Edição 1832 . 10 de dezembro de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"VEJA mostrou com clareza que o protecionismo americano é um perigo para a prosperidade mundial."
Manuel da Lupa
São Paulo, SP

Estados Unidos

A reportagem "O gigante quer proteção" (3 de dezembro) nos permite entender as nuances e visualizar os aspectos enfáticos que conduzem a política americana em sua escalada rumo ao protecionismo. Apesar do imenso poderio da economia dos Estados Unidos, do PIB em alta e de sintomas muito bem abordados, torcemos para que haja oportunidades iguais para todos os países.
Sérgio Luccas de Lima
São Paulo, SP

Nos últimos vinte anos, os Estados Unidos não tiveram um crescimento tão acentuado como o atual. O que poderia ser comemorado por alguns países virou motivo de preocupação mundial, devido à atual idéia de protecionismo, que se alastrou pelo governo Bush. Nós, brasileiros, sofremos muito com isso, principalmente nas exportações de aço, produtos têxteis, laranja e carne. Os Estados Unidos hoje são a nação que mais consome, produz e compra de todo o mundo. O aumento do protecionismo seria uma ameaça ao progresso mundial.
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC

A supremacia americana é inquestionável, e o Brasil deve ter inteligência e sabedoria para conseguir negociar as taxas do protecionismo. Vivemos um momento crucial, esperamos que as loucuras do capitalismo não aumentem as desigualdades e os problemas mundiais.
Alex Vilanova
São Paulo, SP

Tal qual uma avestruz atacada por formigas, o presidente George W. Bush enfia a cabeça na terra, esperando em vão que as formigas parem o ataque. A melhor solução seria, apenas, correr com suas grandes pernas, ou seja, em vez do protecionismo, o correto seria descer de seu salto alto e trabalhar cada vez mais, como fazem todos os outros países menos afortunados do mundo, e não apenas viver de papéis.
Heliandro Abreu Rosa
Vacaria, RS

Quando um país, como os Estados Unidos, se torna tão grande e poderoso, sua responsabilidade perante o mundo cresce também na mesma proporção. Se Bush for incapaz de enxergar isso, o tiro poderá sair pela culatra.
João Conceição de Pina
Goiânia, GO

Não é de hoje, mas de remotas eras, que os Estados Unidos vêm adotando uma postura agressivamente protecionista no campo comercial, através de subsídios que, na prática, inviabilizam toda e qualquer concorrência. Agora, no governo republicano de linha dura de George W. Bush, voltado a fazer dos Estados Unidos uma nova Roma dos grandes césares, juiz, júri e carrasco ao mesmo tempo, a lei do mais forte passou a dar as cartas, substituindo de vez a mesa de negociação.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

 

Nigel Chapman

A entrevista com Nigel Chapman (Amarelas, 3 de dezembro), da BBC, foi uma das melhores que já li em VEJA. Com inteligência, bom senso e, sobretudo, humildade, ele mostra que é possível fazer da televisão um veículo de comunicação que alcance o maior número possível de pessoas, em todo o mundo, demolindo barreiras, difundindo conceitos de paz, promovendo a educação e exercitando a tolerância. Quem tem a oportunidade, aqui no Brasil, de assistir à BBC World é testemunha da qualidade excepcional da programação transmitida e de que tudo o que Chapman expôs, teoricamente, na revista existe na prática, 24 horas por dia, no excelente canal estatal britânico.
Bernardo M C Silva

Rio de Janeiro, RJ

Brilhante a entrevista com o diretor do serviço mundial da BBC. Ele demonstrou que as programações televisivas são formas inexauríveis de entretenimento quando produzidas com respaldo em pesquisas sobre as preferências do público telespectador de cada país, mormente quando o propósito do veículo de comunicação é integrar e humanizar nações.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Roraima

A endêmica corrupção brasileira está muito longe de ser resolvida. Com nossas leis benevolentes para os 'imponentes' usurpadores do dinheiro público, a tendência é que esse exemplo nefasto seja copiado cada vez mais pelos malfeitores, indiferentes e culpados ("Uma casta inteira na cadeia", 3 de dezembro).
Mirna Machado
Guarulhos, SP

O espetáculo de prisões de políticos e aliados ocorrido em Roraima é um exemplo a ser seguido em todo o Brasil.
Ana Virgínia Lima da Silva
Solânea, PB

Se não existissem escândalos como o de Roraima, como os da Operação Anaconda, como os do TRT-SP e tantos outros, que país formidável seria o Brasil. Pelo levantamento da Controladoria Geral, há desvio de dinheiro público em algo como 96% das prefeituras. A corrupção nos entes públicos não é de hoje; nenhum de nossos governos conseguiu (se é que algum tentou) exterminar ou diminuir esse mal que nos assola.
Peter W. Rosenfeld
Rio de Janeiro, RJ

O governo federal deveria ficar mais atento aos Estados do Norte, onde os mais ricos se acham donos e fazem o que querem. Não basta prender. Tem de recuperar todo o dinheiro desviado pelos salafrários.
Paulo Cesar Scarinci
Piracicaba, SP

 

Veja essa

Sempre tive admiração pelo trabalho, capacidade e criatividade de Jorge Furtado. Depois da declaração sincera e absolutamente verdadeira sobre o uso do dinheiro público para a produção de cinema no Brasil, ele passou para o rol dos meus "super-heróis", pois imaginava que no meio do cinema e do vídeo eu era o único a pensar dessa forma. Obrigado, Jorge, lavastes minha alma.
Aloísio Rocha

Porto Alegre, RS

 

Douglass North

A entrevista com Douglass North (Amarelas, 26 de novembro) provoca reflexões. Por mais que queiramos discordar, não dá. Temos o juro mais alto do mundo, crime e corrupção de alto nível em várias esferas de poder, legislação minuciosa e complexa, ao lado de uma Justiça ineficaz, custo-benefício da carga tributária com baixíssima reciprocidade (vide educação, saúde, INSS etc). Todos os contratos de negócios que assinei não representaram nenhum valor quando precisei recorrer à Justiça. Pelo ângulo do crime, nossa Constituição diz que o menor de 16 anos é inimputável (personalidade em formação), mas ele elege presidente e engrossa as fileiras das organizações criminosas, com o aval da lei.
Romeu Diniz
Jundiaí, SP

Cada teórico retrata o processo evolutivo do capitalismo dentro de uma linha causal principal de raciocínio. Weber baseou seus estudos na religião (ética protestante), Joseph Shumpeter nos meios produtivos e F. Braudel em fatores climáticos. Por último, o brilhante Douglass North realça o papel institucional. Parabéns por fechar o ciclo.
Rodrigo Martins Brum
Juiz de Fora, MG

 

Vereadores cariocas

É impossível que qualquer brasileiro, honesto como eu, não se sinta completamente indignado ao saber que seus representantes, em vez de elaborarem leis para conter nosso sofrimento em relação à violência, estão usando nosso suado imposto para se proteger com o uso de carros blindados para si mesmos (Radar, "Um país blindado", 26 de novembro.
Robson José Laporte
Belo Horizonte, MG

 

Bob Esponja

Finalmente surgiu entre os desenhos animados algo realmente criativo e divertido, sem apelar para a violência nem para o grotesco. Como pais de um menino de 4 anos, eu e meu marido respiramos aliviados ao vê-lo assistindo às aventuras desses seres marinhos engraçados e, como diz a reportagem, sem um pingo de maldade.
Erika Rodriguez Saraiva
Santos, SP

 

Maurício Corrêa

Como pode um senhor que se posta como defensor dos direitos constitucionais dos cidadãos brasileiros levar ao pé da letra o velho ditado popular: "Em casa de ferreiro o espeto é de pau"? Cada dia comprovamos mais que o mau exemplo vem de cima. Que nossos filhos saibam repugnar essas barreiras contra o desenvolvimento e o crescimento econômico do Brasil.
Waldner Goulart Pacheco
Belo Horizonte, MG

Parece-nos clara a perseguição com a nítida intenção de desmoralizar o único a defender os verdadeiros princípios democráticos neste país governado pelos "democratas petistas". Força, Dr. Maurício, pois a verdadeira democracia está a seu lado.
Geraldo Alvim
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

A cada semana me surpreendo mais com a inteligência, o bom senso e a visão crítica aguçadíssima de Diogo Mainardi ("A praga brasileira", 3 de dezembro). Nesta semana, como não podia deixar de ser, ele mais uma vez descreveu, majestosamente, a realidade de parte de nossos problemas, em que políticos minam o bem-estar dos brasileiros usando nosso dinheiro em benefício próprio. Que isso sirva para iluminar os brasileiros no momento de dar seu voto.
Marco Henrique Nadolny
Curitiba, PR

Já era fã de carteirinha de Diogo Mainardi, mas esse último ensaio sobre a "praga brasileira" foi simplesmente arrebatador. Diogo ainda nos brinda com um pouco de sua erudição ao apresentar algumas sugestões que, se aplicadas, estariam com certeza entre os principais atores para o tão falado "espetáculo do crescimento". Diogo Mainardi 2006 para presidente, já tem meu voto!
Nilton Wood
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Claudio de Moura Castro, embora brilhante, espanta-se, sem motivo, com "os tropeços da razão". Sua defesa do Provão demonstra que ele não está isento dos males que condena. Os maiores especialistas mundiais afirmam que o controle da qualidade deve ultrapassar a inspeção (Provão), pelo controle do processo, e evoluir para a garantia da qualidade desde o projeto. Entretanto, justifica-se plenamente que a sociedade tenha garantias de que a escola formou o cidadão integral, testando-o num outro tipo de Provão: aquele que avalia seu desempenho no mundo real, como agente criador e distribuidor de riquezas (Ponto de Vista, 3 de dezembro).
João Martins da Silva
jms@dep.ufmg.br

 

Lula nas Arábias

Em negociação, é importante mostrar a seu "oponente" que você tem muitas opções além dele. E essas dezessete viagens de Lula certamente ajudarão na hora da negociação do Brasil com a Alca. Na briga do pequeno canarinho com a águia gigante, o canarinho está mostrando coragem, e pode finalizar as negociações com a força de Davi ("A máquina da viagem", 3 de dezembro).
Darnon Álvares de Medeiros
Belo Horizonte, MG

Depois que Lula começou a conhecer o mundo com seus hotéis cinco-estrelas, nunca mais Guaribas. Já não estaria na hora de ele fazer uma nova visitinha ao sertão? Ou será que ele vai repetir Figueiredo, que preferia cheiro de cavalo a cheiro de povo?
Antonio Carlos Viana
Aracaju, SE

Devo lembrá-los de que a Líbia e o Egito nunca fizeram parte do Oriente Médio, mas sim da África denominada "Magreb".
Simone Aparecida Jordão Fornaciari
Professora de geografia do ensino médio e fundamental
São Paulo, SP

 

Guia

Sou professora há três anos e sempre valorizei a liberdade de expressão de meus alunos. A aprendizagem e a liberdade andam tão unidas quanto professor e alunos, contribuindo para o crescimento intelectual e psicológico de ambos. Sou também psicóloga e, como tal, lamento que certas instituições de ensino médio e superior ainda mantenham o poder nas mãos de professores, ignorando o real poder de crescimento dos alunos. Faço votos de que os professores "alternativos" sejam os grandes e verdadeiros mestres de que nossa nação tanto precisa ("Outros conceitos de escola", 3 de dezembro).
Milene Sousa Borges Bernardes
Brasília, DF

 

Varig

Extremamente arrogante a postura da Varig de ainda se considerar empresa líder na América Latina. Desconsiderar o crescimento da Lan Chile (que criou as subsidiárias Lan Peru, Lan Ecuador e estuda outras) e do Grupo Taca mostra o espírito imaturo de uma empresa que mantém uma relação simbiótica com o governo em todo o seu crescimento, comprovada com a pulverização da Panair pela ditadura, e facilidades na aquisição de empresas como a Cruzeiro do Sul, que prestava um serviço de alta qualidade e de padrões invejáveis.
André Felipe Trindade
Brasília, DF

 

Israel

Com relação à reportagem "O muro que incomoda o mundo" (3 de dezembro), gostaria de fazer o seguinte comentário: é muito curioso constatar que a proposta do Acordo de Genebra é uma cópia quase fiel do que foi proposto por Ehud Barak, ex-primeiro-ministro de Israel, em 2000-2001 (Camp David). Acordo esse que foi simplesmente negado por Arafat e pelos palestinos, sem ao menos tentarem uma negociação nessas bases. Pena que naquela época o apoio internacional (inclusive da imprensa), e a pressão sobre Arafat para se discutir a proposta, foi quase inexistente.
Marcelo W. Secemski
Organização Sionista Unificada do Estado de São Paulo (Osuesp)
São Paulo, SP

Apesar de concordar que poderíamos evitá-lo, tenho de admitir que na realidade atual dos conflitos no Oriente Médio, principalmente após o 11 de setembro, tal muro se torna inevitável, pois restabelece, mesmo que precariamente, a segurança dos cidadãos israelenses e dos turistas que visitam Israel em relação aos atentados suicidas perpetrados pelos fundamentalistas islâmicos.
Marcos Vinicio Fernandes Lage
São Luís, MA

 

Holofote

Gostaria de expressar minha indignação com relação às mordomias do juiz João Carlos da Rocha Mattos ("Conforto na prisão", 3 de dezembro). Não dá para entender como um cidadão com instrução pode cometer crimes e ainda ser "punido" com cafezinho, TV e sofá.
Maria Fernanda Louzada
Niterói, RJ

 

A Vale esclarece

Sobre o comentário do deputado estadual José Milton (PL-MG), publicado na seção Cartas (3 de dezembro), a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) esclarece: 1) Neste ano foram comprados 2.000 vagões da Amsted Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários, única empresa do mercado nacional que tem condições de fornecer os vagões prontos para rodar, ou seja, com caixa, truque e rodas. A Maxion subcontratou a Cooperativa Mineira de Equipamentos Ferroviários Ltda (Coomefer) para atender à demanda da Vale do Rio Doce. 2) A encomenda total da Companhia é de aproximadamente 5.000 vagões. Como toda a produção da Maxion já está comprometida com o pedido da Vale, a Companhia foi forçada a comprar no mercado chinês 1.200 vagões, em abril deste ano, para ser entregues em janeiro de 2004. Na ocasião, os fornecedores nacionais não tinham capacidade para atender à CVRD. 3) Em 28 de agosto deste ano, a diretoria de logística da CVRD recebeu na sede da empresa, no Rio de Janeiro, o deputado José Milton e equipe. Desde então, a Companhia aguarda uma proposta de fornecimento de vagões por parte da Coomefer. 4) A CVRD tem todo o interesse em adquirir vagões no mercado nacional. A Companhia já comprou toda a capacidade produtiva da Maxion de 2003 e 2004, além da de outros fornecedores nacionais.
Simone Lanes
Assessoria de imprensa Companhia Vale do Rio Doce
Rio de Janeiro, RJ

 

São Domingo e a Inquisição

Na edição de 5 de junho de 2002, na reportagem "Nós somos ateus", o quadro Auto-de-Fé, de Pedro Berruguete, pintado em 1493, era mostrado como se retratasse um julgamento de ateus (interpretação minha). Escrevi a VEJA, que respondeu: "...o quadro retrata o julgamento de um grupo de dissidentes, portanto cristãos". Agora, na edição de 19 de novembro de 2003 ("Elogio da riqueza"), VEJA mostra o mesmo quadro como se retratasse um julgamento de judeus pelos tribunais da Inquisição, portanto julgando-os não-cristãos. O quadro, que está exposto no Museu do Prado, retrata o julgamento de albigenses (cristãos) por São Domingo de Guzman no início do século XIII, antes da perseguição da Inquisição aos judeus.
Mauro Abranches
Rio de Janeiro, RJ

 

Cavalo de Tróia

A Ilíada, que termina no funeral de Heitor, não menciona o Cavalo de Tróia. É na Eneida, de Virgílio, que se encontra a referência ao Cavalo de Tróia ("O marketing da polícia", 3 de dezembro).
José de Sá Neto
Salvador, BA

 

Natal digital

Parabéns pela edição especial Natal Digital, orientando os consumidores, leitores e aficionados de tecnologia digital sobre as novidades e tendências (novembro, 2003).
Emilio Hoffmann Gomes Neto
Curitiba, PR

Gostaria de cumprimentar VEJA pela ótima edição especial Natal Digital. As tecnologias emergentes avançam de tal forma que dificilmente conseguimos acompanhá-las. Infelizmente, pelo que pude constatar, todas essas novidades estão propensas a encher mais nossos olhos do que nossos lares. Com esta recessão toda, sinto-me como aquela pessoa que, fazendo dieta, se pega lendo um belo e ilustrado livro de receitas.
César Ricardo Moreira
Cristais, MG

 

CORREÇÕES: Luciana Carneiro, citada na nota "Festa light" (Guia, 3 de dezembro), é médica e pós-graduanda em nutrição, e não nutricionista. Na edição especial Natal Digital, a sigla GSM significa Global System for Mobile Communications, e não Global System for Mobil Communication. Na página 63, a filmadora digital identificada como GR-D30 é o modelo GR-D90. Diferentemente do divulgado, a GR-D30 não possui o recurso de videoconferência. Na página 87, a imagem do modelo JVC identificado como KD-DV5000 é do KD-SH9750. O PowerBook G4 pesa 3,1 quilos, e não 2.

 

 
MAINARDI 64 X 1 BRASÍLIA

Se a disputa entre o colunista de VEJA Diogo Mainardi e o governo fosse comparada a uma partida de futebol, poderíamos dizer que Mainardi ganhou de goleada. O artigo "A tunga do Estado" (26 de novembro) foi o assunto mais discutido daquela edição, com 65 comentários. Desse total, apenas o leitor Luiz Antonio Escanferla, de Monte Aprazível, São Paulo, foi contra o colunista. "Pelo que pude deduzir, Diogo Mainardi não só não recebeu educação do Estado, como também não deve ter recebido de instituição nenhuma", disse Escanferla. Os outros missivistas se derramaram em elogios. "Poucas vezes alguém foi tão tristemente realista e objetivo quanto à real luta de classes em nosso país: a que ocorre entre a população e seu sócio relapso, o governo", escreveu Ricardo Borges, de Belo Horizonte. "O Diogo conseguiu traduzir em palavras tudo o que eu sinto com relação ao Estado brasileiro. Não poderia ter sido mais claro. Espero que nossos governantes leiam e reflitam a respeito desse artigo", escreveu Ana Maria Ponzoni, da capital paulista. Luiz Carlos Silvério dos Santos, de Curitiba, engrossou o coro: "Como não temos os meios, os canais, a verve e a competência para falar muito em poucas palavras, só nos resta aplaudir esse grande brasileiro Diogo Mainardi".

 
BAIXARIA NA TV

O leitor Waldir Fabrício dos Santos, de Toledo, no Paraná, gostou de saber que existe um meio para os telespectadores brasileiros denunciarem o baixo nível dos programas de televisão ("Pressão do bem", 26 de novembro). "Reconhecer a importância do ranking Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania é uma atitude louvável", escreveu. Santos, que está fazendo mestrado em desenvolvimento sustentável em Buenos Aires, acha que ficou faltando o endereço para onde mandar as queixas. Para que ele e outros leitores/telespectadores reclamem dos excessos televisivos, aí vai o endereço: http://www.eticanatv.org.br/

 
LULA E A SEGURANÇA DE VÔO

Ao ler a reportagem "A máquina da viagem" (3 de dezembro), alguns leitores ficaram preocupados com a segurança do presidente Lula. "O 'esquadrão da rainha' tem sido negligente, em pelo menos um detalhe da segurança do presidente", escreveu Esaú Magalhães Filho, de Natal. "Acho muito estranho que a equipe de segurança presidencial tenha colocado uma mesa de reunião junto à saída de emergência", criticou Nivaldo Medeiros. Hélio Higuchi, de São Paulo, explica: "As leis internacionais de segurança de vôo dizem que as portas de emergência dos aviões devem estar desobstruídas. Procedimentos básicos são adotados para que se acomodem de preferência pessoas jovens nas janelas onde se situam as saídas de emergência dos aviões, e é terminantemente proibido colocar malas e outros objetos junto a essas portas".

 

 
 
 
 
topo voltar