O
Segredo de Berlim (The Good German, Estados Unidos, 2006. Warner)
A II Guerra acabou. Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética,
as potências vencedoras, discutem a divisão da Alemanha em uma conferência
em Potsdam. Esse é o cenário histórico para O Segredo
de Berlim, filme que busca recriar a atmosfera do noir dos anos 40
a fotografia é em preto-e-branco e o fundo de algumas cenas foi montado
com imagens de arquivo da época da guerra. O enredo também é
tipicamente noir: trata do envolvimento de um homem durão o correspondente
de guerra americano Jacob Geismar (George Clooney) com uma femme fatale,
a misteriosa Lena (Cate Blanchett). A direção é de Steven
Soderbergh, parceiro habitual dos projetos de Clooney.
Divulgação
Estátua
celta: uma rica mostra sobre Portugal
EXPOSIÇÃO
Lusa A Matriz Portuguesa (de
12 de outubro a 27 de janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro)
Essa rica exposição sobre história e cultura conta
com 147 peças de museus de Portugal. Ela vai da pré-história
à época do descobrimento do Brasil, em busca dos elementos que constituem
a identidade portuguesa. Entre os itens mais impressionantes está a estátua
de um guerreiro celta com mais de 2.000 anos, quase 2 metros de altura e 1 tonelada.
Ela ilustra a variedade de culturas que passaram pela península antes da
chegada decisiva dos romanos. Além das obras haverá instalações
interativas, como uma "cama sonora" ao deitar-se nela, o visitante poderá
escutar as diversas sonoridades da língua portuguesa.
LIVROS
1001
Discos para Ouvir Antes de Morrer, de Robert Dimery (tradução
de Carlos Irineu da Costa e Eliane Azevedo; Sextante; 960 páginas; 59,90
reais) O organizador desse volume, o crítico inglês Robert
Dimery, convidou noventa jornalistas de diferentes nacionalidades e preferências
musicais para compor essa extensa lista de discos lançados entre 1955 e
2007. O ponto de partida é In the Wee Small Hours, de Frank Sinatra.
O de chegada, o álbum de estréia de The Good, the Bad & the
Queen, grupo inglês encabeçado pelo cantor Damon Albarn. Há
escolhas discutíveis, como Âmbar um disco menor de
Maria Bethânia. Mas discordar da seleção é sempre uma
das diversões oferecidas por livros como esse que ainda tem a vantagem
de ser lindamente ilustrado. Leia
trecho.
Liane
Neves
Lya
Luft: história para ler para as crianças
A
Volta da Bruxa Boa, de Lya Luft (Galerinha Record; 74 páginas;
35 reais) A escritora e colunista de VEJA Lya Luft fez sua estréia
na literatura infantil em 2004 já consagrada com romances como A
Asa Esquerda do Anjo e com o sucesso de seus livros ensaísticos, Perdas
& Ganhos e Pensar É Transgredir. Histórias de Bruxa Boa
foi baseado nos casos que Lya criou para distrair seus netos. Lilibeth, a
bruxa-avó boazinha, retorna nesse novo e divertido livro. Ela se alegra
com a chegada de um novo neto e, tal como no primeiro livro, confronta
as bruxas más. É um livro infantil à moda antiga uma
história para os pais (ou avós) lerem para os pequenos. As ilustrações
são de Susana Luft, filha de Lya. Leia
trecho.
Jim
Cooper/AP
DeLillo:
a tragédia do 11 de Setembro em registro intimista
Homem
em Queda, de Don DeLillo (tradução de Paulo Henriques Britto;
Companhia das Letras; 264 páginas; 47 reais) A catástrofe
já rondava os romances anteriores de Don DeLillo, um dos mais importantes
autores americanos contemporâneos. Ruído Branco falava de
um desastre com gás tóxico, e Mao II retratava um estranho
mundo dominado pelo fanatismo de massa. Homem em Queda tem como partida
uma catástrofe real: os atentados de 11 de setembro de 2001. No início
do livro, o advogado Keith caminha, desorientado, pelas ruas de Nova York, depois
de escapar do World Trade Center instantes antes de as torres desabarem. Ele vai
buscar abrigo na casa de Lianne, sua ex-mulher. DeLillo retrata a tragédia
de uma perspectiva familiar, intimista mas nem por isso menos perturbadora.
Leia
trecho.
DISCOS
Jim
Cooper/AP
Pink
Floyd: o único disco com Syd Barrett (à esq.)
The Piper at the Gates of Dawn, Pink
Floyd (EMI) Lançado em 1967, o disco de estréia do quarteto
inglês é um marco da história do rock. O Pink Floyd, então
liderado pelo guitarrista e cantor Syd Barrett, apresentou onze grandes canções,
com influências que iam do jazz à música clássica (respectivamente,
na batida do baterista Nick Mason e nos acordes dissonantes do tecladista Rick
Wright). Se você nunca entendeu direito o que é psicodelia, basta
ouvir Interstellar Overdrive, faixa instrumental com diversas mudanças
de andamento. O disco foi gravado no mesmo estúdio e na mesma época
em que os Beatles fizeram Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Após
o lançamento, Barrett estreitou sua relação com as drogas
e abreviou sua carreira na banda. Essa edição de Piper celebra
o 40º aniversário de seu lançamento e vem acompanhada de um
CD bônus que contém o mesmo disco em versão mono.