Edição 1840 . 11 de fevereiro de 2004

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Política
Tudo dentro da lei

Pareceres da Procuradoria-Geral
da República inocentam senador
do PTB Fernando Bezerra

O senador Fernando Bezerra (PTB-RN) ocupou o Ministério da Integração Nacional entre julho de 1999 e maio de 2001, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Alvo de uma série de acusações publicadas na imprensa, inclusive em VEJA, Bezerra acabou afastado do cargo. Pesava contra ele a suspeita de que, entre 1989 e 1998, uma de suas empresas, de nome Metasa, teria recebido 3,9 milhões de reais da Sudene para montar uma companhia que jamais funcionou plenamente. As denúncias se baseavam em investigações feitas pelo Ministério Público Federal e pela Corregedoria-Geral da União. Passados três anos desde a publicação das reportagens, o senador reuniu farta documentação para provar que as denúncias preparadas pelo Ministério Público não tinham fundamento.

Num dossiê sobre o caso, Bezerra juntou documentos oficiais que eliminam a hipótese de irregularidades. Um desses documentos é da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, expedido em resposta a uma consulta feita pelo senador. Num parecer, o procurador Fábio Nesi Venzon informa não haver nenhum indício de irregularidades na operação de montagem da companhia. O segundo documento, que também atesta a correção da operação de sua empresa, é assinado pelo ex-procurador da República Geraldo Brindeiro. O terceiro parecer no mesmo sentido é do atual procurador-geral da República, Cláudio Fonteles.

Além dos pareceres, Bezerra possui documentos mostrando que a Metasa havia conseguido aprovar o financiamento com a Sudene antes de ele se tornar sócio. Em seu despacho, o ex-procurador Brindeiro acatou integralmente as justificativas apresentadas. Nos documentos, Bezerra explica que a empresa não atingiu as metas esperadas de faturamento e geração de empregos em razão da mudança de comportamento do mercado, que não correspondeu às expectativas. Recentemente, ele apresentou seu dossiê na tribuna do Senado como "a demonstração final e definitiva de minha total e absoluta inocência".

 
 
 
 
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