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"O futuro da nação está
garantido a preços módicos.
Teremos Xuxinhas, Tiazinhas, Ronaldinhos e padres
Marcelos em pencas."
Lucia A. Mendez
Campinas,SP
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Genética
Creio que esta tenha sido uma das mais belas capas que VEJA
já produziu. Registrado com competência, o olhar
do bebê é o que melhor nos traduz o conceito
de perfeição. Todos já olhamos assim
um dia. E, como o bebê da capa, nenhum de nós
precisou ser pré-fabricado ("Em busca do bebê
perfeito", 3 de novembro).
Hid Hishinuma
hid@urbi.com.br
Niterói, RJ
Em meio a uma nova onda de euforia desmedida, por parte
de leigos e cientistas, pelo fato de a ciência poder
dar aos pais o "direito" de escolha das características
dos filhos, fica a pergunta: por que se lutou contra o nazismo
mais de cinqüenta anos atrás, se este novo passo
da ciência, que exaltam com furor, não difere
em nada do antigo desejo nazista de produzir seres humanos
"perfeitos", dignos representantes de uma "raça superior"?
O anseio de fazer os filhos se enquadrarem em um "padrão
de perfeição", qualquer que seja ele, nada mais
é do que um anseio nazista.
Sidartha Sória e Silva
Uberlândia, MG
Élber de Mello Henriques
Gostei muito do depoimento do coronel Élber. No Exército,
como em todo lugar, temos a escória, mas temos também
gente boa. Eu mesmo em 1968 fui preso e só não
me encrenquei todo pela ação de um oficial,
o capitão Fagundes, chefe do S2 em Itajubá,
que foi depois deputado pelo Estado de Roraima. Ele me ouviu,
ao contrário de vários oficiais que me condenavam,
e viu que eu nada havia feito de errado. Salvou na verdade
uma criança de 18 anos, que era a minha idade na época
(Amarelas, 3 de novembro).
Aldo Gonçalves
Itajubá, MG
Que a atitude do coronel Élber encoraje seus pares
que também presenciaram esses atos absurdos a denunciar
o terror, para que sirva de exemplo às próximas
gerações. Os direitos do cidadão devem
sempre ser respeitados, e ninguém, sob qualquer circunstância,
tem o direito de agredir e humilhar outra pessoa.
Marcelo Soares de Oliveira
msoliveira99@uol.com.br
A entrevista das páginas amarelas desta semana mostra
mais uma vez como foi repugnante esse episódio da vida
política do Brasil. Parabéns ao senhor Élber
de Mello Henriques pela coragem de denunciar as torturas,
apesar da censura da época. Com certeza, qualquer tipo
de tortura é condenável.
Islany Malheiros
Salvador, BA
Roberto Campos na ABL
VEJA foi ingrata conosco, pois deveria publicar o discurso
de posse do senhor Roberto Campos na ABL na íntegra.
Apesar disso, pelas frases pinçadas, dá para
sentir o valor de suas idéias. Parabéns, doutor
Roberto Campos. Não é de estranhar a ojeriza
que o senhor provoca nessa esquerda "jurássica-idiotizada",
pois ela o teme por não conseguir contrapô-lo
no campo das idéias. Aliás, isso não
é exclusividade tupiniquim; basta ler nesta mesma edição
de VEJA a reportagem "Conta macabra". Nela ficamos sabendo
que um punhado de autores lança mão de todo
tipo de baboseira, publicando um livro para contrapor e justificar
a barbárie cometida pelo comunismo, que como bem lembrou
Roberto Campos "custou ao mundo 100 milhões de vidas.
Das grandes ideologias mundiais não cristãs
foi a mais sangrenta e a mais curta..." Graças a Deus
("O liberal de fardão", 3 de novembro)!
Osvaldo Pasqual Castanha
São Paulo, SP
Ensaio
Como assinante de VEJA há mais de quinze anos, não
poderia deixar de cumprimentá-los pelo artigo dando
o desfecho da palhaçada da dona Vera Loyola, não
só os cachorros deveriam ir para a carrocinha mas seus
donos também (Ensaio, 3 de novembro).
Wilson Roberto Ferreira
São Paulo, SP
Receita Federal
Bingo! Um cidadão que não se deixa dobrar por
pressões políticas, desconhece favoritismos
e exerce seu trabalho com base em critérios técnicos
tem mesmo de atrair muito ódio, num país levado
ao descalabro justamente pelos que agora temem ser obrigados
a levar suas contas como cidadãos sujeitos às
leis! Por favor, senhor Everardo Maciel, continue firme ("Este
leão morde mesmo!", 27 de outubro).
Inês R. Levis
ineslevis@hotmail.com
Espaço
Lamentável o artigo "O vexame do Saci" (27 de outubro).
Ao lê-lo tem-se a impressão de que os técnicos
responsáveis pelo satélite são incompetentes,
pretensiosos e desperdiçam dinheiro público,
pois perderam o controle sobre o Saci-1. Sabe-se que pouquíssimos
países realizam lançamentos de satélite,
que o custo de um lançamento atinge milhões
e que nos próximos anos essa atividade renderá
pelo menos 8 bilhões de dólares aos países
lançadores. Esse clube seletíssimo boicota o
Brasil como pode, negando a venda de componentes específicos
e vedando acesso à tecnologia de que dispõem.
Se só isso não bastasse, nossos técnicos
(em grande número Ph.Ds.) ganham salário de
fome quem não se lembra da recente visita de FHC
à base de Alcântara e de sua surpresa ao saber
que um dos engenheiros responsáveis pelo programa do
Inpe tinha salário mensal de 1.200
reais. Doutores desse calibre, se trabalhassem no exterior,
ganhariam em dólares dez vezes mais, mas por patriotismo,
cremos, pensam grande e continuam tentando fazer das tripas
coração, pois dinheiro para esse programa é
escassíssimo.
Anael Maximiano Guedes
São Paulo, SP
Médicos cubanos
Embora a reportagem "Doutores de Cuba" (20 de outubro) tenha
definido Arraias (TO) como "o fim do mundo", a cidade fica
a apenas 400 quilômetros da capital federal. Conta com
um campus avançado da Universidade de Tocantins, agência
bancária, correio, serviço telefônico,
usina de álcool, sede de comarca, quartel da PM, delegacia
regional de ensino, posto de serviços do INSS, hospital
do Estado, centro de saúde municipal, posto do Ibama,
Ruraltins, coletoria estadual, acesso às capitais Palmas
e Brasília por rodovias totalmente asfaltadas. Cidade
reconhecida pela Embratur como de potencial turístico,
com festas religiosas de grande repercussão na região
e nos Estados vizinhos, como a da padroeira Nossa Senhora
dos Remédios, além do tradicional e um dos melhores
Carnavais de Tocantins. Mesmo assim, tem tido dificuldades
em conseguir profissionais de medicina. Lamentamos que médicos
brasileiros não se interessem em trabalhar nas pequenas
cidades do interior do país, onde talvez pudessem ser
mais úteis e reconhecidos do que nos grandes centros.
Cremos que qualquer cidadão teria muito prazer em morar
em nossa pequena cidade, conhecida por sua hospitalidade,
tradição, limpeza e pela honradez do seu povo
e daqueles que a escolheram para morar.
Antonio Aires França
Prefeito
Arraias, TO
Genética 2
Na reportagem "Em busca do bebê perfeito" (3 de novembro),
no que tange à informação fornecida pela
paciente Cilene Lopes, não se tratou de descartar embriões
porque apresentavam risco de síndrome de Down. Os embriões
foram submetidos ao diagnóstico genético pré-implantacional,
pois havia o risco de apresentarem a síndrome do retardo
mental ligada ao cromossomo X-Frágil, que se expressa
mais gravemente em indivíduos do sexo masculino. Daí
a indicação de verificar o sexo embrionário
antes da implantação. O diagnóstico dessa
síndrome foi excluído apenas durante a gravidez.
Todo o acompanhamento foi resultado de um trabalho conjunto
entre o Centro de Medicina Reprodutiva Huntington, o Instituto
de Medicina Fetal e Genética Humana e a professora
Angela Morgante, da Universidade de São Paulo.
Thomaz Rafael Gollop
São Paulo, SP
Gente
Com relação à nota publicada na seção
Gente sob o título "Boquinha concorrida" (3 de novembro),
bastaria consultar mais cuidadosamente minha atuação
parlamentar e facilmente se comprovaria meu nome dentre os
mais assíduos, quer seja no Senado (em que presido
a Comissão de Assuntos Econômicos), quer seja
na Paraíba, onde tenho presença destacada. Quanto
ao cardápio, ao contrário do publicado, trata-se
de menu tipicamente paraibano, preparado com ingredientes
especialmente trazidos de meu Estado natal, segundo receitas
típicas da rica culinária paraibana e servido
com a hospitalidade que é a marca registrada do povo
da Paraíba.
Ney Suassuna
Senador Brasília, DF
Claudio de Moura Castro
Achei ótima a coluna de Claudio de Moura Castro "Remédios
para a incivilidade" (Ponto de vista, 3 de novembro). Vale
lembrar, porém, que ética, conforme ele afirma,
se aprende com o exemplo, não só da escola,
mas fundamentalmente da família, que infelizmente está
deixando essa e outras questões serem tratadas fora,
esquecendo-se de que respeito ao ser humano é a base
de qualquer relacionamento.
Tania Bertoluci de Souza
jntsouza@cpovo.net
Igreja Universal
Certamente, a esta hora a cúpula da Igreja Universal
já se reuniu para decidir a melhor estratégia
para desmentir a reportagem de VEJA. Muito provavelmente as
verdades contidas nesta revista serão denominadas "obra
de Satanás" ("O milagre do caixa da Universal", 3 de
novembro).
Antonio Monteiro
São Paulo, SP
Tenho opinião formada: jamais confiar
em quem prega a palavra de Deus com a Bíblia
numa das mãos e uma calculadora financeira na outra.
Carlos Bruni Fernandes
São Paulo, SP
Justiça
Foi com um amargo na garganta que li a reportagem "Um estupro
falso" (3 de novembro). A atitude dessa mulher muito me envergonha,
pois lutamos tanto contra a violência sexual. De repente,
tudo pode vir a se desmoronar por causa de um comportamento
doentio e leviano. Justiça seja feita.
Aparecida Florêncio
Cachoeiro de Itapemirim, ES
Febem
Dentro dessa instituição, os jovens se tornam
cada vez mais violentos e perdem a noção do
valor da vida. Só se abrem os olhos para o problema
quando ele já está fora de controle. Ainda não
se deu importância à lição de que
com os erros do passado é que se constrói um
futuro digno. Se os jovens são o futuro de uma nação,
a nossa sociedade está construindo um projeto catastrófico
que arruinará de vez o Brasil ("Uma noite de fúria
na Febem", 3 de novembro).
Cristina Junko Yamashita
São Bernardo do Campo,
SP
Valdir Espinosa x Botafogo
O Botafogo Futebol e Regatas não honrou o compromisso,
até junho de 1999, dos pagamentos referentes ao técnico
Valdir Espinosa, uma vez que o contrato foi rescindido unilateralmente
por parte do clube em 14 de março e se encontra vencido,
inclusive o mês de março. O valor mensal contratado
foi de 65.000 reais até
dezembro de 1999, e não de 100.000
reais, conforme noticiado. A rescisão se deu em 14
de março por telefone. O técnico só aceitou
o convite do Paraná Clube em 5 de agosto, pois não
poderia permanecer atrelado a um contrato rescindido, embora
não cumprido por parte do Botafogo ("Milionários
do banco", 6 de outubro).
Leila Malafaia Marques
Advogada
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
Na nota sobre Célio Arêas Rocha, na seção
Holofote (3 de novembro), é o Ministério da
Justiça que verifica se ele se encaixa no programa
de proteção às testemunhas, e não
a juíza Cláudia Fernandes, como foi publicado.
Na reportagem "A terceira
fase da Aids" (27 de outubro), onde se lê "Mary foi
contaminada pelo marido em 1996" leia-se "Mary foi contaminada
pelo marido em 1991". O nome da entrevistada é Denise
Cordeiro Silveira, e não Silva, como foi publicado.
Denise não é aposentada.
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