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Joelhada na imagem
Tudo ia muito bem no governo francês. A gestão do
primeiro-ministro Lionel Jospin vinha alardeando conquistas na economia
e probidade administrativa. A boa imagem levou uma rude joelhada
na terça-feira passada, com a renúncia do ministro
das Finanças, Dominique Strauss-Kahn. Ele se afastou até
que sejam julgadas as acusações de ter embolsado o
equivalente a 100.000 dólares
e falsificado documentos quando era advogado de uma financeira de
estudantes ligada ao Partido Socialista, ao qual pertence. Seria
um prato cheio para a direita, encabeçada pelo presidente
Jacques Chirac, se muitos de seus destacados membros não
estivessem atolados em denúncias muito mais enroladas.
O monstro colombiano
Preso em abril por tentativa de estupro, o colombiano Luis Alfredo
Garavito confessou na semana passada seu currículo monstruoso.
Ele admitiu ter assassinado, e muitas vezes torturado, 140 garotos
com idade entre 8 e 16 anos desde 1994. A violência na Colômbia
se banalizou tanto que Garavito agiu despercebidamente por todo
esse tempo. Seu perfil é típico de serial killer:
foi abusado sexualmente na infância e desenvolveu problemas
mentais.
Antes tarde É verdade que demorou um pouco
e o lugar do último descanso é um tanto estranho,
mas na semana passada quatro soldados franceses do Exército
de Napoleão tiveram finalmente um enterro, com direito a
honras militares, em Israel. Eles morreram há 200 anos, na
tentativa de conquistar a cidade de Acre, então sob domínio
turco. Os esqueletos só foram encontrados em 1994.d
Um golpista na Segurança
Carlos Ruckauf, vice-presidente argentino e governador eleito da
província de Buenos Aires, que fez do combate ao crime bandeira
de campanha, extrapolou. Na quinta-feira, confirmou como seu futuro
secretário de Segurança o ex-tenente-coronel Aldo
Rico, aquele que liderou no fim dos anos 80 o movimento dos golpistas
carapintadas contra o julgamento dos oficiais acusados de
tortura e assassinatos durante a ditadura militar. Rico, hoje prefeito
da cidade de San Miguel, terá de limpar a imagem da polícia,
chamuscada desde a morte de dois reféns de assaltantes de
banco. Vai que se sai bem e decide fazer um intercâmbio no
âmbito do Mercosul...
Marcas da destruição Desastre em país
pobre é sempre assim: muitos mortos, pouca atenção.
Devastado por um ciclone, o Estado indiano de Orissa nem sequer
consegue contar os mortos, que podem chegar a 20 000. Os cadáveres
simplesmente se amontoam à espera da cremação.
Editado
por Marcio Ferrari
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