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Edição 2090

10 de dezembro de 2008
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Tragédia em Santa Catarina (capa) — 105
Gustavo Ioschpe — 23
Comunidades católicas — 14
Política externa — 9
Jill Bolte Taylor (Entrevista) — 8

Tragédia em Santa Catarina

Tragédia insuperável
Luana, 3 anos: uma das mais de 100 vítimas do dilúvio em Santa Catarina

"O sorriso angelical da pequena Luana Eger na capa de VEJA nos dá ânimo para reconstruir nossa vida e, sobretudo, prestar solidariedade àqueles que ficaram."
Elenir Ana Joaquim
São José, SC

Tenho 16 anos e me emocionei com a sensibilidade passada por meio da reportagem "O horror diante dos olhos" (3 de dezembro). Mesmo quem não foi diretamente atingido pelas enchentes e pelos deslizamentos se sente como se estivesse no meio de tudo. Nós vimos nossos amigos e parentes perder tudo o que tinham, nossa terra desmoronar diante dos nossos olhos, com sonhos e conquistas, e não pudemos fazer nada a respeito. Nessas horas, é impossível não se emocionar e se sensibilizar. Não nos deixaremos abater pela tragédia, nós nos fortaleceremos com ela. Afinal, somos brasileiros e nunca desistimos. Vamos reconstruir juntos o nosso maravilhoso estado.
Gabrielle Lenzi Vicente
Timbó, SC

Também fui atingida pela enchente do Vale do Itajaí, mas nem de longe me considero uma vítima, diante da imensidão de histórias tristes e chocantes que tenho ouvido. Mas a solidariedade, o carinho e a compreensão dos catarinenses e dos brasileiros estão sendo cruciais para que Santa Catarina, com sua gente batalhadora, continue a lutar para reconstruir sua história.
Ana Paula da Silva Johannsen
Itajaí, SC

Acompanho com lágrimas a tragédia de Santa Catarina, um estado lindo que amo de paixão e onde meus bisavós, vindos da Alemanha, construíram sua vida. Como não chorar diante de uma tragédia tão grande?
Sueli Schmitt
Nova York, NY, EUA

Estou surpreso com a sensibilidade do povo brasileiro por nossa linda Santa Catarina. Uma tragédia que o Brasil talvez nunca tenha visto. Ficou claro que sozinhos somos fracos, mas juntos temos um poder enorme de superar todas as dificuldades. Tenho certeza de que a bravura do povo catarinense é muito grande, e em breve isso será superado.
Gilson Schiavini
São Paulo, SP

 

Gustavo Ioschpe

Embora o artigo de Gustavo Ioschpe traga argumentos irrefutáveis sobre a violência intelectual, como quer o autor, sofrida diariamente pelos alunos da escola pública brasileira, é preciso ponderar as colocações ali registradas. Na contramão de outras matérias publicadas na própria revista VEJA, o artigo deixa de lado uma questão importante para a educação: os professores também são funcionários. E isso, por si, diz muita coisa: é preciso formá-los adequadamente nos cursos de graduação; é preciso gestão competente na instituição em que atuam; é preciso que trabalhem em segurança ("Violência escolar: quem é a vítima?", 3 de dezembro).
Thiago Alves Valente
Professor universitário
Assis, SP

 

Comunidades católicas

Com a reportagem "Católicos reclusos" (3 de dezembro), VEJA demonstra estar acompanhando de forma pontual os acontecimentos do Brasil e do mundo. Embora se possa identificar nas entrelinhas da reportagem um certo quê de ceticismo, eu a considerei muitíssimo importante por divulgar uma nova maneira de viver em união com Deus e com a nossa Igreja.
Maria Aurea Maestrello Maniriques
Porto Ferreira, SP

 

Política externa

Com o afastamento do incômodo Marco Aurélio Garcia da linha de frente da diplomacia, o presidente Lula deu um importante passo para afastar o Brasil ainda mais do inconseqüente populismo sul-americano e começar a defender os nossos interesses de fato ("Mudança de rumo", 3 de dezembro). A Marco Aurélio fica a sugestão: por que não vai trabalhar para Hugo Chávez ou Evo Morales, já que tanto se esforçou em defender os interesses deles?
Wagner Alves
Santo André, SP

 

Jill Bolte Taylor

Agradeço a VEJA pela extraordinária entrevista (Amarelas, 3 de dezembro). Havia muito tempo esperava uma reportagem sobre AVC. Meu pai é portador dessa doença, e a revista superou minhas expectativas, pois, além de entrevistar uma especialista, ou seja, uma neurocientista, deu-nos a oportunidade de conhecer mais sobre o mal por intermédio de quem o estudou e o conheceu de dentro para fora.
Kátia Cilene S. Ferreira da Mata
Caetanópolis, MG

 

Holofote

Que empresários do varejo, montadoras, bancos e empresas de construção civil façam propaganda incentivando o povão a adquirir eletrodomésticos, carros e apartamentos é aceitável, pois é o ramo de negócio deles ("Comprem, comprem, comprem", Holofote, 3 de dezembro). Já do presidente Lula, não é. Dele, espera-se que, diante do momento econômico cada vez mais preocupante, tenha responsabilidade com o país. Afinal, foi para isso que ele foi eleito.
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

 

Telefonia

Parabéns pela reportagem "Em busca da ligação mais econômica" (Guia, 3 de dezembro). Se em qualquer tempo tal assunto é oportuno, agora, com a crise real, se tornou útil e agradável.
Adilson Donizeti Mira
Santa Cruz do Rio Pardo, SP

 

Cássio Cunha Lima

Fui cassado por suposto uso promocional de um programa assistencial do estado. Jamais distribuí um só cheque, muito menos em período eleitoral. Esse programa assistencial do governo – de ajuda a pessoas carentes – foi suspenso antes do início do processo eleitoral. O Programa de Combate e Erradicação da Pobreza decorre da Lei nº 7611, de 20 de junho de 2004, tendo sido operacionalizado em conformidade com os decretos de números 25489, de abril de 2005, que regulamentou o Fundo de Pobreza; 25684, de janeiro de 2005, que fixou normas de execução financeira e orçamentária para 2005; e 26805, de janeiro de 2006, que fixou normas de execução financeira e orçamentária para 2006. Confundiram, por alguma razão, a assistência de pessoas carentes realizada com recursos do Fundo de Pobreza, criado em 2004 e regulamentado em abril de 2005, com ajudas financeiras concedidas pelo estado, com recursos do Tesouro, em situações de emergência – autorizadas pela Lei nº 7020, de novembro de 2001, regulamentada em maio de 2002 pelo Decreto nº 22787, como foi a do professor Rômulo de Araújo Lima – um antigo servidor do estado, vítima de câncer, por duas vezes, no período de 2004 a 2007. Está tudo no processo. A quantia de 56 000 reais doada ao professor foi relativa ao custeio dos tratamentos, no período mencionado, e a doação à campanha, no valor de 1 000 reais – que compõe a prestação de contas feita ao TRE –, foi relativa a dois convites comprados pelo referenciado professor, para si e para sua esposa, em um jantar de adesão. Cercearam ao vice-governador José Lacerda o direito de defesa e a condição de litisconsorte passivo necessário, que o próprio TSE garantiu ao vice-governador de Santa Catarina. É como se a Constituição Federal válida para um estado não se aplicasse a outro.
Cássio Cunha Lima
Governador da Paraíba
João Pessoa, PB

Correções: na reportagem "Machado, o mo-ço" (3 de dezembro), a foto que ilustra as páginas 132 e 133 é da Avenida Central, a atual Avenida Rio Branco, inaugurada em 1905.
• O LP Dock, da ION (pág. 48), que transfere as músicas de discos de vinil para o iPod e aparece no especial VEJA Tecnologia (26 de novembro), pode ser comprado no Brasil pela internet por 1 090 reais. A foto publicada na página 31 é da Logitech QuickCam for Notebooks, e não da Logitech QuickCam Pro 9000. O preço da câmera Samsung i8 (pág. 52) é 1 200 reais. O valor no Brasil do MacBook White com tela de 13.3" é 3 000 reais – a Apple lançará no Brasil três versões do notebook por 3 800 reais, 5 500 reais e 6 700 reais.

 

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