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Dura vida de tropeira
Está pensando que para entrar no personagem
basta tingir o cabelo e mudar a maquiagem? Que nada.
No seu papel em A Muralha, minissérie
que recicla a antiga novela sobre a saga bandeirante,
Alessandra Negrini, 29 anos, nem maquiagem usa.
Como Isabel, única mulher entre os tropeiros,
ela não pode ter nadinha de glamour. E ainda
enfrenta jornadas de dez horas de trabalho no meio do
mato, longas caminhadas e até piolhos. Alessandra
só pediu arrego a um dublê na hora de empinar
o cavalo. "Por questão de segurança, não
só minha mas dos outros", diz. Ainda bem.
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O Maluf já sabe dessa?
Uma mulher que faz o vice-presidente dos Estados Unidos
pagar a ela um salário maior que o dele merece
respeito. No vale-tudo pela Casa Branca, Al Gore contratou
a escritora, feminista e bonitona Naomi Wolf por
180 000 dólares anuais,
5 000 a mais do que ele próprio recebe. Tudo
na moita: só na semana passada se soube da conselheira
secreta. Com poderes de marketeira, ela opina sobre
tudo, desde como conquistar o voto feminino até
a melhor combinação de paletó e
gravata. Naomi está mostrando serviço.
Cronicamente encalhado nas pesquisas, Gore subiu alguns
pontinhos.
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Olha o exemplo dele, Ciro
Ana Araujo
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| Freire: largou vício de 42 anos num
ato relâmpago |
Entusiasmo de político por campanha eleitoral
move montanhas. No caso do senador Roberto Freire,
do PPS de Pernambuco, destrói até vícios.
Fumante inveterado desde os 15 anos, Freire, hoje com
57, num ato relâmpago largou dos quatro maços
de cigarro diários. Desde o último dia
30, registre-se.
Um dos articuladores da campanha presidencial de Ciro
Gomes, o parlamentar quer estar com os pulmões
em dia. "Vou ter de andar um bocado", suspira. De quebra,
o senador cobra: Ciro havia prometido que, se chegasse
aos 15% na preferência do eleitorado, deixaria
de fumar. Já está nos 25% e continua soltando
fumaça. Descumpriu sua primeira promessa de campanha.
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Esquerdo ao pé da letra
O presidente eleito da Argentina, Fernando de la
Rúa, sentiu nos pés o efeito do protecionismo comercial
no Mercosul. Em visita a Fernando Henrique Cardoso,
não teve como fugir à pergunta sobre a origem de seus
sapatos, que tinham uma tira descosturada no pé esquerdo.
"São argentinos", reconheceu. Por pouco não é obrigado
a voltar com um par nacional, para desconsolo dos fabricantes
argentinos, que não querem saber dos exemplares brasileiros
em solo deles. Ressalve-se que ninguém o acusou de começar
o relacionamento bilateral com o pé esquerdo.
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Complexo de gordinha
Fernando Louza
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| Mariana: hormônio para parar de crescer |
Por pouco, coisa de um palmo, a gata da foto ao lado,
Mariana Weickert, 17 anos, estaria sendo vista
nas quadras em vez de admirada nas passarelas. Neta
de alemães, ela tomou doses cavalares de hormônio na
adolescência para barrar seu assustador crescimento.
"Poderia estar com 20 centímetros além de meu 1,78 metro",
conta. Em troca, Mariana ganhou uns quilinhos e, desde
então, vive em dieta, hábito que a ajudou a cultivar
o corpinho, disputadíssimo nos Estados Unidos, onde
mora. "Ainda guardo um complexo de gordinha por causa
daqueles tempos", diz. Gordinha onde, Mariana?
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Sai da frente, rapaziada
Ricardo Benichio
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Oscar Cabral
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Andrea:
incentivo,
só o do pai |
Patrícia:
querem vê-la
atrás do fogão |
Se mulher ao volante ainda ouve gracinhas idiotas,
imaginem só essas garotas. Única mulher no campeonato
brasileiro de vôo livre, a mineira Patrícia Schuffner,
27 anos, surpreendeu os 46 concorrentes com a trigésima
posição. Em terra firme, enfrenta comentários maldosos.
"Já ouvi até que lugar de mulher é atrás do fogão",
conta. "O apoio dos homens nunca vai ser fácil." Que
o diga Andrea Costa, 18, única representante
feminina em sua categoria do campeonato paulista de
motocross. Incentivo, ela só tem o do pai. Nas pistas,
os pilotos querem mais é ver a moça pelas costas. Por
razões erradas. "É motivo de chacota ficar atrás de
mim", diz.
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