Edição 1 623 -10/11/1999

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"O futuro da nação está garantido a preços módicos. Teremos Xuxinhas, Tiazinhas, Ronaldinhos e padres Marcelos em pencas."

Lucia A. Mendez
Campinas,SP

Genética

Creio que esta tenha sido uma das mais belas capas que VEJA já produziu. Registrado com competência, o olhar do bebê é o que melhor nos traduz o conceito de perfeição. Todos já olhamos assim um dia. E, como o bebê da capa, nenhum de nós precisou ser pré-fabricado ("Em busca do bebê perfeito", 3 de novembro).
Hid Hishinuma
hid@urbi.com.br
Niterói, RJ

Em meio a uma nova onda de euforia desmedida, por parte de leigos e cientistas, pelo fato de a ciência poder dar aos pais o "direito" de escolha das características dos filhos, fica a pergunta: por que se lutou contra o nazismo mais de cinqüenta anos atrás, se este novo passo da ciência, que exaltam com furor, não difere em nada do antigo desejo nazista de produzir seres humanos "perfeitos", dignos representantes de uma "raça superior"? O anseio de fazer os filhos se enquadrarem em um "padrão de perfeição", qualquer que seja ele, nada mais é do que um anseio nazista.
Sidartha Sória e Silva

Uberlândia, MG

Élber de Mello Henriques

Gostei muito do depoimento do coronel Élber. No Exército, como em todo lugar, temos a escória, mas temos também gente boa. Eu mesmo em 1968 fui preso e só não me encrenquei todo pela ação de um oficial, o capitão Fagundes, chefe do S2 em Itajubá, que foi depois deputado pelo Estado de Roraima. Ele me ouviu, ao contrário de vários oficiais que me condenavam, e viu que eu nada havia feito de errado. Salvou na verdade uma criança de 18 anos, que era a minha idade na época (Amarelas, 3 de novembro).
Aldo Gonçalves

Itajubá, MG

Que a atitude do coronel Élber encoraje seus pares que também presenciaram esses atos absurdos a denunciar o terror, para que sirva de exemplo às próximas gerações. Os direitos do cidadão devem sempre ser respeitados, e ninguém, sob qualquer circunstância, tem o direito de agredir e humilhar outra pessoa.

Marcelo Soares de Oliveira

msoliveira99@uol.com.br

A entrevista das páginas amarelas desta semana mostra mais uma vez como foi repugnante esse episódio da vida política do Brasil. Parabéns ao senhor Élber de Mello Henriques pela coragem de denunciar as torturas, apesar da censura da época. Com certeza, qualquer tipo de tortura é condenável.

Islany Malheiros

Salvador, BA

Roberto Campos na ABL

VEJA foi ingrata conosco, pois deveria publicar o discurso de posse do senhor Roberto Campos na ABL na íntegra. Apesar disso, pelas frases pinçadas, dá para sentir o valor de suas idéias. Parabéns, doutor Roberto Campos. Não é de estranhar a ojeriza que o senhor provoca nessa esquerda "jurássica-idiotizada", pois ela o teme por não conseguir contrapô-lo no campo das idéias. Aliás, isso não é exclusividade tupiniquim; basta ler nesta mesma edição de VEJA a reportagem "Conta macabra". Nela ficamos sabendo que um punhado de autores lança mão de todo tipo de baboseira, publicando um livro para contrapor e justificar a barbárie cometida pelo comunismo, que como bem lembrou Roberto Campos "custou ao mundo 100 milhões de vidas. Das grandes ideologias mundiais não cristãs foi a mais sangrenta e a mais curta..." Graças a Deus ("O liberal de fardão", 3 de novembro)!
Osvaldo Pasqual Castanha

São Paulo, SP

Ensaio

Como assinante de VEJA há mais de quinze anos, não poderia deixar de cumprimentá-los pelo artigo dando o desfecho da palhaçada da dona Vera Loyola, não só os cachorros deveriam ir para a carrocinha mas seus donos também (Ensaio, 3 de novembro).
Wilson Roberto Ferreira

São Paulo, SP

Receita Federal

Bingo! Um cidadão que não se deixa dobrar por pressões políticas, desconhece favoritismos e exerce seu trabalho com base em critérios técnicos tem mesmo de atrair muito ódio, num país levado ao descalabro justamente pelos que agora temem ser obrigados a levar suas contas como cidadãos sujeitos às leis! Por favor, senhor Everardo Maciel, continue firme ("Este leão morde mesmo!", 27 de outubro).
Inês R. Levis

ineslevis@hotmail.com

Espaço

Lamentável o artigo "O vexame do Saci" (27 de outubro). Ao lê-lo tem-se a impressão de que os técnicos responsáveis pelo satélite são incompetentes, pretensiosos e desperdiçam dinheiro público, pois perderam o controle sobre o Saci-1. Sabe-se que pouquíssimos países realizam lançamentos de satélite, que o custo de um lançamento atinge milhões e que nos próximos anos essa atividade renderá pelo menos 8 bilhões de dólares aos países lançadores. Esse clube seletíssimo boicota o Brasil como pode, negando a venda de componentes específicos e vedando acesso à tecnologia de que dispõem. Se só isso não bastasse, nossos técnicos (em grande número Ph.Ds.) ganham salário de fome – quem não se lembra da recente visita de FHC à base de Alcântara e de sua surpresa ao saber que um dos engenheiros responsáveis pelo programa do Inpe tinha salário mensal de 1.200 reais. Doutores desse calibre, se trabalhassem no exterior, ganhariam em dólares dez vezes mais, mas por patriotismo, cremos, pensam grande e continuam tentando fazer das tripas coração, pois dinheiro para esse programa é escassíssimo.
Anael Maximiano Guedes

São Paulo, SP

Médicos cubanos

Embora a reportagem "Doutores de Cuba" (20 de outubro) tenha definido Arraias (TO) como "o fim do mundo", a cidade fica a apenas 400 quilômetros da capital federal. Conta com um campus avançado da Universidade de Tocantins, agência bancária, correio, serviço telefônico, usina de álcool, sede de comarca, quartel da PM, delegacia regional de ensino, posto de serviços do INSS, hospital do Estado, centro de saúde municipal, posto do Ibama, Ruraltins, coletoria estadual, acesso às capitais Palmas e Brasília por rodovias totalmente asfaltadas. Cidade reconhecida pela Embratur como de potencial turístico, com festas religiosas de grande repercussão na região e nos Estados vizinhos, como a da padroeira Nossa Senhora dos Remédios, além do tradicional e um dos melhores Carnavais de Tocantins. Mesmo assim, tem tido dificuldades em conseguir profissionais de medicina. Lamentamos que médicos brasileiros não se interessem em trabalhar nas pequenas cidades do interior do país, onde talvez pudessem ser mais úteis e reconhecidos do que nos grandes centros. Cremos que qualquer cidadão teria muito prazer em morar em nossa pequena cidade, conhecida por sua hospitalidade, tradição, limpeza e pela honradez do seu povo e daqueles que a escolheram para morar.
Antonio Aires França
Prefeito
Arraias, TO

Genética 2

Na reportagem "Em busca do bebê perfeito" (3 de novembro), no que tange à informação fornecida pela paciente Cilene Lopes, não se tratou de descartar embriões porque apresentavam risco de síndrome de Down. Os embriões foram submetidos ao diagnóstico genético pré-implantacional, pois havia o risco de apresentarem a síndrome do retardo mental ligada ao cromossomo X-Frágil, que se expressa mais gravemente em indivíduos do sexo masculino. Daí a indicação de verificar o sexo embrionário antes da implantação. O diagnóstico dessa síndrome foi excluído apenas durante a gravidez. Todo o acompanhamento foi resultado de um trabalho conjunto entre o Centro de Medicina Reprodutiva Huntington, o Instituto de Medicina Fetal e Genética Humana e a professora Angela Morgante, da Universidade de São Paulo.
Thomaz Rafael Gollop

São Paulo, SP

Gente

Com relação à nota publicada na seção Gente sob o título "Boquinha concorrida" (3 de novembro), bastaria consultar mais cuidadosamente minha atuação parlamentar e facilmente se comprovaria meu nome dentre os mais assíduos, quer seja no Senado (em que presido a Comissão de Assuntos Econômicos), quer seja na Paraíba, onde tenho presença destacada. Quanto ao cardápio, ao contrário do publicado, trata-se de menu tipicamente paraibano, preparado com ingredientes especialmente trazidos de meu Estado natal, segundo receitas típicas da rica culinária paraibana e servido com a hospitalidade que é a marca registrada do povo da Paraíba.
Ney Suassuna
Senador Brasília, DF

Claudio de Moura Castro

Achei ótima a coluna de Claudio de Moura Castro "Remédios para a incivilidade" (Ponto de vista, 3 de novembro). Vale lembrar, porém, que ética, conforme ele afirma, se aprende com o exemplo, não só da escola, mas fundamentalmente da família, que infelizmente está deixando essa e outras questões serem tratadas fora, esquecendo-se de que respeito ao ser humano é a base de qualquer relacionamento.
Tania Bertoluci de Souza

jntsouza@cpovo.net

Igreja Universal

Certamente, a esta hora a cúpula da Igreja Universal já se reuniu para decidir a melhor estratégia para desmentir a reportagem de VEJA. Muito provavelmente as verdades contidas nesta revista serão denominadas "obra de Satanás" ("O milagre do caixa da Universal", 3 de novembro).
Antonio Monteiro

São Paulo, SP

Tenho opinião formada: jamais confiar em quem prega a palavra de Deus com a Bíblia numa das mãos e uma calculadora financeira na outra.
Carlos Bruni Fernandes

São Paulo, SP

Justiça

Foi com um amargo na garganta que li a reportagem "Um estupro falso" (3 de novembro). A atitude dessa mulher muito me envergonha, pois lutamos tanto contra a violência sexual. De repente, tudo pode vir a se desmoronar por causa de um comportamento doentio e leviano. Justiça seja feita.
Aparecida Florêncio

Cachoeiro de Itapemirim, ES

Febem

Dentro dessa instituição, os jovens se tornam cada vez mais violentos e perdem a noção do valor da vida. Só se abrem os olhos para o problema quando ele já está fora de controle. Ainda não se deu importância à lição de que com os erros do passado é que se constrói um futuro digno. Se os jovens são o futuro de uma nação, a nossa sociedade está construindo um projeto catastrófico que arruinará de vez o Brasil ("Uma noite de fúria na Febem", 3 de novembro).
Cristina Junko Yamashita

São Bernardo do Campo, SP

Valdir Espinosa x Botafogo

O Botafogo Futebol e Regatas não honrou o compromisso, até junho de 1999, dos pagamentos referentes ao técnico Valdir Espinosa, uma vez que o contrato foi rescindido unilateralmente por parte do clube em 14 de março e se encontra vencido, inclusive o mês de março. O valor mensal contratado foi de 65.000 reais até dezembro de 1999, e não de 100.000 reais, conforme noticiado. A rescisão se deu em 14 de março por telefone. O técnico só aceitou o convite do Paraná Clube em 5 de agosto, pois não poderia permanecer atrelado a um contrato rescindido, embora não cumprido por parte do Botafogo ("Milionários do banco", 6 de outubro).
Leila Malafaia Marques

Advogada

Rio de Janeiro, RJ

CORREÇÕES: Na nota sobre Célio Arêas Rocha, na seção Holofote (3 de novembro), é o Ministério da Justiça que verifica se ele se encaixa no programa de proteção às testemunhas, e não a juíza Cláudia Fernandes, como foi publicado. Na reportagem "A terceira fase da Aids" (27 de outubro), onde se lê "Mary foi contaminada pelo marido em 1996" leia-se "Mary foi contaminada pelo marido em 1991". O nome da entrevistada é Denise Cordeiro Silveira, e não Silva, como foi publicado. Denise não é aposentada.

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