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Leitor
Caso Robinho Muito triste a reportagem
"Por que eles não crescem?" (4 de fevereiro), que relata o drama
vivido por Robinho na Inglaterra. Infelizmente, a falta de estrutura familiar
e de preparo para lidar com o sucesso faz com que muitos desses grandes craques
vivam uma vida totalmente desregrada e sem limites. Mas, felizmente, o mundo do
futebol não é feito apenas de gente como Robinho, Ronaldo, Edmundo
ou Djalminha. É importante frisar que há gente com ótima
cabeça e preparo para lidar com o sucesso: Raí, Kaká, Zidane,
Zico e muitos outros craques. Dinheiro
e fama não compram educação, moral nem conhecimento. Esses
atletas deveriam aproveitar o dinheiro para investir no desenvolvimento pessoal,
dando continuidade aos estudos. Assim poderiam aproveitar o dinheiro e a fama
de forma mais sadia e menos arriscada. Lendo
a reportagem sobre os desmandos cometidos pelos jogadores, particularmente os
brasileiros, que não conseguem conciliar dinheiro com sucesso e bom comportamento,
lembrei-me, com saudade, de um adágio popular que resume com precisão
todo o conteúdo da matéria: "Quem nunca comeu melado quando
come se lambuza".
André Petry André Petry, no artigo
"Lembra-te de Dar-win" (4 de fevereiro), tem toda a razão quando
diz que é um absurdo ensinar criacionismo nas aulas de ciências.
Aos que acreditam no criacionismo, eu perguntaria: afinal, qual o homem que Deus
criou, o Australopithecus, o Pithecanthropus erectus, o homem de
Neandertal ou o Cro-Magnon (Homo sapiens sapiens)? O
artigo do senhor Petry, com sua forte reação ao ensino do criacionismo
em aulas de biologia, pode ser entendido dentro do contexto de uma sociedade que
elevou a ciência exata ao pedestal da verdade inquestionável. Embora
não aceite o criacionismo científico na sua forma simplista, entendo
que os que assim o defendem agem de forma a proteger seus filhos (não necessariamente
contra a influência da ciência moderna) das implicações
filosóficas, psicológicas e religiosas do ensino do naturalismo
evolucionário, o qual afirma categoricamente que nosso cérebro se
desenvolveu apenas por processos naturais. Ao
contrário do que parece, os pais que optam por uma escola confessional
demonstram incrível sabedoria. Eles sabem que seus filhos têm discernimento
para separar o que é ciência do que é religião, bem
como livre-arbítrio para escolher aquilo que julgarem correto.
Estrelas da música religiosa VEJA
me surpreendeu ao publicar uma reportagem sobre cantores e bandas cristãos
de nosso país ("Cantar com fé", 4 de fevereiro). Sou evangélico
e admito que fiquei surpreso com a reportagem, apesar de ser um pouco superficial
com relação a alguns dos grupos citados. Acredito que já
é um grande passo adiante dado por VEJA, quebrando preconceitos. Com
todo o respeito aos seguidores de qualquer religião, é impressionante
o número de pessoas que nem sequer acreditam em Deus e são fãs
do padre Fábio de Melo. Sua postura diferente da de outros religiosos,
aliada a uma psicologia eficiente e compreensível para o cidadão
comum, faz com que seu programa seja visto e aprovado por um público sempre
crescente. Na verdade, ele fala para as pessoas, e não para os devotos.
Essa é sua principal qualidade. É bonito? É. No entanto,
podem crer, essa não é sua principal qualidade. Um homem bonito e
inteligente fazendo sucesso não pode ser um padre? Tudo muda, até
a Igreja Católica, para conquistar novos fiéis. Isso desperta sentimentos
não tão nobres em algumas pessoas. Confesso que o padre Fábio
de Melo realmente é muito bonito e inteligente. Que mulher na face da Terra
não gostaria de ter um homem assim ao seu lado? Mas este já está
comprometido com a Igreja; então, vamos respeitar.
Mauricio de Sousa Impressionantes os números
de venda da revista Mônica Jovem. Depois de ler a entrevista com
Mauricio de Sousa, talvez se possa explicar o seu sucesso. Sua postura revela
um equilíbrio e uma percepção rara, se não única,
no meio dos profissionais da comunicação hoje no Brasil. Fica muito
acima dos rótulos que passaram a justificar abordagens de todos os tipos,
em nome do tal "politicamente correto". Mauricio de Sousa mostra isso,
particularmente, quando justifica o cuidado com a criação de um
personagem gay, numa postura corajosa e equilibrada que, certamente, motivará
cartas "indignadas", mas também o conforto de quem descobre que
há opções mais racionais para abordar o assunto. Parabéns
pela entrevista (Amarelas, 4 de fevereiro). Não
tenho vergonha de dizer que, aos 42 anos, sou colecionadora dos gibis e bonecos
do Chico Bento. Essa é uma paixão antiga, que foi aumentando à
medida que eu crescia e acabou contagiando toda a minha família. Sou fã
incondicional do personagem e de seu criador, Mauricio de Sousa. Parabéns
pela bela entrevista e pelo respeito aos seus leitores. Mauricio é motivo
de orgulho para nós, brasileiros. Como diria o Chico Bento: Ocê é
batuta dimais, sô!
Diogo Mainardi Eis que Diogo Mainardi
volta com toda a sua verve a respeito dos desmandos deste país ("Questão
de tradição", 4 de fevereiro). O jornalista escreve sobre a
derrapada de nosso governo, asilando Cesare Battisti. Fato que provocou e provoca
nas pessoas de bem, que vivem e trabalham no Brasil, sentimento de revolta e desconsolo.
Que sina a brasileira, acolher estrangeiros, em particular os criminosos. Mainardi,
você esqueceu o mais "brasileiro" dos bandidos: Ronald Arthur
Biggs. O criminoso britânico mais conhecido pelo assalto a um trem pagador
em 1963. Ele e seus comparsas roubaram, naquela época, 2,6 milhões
de libras. Bin Laden, seja bem-vindo!
José Alencar Quero cumprimentar VEJA
pela reportagem "Vamos agora ao jogo da vida" (4 de fevereiro), que
aborda de maneira profissional e humana uma das etapas mais difíceis do
tratamento do vice-presidente da República, José Alencar. Para instituições
de ponta como o Hospital Sírio-Libanês, é motivo de orgulho
poder contribuir para a realização de uma cirurgia de altíssima
complexidade, com o nível de sucesso alcançado até aqui.
Mas, acima de tudo, a reportagem é um relato preciso do avanço obtido
pela medicina brasileira, que hoje conta com grandes centros, profissionais qualificados
e tecnologia de ponta, para oferecer o que há de melhor e mais moderno
para o tratamento de seus pacientes. Com toda a certeza, o trabalho realizado
com extrema competência pela equipe médica está à altura
da força de vontade, da vitalidade e do exemplo que o excelentíssimo
senhor vice-presidente da República, José Alencar, está dando
a todos nós, brasileiros.
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