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Cartas
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"VEJA
mostrou com clareza que o protecionismo americano é um perigo
para a prosperidade mundial."
Manuel da Lupa
São Paulo, SP
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Estados
Unidos
A
reportagem "O gigante quer proteção" (3 de dezembro)
nos permite entender as nuances e visualizar os aspectos enfáticos
que conduzem a política americana em sua escalada rumo ao
protecionismo. Apesar do imenso poderio da economia dos Estados
Unidos, do PIB em alta e de sintomas muito bem abordados, torcemos
para que haja oportunidades iguais para todos os países.
Sérgio Luccas de
Lima
São Paulo, SP
Nos
últimos vinte anos, os Estados Unidos não tiveram
um crescimento tão acentuado como o atual. O que poderia
ser comemorado por alguns países virou motivo de preocupação
mundial, devido à atual idéia de protecionismo, que
se alastrou pelo governo Bush. Nós, brasileiros, sofremos
muito com isso, principalmente nas exportações de
aço, produtos têxteis, laranja e carne. Os Estados
Unidos hoje são a nação que mais consome, produz
e compra de todo o mundo. O aumento do protecionismo seria uma ameaça
ao progresso mundial.
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC
A supremacia
americana é inquestionável, e o Brasil deve ter inteligência
e sabedoria para conseguir negociar as taxas do protecionismo. Vivemos
um momento crucial, esperamos que as loucuras do capitalismo não
aumentem as desigualdades e os problemas mundiais.
Alex Vilanova
São Paulo, SP
Tal
qual uma avestruz atacada por formigas, o presidente George W. Bush
enfia a cabeça na terra, esperando em vão que as formigas
parem o ataque. A melhor solução seria, apenas, correr
com suas grandes pernas, ou seja, em vez do protecionismo, o correto
seria descer de seu salto alto e trabalhar cada vez mais, como fazem
todos os outros países menos afortunados do mundo, e não
apenas viver de papéis.
Heliandro Abreu Rosa
Vacaria, RS
Quando
um país, como os Estados Unidos, se torna tão grande
e poderoso, sua responsabilidade perante o mundo cresce também
na mesma proporção. Se Bush for incapaz de enxergar
isso, o tiro poderá sair pela culatra.
João Conceição de Pina
Goiânia, GO
Não
é de hoje, mas de remotas eras, que os Estados Unidos vêm
adotando uma postura agressivamente protecionista no campo comercial,
através de subsídios que, na prática, inviabilizam
toda e qualquer concorrência. Agora, no governo republicano
de linha dura de George W. Bush, voltado a fazer dos Estados Unidos
uma nova Roma dos grandes césares, juiz, júri e carrasco
ao mesmo tempo, a lei do mais forte passou a dar as cartas, substituindo
de vez a mesa de negociação.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Nigel
Chapman
A
entrevista com Nigel Chapman (Amarelas, 3 de dezembro), da BBC,
foi uma das melhores que já li em VEJA. Com inteligência,
bom senso e, sobretudo, humildade, ele mostra que é possível
fazer da televisão um veículo de comunicação
que alcance o maior número possível de pessoas, em
todo o mundo, demolindo barreiras, difundindo conceitos de paz,
promovendo a educação e exercitando a tolerância.
Quem tem a oportunidade, aqui no Brasil, de assistir à BBC
World é testemunha da qualidade excepcional da programação
transmitida e de que tudo o que Chapman expôs, teoricamente,
na revista existe na prática, 24 horas por dia, no excelente
canal estatal britânico.
Bernardo M C Silva
Rio de Janeiro, RJ
Brilhante
a entrevista com o diretor do serviço mundial da BBC. Ele
demonstrou que as programações televisivas são
formas inexauríveis de entretenimento quando produzidas com
respaldo em pesquisas sobre as preferências do público
telespectador de cada país, mormente quando o propósito
do veículo de comunicação é integrar
e humanizar nações.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Roraima
A
endêmica corrupção brasileira está muito
longe de ser resolvida. Com nossas leis benevolentes para os 'imponentes'
usurpadores do dinheiro público, a tendência é
que esse exemplo nefasto seja copiado cada vez mais pelos malfeitores,
indiferentes e culpados ("Uma casta inteira na cadeia", 3 de dezembro).
Mirna Machado
Guarulhos, SP
O espetáculo
de prisões de políticos e aliados ocorrido em Roraima
é um exemplo a ser seguido em todo o Brasil.
Ana Virgínia Lima da Silva
Solânea, PB
Se
não existissem escândalos como o de Roraima, como os
da Operação Anaconda, como os do TRT-SP e tantos outros,
que país formidável seria o Brasil. Pelo levantamento
da Controladoria Geral, há desvio de dinheiro público
em algo como 96% das prefeituras. A corrupção nos
entes públicos não é de hoje; nenhum de nossos
governos conseguiu (se é que algum tentou) exterminar ou
diminuir esse mal que nos assola.
Peter W. Rosenfeld
Rio de Janeiro, RJ
O governo
federal deveria ficar mais atento aos Estados do Norte, onde os
mais ricos se acham donos e fazem o que querem. Não basta
prender. Tem de recuperar todo o dinheiro desviado pelos salafrários.
Paulo Cesar Scarinci
Piracicaba, SP
Veja
essa
Sempre
tive admiração pelo trabalho, capacidade e criatividade
de Jorge Furtado. Depois da declaração sincera e absolutamente
verdadeira sobre o uso do dinheiro público para a produção
de cinema no Brasil, ele passou para o rol dos meus "super-heróis",
pois imaginava que no meio do cinema e do vídeo eu era o
único a pensar dessa forma. Obrigado, Jorge, lavastes minha
alma.
Aloísio Rocha
Porto Alegre, RS
Douglass
North
A
entrevista com Douglass North (Amarelas, 26 de novembro) provoca
reflexões. Por mais que queiramos discordar, não dá.
Temos o juro mais alto do mundo, crime e corrupção
de alto nível em várias esferas de poder, legislação
minuciosa e complexa, ao lado de uma Justiça ineficaz, custo-benefício
da carga tributária com baixíssima reciprocidade (vide
educação, saúde, INSS etc). Todos os contratos
de negócios que assinei não representaram nenhum valor
quando precisei recorrer à Justiça. Pelo ângulo
do crime, nossa Constituição diz que o menor de 16
anos é inimputável (personalidade em formação),
mas ele elege presidente e engrossa as fileiras das organizações
criminosas, com o aval da lei.
Romeu Diniz
Jundiaí, SP
Cada
teórico retrata o processo evolutivo do capitalismo dentro
de uma linha causal principal de raciocínio. Weber baseou
seus estudos na religião (ética protestante), Joseph
Shumpeter nos meios produtivos e F. Braudel em fatores climáticos.
Por último, o brilhante Douglass North realça o papel
institucional. Parabéns por fechar o ciclo.
Rodrigo Martins Brum
Juiz de Fora, MG
Vereadores
cariocas
É
impossível que qualquer brasileiro, honesto como eu, não
se sinta completamente indignado ao saber que seus representantes,
em vez de elaborarem leis para conter nosso sofrimento em relação
à violência, estão usando nosso suado imposto
para se proteger com o uso de carros blindados para si mesmos (Radar,
"Um país blindado", 26 de novembro.
Robson José Laporte
Belo Horizonte, MG
Bob
Esponja
Finalmente
surgiu entre os desenhos animados algo realmente criativo e divertido,
sem apelar para a violência nem para o grotesco. Como pais
de um menino de 4 anos, eu e meu marido respiramos aliviados ao
vê-lo assistindo às aventuras desses seres marinhos
engraçados e, como diz a reportagem, sem um pingo de maldade.
Erika Rodriguez Saraiva
Santos, SP
Maurício
Corrêa
Como
pode um senhor que se posta como defensor dos direitos constitucionais
dos cidadãos brasileiros levar ao pé da letra o velho
ditado popular: "Em casa de ferreiro o espeto é de pau"?
Cada dia comprovamos mais que o mau exemplo vem de cima. Que nossos
filhos saibam repugnar essas barreiras contra o desenvolvimento
e o crescimento econômico do Brasil.
Waldner Goulart Pacheco
Belo Horizonte, MG
Parece-nos
clara a perseguição com a nítida intenção
de desmoralizar o único a defender os verdadeiros princípios
democráticos neste país governado pelos "democratas
petistas". Força, Dr. Maurício, pois a verdadeira
democracia está a seu lado.
Geraldo Alvim
Brasília, DF
Diogo
Mainardi
A
cada semana me surpreendo mais com a inteligência, o bom senso
e a visão crítica aguçadíssima de Diogo
Mainardi ("A praga brasileira", 3 de dezembro). Nesta semana, como
não podia deixar de ser, ele mais uma vez descreveu, majestosamente,
a realidade de parte de nossos problemas, em que políticos
minam o bem-estar dos brasileiros usando nosso dinheiro em benefício
próprio. Que isso sirva para iluminar os brasileiros no momento
de dar seu voto.
Marco Henrique Nadolny
Curitiba, PR
Já
era fã de carteirinha de Diogo Mainardi, mas esse último
ensaio sobre a "praga brasileira" foi simplesmente arrebatador.
Diogo ainda nos brinda com um pouco de sua erudição
ao apresentar algumas sugestões que, se aplicadas, estariam
com certeza entre os principais atores para o tão falado
"espetáculo do crescimento". Diogo Mainardi 2006 para presidente,
já tem meu voto!
Nilton Wood
São Paulo, SP
Claudio
de Moura Castro
Claudio
de Moura Castro, embora brilhante, espanta-se, sem motivo, com "os
tropeços da razão". Sua defesa do Provão demonstra
que ele não está isento dos males que condena. Os
maiores especialistas mundiais afirmam que o controle da qualidade
deve ultrapassar a inspeção (Provão), pelo
controle do processo, e evoluir para a garantia da qualidade desde
o projeto. Entretanto, justifica-se plenamente que a sociedade tenha
garantias de que a escola formou o cidadão integral, testando-o
num outro tipo de Provão: aquele que avalia seu desempenho
no mundo real, como agente criador e distribuidor de riquezas (Ponto
de Vista, 3 de dezembro).
João Martins da Silva
jms@dep.ufmg.br
Lula
nas Arábias
Em
negociação, é importante mostrar a seu "oponente"
que você tem muitas opções além dele.
E essas dezessete viagens de Lula certamente ajudarão na
hora da negociação do Brasil com a Alca. Na briga
do pequeno canarinho com a águia gigante, o canarinho está
mostrando coragem, e pode finalizar as negociações
com a força de Davi ("A máquina da viagem", 3 de dezembro).
Darnon Álvares de Medeiros
Belo Horizonte, MG
Depois
que Lula começou a conhecer o mundo com seus hotéis
cinco-estrelas, nunca mais Guaribas. Já não estaria
na hora de ele fazer uma nova visitinha ao sertão? Ou será
que ele vai repetir Figueiredo, que preferia cheiro de cavalo a
cheiro de povo?
Antonio Carlos Viana
Aracaju, SE
Devo
lembrá-los de que a Líbia e o Egito nunca fizeram
parte do Oriente Médio, mas sim da África denominada
"Magreb".
Simone Aparecida Jordão Fornaciari
Professora de geografia do ensino médio e fundamental
São Paulo, SP
Guia
Sou
professora há três anos e sempre valorizei a liberdade
de expressão de meus alunos. A aprendizagem e a liberdade
andam tão unidas quanto professor e alunos, contribuindo
para o crescimento intelectual e psicológico de ambos. Sou
também psicóloga e, como tal, lamento que certas instituições
de ensino médio e superior ainda mantenham o poder nas mãos
de professores, ignorando o real poder de crescimento dos alunos.
Faço votos de que os professores "alternativos" sejam os
grandes e verdadeiros mestres de que nossa nação tanto
precisa ("Outros conceitos de escola", 3 de dezembro).
Milene Sousa Borges Bernardes
Brasília, DF
Varig
Extremamente
arrogante a postura da Varig de ainda se considerar empresa líder
na América Latina. Desconsiderar o crescimento da Lan Chile
(que criou as subsidiárias Lan Peru, Lan Ecuador e estuda
outras) e do Grupo Taca mostra o espírito imaturo de uma
empresa que mantém uma relação simbiótica
com o governo em todo o seu crescimento, comprovada com a pulverização
da Panair pela ditadura, e facilidades na aquisição
de empresas como a Cruzeiro do Sul, que prestava um serviço
de alta qualidade e de padrões invejáveis.
André Felipe Trindade
Brasília, DF
Israel
Com
relação à reportagem "O muro que incomoda o
mundo" (3 de dezembro), gostaria de fazer o seguinte comentário:
é muito curioso constatar que a proposta do Acordo de Genebra
é uma cópia quase fiel do que foi proposto por Ehud
Barak, ex-primeiro-ministro de Israel, em 2000-2001 (Camp David).
Acordo esse que foi simplesmente negado por Arafat e pelos palestinos,
sem ao menos tentarem uma negociação nessas bases.
Pena que naquela época o apoio internacional (inclusive da
imprensa), e a pressão sobre Arafat para se discutir a proposta,
foi quase inexistente.
Marcelo W. Secemski
Organização Sionista Unificada do Estado de São
Paulo (Osuesp)
São Paulo, SP
Apesar
de concordar que poderíamos evitá-lo, tenho de admitir
que na realidade atual dos conflitos no Oriente Médio, principalmente
após o 11 de setembro, tal muro se torna inevitável,
pois restabelece, mesmo que precariamente, a segurança dos
cidadãos israelenses e dos turistas que visitam Israel em
relação aos atentados suicidas perpetrados pelos fundamentalistas
islâmicos.
Marcos Vinicio Fernandes Lage
São Luís, MA
Holofote
Gostaria
de expressar minha indignação com relação
às mordomias do juiz João Carlos da Rocha Mattos ("Conforto
na prisão", 3 de dezembro). Não dá para entender
como um cidadão com instrução pode cometer
crimes e ainda ser "punido" com cafezinho, TV e sofá.
Maria Fernanda Louzada
Niterói, RJ
A
Vale esclarece
Sobre
o comentário do deputado estadual José Milton (PL-MG),
publicado na seção Cartas (3 de dezembro), a Companhia
Vale do Rio Doce (CVRD) esclarece: 1) Neste ano foram comprados
2.000 vagões da Amsted Maxion
Fundição e Equipamentos Ferroviários, única
empresa do mercado nacional que tem condições de fornecer
os vagões prontos para rodar, ou seja, com caixa, truque
e rodas. A Maxion subcontratou a Cooperativa Mineira de Equipamentos
Ferroviários Ltda (Coomefer) para atender à demanda
da Vale do Rio Doce. 2) A encomenda total da Companhia é
de aproximadamente 5.000 vagões.
Como toda a produção da Maxion já está
comprometida com o pedido da Vale, a Companhia foi forçada
a comprar no mercado chinês 1.200
vagões, em abril deste ano, para ser entregues em janeiro
de 2004. Na ocasião, os fornecedores nacionais não
tinham capacidade para atender à CVRD. 3) Em 28 de agosto
deste ano, a diretoria de logística da CVRD recebeu na sede
da empresa, no Rio de Janeiro, o deputado José Milton e equipe.
Desde então, a Companhia aguarda uma proposta de fornecimento
de vagões por parte da Coomefer. 4) A CVRD tem todo o interesse
em adquirir vagões no mercado nacional. A Companhia já
comprou toda a capacidade produtiva da Maxion de 2003 e 2004, além
da de outros fornecedores nacionais.
Simone Lanes
Assessoria de imprensa Companhia Vale do Rio Doce
Rio de Janeiro, RJ
São
Domingo e a Inquisição
Na
edição de 5 de junho de 2002, na reportagem "Nós
somos ateus", o quadro Auto-de-Fé, de Pedro Berruguete,
pintado em 1493, era mostrado como se retratasse um julgamento de
ateus (interpretação minha). Escrevi a VEJA, que respondeu:
"...o quadro retrata o julgamento de um grupo de dissidentes, portanto
cristãos". Agora, na edição de 19 de novembro
de 2003 ("Elogio da riqueza"), VEJA mostra o mesmo quadro como se
retratasse um julgamento de judeus pelos tribunais da Inquisição,
portanto julgando-os não-cristãos. O quadro, que está
exposto no Museu do Prado, retrata o julgamento de albigenses (cristãos)
por São Domingo de Guzman no início do século
XIII, antes da perseguição da Inquisição
aos judeus.
Mauro Abranches
Rio de Janeiro, RJ
Cavalo
de Tróia
A
Ilíada, que termina no funeral de Heitor, não
menciona o Cavalo de Tróia. É na Eneida, de
Virgílio, que se encontra a referência ao Cavalo de
Tróia ("O marketing da polícia", 3 de dezembro).
José de Sá Neto
Salvador, BA
Natal
digital
Parabéns
pela edição especial Natal Digital, orientando
os consumidores, leitores e aficionados de tecnologia digital sobre
as novidades e tendências (novembro, 2003).
Emilio Hoffmann Gomes Neto
Curitiba, PR
Gostaria
de cumprimentar VEJA pela ótima edição especial
Natal Digital. As tecnologias emergentes avançam de
tal forma que dificilmente conseguimos acompanhá-las. Infelizmente,
pelo que pude constatar, todas essas novidades estão propensas
a encher mais nossos olhos do que nossos lares. Com esta recessão
toda, sinto-me como aquela pessoa que, fazendo dieta, se pega lendo
um belo e ilustrado livro de receitas.
César Ricardo Moreira
Cristais, MG
CORREÇÕES:
Luciana Carneiro, citada na nota "Festa
light" (Guia, 3 de dezembro), é médica
e pós-graduanda em nutrição, e não nutricionista.
Na edição especial Natal
Digital, a sigla GSM significa Global System for Mobile
Communications, e não Global System for Mobil Communication.
Na página 63, a filmadora digital identificada como GR-D30
é o modelo GR-D90. Diferentemente do divulgado, a GR-D30
não possui o recurso de videoconferência. Na página
87, a imagem do modelo JVC identificado como KD-DV5000 é
do KD-SH9750. O PowerBook G4 pesa 3,1 quilos, e não 2.
| MAINARDI
64 X 1 BRASÍLIA |
Se
a disputa entre o colunista de VEJA Diogo Mainardi e o
governo fosse comparada a uma partida de futebol, poderíamos
dizer que Mainardi ganhou de goleada. O artigo "A
tunga do Estado" (26 de novembro) foi o assunto
mais discutido daquela edição, com 65 comentários.
Desse total, apenas o leitor Luiz Antonio Escanferla,
de Monte Aprazível, São Paulo, foi contra
o colunista. "Pelo que pude deduzir, Diogo Mainardi não
só não recebeu educação do
Estado, como também não deve ter recebido
de instituição nenhuma", disse Escanferla.
Os outros missivistas se derramaram em elogios. "Poucas
vezes alguém foi tão tristemente realista
e objetivo quanto à real luta de classes em nosso
país: a que ocorre entre a população
e seu sócio relapso, o governo", escreveu Ricardo
Borges, de Belo Horizonte. "O Diogo conseguiu traduzir
em palavras tudo o que eu sinto com relação
ao Estado brasileiro. Não poderia ter sido mais
claro. Espero que nossos governantes leiam e reflitam
a respeito desse artigo", escreveu Ana Maria Ponzoni,
da capital paulista. Luiz Carlos Silvério dos Santos,
de Curitiba, engrossou o coro: "Como não temos
os meios, os canais, a verve e a competência para
falar muito em poucas palavras, só nos resta aplaudir
esse grande brasileiro Diogo Mainardi". |
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| BAIXARIA
NA TV |
O
leitor Waldir Fabrício dos Santos, de Toledo, no
Paraná, gostou de saber que existe um meio para
os telespectadores brasileiros denunciarem o baixo nível
dos programas de televisão ("Pressão
do bem", 26 de novembro). "Reconhecer a importância
do ranking Quem Financia a Baixaria É contra
a Cidadania é uma atitude louvável",
escreveu. Santos, que está fazendo mestrado em
desenvolvimento sustentável em Buenos Aires, acha
que ficou faltando o endereço para onde mandar
as queixas. Para que ele e outros leitores/telespectadores
reclamem dos excessos televisivos, aí vai o endereço:
http://www.eticanatv.org.br/
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| LULA
E A SEGURANÇA DE VÔO |
Ao
ler a reportagem "A
máquina da viagem" (3 de dezembro),
alguns leitores ficaram preocupados com a segurança
do presidente Lula. "O 'esquadrão da rainha' tem
sido negligente, em pelo menos um detalhe da segurança
do presidente", escreveu Esaú Magalhães
Filho, de Natal. "Acho muito estranho que a equipe de
segurança presidencial tenha colocado uma mesa
de reunião junto à saída de emergência",
criticou Nivaldo Medeiros. Hélio Higuchi, de São
Paulo, explica: "As leis internacionais de segurança
de vôo dizem que as portas de emergência dos
aviões devem estar desobstruídas. Procedimentos
básicos são adotados para que se acomodem
de preferência pessoas jovens nas janelas onde se
situam as saídas de emergência dos aviões,
e é terminantemente proibido colocar malas e outros
objetos junto a essas portas". |
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