|
|
Cartas
 |
"Ao
assistir a Cidade de Deus, senti orgulho por viver
numa época em que o cinema brasileiro se reinventou."
Christian
Miguel da Silva
Chopinzinho,
PR
|
Cidade
de Deus
no Oscar
Independentemente do resultado da festa do Oscar no próximo
dia 29, o produtor Harvey Weinstein pode se considerar um vitorioso
por ter investido todo seu potencial na ascensão de Cidade
de Deus. Graças a seus esforços, o mundo está
podendo ver o enorme talento de Fernando Meirelles e de todos os
que participaram dessa grande produção tupiniquim.
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão
Essa
vitória para o cinema nacional deverá, ao longo deste
mês, ser comemorada e vivida como final de Copa do Mundo,
pelo menos por quem é do meio. Toda e qualquer discussão
sobre a banalização e a glamorização
da violência nas telas neste momento será fora de contexto.
O debate principal e mais produtivo é sobre como o Brasil
e seus fabulosos cineastas poderão se beneficiar dos efeitos
colaterais do fato e buscar maior alcance de suas produções
no mercado internacional.
Marcelo Lapola
Rio Claro, SP
Sou
cinéfila assumida. É com orgulho que tenho lido tudo
o que tem saído na imprensa e na internet sobre o filme Cidade
de Deus. Torço muito por todos os atores, particularmente
pelos "meninos", e espero que consigam todo o sucesso que merecem.
Mas, não querendo ser pessimista, lembrei, ao ler a reportagem
de VEJA, que o pobre Pixote em sua fase áurea também
foi contratado pela Rede Globo, e isso não foi suficiente
para mudar seu triste destino.
Suzely da Costa Haggi Randi
Bauru, SP
Assim
como o diretor Fernando Meirelles, tenho certeza de que os cinéfilos
de todo o Brasil ficaram felizes e surpresos com as
quatro indicações obtidas por Cidade de Deus.
Estou satisfeita, pois foi o filme que me fez ter vontade de assistir
a outras produções do cinema brasileiro.
Ana Kamila Azevedo
Natal, RN
Nunca um filme brasileiro conseguiu tamanha projeção
em Hollywood. Por esse motivo, aprovamos no Senado um voto de louvor
ao diretor Fernando Meirelles e à equipe do extraordinário
Cidade de Deus. Outro assunto de muita importância
se refere ao parto humanizado ("Em casa e com dor", 4 de fevereiro).
Aliás, sou autora de projeto de lei, já aprovado e
na pauta da convocação extraordinária, que
garante às gestantes acompanhamento antes, durante e depois
do parto. Implantado na rede pública de saúde, em
Santa Catarina, após aprovação e regulamentação
da lei, diminuiu o número de cesarianas, conforme especialistas
do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), experiências
relatadas durante audiência pública realizada na Comissão
de Assuntos Sociais do Senado.
Senadora Ideli Salvatti
Brasília, DF
Parto doméstico
Tive meu primeiro filho em Bangcoc, na Tailândia, em 1998.
Nessa época, o Samitvej, hospital onde ele nasceu, já
praticava o parto humanizado. Recebi como ajuda somente massagem
na altura dos rins, ministrada pelas auxiliares da obstetra, e duchas
na banheira do quarto. Tudo extremamente natural, sem nenhum tipo
de anestesia, parto de cócoras. Sofri muito, mas a recuperação
foi ótima, graças a dicas de longe de minha mãe.
Com tudo o que senti no parto do Eric, não queria repetir
a dose. Depois de muita insistência de nosso primeiro filho,
resolvemos ter o segundo. Em abril de 2003, em Hong Kong e no pico
da SARs, o Dylan nasceu. Também em parto natural, mas eu
fiz questão de tomar uma peridural ("Em casa e com dor",
4 de fevereiro).
Mariza Bento Moreira
Kowloon, Hong Kong
O
atendimento ao parto normal deverá, sempre que possível,
ser feito preferencialmente em hospitais, e acompanhado por equipe
de saúde composta de médico obstetra, pediatra, anestesista
e enfermeiro obstetra. A referida equipe tem de ser coordenada pelo
médico obstetra. A evolução do conhecimento,
as profilaxias de muitos eventos obstétricos e perinatais,
a necessidade de pronta intervenção em muitos imprevistos
patológicos que se manifestam durante a parturição
justificam tanto a necessidade de uma instituição
de saúde adequada quanto de uma equipe de saúde completa
e qualificada para a assistência ao parto.
Jacob Arkader, secretário
executivo
Edmund Chada Baracat, presidente Federação
Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
Carlos
Manga
Parabéns, Manga! Finalmente alguém que realmente entende
se manifestou contra essa praga de filmes-desgraça, tipo
Cidade de Deus, Carandiru etc. É muito fácil
ganhar dinheiro com "uma câmera na mão e um monte de
infelizes do outro lado". E os países do Primeiro Mundo adoram
se divertir com as nossas mazelas. Ainda estamos na escravidão.
Manga, você continua mostrando que sabe das coisas ("Há
vida, e muita, depois dos 70", Perfil, 4 de fevereiro).
Decio Fischetti
São Paulo, SP
Denys
Arcand
Excelente a entrevista com o diretor Denys Arcand (Amarelas, 4 de
fevereiro). Suas declarações dando conta de que nossa
civilização está prestes a ruir e seus pensamentos
acerca da sociedade atual são muito interessantes e nos levam
a uma reflexão sobre as muitas mudanças que vêm
ocorrendo. Entrevistas assim mostram que ainda há pessoas
que realmente se preocupam com o futuro da humanidade. Parabéns
por VEJA dar esse espaço a elas.
Mariana Busanelli
Jundiaí, SP
Acompanho
as Páginas Amarelas de VEJA há 25 anos. Nenhuma delas
me tirou lágrimas, até deparar com as excepcionais
colocações de Denys Arcand. Não sou sua alma
gêmea, porque não tenho nenhum dom especial, que é
o que lhe sobra, mas posso dizer que compactuo com quase todas as
suas descobertas sobre crenças e descrenças. Chega
de dizer que a falta de fé leva à dúvida, e
esta, a novas crenças. Algumas vezes estamos muito melhores
sem elas.
Mara Yanmar Narciso da Cruz Silveira
Montes Claros, MG
O
grande vazio existente na vida do senhor Denys Arcand é a
falta do que ele abandonou aos 14 anos: a comunhão. O pão
e o vinho transformados em corpo e sangue do cordeiro de Deus. Seus
filmes e seus "feitos" não vão lhe dar a paz de que
ele tanto precisa. Só Jesus pode lhe dar! Está na
hora de esse filho pródigo voltar à casa do Pai.
Ramon Peres
Rio das Ostras, RJ
Em
meio a tantas desilusões e descrenças em relação
ao futuro, é reconfortante encontrar personagens como Denys
Arcand, que acreditam no valor da família e da amizade. Eis
um império inextinguível.
Robson Alcântara Loiola
Votuporanga, SP
Vimos
no senhor Denys Arcand um homem em desencanto que perdeu o rumo,
apesar dos muitos princípios sadios que lhe restaram. Queremos
crer que a leitura do livro Reflexões sobre a Doutrina
Crística possa ajudá-lo a reencontrar-se.
Walter Barreto de Alencar
Salvador, BA
Grandes
doadores americanos
Belo exemplo desses magnatas americanos. Empresários sensíveis
às causas sociais. Gente que, antes de qualquer coisa, com
ou sem conhecimento teológico, está cumprindo um dos
maiores mandamentos bíblicos deixados pelo criador
amar ao próximo como a si mesmo. Parabéns a Bill Gates
& cia. ("Ricos e generosos", 4 de fevereiro).
Gilton Duarte de Melo
Recife, PE
Ursos
Não são os ursos ou outros animais que incomodam ("Um
urso incomoda muita gente...", 4 de fevereiro). Quem realmente incomoda
é o ser humano, que se diz cristão. Essa raça
humana invade o habitat dos animais e ainda quer ter razão.
Se fôssemos controlar o excesso de população,
os primeiros a ser exterminados seriam os próprios seres
humanos e, com muito mais razão, aqueles que têm dez
ou mais filhos. É importante lembrar: depois do pecado da
humanidade (Adão e Eva), Deus nunca mais abençoou
filhos, nunca mais disse "crescei e multiplicai-vos".
Braz Ferraz Carlomanho
Piracicaba, SP
Cristovam
Buarque
Bastante espirituoso o ex-ministro da Educação Cristovam
Buarque ao pedir para ser fotografado enquanto recebia a notícia
de sua demissão ("Bastidores de uma demissão", Radar,
4 de fevereiro). Ele alegou que era para registrar um fato histórico.
Realmente, um acontecimento histórico e vergonhoso, pois
exonerar por telefone um ministro do quilate de Cristovam Buarque
é no mínimo muito estranho. Foi uma grande perda para
o PT e principalmente para a educação neste país.
Gilvan David
Goiânia, GO
Lula
na Índia
Não concordo com as críticas às viagens do
presidente Lula, pois um chefe de Estado deve e tem o direito de
conhecer e ver as realidades fora da nossa fronteira. As viagens
sem resultados são de alguns deputados pelo mundo afora em
conferências e reuniões que nem eles sabem por quê.
Isso, sim, é jogar dinheiro público fora ("A Índia
que o Brasil deveria ver", 4 de fevereiro).
Poliana Lima Rodrigues
Belo Horizonte, MG
Se
o presidente Lula entende que os empresários brasileiros
deveriam aprender com os empresários indianos a reclamar
menos e a produzir mais, que tal o governo brasileiro aprender com
o governo indiano a criar um ambiente propício para o desenvolvimento?
Reduzir a carga tributária de 40% para 10%, como na Índia,
já é um bom começo. Quando o PT vai entender
que sem empresas produtivas e lucrativas não há emprego
nem paz social?
Luciano Bottino
São Paulo, SP
São
Paulo
Faço votos para que São Paulo finalmente escolha em
José Serra seu bom prefeito, depois dos descalabros Erundina,
Maluf, Pitta e Marta, que ainda usurpa o nome Suplicy ("Serra contra
Marta?", 4 de fevereiro).
Aldo Mario Ferraro
Florianópolis, SC
Burocracia
Li com atenção a matéria de capa "O Brasil
entre os piores do mundo" (28 de janeiro) e a referência ao
estudo do Banco Mundial intitulado Fazendo Negócios 2004,
no qual o Brasil aparece como a sexta pior burocracia para a abertura
de empresas e a segunda pior para o fechamento. Embora concorde
que o registro de uma empresa é demorado, essa demora não
é a mesma em todo o Brasil. No Pará, por exemplo,
nós da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa)
temos a satisfação de registrar uma empresa em 72
horas, já que parte do processo (inscrição
no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ) é feita
pela internet, e a resposta sai em 24 horas. Demora maior ocorre
na Secretaria Estadual da Fazenda (SEFA), onde o processo leva cerca
de quinze dias. Mas isso também se justifica, porque a secretaria
tem o cuidado de checar o endereço dado pelo futuro empresário,
para evitar os "laranjas", tão comuns nos noticiários.
Quanto ao fechamento da empresa, se o empresário o solicitar
na Jucepa, será atendido de imediato, atendidas as exigências
legais, ou seja, a apresentação de certidões
negativas da Receita Federal, INSS, Caixa Econômica (FGTS)
e Dívida Ativa da União, disponíveis na internet.
Vilson João Schuber
Presidente da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa)
Belém, PA
Lendo
a reportagem de capa, lamentamos os dados, mas infelizmente é
realidade que no Brasil é burocrático o processo de
abertura e fechamento de empresas. O Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vem, em vários
Estados brasileiros, implantando um sistema que agiliza esse processo,
que chamamos de Sistema Fácil. Ele reúne em um mesmo
espaço físico todas as instituições
e os organismos dos governos federal, estaduais e municipais, responsáveis
pela emissão de alvarás e documentos necessários
para a abertura de uma empresa. No Paraná, essas instituições
e organismos estão ligados em rede, o que possibilita saber
em que ponto se encontra o andamento de determinado documento e
no que pode estar emperrando. Já funciona em três cidades
do interior (Maringá, Cascavel e Londrina), além da
capital paranaense. Pelo Sistema Fácil, no Paraná,
a média de abertura de uma empresa é de até
quinze dias, dependendo apenas do ramo de atividade, quando o processo
em trâmite normal pode passar de cinqüenta dias. Querendo
conhecer mais sobre o sistema, o leitor pode entrar no Portal do
Sebrae Nacional (www.sebrae.com.br)
ou no Portal do Sebrae Paraná (www.sebraepr.com.br).
Hélio Cadore
Diretor-superintendente do Sebrae/PR
Curitiba, PR
VEJA
acertou outra vez. Espero que agora as autoridades acordem e entendam
que são os empresários que criam empregos. Chega de
maltratá-los! São necessárias medidas administrativas
urgentíssimas para desobstruir a burocracia e reduzir a carga
de taxas e tributos. Com nossa lei trabalhista pior que a de Botsuana
e a de Gana, poucos estão em condições de contratar
empregados.
Egon Nort
Presidente da Fundação População e Desenvolvimento
Florianópolis, SC
Marcos
Sawaya Jank
Bastante oportuno o artigo "Alca: girassol ou margarida?" (Ponto
de vista, 4 de fevereiro), do senhor Marcos Sawaya Jank. Ficou registrado
que o problema maior posto na mesa das negociações
da Alca não é somente a questão tarifária.
O que tolhe as exportações dos demais países
para o rico mercado americano não é a tarifa elevada
para a entrada desses produtos. O que impede sobretudo o crescimento
delas são os truques, as cotas, os subsídios internos
para produtos similares, o dumping, as exigências fitossanitárias
que conformam o imenso rol das barreiras não-tarifárias
aplicadas pelos Estados Unidos.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Diogo
Mainardi
Até
quando vamos fechar os olhos para aquelas pessoas de coragem como
Diogo Mainardi, com sua coerência, verdade, ousadia em retratar
este país com sabedoria e lucidez. É uma das poucas
vozes a mostrar o ridículo e a falta de sensatez da grande
maioria de nossos governantes. É só ler sua coluna
dominical que nosso domingo se clareia. Parabéns, Diogo.
Ainda bem que você voltou ao Brasil ("Aldo, o magnífico",
4 de fevereiro).
José Daher Villas
Juiz de Fora, MG
Mainardi
critica Aldo Rebelo em sua coluna. E por isso penso que nosso Diogo
está precisando estudar um pouco mais. O ministro de Coordenação
Política deixou a Câmara dos Deputados com uma emenda
à Lei de Biossegurança. Num belíssimo trabalho,
o substitutivo prevê a aprovação das pesquisas
com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos.
Pesquisa essa cujo sucesso pode trazer a cura de seu filho, Mainardi.
Coma pão francês ou broa de milho, fale tupi-guarani
ou russo, não importa, mas torça, torça muito
mesmo para o substitutivo de Aldo Rebelo ser aprovado!
Andréa Bezerra de Albuquerque
Movimento em Prol da Vida Presidente Associação
Luca Coscioni Conselheira
www.movitae.bio.br
Saborosos
os comentários recheados de sarcasmo e deboche do colunista
Diogo Mainardi. Os ingredientes mais importantes no recheio são,
contudo, a realidade e a verdade. Colocar o dedo na ferida de paulistanos
(como eu e ele) e de políticos (como Aldo Rebelo, a maioria
do Congresso Nacional e governantes) pode suscitar os mais profundos
sentimentos nos leitores: ira, alegria, ponderação,
surpresa. Mas não o chamem de mentiroso, pelo amor de Deus.
Carlos Ferreira da Silva
Guarulhos, SP
Não
deixo de me sentir orgulhoso em ver um ministro de minha terra natal,
a pequena Viçosa, a "princesa das Matas" de Alagoas. Aldo
é filho dessa pequena e aconchegante cidade alagoana. Foi
aluno de meu pai, o professor Milton Peixoto. Viçosa é
a terra do menestrel das alagoas Teotônio Vilela, o pai. Graciliano
Ramos estudou em Viçosa. Muitas pessoas ilustres passaram
por lá, e Aldo hoje é nosso grande representante.
Ele saiu de lá para São Paulo e teve uma trajetória
brilhante politicamente pelo PC do B. Foi deputado por São
Paulo por vários mandatos e chegou a ministro. Parabéns,
Aldo Rebelo, e nos dê bastante orgulho.
Marcos Antonio Silva Peixoto
Maceió, AL
O cidadão
Mainardi (onde ele mora mesmo?) deve ser informado de que a mandioca
é um prato servido em porções nos melhores
restaurantes do país, que direcionam cada vez mais suas iguarias
para os produtos nacionais (isso não significa abandonar
a boa comida criada em outras nações). E, se ele nunca
experimentou o pão fabricado com fécula de mandioca,
não sabe o que está perdendo, é uma delícia.
Nilton Bobato
Foz do Iguaçu, PR
Veja
essa
Considero
lamentável e preconceituoso o comentário de VEJA em
Veja essa (4 de fevereiro) sobre a frase de Muamar Kadafi quanto
à origem do haxixe e seu tráfico por israelenses no
mundo árabe. A origem da palavra e do uso de qualquer produto
(psicotrópico ou não) não desmerece a crítica
e a denúncia de Kadafi.
Jorge L. Saad
São Paulo, SP
Saúde
Informações
idôneas na internet são sempre bem-vindas. Mas é
preciso ter muito cuidado ao acessar sites que tratam de questões
relacionadas à saúde. Essa é uma preocupação
da comunidade médica mundial. Não existe consulta
virtual. Nada substitui a relação médico-paciente,
nada substitui o exame físico, a análise dos exames.
Cada pessoa deve ser tratada como especial pelo médico, já
que em essência somos diferentes. A Sociedade Brasileira de
Endocrinologia e Metabologia alerta para o perigo que as pessoas
correm ao seguir dietas aconselhadas por sites. Principalmente,
aqueles que em suas páginas também comercializam produtos
e medicamentos. A obesidade é uma doença que provoca
problemas graves de saúde. Deve ser tratada pelo médico,
e não de maneira virtual ("Vigilantes também on-line",
21 de janeiro).
Valéria Guimarães
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Brasília, DF
Cadáveres
plastificados
Circo
de horrores? Falta de ética? Nada disso! Que valor há
num corpo humano? A natureza o decompõe de maneira muito
mais chocante. Achei espetacular o trabalho do tal médico.
Pagaria para ver as exposições ("Linha de montagem
de cadáveres", 28 de janeiro).
André Roldão
Içara, SC
| LEÔNIDAS
FOI TRICOLOR! |
|
A
seção Datas
(4 de fevereiro) noticiou a morte do craque Leônidas
da Silva e informou que ele jogou pelo Botafogo, Vasco
e Flamengo. Alguns leitores são-paulinos ficaram
inconformados. "Esqueceram de citar a passagem dele
pelo São Paulo Futebol Clube, entre 1942 e 1950",
escreveu Henrique K. Nakada, de Utsunomiya-city, no
Japão. Danilo Carneiro Borsoi, de Caçapava,
São Paulo, lembrou que Leônidas foi o primeiro
artilheiro brasileiro em uma Copa do Mundo (a de 1938,
na França, com 8 gols) e recordou os títulos
conquistados pelo "Diamante Negro" com a camisa tricolor:
cinco vezes campeão paulista (1943, 1945/46,
1948/49). "Aliás, na foto que ilustra a matéria,
ele aparece com a camisa do São Paulo", reparou
Borsoi. Conhecido também como o "Homem Borracha",
Leônidas foi um dos mais geniais jogadores brasileiros
de todos os tempos. Mais informações sobre
o atleta nos sites http://www.leonidasdasilva.com.br
e http://www.saopaulofc.net.
|
|
| O
PAPAGAIO DE CHURCHILL |
|
Na
seção Veja
essa (28 de janeiro), Mary Soammes, filha
do primeiro-ministro britânico Winston Churchill,
é citada negando que seu pai tenha sido o dono
de um papagaio que estaria completando 104 anos de idade,
como noticiou a imprensa mundial. "Se for o animal que
aparece na foto da página 28 (O papagaio de Churchill:
104 anos), trata-se de uma arara e não de um
papagaio", escreveu o leitor Glaucio J. Schwonka, de
Macaé, litoral norte fluminense. "Mary Soammes
está certíssima, pois a ave que aparece
na foto nunca foi um parrot (papagaio), mas sim
uma macaw (arara)", escreveu Max Conzo Monteiro,
de Ourinhos, São Paulo. A foto a que se referem
os leitores foi tirada em Miami Beach, na Flórida,
Estados Unidos, em 1946. Nela podem-se identificar três
araras e duas cacatuas brancas, aves da família
dos psitacídeos, a mesma a que pertencem os papagaios.
Provavelmente as aves eram do coronel Frank Clarke March,
o anfitrião de Churchill na Flórida.
|
|
| ESTAMOS
GRÁVIDOS! |
|
Na
seção de Cartas
de 11 de junho de 2003, a leitora Tatiana Leitenski,
de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, anunciou a decisão
de ter um filho: "Meu marido, com um enorme sorriso,
me mostrou a capa da edição especial Criança
(maio de 2003), com aquele enorme bebê fofo, e
me perguntou: 'Que tal termos um deste?' Minhas pernas
simplesmente estremeceram. Perguntei se ele estava falando
sério, e apenas com olhares percebemos que a
hora havia chegado". Na semana passada, Tatiana voltou
a escrever para a redação de VEJA. "Depois
de alguns meses de tentativas, conseguimos. Estamos
grávidos! Estou com 21 semanas. O bebê
será um menino e se chamará Marco Lucio
Filho (igual ao papai). Gostaríamos de dividir
essa alegria com vocês, que tão bem nos
trataram, e com os demais amigos e parentes. Uma criança
na vida de um casal é um momento sublime, ainda
mais numa gravidez planejada como a nossa", diz a feliz
futura mamãe.
|
|
|