

O Guia de VEJA proporcionou aos amantes da prática esportiva um ótimo esclarecimento ("Esporte – o mais indicado para cada um", 4 de abril). Faço natação há dez anos e confirmo todos os benefícios citados na reportagem. Gostaria de citar, também, que a natação melhora a concentração e é excelente para relaxar, sendo, sem dúvida, um santo remédio para o stress. Aos que buscam fórmulas mirabolantes para emagrecer, recomendo: nadar, nadar e nadar. Acreditem: esse é o segredo para ter o corpo sarado e a mente sã. Claro que, antes de tudo, é necessário se apaixonar por esse esporte maravilhoso. Eu já me apaixonei e estou decidida a usufruir os benefícios da natação por muitos anos!
Fábia Colli Siqueira
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Maradona

Desde 1999, tenho acompanhado as derrotas e as vitórias de Maradona na luta pela vida. Tenho vários recortes dele e tenho pedido a Deus que dê uma oportunidade a Maradona; e acredito que isso tem acontecido, porque, enquanto há vida, há esperança. Compus uma música para Maradona, desde quando ele deu a primeira entrevista dizendo: "Se os livros que li e as pessoas com quem conversei tivessem me ajudado, eu não estaria nesta desgraça". Gostaria de dizer que estou torcendo para que Maradona se restabeleça e, juntamente com sua família, venha a ser ainda uma referência de vida para a sua nação, o seu povo e todo o mundo (Datas, 4 de abril).
Wander Carlos Gomes
Belo Horizonte, MG

 

Romário

Vejam como são as coisas: o Pelé, com fama de politicamente correto, renegou a filha Sandra, saudável até o surgimento de um tumor, que acabou ceifando precocemente sua vida, durante a qual não conheceu o amor paterno. Já o Romário, estereótipo do malandro carioca, recebe com todo amor a filha Ivy, portadora da síndrome de Down, lutando para derrubar preconceitos. Pondo os prós e os contras na balança, sou mais o "Baixinho"; além de craque, muito humano ("'Bad boy' é do bem", Perfil, 28 de março).
Ednaldo de Carvalho Aguiar
Rondonópolis, MT

 

Sociedade

Na página 93 da edição 2.001 ("O sonho americano: quartos separados para o casal", 28 de março) aparece uma foto em preto-e-branco de uma família americana junto a um automóvel e, no texto ao lado desta, um comentário que inicia assim: "Família americana dos anos 60..." A foto talvez seja dessa década, mas o veículo é dos anos 50, aparentemente um Chevrolet 51 com quatro portas. Nos anos 60, os americanos já nos ofereciam as "charmosas banheiras": Chevrolet Impala, Bel Air, Ford, Ford Failaine, Buick, Cadilac, Plimouth, Dodge, Crysler, Pontiac, Lincoln e outros. Todos veículos maravilhosos que nossos filhos e netos encontram nos museus de carros antigos.
Ronaldo José Rosa
Campo Grande, MS

 

CORREÇÕES: O faturamento da Unilever no Brasil, em 2006, foi de 9,5 bilhões de reais, e não de dólares, como informou a nota "Entre os grandes" (Radar, 4 de abril). Na reportagem "O açaí na trilha do kiwi" (pág. 106 desta edição), o sobrenome do empresário Herbert Cornuelle está grafado incorretamente.

 

 

 

PLACAS EM HOMENAGEM A VEJA

Arquivo pessoal
Saulo Chaves Almeida e o carro com placas dedicadas a VEJA


Saulo Chaves Almeida, de Viamão, no Rio Grande do Sul, não esconde sua admiração por VEJA. Para comemorar a chegada da edição 2 000 (21 de março), o leitor inovou. "Emplacou" seu automóvel com chapas de metal dedicadas a VEJA e à data da primeira edição da revista: "Fiz os testes das placas comemorativas; foram aprovadas. A Polícia Rodoviária Estadual até elogiou minha preferência, pois o chefe do grupamento de Viamão é leitor assíduo de VEJA", contou Almeida. Exagero? Na seção Cartas de 27 de setembro de 2006, Almeida declarou que tem duas paixões: "VEJA e minha mulher, Patrícia. Com VEJA vivo há mais tempo. São 38 anos, sem falhar uma semana, desde o dia 11 de setembro de 1968".



DISCUTIR A RELAÇÃO?

A camiseta de Curado: discutir a relação, nem pensar

O leitor Armando Curado, do Rio de Janeiro, encontrou na doutora Lidia Aratangy (Amarelas, 21 de março) o endosso feminino para suas convicções a respeito da vida conjugal. "A doutora Lidia Aratangy deveria ser agraciada com o título de Homem Honorário. Suas considerações sobre se é saudável discutir a relação são uma radiografia irretocável da alma masculina. Se terapia de casais pudesse ser multiplicada em franquias, eu espalharia a sua pelo Rio de Janeiro", escreve Curado, que enviou cópia de sua camiseta para "ilustrar quanto apreciei sua abordagem".



ROMÁRIO SUPEROU PELÉ

No Perfil do jogador Romário ("'Bad boy' é do bem", 28 de março), VEJA informou: "(...) ao comparar a lista de gols marcados em competições oficiais, Placar constatou que Romário pode em breve superar o próprio Pelé. Por esse critério, o atacante do Vasco, com 716 gols, está a apenas quatro de igualar os 720 de Pelé". Em jogos oficiais, Romário já passou Pelé em gols marcados. No último domingo de março (25), contra o Flamengo, no Maracanã, o jogador fez o 731º gol em competições oficiais. O erro da respeitada revista Placar, reproduzido em VEJA, não passou despercebido pelo leitor Gustavo Pereira Guedes Ferreira, do Rio de Janeiro. "A conta da revista Placar estava errada. Pelo critério usado, Romário já passou Pelé há alguns meses", observou Ferreira. Com a edição de abril em circulação, Placar admitiu em seu site que "Romário já é maior do que Pelé". A íntegra da nota está em: http://placar.abril.com.br/novo/includes/clubes/
meiocampo/032007/032007_456159.shtml

 

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