|
|
Medicina
Só
para mulheres
A Associação Americana do Coração
lança
cartilha de prevenção de doenças cardíacas
endereçada exclusivamente ao sexo feminino

Paula
Neiva
Pela
primeira vez, a Associação Americana do Coração
elaborou uma cartilha de prevenção contra doenças
cardiovasculares endereçada exclusivamente às mulheres.
Divulgadas na semana passada, as novas diretrizes resultam da evidência
de que o coração feminino e o masculino requerem cuidados
específicos. Entre as mulheres, por exemplo, a depressão
ganha destaque na lista dos principais fatores de risco para os
males cardíacos ao lado do colesterol alto, sedentarismo,
hipertensão e tabagismo, entre outros. Relacionada a 45%
dos infartos, a depressão ataca duas vezes mais mulheres
do que homens. Além disso, a apatia típica dos quadros
depressivos dificulta a adesão das pacientes ao tratamento
e, conseqüentemente, o seu sucesso.
Até
então, as mulheres tinham de se pautar por recomendações
feitas a partir de pesquisas em que apenas 25% dos participantes
eram do sexo feminino. Depois de revisar mais de 8.000 estudos científicos
sobre a incidência das causas de doenças cardíacas
nos dois sexos, os cardiologistas americanos chegaram à conclusão
de que nem todas as recomendações feitas aos homens
se aplicavam às mulheres. Na última cartilha, publicada
em 2002, sugere-se que homens e mulheres consumam uma dose diária
de aspirina, como forma de reduzir o risco de infarto e derrame.
A regra, como se viu agora, não vale para todas as mulheres.
A droga não deve ser prescrita a pacientes com pouca probabilidade
de sofrer do coração (veja quadro). Conforme
os especialistas, não há provas suficientes que justifiquem
o uso da aspirina por essas mulheres. Nesse caso, é melhor
não arriscar, já que o consumo desse medicamento pode
causar úlceras e hemorragias.
| Mais
um exame
Médicos
alemães descobriram que uma substância,
detectável por intermédio de exame de
sangue, pode indicar a probabilidade de uma pessoa vir
a sofrer infarto ou derrame. Trata-se da proteína
PlGF. Em excesso, ela sinaliza uma inflamação
nos vasos sanguíneos, desencadeada pelo acúmulo
de gordura nas paredes das artérias. Os pacientes
com altas taxas de PlGF no sangue tiveram até
15% mais infartos nos seis meses posteriores à
medição da proteína. Outra proteína
que indica inflamação nas artérias
é a C-reativa ultra-sensível. Sua medição
é uma das principais ferramentas usadas atualmente
para detectar o risco de problemas cardíacos.
Conforme o estudo alemão, a análise da
PlGF pode ser mais precisa do que a da C-reativa. O
trabalho analisou as amostras de sangue de cerca de
1.000 pacientes vítimas de angina e foi publicado
na revista científica Journal of the American
Medical Association, da Associação
Médica Americana.
|
|
|