|
|
Como ser idiota
Como Ser Solteiro vira
série no canal Multishow
Pepê Schettino
 |
| O elenco em ação: um festival de clichês
|
Um tímido crônico pede conselhos ao amigo bonitão
e bem-sucedido com as mulheres. Foi com esse argumento para lá
de rasteiro que Como Ser Solteiro, filme de estréia
da carioca Rosane Svartman, se tornou a quarta maior bilheteria
do cinema nacional no ano passado. Conquistou 170.000
espectadores e rendeu alguns trocados para seus produtores, que
empataram apenas 650.000 reais no orçamento.
O sucesso de um filme tão despretensioso gerou frutos. Nesta
quinta-feira, o canal a cabo Multishow exibe o primeiro episódio
da série Como Ser Solteiro. É uma tentativa
de pegar carona no êxito do longa-metragem. Da versão
original, restaram os dois protagonistas. Ernesto Piccolo volta
a viver o feioso que não descola ninguém e Heitor
Martinez Mello retoma o papel de dom-juan das praias do Rio de Janeiro.
Os folhetos de propaganda das Organizações Globo,
à qual pertence o Multishow, querem passar a idéia
de que se trata de uma versão carioca de Friends,
uma das melhores séries da televisão americana. Divulgadores,
como se sabe, gostam de forçar a barra para vender o seu
peixe. A versão televisiva de Como Ser Solteiro consegue
ter mais clichês do que a fita. O filmeto que irá ao
ar nesta semana gira em torno da velha história do jovem
gay que recebe a visita da mãe e pede à amiga que
finja ser sua namorada. Os três episódios iniciais,
que custaram 300.000 reais, foram bancados
pelo Multishow. Serão dez ao todo, se houver patrocínio.
Alguém aí quer perder dinheiro?
|