Edição 1840 . 11 de fevereiro de 2004

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Aqui é meu lugar


AP


Sentindo-se muitíssimo em casa, a modelo inglesa Naomi Campbell, 33 anos, passou a
semana de moda de São Paulo numa roda-viva, de festa para desfile, de desfile para jantar. Entre um champanhe e outro, falou à repórter Bel Moherdaui:

Veja – Nos últimos anos você esteve no Brasil mais de dez vezes. Qual sua ligação com o país?
Naomi – Fiz grandes amigos brasileiros na Europa. Há dois anos, passei férias na Bahia e percebi que o Brasil tem uma mágica que me faz sentir desestressada. Estou procurando uma casa para comprar, provavelmente perto do mar.

Veja – Bebidas e drogas são parte integrante do mundo das modelos?
Naomi–
Não acho que seja coisa do mundo das modelos, especificamente. Acho que todo mundo faz o que quer, por sua conta e risco. Eu não me arrependo de nada, não culpo ninguém. Gosto de beber, mas já bebi muito mais. Esses excessos foram uma parte da minha vida que passou.

Veja – Você já sofreu por causa de homem?
Naomi –
Os homens podem deixar uma mulher totalmente louca. Eles dizem que me amam, que querem ficar comigo, e depois reclamam que meu trabalho é complicado e se afastam. Às vezes, me deixam de coração partido. Agora estou namorando Matteo Marzotto, de uma família de industriais italianos, e estou feliz com ele.

Veja – Você conheceu Fidel Castro e Nelson Mandela, entre outros. Tem interesse por política?
Naomi –
Não. Nem sequer voto, porque estou sempre viajando. Fidel foi muito simpático, me deu conselhos sobre como vencer o medo de voar de Concorde – não sei como ele descobriu isso. Adoro Nelson Mandela e suas campanhas humanitárias. Mas a única campanha política de que participei foi a da Ana Paula, minha amiga (candidata não eleita a deputada estadual em 2002). Fui a Campos do Jordão com ela e me diverti distribuindo santinhos e gritando: "Vote em Ana Paula Junqueira".

Veja – Você é uma supermodelo. Gisele Bündchen também?
Naomi –
Ela é uma modelo importante para a geração dela. E eu não sou súper coisa nenhuma. Nem sei voar...

 

Hambúrguer, nunca mais

Julie Soefer
Spurlock: a arte de se entupir de junk food


Novato no metiê, o magro e saudável produtor Morgan Spurlock, 33 anos, levou o prêmio de direção de documentário no Festival Sundance com Super Size Me, um filme sobre ele mesmo. Explica-se: durante um mês, Spurlock, equipe de filmagem a postos, só comeu em McDonald's – três refeições por dia, todo dia, com resultados propositadamente exagerados sobre a saúde. Engordou 11 quilos, sofreu dores de cabeça e depressão, o colesterol disparou, o desejo sexual sumiu e o fígado, na descrição de um dos três médicos que acompanharam tudo, "virou patê". "Fiquei com o rosto manchado e uma barriga enorme", conta Spurlock. E quase perdeu a namorada, que é vegetariana. "Ela tinha nojo de mim", diz.

 

Acho que eu vi um peito!

Reuters
Janet, Justin e o indigitado: mil desculpas


Deu a louca nos americanos! Nem as impalpáveis armas de destruição em massa do Iraque provocaram mais discussão do que o muito palpável, embora sem grandes frissons, seio da cantora Janet Jackson, que, no show do intervalo da final do campeonato de futebol americano, de repente saltou para fora do corpete e invadiu o horário nobilíssimo (uns 100 milhões de espectadores). Durou 1 segundo; o respeitável público não perdoou até agora. E não por falta de abjetos pedidos de perdão – da rede CBS, de Justin Timberlake, que fazia dueto com Janet e rasgou a fantasia, da MTV, que produziu o show, da própria e descabelada Janet. Em santa cruzada, a CBS implantou um intervalo entre o "ao vivo" e os televisores. Mais: cortou uma cena de Plantão Médico em que se vislumbrava um seio de uma senhora de 80 anos; cortada também foi Janet, da apresentação do Grammy. Pausa para o risinho superior dos brasileiros, que têm Globeleza todo dia e nem prestam atenção.


O astro vai ao bispo

Helio Motta
Cuoco: no palanque da Igreja Universal para a prefeitura do Rio


Afastado da televisão desde que fez uma ponta como padre na novela O Clone, o ator Francisco Cuoco, 70 anos, desempenha no momento um papel inédito: o de virtual candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro, na chapa do bispo Marcelo Crivella, do Partido Liberal, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Cuoco, que é católico, já participou de dois encontros evangélicos e afirma que se sentiu muito à vontade – "É política, não religião". Faltando quatro meses para acabar seu contrato global, já sabe o que fará se não tiver emprego nem se eleger: "Vou montar uma peça e viajar pelo Brasil".

 

 

"Xá" ganhou, "xá" ganhou

Thomas Susemihl
Antonela: uma capa para chamar de sua, graças ao Big Brother


Aos 18 anos, a argentina Antonela Avellaneda, a sonsinha Ton-Ton do Big Brother, saiu de casa em La Plata dizendo que ia para a faculdade de matemática e fugiu para o Brasil. Vendeu churrasco na praia, foi modelo e dançarina e em novembro, vice-campeã de um concurso de beleza, dividiu a capa da Playboy com a primeira colocada. Agora transmutada em celebridade, a loira de 21 anos ressurge na edição de fevereiro da revista sem acompanhamento algum. O pai, Luis, apara bem o choque: "Da outra vez foi mais difícil, porque não tinha a cabeça preparada".

 

 

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Lucila Soares

 

 
 
 
 
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