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Sufoco de verdade entre as crianças

Paschoal Rodrigues


A preocupante incidência de casos de sufocamento acidental de crianças está motivando uma campanha de alerta aos pais nos EUA, apoiada pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças do governo americano, com organizações como a Academia Americana de Pediatria e um grupo de defesa dos consumidores. O grande vilão é o uso das sacolas plásticas de supermercados, que muitos pais deixam ao alcance dos filhos. Mas há também alguns casos de crianças que se trancam em porta-malas, enrolam-se com puxadores de cortina ou entram em geladeiras. Essas coisas exigem bastante atenção dos pais.

 

O alerta da voz rouca

Especialistas em câncer de laringe começam na próxima semana uma campanha nacional de prevenção da doença, que atinge 15.000 brasileiros anualmente. Entre os tumores de cabeça e pescoço, os desse tipo respondem por 25% das ocorrências, segundo a médica Regina Martins, da Universidade Estadual Paulista em Botucatu. Mais que em qualquer outra situação, o grande culpado é o cigarro. Quando se associa o fumo ao álcool, aumenta-se em 50% o risco de ocorrência. O alento é que a probabilidade de o mal dar as caras se torna mínima depois de mais de dez anos de abandono das tragadas. A rouquidão é o principal sintoma do problema. Nos fumantes, qualquer alteração da voz por mais de três semanas é mfazer um exame detido.

 

Naldecon, o retorno

Está de volta um dos clássicos do combate a sintomas de resfriado, com quase quatro décadas de ação: o Naldecon, retirado do mercado brasileiro no ano passado, na seqüência de uma proibição do produto nos EUA. O laboratório Bristol-Myers Squibb substituiu a fenilpropanolamina – usada na fórmula e suspeita de provocar derrame em mulheres. Agora, sem a substância, o Ministério da Saúde liberou o novo Naldecon, nas versões para adultos e crianças a partir de 2 anos de idade.

 
Fotos Domingues/Marlos Bakker/Everton Ballardin/Marcos Rosa/Ronaldo Guimarães/Joseti Capusso/Marcelo Tinoco

 

Para contar no bar: e-lendas

Mensagens assustadoras varrem a internet de ponta a ponta no planeta. Quando aterrissam nas caixas postais, em geral escritas em tom confessional, têm um fabuloso poder de multiplicação, em correntes intermináveis. A seguir, algumas das melhores e-lendas

 

ROUBO DE RIM

Mulheres lindas seduzem rapazes em festas e boates. Colocam alguma droga em sua bebida. Ao acordarem, no dia seguinte, eles estão em uma banheira com gelo e percebem um grande corte nas costas, pois um de seus rins foi roubado, em meio a sussurros de amor.

 

AMAZÔNIA AMERICANA

O expansionismo ianque chegou a tal ponto que os livros didáticos nos EUA já trazem uma grande parte da Amazônia como reserva internacional, preservada pelos americanos. Eles teriam tomado posse das terras graças à incapacidade brasileira de protegê-las.

 

PICADA DA MORTE

Na sala escura do cinema, a pessoa senta-se sem olhar para a cadeira. Ao sentir uma picada, levanta-se rapidamente, mas já é tarde. A vítima é agora HIV positiva, pois a agulha continha sangue infectado.

 

CÂNCER NA CERTA

Estudos desenvolvidos nos mais renomados centros de pesquisa, ligados a universidades e laboratórios, mostram que, a cada semana, um novo produto de higiene pessoal é cancerígeno: xampu, cotonete, sabonete ou creme rinse. O mais recente associa os tumores na mama aos desodorantes antiperspirantes.

 

PROPAGANDA LUNÁTICA

A Coca-Cola está prestes a colocar pela primeira vez uma propaganda na Lua. Usando canhões de luz superpotentes, a mensagem Good Night, Earth (Boa-Noite, Terra) poderá ser vista de grande parte do planeta.

 

LEPTOSPIROSE EM LATINHA

Um advogado morreu depois de contrair a temível leptospirose, transmitida geralmente por animais como gato e rato, em condições de higiene precárias. No caso dele, foi contraída em uma lata de cerveja, que estava infectada com urina de rato.

 

Benefícios de um tratamento no laço

Se você é daqueles pacientes que não conseguem manter um tratamento por muito tempo, pode agora contar com aliados superpoderosos. Os laboratórios GlaxoSmithKline, Pfizer e Novartis, gigantes entre as multinacionais farmacêuticas, estão investindo em programas que buscam garantir a adesão das pessoas que sofrem de doenças crônicas, entre as quais as taxas de abandono são grandes. Um exemplo é o Respirando, uma iniciativa da Glaxo voltada para os asmáticos, já com 3.000 cadastrados. O ingresso se dá por meio de uma ficha de inscrição fornecida por um médico, que deve ser enviada ao laboratório. Em seguida, o paciente passa a receber material informativo sobre a doença e dispõe de uma linha 0800 para tirar dúvidas. Além disso, tem descontos de, no mínimo, 20% no preço dos remédios do programa em farmácias credenciadas. O laboratório telefona, periodicamente, e atualiza a evolução da pessoa. A Glaxo tem também programa para tabagismo. Na Novartis, há dedicação a diabetes, hipertensão e mal de Alzheimer. Pioneira nesse tipo de iniciativa, a Pfizer cuida de problemas relacionados com colesterol e depressão, entre outros.

BOA NOTÍCIA

Vacina na terceira idade

Com a proximidade do inverno, a vacinação contra a gripe e a pneumonia em idosos marcou um ponto na semana passada. Um estudo conduzido no Instituto Karolinska, na Suécia, confirmou a eficácia da imunização. Num grupo de mais de 100.000 pessoas com 65 anos ou mais, a incidência de mortes por qualquer causa teve redução de 57% entre os que tomaram as vacinas. A taxa de hospitalização devida à pneumonia diminuiu 29%. No caso da gripe, a queda nas internações foi de 46%. No Brasil, a vacinação oficial começa no fim do mês.

MÁ NOTÍCIA

De costas para a balança

É no conformismo que mora boa parte do perigo que cerca os obesos. Uma pesquisa encomendada pela International Health, Racquet & Sportsclub Association, uma entidade que congrega clubes, academias de ginástica e similares, descobriu que 74% dos americanos estão bem satisfeitos com sua saúde de maneira geral, particularmente com o peso. Isso apesar de números do governo de lá apontarem que 55% dos americanos são obesos e que mais de 60% não praticam uma atividade física regular.

 

O chefe tem sempre razão, mas...

Novas idéias e senso crítico são características indispensáveis a um bom profissional. O problema é quando a opinião do funcionário bate de frente com a do chefe. "É preciso ter cabeça fria e saber enumerar argumentos convincentes", aconselha o headhunter Marcio Bamberg, de Curitiba. A consultora Rosa Bernhoeft, de São Paulo, tem sua fórmula. Sugere que se balanceiem os elementos numa Regra dos Três Cs: contexto, causas e conseqüências. A seguir, eles dão algumas diretrizes para você discordar do chefe sem precisar passar no departamento de pessoal em seguida.

Reflita bem sobre os diversos ângulos da questão e veja se realmente sua proposta poderá trazer resultados melhores que a do chefe.

Evite a palavra "discordo". Reconheça e enumere os pontos positivos da proposta de seu chefe e em seguida "complemente-a" com a sua.

Na argumentação, deixe claro que vocês têm o mesmo objetivo e que você só está tentando uma maneira de facilitar as coisas.

Caso seus argumentos não sejam aceitos, diga que fará o que ele está pedindo, mas previna-o de que isso poderá gerar problemas, sem tom de ameaça.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira, Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail:
parausar@abril.com.br

 

   
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