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VEJA
Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Irmão
Urso: padrão Disney
de fofura |
Irmão Urso (Brother Bear, Estados Unidos,
2003. Estréia nesta sexta-feira no país) Kenai
é o caçula e o mais cabeça-dura de três
irmãos, mas não por muito tempo. Para que ele aprenda
uma lição, o espírito de seu irmão mais
velho o transforma naquilo que ele mais detesta: um urso. Vagando
então pelas florestas do noroeste americano, durante a Idade
da Pedra, Kenai ganha a companhia de um filhote de urso que se perdeu
de sua mãe e de dois alces que não primam pelo brilho
intelectual, mas são da maior paz. E, apesar do atordoamento
inicial com sua nova aparência, acaba achando pontos positivos
na mudança. Irmão Urso tem aquele coeficiente
de fofura que se espera da grife Disney, mas arrisca bem mais nos
cenários esses fabulosos do que nos personagens
ou na animação em si. Talvez por isso essa seja, segundo
a revista especializada Variety, a última animação
convencional que o estúdio vai produzir, pelo menos até
segunda ordem. Daqui para a frente, a Disney planeja concentrar-se
no 3D, que tornou sua parceria com a Pixar leia-se Toy
Story e Procurando Nemo um sucesso.
DISCOS
So
Damn Happy, Aretha Franklin (BMG) Uma das cantoras
mais extraordinárias da história da música
negra americana, Aretha Franklin limitou-se a fazer aparições
nos tribunais de Justiça dos Estados Unidos nos últimos
anos. Ela foi acusada de sonegação de impostos e de
incendiar a própria casa a fim de receber o seguro. Mas basta
ouvi-la para esquecer qualquer deslize. Para gravar So Damn Happy,
seu primeiro CD de canções inéditas em seis
anos, Aretha recrutou um time de produtores de ponta, uma jovem
diva do soul (Mary J. Blige, que assina duas canções)
e o classudo Burt Bacharach. Faixas como Holdin' On e Falling
Out of Love com precioso arranjo de cordas de Bacharach
trazem à mente a melhor fase de Aretha, nos anos 70.
Heavier
Things, John Mayer (Sony) Quando seu disco de estréia
vendeu mais de 2 milhões de cópias nos Estados Unidos,
o cantor e guitarrista americano John Mayer tornou-se o queridinho
do mundo pop. Em vez de mergulhar de cabeça na farra, contudo,
Mayer se manteve discreto e recatado. Dono de um currículo
que inclui uma breve passagem pela prestigiada Berklee School of
Music, ele diz que o que deseja mesmo é ser reconhecido como
compositor. E talvez consiga. Aos 26 anos, está lançando
o seu segundo disco. Heavier Things tem de tudo um pouco:
soul music, jazz e rock. Há ótimos momentos, entre
os quais o hit Bigger than My Body e a balada Come
Back to Bed.
Arthur Cavalieri
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| Paulinho
da Viola: belos duetos |
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Paulinho
da Viola: Meu Tempo É Hoje, vários intérpretes
(Biscoito Fino) Entre o público que assistiu ao documentário
de Izabel Jaguaribe sobre Paulinho da Viola, uma pergunta freqüente
era: quando sai a trilha sonora? Pois ela está saindo agora,
com dezesseis belas faixas. Em vez de regravar as músicas
em estúdio, optou-se por usar o som captado durante as filmagens.
O que se perde em limpidez ganha-se em espontaneidade. O disco traz
um pot-pourri de sambas clássicos cantados por Paulinho ao
lado do parceiro Elton Medeiros, além de participações
de Zeca Pagodinho, da Velha Guarda da Portela e do pai do sambista,
César Faria, que comanda um dueto em Chora Cavaquinho.
O grande sucesso, contudo, deve ser mesmo a versão de Carinhoso,
de Pixinguinha e João de Barro, cantada por Paulinho e por
Marisa Monte.
TELEVISÃO
Natureza e Imagem/Marcelo Skaf
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| Ilha
dos Golfinhos: imagens deslumbrantes |
A Ilha dos Golfinhos (Brasil, 2003. Domingo, dia 14, às
21h, com reprises no dia 17, às 9h e 15h, no National Geographic
Channel) Recentemente, esse documentário nacional
ganhou a Palma de Bronze no Festival Mundial da Imagem Submarina,
considerado o Oscar do gênero. Detalhe: ficou à frente
de produções de pesos-pesados como Jean-Michel Cousteau,
filho do francês Jacques Cousteau. O programa mostra como
vivem os golfinhos-rotadores, espécie que habita uma baía
localizada no arquipélago de Fernando de Noronha. Captadas
pelo cinegrafista Lawrence Wahba, que divide a direção
com Rodrigo Astiz, as imagens são deslumbrantes. Elas flagram
de perto as coreografias dos golfinhos, bem como suas estratégias
de acasalamento e sobrevivência.
LIVROS
Divórcio
em Buda, de Sándor Márai (tradução
de Ladislao Szabo; Companhia das Letras; 174 páginas; 31,50
reais) Sándor Márai é hoje reconhecido
como um dos maiores escritores da Hungria. Mas nem sempre foi assim:
durante as quatro décadas em que os comunistas estiveram
no poder naquele país, sua obra foi proscrita e o autor viveu
no exílio até se suicidar, em 1989, nos Estados Unidos,
à beira dos 90 anos. Em sua obra, o que dá o tom é
a melancolia e uma visão perturbadora da natureza humana.
Divórcio em Buda não foge à regra. No
centro do romance está um juiz diante de um caso de divórcio.
O casal que deseja se separar é formado por um antigo colega
de escola do magistrado e, para sua surpresa, uma mulher com a qual
ele flertara fortuitamente anos antes. A partir desse triângulo,
Márai constrói uma trama sobre a hipocrisia e a falta
de comunicação nos relacionamentos. Leia
trecho do livro.
Asas,
de Mikhail Kuzmin (tradução de Elias Ribeiro de Castro;
Z; 176 páginas; 30 reais) Mikhail Kuzmin (1872-1936)
é uma versão russa do irlandês Oscar Wilde.
Escritor e intelectual de primeira grandeza, ele professava sua
homossexualidade abertamente e escreveu aquele que é considerado
o marco inicial da literatura gay em seu país. Asas,
a novela em questão, veio a público em 1906, mas saiu
de circulação como, de resto, toda a obra do
autor, que vai da poesia à dramaturgia quando o regime
soviético passou a perseguir os homossexuais. Só nos
anos 80 seu nome foi redescoberto. O livro fala de um adolescente
que se apaixona por um homem mais velho e vê-se numa encruzilhada:
sair ou não do armário? Kuzmin trata desse tema forte
para a época com um estilo elegante e dos mais recatados.
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