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Cartas
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"Que o 'terremoto' que
fez a estrela do PT se partir não venha a abalar esta nação
tão séria chamada Brasil."
Emilson de
Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES
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Retrospectiva 2005
Lendo a reportagem "...Filmamos
os 7 pecados capitais"(28 de dezembro), só tive vontade de
chorar. Estão abusando do meu otimismo, banalizando a palavra
ética, assassinando a moral! O último ano foi mais
uma oportunidade para que o povo brasileiro se politizasse. Que
os políticos também a aproveitem.
Carlos F.A. Metzler
Cidade do México, México
A reportagem "...Filmamos os
7 pecados capitais" está simplesmente genial. É impossível
contestá-la ou mesmo ficar indiferente a ela. Ao ler uma
matéria como essa, não sei como se comportam os representantes
do povo nos três poderes, que poderiam estar fazendo alguma
coisa para melhorar esse estado de coisas e nada fazem. Será
que são tão caras-de-pau e desumanos que não
sentem sequer a face ruborescer?
Joel de Almeida
Campinas, SP
A sociedade não é
conivente com a corrupção. Ela tem meios para mostrar
sua indignação e reagir ao problema. Um deles é
a própria imprensa. A revista VEJA não publicaria
dezoito capas denunciando os corruptos se não houvesse interesse
público em torno da questão. Outra forma de reação
será vista, em breve, nas urnas. As pesquisas de intenção
de voto, mostrando que o governo Lula será colocado para
escanteio, provam que a sociedade não está conivente.
Mais uma forma de reação, recém-inaugurada,
é a bengalada no lombo. Mas talvez faltem bengalas para punir
tantos corruptos.
Rubens Neiva
Juiz de Fora, MG
Parabenizamos a equipe dessa
revista pelo belíssimo e importante trabalho de jornalismo
investigativo realizado em 2005, com ênfase, é claro,
nas matérias feitas na área política, em que
os repórteres não economizaram esforços para
mostrar à população a podridão que se
esconde nos gabinetes dos altos escalões políticos
de Brasília e de todo o país. Se VEJA assim não
tivesse agido, estaríamos todos aplaudindo os Robertos Jefersons,
Josés Dirceus, Delúbios Soares e tantos que foram
desmascarados.
Alcemy do Bom Jesus Simões
Vila Velha, ES
Na retrospectiva de 2005, ficou
claro e evidente o trabalho primoroso desenvolvido pela revista
VEJA. Desvendou, com provas cabais, muitas das maracutaias praticadas
pelos nossos políticos e pelos seus comparsas. O mais interessante
foi a aula de corrupção dada pelo "professor Maurício
Marinho". Falta, agora, os poderes constituídos fazerem a
sua parte, punindo os culpados.
Marcos Pennha
Ilhéus, BA
Um dos maiores temores dos brasileiros
é a internacionalização da Amazônia.
Quando um governo, como o brasileiro, é muito ocupado com
assuntos ligados à corrupção, ao fisiologismo
partidário e à própria ineficiência,
talvez a única maneira de salvar a floresta seja mesmo a
internacionalização daquela biosfera. A última
edição de 2005 da revista VEJA trata de dois assuntos
que, embora desconexos e corroborados pela retrospectiva, me fizeram
chegar a essa reflexão radical e desesperada. Faço
votos para que em 2006 VEJA continue a trazer-nos informações
tão bem trabalhadas. Faço votos, também, para
que nosso "governo" se ocupe dos assuntos que realmente nos transformarão
em uma grande nação e deixe os "bandidos" aos cuidados
da polícia ("O ano em que a Amazônia começou
a morrer").
Rony Von dos Reis de Camargos
Unaí, MG
Infelizmente, não há
como negar, todos nós somos culpados pelo estado agonizante
dessa beleza com a qual a natureza nos presenteou. As gerações
futuras, além de não poder contemplá-la, se
continuar nosso descaso, sofrerão as maiores conseqüências
que naturalmente virão. Se tivéssemos pelo verde de
nossas matas a mesma paixão que temos pelo amarelo de nossa
seleção, não ficaríamos tão passivos
esperando pela ação daqueles que só se movem
por pressão. Vamos exigir de nossos representantes mais atitude
com vista a trabalhar para que a cura de nossa Amazônia seja
prioridade nacional. Vistamos também o verde! Ainda há
tempo para reagir.
Clemente de Sousa Fortes
Brasília, DF
Gostaria de parabenizar o jornalista
Leonardo Coutinho por sua matéria "A peleja da economia contra
a ecologia" (28 de dezembro). Pode parecer incrível, mas
é a primeira vez que uma publicação brasileira
importante diz o que nós, amazonenses, lutamos anos para
tentar fazer o Brasil entender: o país não tem nenhum
prejuízo com os incentivos fiscais concedidos ao Amazonas.
Ao dizer que "para cada real investido no PIM, 1,33 retorna como
arrecadação", VEJA finalmente faz justiça ao
modelo de desenvolvimento adotado para essa área. Resumindo:
o Amazonas não só não recebe esmolas dos outros
brasileiros como paga, e muito bem, a eles para desenvolver-se e
preservar para o mundo nossa floresta tão cobiçada.
Altamir Bastos
Manaus, AM
A reportagem da retrospectiva
de 2005 em que VEJA lembra os falecidos do ano esqueceu de Francisco
Milani e Cláudio Correia e Castro, que, de certa forma, foram
mais importantes para a alegria dos brasileiros fissurados em TV
que muitos lembrados pela revista.
Marcos Henrique Diniz
São Paulo, SP
Esperava que VEJA Retrospectiva
deste ano fosse como a dos anos anteriores. Que viesse com textos
sobre assuntos diversos comentados por pensadores, ensaístas,
economistas etc. Que pena!
Genelva Arruda Barbosa
Mogi Mirim, SP
Roberto Civita
A Carta do Editor ("Por que fazemos
o que fazemos", 28 de dezembro) é impecável, irretocável
e incontestável. É porque vocês fazem o que
fazem que ainda acreditamos num Brasil mais limpo. Reiteramos calorosamente
nossos bons votos para 2006.
Rabino Henry I. Sobel
Presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista
São Paulo, SP
É exatamente pelo que
consta na Carta do Editor 2005 que há mais de quinze anos
sou assinante de VEJA. Em 2006 continuarei a ser!
Fábio Lentúlio Mota Filho
Por e-mail
Todos nós, brasileiros,
devemos agradecer à revista VEJA a cobertura total e isenta
da corrupção gigantesca que assolou e assola o país
no governo Lula. Não calem jamais. Continuem a investigar
e a publicar, precisamos de um país melhor.
Rosinha A. de Oliveira
Belo Horizonte, MG
Sentimos orgulho ao ler a Carta
do Editor; ela nos faz lembrar o espírito de luta de Victor
Civita. Caso toda a imprensa tivesse o mesmo procedimento, não
teríamos tantas tristezas com os nossos governantes.
Licio de Freitas Pereira
Por e-mail
McDonald's
Com relação à
reportagem "Mcfraude" (21 de dezembro), sobre a investigação
feita pela Corregedoria da Secretaria da Receita Federal, desejo
destacar que foi exatamente devido à entrega voluntária
de documentos pelo McDonald's que houve avanço no processo.
O McDonald's Brasil agiu em conformidade com o Código de
Conduta da Empresa, na certeza de dar a melhor solução
para o caso. Pelo mesmo motivo, a McDonald's Corp. já reportou
todo o assunto ao Departamento de Justiça Americano e à
Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos. O McDonald's
tem colaborado com as investigações e continuará
a fazê-lo na busca do total esclarecimento dos fatos.
Nossa empresa não comenta assuntos que estejam sub judice.
Após apresentar sua defesa perante a Justiça Federal,
na ação civil pública, dentro do prazo determinado
por lei, o McDonald's terá condições legais
de se manifestar. A empresa ressalta que tem tratado o caso com
a seriedade e a responsabilidade que sempre marcaram sua atuação
no Brasil e em todo o mundo.
Sergio Alonso
Presidente do McDonald's Brasil
Por e-mail
A Associação de
Franqueados Independentes do McDonald's (Afim), constrangida, pede
punição exemplar aos envolvidos. Condenamos a atitude
da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que
foi utilizada no processo e não tomou providências
postura, aliás, semelhante à adotada no trâmite
do projeto da Nova Lei de Franquia, em que se legaliza o polêmico
processo da sublocação de pontos comerciais a valor
maior que o contratado com o dono do imóvel, que é
praticada somente pelo McDonald's, colocando em posição
de risco desnecessário mais de 60.000 franqueados espalhados
pelo país.
George Hiraiwa
Vice-presidente da Associação de Franqueados Independentes
do McDonald's (Afim)
Londrina, PR
O Melhor do Brasil
Parabenizamos a Editora Abril
pela iniciativa de ter publicado um veículo de qualidade
como é a edição especial de VEJA O Melhor
do Brasil (dezembro de 2005). Juntos, trade turístico
e órgãos de comunicação temos de arregaçar
as mangas e trabalhar para adaptar o sonho ao bolso, fazendo com
que cada vez mais brasileiros viajem pelo Brasil. Muito obrigado
pelo que vocês vêm fazendo pelo nosso setor.
Guilherme Paulus
Diretor-presidente da CVC Turismo
São Paulo, SP
Em relação à
afirmação de que em Itacaré é preciso
pagar para entrar nas melhores praias (página 26), esclarecemos
que, por iniciativa da promotoria de Justiça da comarca de
Itacaré, foi assinado em outubro passado um termo de ajustamento
de conduta, cujo objetivo foi a abertura das praias para visitantes.
Um único proprietário não aderiu, razão
pela qual uma ação movida pelo Ministério Público
da Bahia tramita no fórum local.
Lauro Costa Setúbal
Itacaré, BA
Seqüestradores
A decisão do ministro
Nilson Naves, de "se eximir de aplicar a Lei de Crimes Hediondos",
afirmando "que não concorda com ela", deve ser examinada
e punida pelo Conselho Nacional de Justiça, pois coloca em
liberdade, no regime semi-aberto, seqüestradores perigosos
e cruéis, condenados por crime de extorsão mediante
seqüestro. Afrontando, abertamente, a lei em vigor, o STJ deixa
a sociedade em total insegurança ("Boa notícia. Mas
para os bandidos", 28 de dezembro).
Edson Antonio Velano
Reitor da Unifenas
Alfenas, MG
Espantoso que neste país,
onde reconhecidamente existem tantas leis injustas, uma que foge
a essa regra e reflete o mais básico nível de lógica,
a que torna o crime de seqüestro hediondo, não esteja
sendo aplicada porque um magistrado se recusa a isso, por não
concordar com a lei (o ministro Nilson Naves). A missão do
Judiciário é aplicar as leis com o rigor necessário
e fazer a correta interpretação dessas. A decisão
de beneficiar perigosos seqüestradores mais uma vez pune o
povo, pagador do salário dos magistrados e ao qual esses
deveriam beneficiar, assim como os demais poderes constituídos
legalmente neste sofrido Brasil. Infelizmente, o combate à
criminalidade ainda não se tornou prioridade na agenda dos
governantes, e esses vão pagar caro por essa falta de cuidado
com a população.
David Canassa
Sorocaba, SP
Achei bastante interessante a
posição do ministro do STJ, senhor Nilson Naves, que,
ao não concordar com uma lei, não a cumpre. Eu, por
exemplo, não concordo em pagar imposto de renda para sustentar
funcionário público que não cumpre a lei. Assim,
gostaria de perguntar a esse ministro se eu posso, a partir do próximo
ano, parar de pagar imposto de renda. Depois os integrantes do Poder
Judiciário reclamam da necessidade de controle externo. Tem
mais é que controlar e punir aqueles que não respeitam
as leis.
Maro Antônio Pimenta Ferreira
Belo Horizonte, MG
Greve nas universidades
A propósito da reportagem
"Greve remunerada" (28 de dezembro), tenho a registrar que uma greve
que ultrapasse os 100 dias mostra que a prática de governo
é inconsistente no que tange aos destinos da educação
no país. As greves são conseqüências. As
causas que as ensejam são as políticas de governos.
A César o que é de César.
Fernando Nogueira de Lima
Ex-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso
Cuiabá, MT
Há mais de uma década,
em cartas publicadas pela imprensa local, tenho usado a expressão
"greve remunerada" ao me referir às periódicas paralisações
de atividades nas universidades federais. Finalmente encontro eco.
Acho que é crucial enfatizar esse ponto, porquanto ele é
suficiente para assegurar in limine que as greves já comecem
desmoralizadas e condenadas ao fracasso. É surpreendente
que os eternos defensores desse tipo de ação não
queiram enxergar que o único resultado que têm obtido
são o desprestígio das universidades públicas
como instituição e o sacrifício de sua própria
dignidade.
Arno Blass, Ph.D.
Professor titular (aposentado) da UFSC
Florianópolis, SC
Os professores da Universidade
Federal do Paraná não aderiram à última
greve. Em abril de 2002, terminamos a reposição da
greve de 2001. Há quatro anos letivos, estamos com o calendário
escolar absolutamente regularizado, na graduação,
pós-graduação stricto sensu e lato sensu. Por
mais que concordássemos com algumas das reivindicações
do movimento, permanecemos fiéis ao nosso compromisso com
os alunos e com a comunidade atendida pela UFPR. Não apenas
continuamos as atividades de ensino, pesquisa e extensão
como ampliamos o atendimento das demandas da sociedade por meio
de expansão de cursos de graduação e pós-graduação;
processo de ocupação de vagas remanescentes; e políticas
afirmativas de inclusão de alunos das escolas públicas
e da raça negra.
Ana Paula Mussi Szabo Cherobim
Chefe do departamento de administração geral e aplicada
da Universidade Federal do Paraná
Curitiba, PR
Eduardo Giannetti da Fonseca
Parabenizo o articulista Eduardo
Giannetti da Fonseca por seu artigo na última edição
de 2005 ("O fim do ciclo das ilusões", 28 de dezembro). Suas
ponderações sobre a situação política
brasileira são de grande maturidade e realismo e, ao mesmo
tempo, abrem perspectivas para o futuro.
António Manuel Corado
Pombo Fernandes
Goiânia, GO
Ferreira Gullar
Há pessoas neste nosso
imenso e injusto país que, quando se apresentam para falar,
especialmente se for através de um veículo de informação
com o perfil de VEJA, é preciso que a gente preste atenção.
Pode-se estar diante da oportunidade de aprender coisas importantes.
E o escritor Ferreira Gullar ("Um escritor singular", 28 de dezembro),
por seu conhecimento amplo dos problemas brasileiros e sua clareza
de pensamento (qualidades bastante raras nestes dias que correm),
é uma dessas pessoas. Mas há algo nele que eu não
consigo entender. Como é que alguém, com sua visão
e experiência, pode, ao mesmo tempo, sonhar com um país
mais justo socialmente e uma melhor distribuição da
riqueza e ser admirador do político José Sarney e
seu clã? Será que o modelo de justiça social
com o qual ele sonha é esse que funciona no miserável
estado do Maranhão, onde reina absoluto há mais de
cinco décadas o senador Sarney?
Wilson de Souza Lima
Goiânia, GO
Diogo Mainardi
Emocionei-me ao ler o último
artigo escrito por Diogo Mainardi em 2005 ("Uma anta na minha mira",
28 de dezembro). Sua mente brilhante nos presenteia quanto aos fatos
diários e relevantes deste país, com análises
objetivas permeadas de sinceridade cortante, sem no entanto esconder
que, por trás da máscara de insensível, vive
um ser humano belíssimo.
Lívia Brasil
Salvador, BA
Mainardi entretém, informa
e esclarece com sua ironia que de ácida chega ao bom humor.
Sua genialidade nos alenta.
Américo Tognetti Neto
São Paulo, SP
Diogo Mainardi, parabéns
ao seu filho pela vitória. Muitos outros dezesseis passos
virão. Quanto a você, muito obrigado pelo serviço
que nos presta, denunciando essa confraria cortesã corrupta
petista/lullista. Sua língua escrita soa no lombo dos néscios
como navalha e no lombo dos confrades lullistas/petistas como chibata.
Em ambos os casos, com maestria. Particularmente, prefiro a chibata.
Continue. Você é nossa voz.
Joaquim Neto
Por e-mail
Preciso dar a mão à
palmatória em relação a Diogo Mainardi. Sempre
fui avesso a seus artigos, mas tenho de reconhecer que nessa retrospectiva
de 2005 ele foi o que de melhor aconteceu na imprensa: imparcial
e divertido. Fiquei emocionado com esse último artigo em
que se refere aos seus filhos. Realmente "cultivar nosso jardim"
é a melhor coisa desta vida, como está escrito no
livro de Eclesiastes: "Tudo é vaidade, como correr atrás
do vento...".
Fernando Gomes de Moraes
Campinas, SP
Mainardi, o melhor de tudo, tenho
certeza, foram os dezesseis passos do seu filhinho mais velho. Ao
menos algo que vale a pena avançou. Você e sua família
merecem todo o sucesso do mundo. Vamos cuidar do nosso jardim e
esquecer o caos com que somos obrigados a conviver.
Nilson Alberto Rezendo Oliveira
Correntina, BA
Não desista! Seus leitores
adoram seus artigos corajosos (eu, inclusive, os coleciono) e vibram
com tudo o que gostariam de dizer sobre esse desgoverno Lula, o
pior da história! Vamos cruzar os dedos para que em 2006
não tenhamos de engolir por mais quatro anos esse descalabro.
Lucia Farias
Brasília, DF
CORREÇÃO:
Na edição especial O Melhor do Brasil (dezembro
de 2005), o endereço e o prato sugerido do restaurante Baccio,
em São José dos Campos, foram publicados com incorreções.
O endereço é Praça José Peneluppi Filho,
10, e o prato sugerido é o linguado ao cartoccio.

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O QUARTO DE
VIRGINIA WOOLF
George C. Beresford/Hulton
Archive/Getty Images
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| Virginia Woolf e a
edição brasileira de seu livro: o quarto virou teto
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A leitora Adelaide
Reis de Magalhães fez uma interessante observação
sobre a recente edição em português
do livro A Room of One's Own, da escritora inglesa
Virginia Woolf (1882-1941). Publicada originalmente
em 1928, a obra sai no Brasil com o nome Um Teto
Todo Seu. "Parece-me, pelo título, que o
tradutor não captou o sentido básico que
norteou a escritora", diz Adelaide. Ela explica: "A
idéia inicial do livro surge quando, em Cambridge,
lhe perguntaram por que, nos séculos anteriores,
as mulheres haviam produzido tão pouco no campo
literário. Depois de muitas conjecturas, reflexões,
leituras e pesquisas em bibliotecas, Woolf escreveu
essa magnífica obra, chegando à seguinte
conclusão: o que faltou à mulher foi ter
tido um quarto só seu. Em seus primeiros anos
de vida, ela dormia com os pais, depois com as irmãs
e mais tarde com o marido. Faltou-lhe a privacidade
de um quarto que fosse só seu; um lugar onde
pudesse pensar em clima de silêncio, onde deixasse
um soneto para melhor lapidá-lo mais tarde, papéis
e livros para elaborar, um dia, uma biografia".
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O MELHOR DO
BRASIL
A
leitora Mara Hartog Rebello, de Florianópolis,
escreve para dizer que sua cidade merecia no mínimo
uma página na edição O Melhor
do Brasil, especial de turismo de VEJA publicado
em dezembro de 2005. "Nós aqui em Floripa temos
48 praias lindíssimas. Temos praias para a prática
de surfe e para a recreação das famílias
com crianças que não querem ondas. Temos
praias para todos os gostos." Embora a capital catarinense
não tenha sido esquecida na edição
(a pág. 18 trata das praias do estado), Mara
foi uma entre as dezenas de leitores que, de norte a
sul do país, escreveram para reclamar da ausência
de sua cidade ou praia preferida. Na verdade, os destinos
e os endereços publicados foram escolhidos por
57 jurados, todos ligados ao turismo. Eles elegeram
os melhores locais para visitar, da praia à montanha,
passando pelas grandes cidades e por regiões
que se destacam pela preservação ambiental
ou pelo patrimônio histórico. Num país
rico em belezas naturais como o Brasil, é normal
que esse tipo de trabalho deixe muitos recantos de fora.
Mas essa foi apenas a primeira edição.
Outras virão, contemplando novos destinos e endereços.
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