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Leitor
Tragédia em Santa Catarina
"O sorriso
angelical da pequena Luana Eger na capa de VEJA nos dá
ânimo para reconstruir nossa vida e, sobretudo, prestar
solidariedade àqueles que ficaram." Tenho 16 anos e
me emocionei com a sensibilidade passada por meio da reportagem
"O horror diante dos olhos" (3 de dezembro). Mesmo
quem não foi diretamente atingido pelas enchentes e
pelos deslizamentos se sente como se estivesse no meio de
tudo. Nós vimos nossos amigos e parentes perder tudo
o que tinham, nossa terra desmoronar diante dos nossos olhos,
com sonhos e conquistas, e não pudemos fazer nada a
respeito. Nessas horas, é impossível não
se emocionar e se sensibilizar. Não nos deixaremos
abater pela tragédia, nós nos fortaleceremos
com ela. Afinal, somos brasileiros e nunca desistimos. Vamos
reconstruir juntos o nosso maravilhoso estado. Também fui
atingida pela enchente do Vale do Itajaí, mas nem de
longe me considero uma vítima, diante da imensidão
de histórias tristes e chocantes que tenho ouvido.
Mas a solidariedade, o carinho e a compreensão dos
catarinenses e dos brasileiros estão sendo cruciais
para que Santa Catarina, com sua gente batalhadora, continue
a lutar para reconstruir sua história. Acompanho com lágrimas
a tragédia de Santa Catarina, um estado lindo que amo
de paixão e onde meus bisavós, vindos da Alemanha,
construíram sua vida. Como não chorar diante
de uma tragédia tão grande? Estou surpreso com
a sensibilidade do povo brasileiro por nossa linda Santa Catarina.
Uma tragédia que o Brasil talvez nunca tenha visto.
Ficou claro que sozinhos somos fracos, mas juntos temos um
poder enorme de superar todas as dificuldades. Tenho certeza
de que a bravura do povo catarinense é muito grande,
e em breve isso será superado.
Gustavo Ioschpe Embora o artigo
de Gustavo Ioschpe traga argumentos irrefutáveis sobre
a violência intelectual, como quer o autor, sofrida
diariamente pelos alunos da escola pública brasileira,
é preciso ponderar as colocações ali
registradas. Na contramão de outras matérias
publicadas na própria revista VEJA, o artigo deixa
de lado uma questão importante para a educação:
os professores também são funcionários.
E isso, por si, diz muita coisa: é preciso formá-los
adequadamente nos cursos de graduação; é
preciso gestão competente na instituição
em que atuam; é preciso que trabalhem em segurança
("Violência escolar: quem é a vítima?",
3 de dezembro).
Comunidades católicas Com a reportagem
"Católicos reclusos" (3 de dezembro), VEJA
demonstra estar acompanhando de forma pontual os acontecimentos
do Brasil e do mundo. Embora se possa identificar nas entrelinhas
da reportagem um certo quê de ceticismo, eu a considerei
muitíssimo importante por divulgar uma nova maneira
de viver em união com Deus e com a nossa Igreja.
Política externa Com o afastamento
do incômodo Marco Aurélio Garcia da linha de
frente da diplomacia, o presidente Lula deu um importante
passo para afastar o Brasil ainda mais do inconseqüente
populismo sul-americano e começar a defender os nossos
interesses de fato ("Mudança de rumo", 3
de dezembro). A Marco Aurélio fica a sugestão:
por que não vai trabalhar para Hugo Chávez ou
Evo Morales, já que tanto se esforçou em defender
os interesses deles?
Jill Bolte Taylor Agradeço
a VEJA pela extraordinária entrevista (Amarelas, 3
de dezembro). Havia muito tempo esperava uma reportagem sobre
AVC. Meu pai é portador dessa doença, e a revista
superou minhas expectativas, pois, além de entrevistar
uma especialista, ou seja, uma neurocientista, deu-nos a oportunidade
de conhecer mais sobre o mal por intermédio de quem
o estudou e o conheceu de dentro para fora.
Holofote Que empresários
do varejo, montadoras, bancos e empresas de construção
civil façam propaganda incentivando o povão
a adquirir eletrodomésticos, carros e apartamentos
é aceitável, pois é o ramo de negócio
deles ("Comprem, comprem, comprem", Holofote, 3
de dezembro). Já do presidente Lula, não é.
Dele, espera-se que, diante do momento econômico cada
vez mais preocupante, tenha responsabilidade com o país.
Afinal, foi para isso que ele foi eleito.
Telefonia Parabéns
pela reportagem "Em busca da ligação mais
econômica" (Guia, 3 de dezembro). Se em qualquer
tempo tal assunto é oportuno, agora, com a crise real,
se tornou útil e agradável.
Cássio Cunha Lima Fui cassado por
suposto uso promocional de um programa assistencial do estado.
Jamais distribuí um só cheque, muito menos em
período eleitoral. Esse programa assistencial do governo
de ajuda a pessoas carentes foi suspenso antes
do início do processo eleitoral. O Programa de Combate
e Erradicação da Pobreza decorre da Lei nº
7611, de 20 de junho de 2004, tendo sido operacionalizado
em conformidade com os decretos de números 25489, de
abril de 2005, que regulamentou o Fundo de Pobreza; 25684,
de janeiro de 2005, que fixou normas de execução
financeira e orçamentária para 2005; e 26805,
de janeiro de 2006, que fixou normas de execução
financeira e orçamentária para 2006. Confundiram,
por alguma razão, a assistência de pessoas carentes
realizada com recursos do Fundo de Pobreza, criado em 2004
e regulamentado em abril de 2005, com ajudas financeiras concedidas
pelo estado, com recursos do Tesouro, em situações
de emergência autorizadas pela Lei nº 7020,
de novembro de 2001, regulamentada em maio de 2002 pelo Decreto
nº 22787, como foi a do professor Rômulo de Araújo
Lima um antigo servidor do estado, vítima de
câncer, por duas vezes, no período de 2004 a
2007. Está tudo no processo. A quantia de 56 000 reais
doada ao professor foi relativa ao custeio dos tratamentos,
no período mencionado, e a doação à
campanha, no valor de 1 000 reais que compõe
a prestação de contas feita ao TRE , foi
relativa a dois convites comprados pelo referenciado professor,
para si e para sua esposa, em um jantar de adesão.
Cercearam ao vice-governador José Lacerda o direito
de defesa e a condição de litisconsorte passivo
necessário, que o próprio TSE garantiu ao vice-governador
de Santa Catarina. É como se a Constituição
Federal válida para um estado não se aplicasse
a outro. Correções: na reportagem
"Machado, o mo-ço" (3 de dezembro), a foto
que ilustra as páginas 132 e 133 é da Avenida
Central, a atual Avenida Rio Branco, inaugurada em 1905.
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