"Para
heróis como Che, nada mais digno
que estampar camisetas, peças de roupa
descartáveis que logo se tornarão pano
de chão." Lucas Silva de Oliveira
Pouso Alegre, MG
Che Guevara
Até que
enfim se elevam vozes "neste país" para revelar a verdade
sobre o assassino sanguinário que foi Ernesto Guevara,
tão equivocadamente festejado como um herói
romântico ("Che Há quarenta anos morria
o homem e nascia a farsa", 3 de outubro). Espero que a reportagem
sirva para esclarecer aos jovens que a tal imagem fotográfica
do Che, utilizada como um símbolo de grandeza idealista,
não passa de uma farsa bem engendrada. Preparem-se,
porém, para as bordoadas dos esquerdófilos e
mal-intencionados. Wanderley Demenato Sgarbi Santos, SP
Morei em Cuba por
um período e visitei os cantos mais remotos do país.
Conheci pessoalmente viúvas e órfãos
de camponeses fuzilados por Che Guevara pelo simples fato
de se recusarem a entrar em seu movimento armado. Uma das
viúvas me disse que, antes de Che fuzilar seu marido,
ouviu dele próprio que ia livrá-la de um traste,
pois quem não ama sua pátria a ponto de morrer
por ela não merece as filhas dessa pátria. Che
foi um assassino sanguinário cruel e vil; tapar os
olhos para as atrocidades que ele cometeu e elevá-lo
ao status de herói é completar sua obra sanguinária
fuzilando com o mesmo desprezo e indiferença a dor
das famílias de suas vítimas. Che está
para Cuba como Hitler para a Alemanha, como Pinochet para
o Chile, como Jorge Videla para a Argentina, como Idi Amin
para Uganda, um verdadeiro déspota, um tirano. Eusecr Santos Cerquilho, SP
Sou argentino de
nascimento morando no Brasil há 36 anos e, portanto,
conterrâneo desse mitificado sujeito chamado Che Guevara.
O estupendo texto de VEJA ajuda a ensinar o que foi esse indivíduo
em realidade. Um enfermo mental, com inclinações
perversas, idiota útil do decrépito Fidel. Os
exemplos publicados por VEJA são simplesmente uma pequeníssima
parte das atrocidades que era capaz de cometer esse homem-besta.
Há uma infinidade de depoimentos de ex-companheiros
dele, os quais dão testemunho de sua sede de sangue
e morte. Está mais do que claro que ele era um verdadeiro
covarde e que, na hora de morrer, não o fez valentemente,
querendo trocar sua vida podre pela "doação"
de informação. Fico feliz por essa publicação
e espero que sirva para esclarecer a muitos que ainda ostentam
a camiseta, ensangüentada, com a cara desse marginal
assassino. Victor G. A. de Oliveyra Rio Claro, SP
Desde jovem, sempre
tive meu ponto de vista a respeito desse pseudolibertador
dos oprimidos. Mas, por essas coincidências que a vida
nos reserva, ele só veio a materializar-se em 1998
(aos 48 anos). Estávamos eu e outro engenheiro indo
de Santa Cruz de la Sierra em direção ao vilarejo
de La Cañada para inspecionar o local de uma barragem.
Perdidos naquela vastidão dos altiplanos bolivianos,
de repente, no lado esquerdo, vi uma placa em que estava escrito
"Vallegrande" e perguntei ao engenheiro se era a mesma cidade
para onde tinha sido levado o corpo de Che, e a resposta foi
afirmativa. Desde então concluí que só
mesmo um desvairado teria a idéia de fazer uma revolução
naquele rincão quarenta anos atrás, ainda hoje
um ponto perdido no mapa. Humberto Viana Guimarães Salvador, BA
Estive na Bolívia
em 1969, quase um ano após a morte de Che. Por acaso,
na ida de Santa Cruz de la Sierra a Cochabamba, passei algum
tempo em Vallegrande, na subida dos Andes, pois ali por perto
havia algumas ruínas incas que eu queria visitar. Naquela
época, Vallegrande não era mais que um amontoado
de poucos casebres, sem luz, calçadas ou ruas. Lá
eu tive a oportunidade, aos 14 anos, de conhecer várias
pessoas que conviveram com Che nos seus últimos dias
da guerrilha. O relato delas, todas simples e muito pobres,
batia 100% com o que VEJA publicou na semana passada. Algumas,
inclusive, reclamavam com muita raiva que o grupo de Che não
passava de uns safados ladrões de galinha. Naquela
ocasião, percebi o abismo que há entre a propaganda
e a realidade vivida por aqueles que realmente participaram
da história. Antonio Carlos Belo Lisboa
Neto Rio de Janeiro, RJ
Antes tarde do que
nunca. Já havia perdido as esperanças no desmascaramento
desse mito que tem empolgado a juventude (ignorante, diga-se,
pois, se perguntada, desconhece totalmente o passado de Che),
principalmente a juventude brasileira. VEJA sempre procurou
ficar numa posição de independência e
imparcialidade, e isso é o que tem dado credibilidade
à revista. Incomodava-me não ter a publicação
semanal abordado, até agora, o mito de Guevara. Antonio Garcia Rio de Janeiro, RJ
A reportagem desnuda,
com fatos incontestáveis, o mito forjado sobre essa
figura sanguinária e totalitária que foi Guevara.
E que alguns intelectuais adestrados insistem em cultuar.
José Ribamar Garcia Rio de Janeiro, RJ
Cumprimento VEJA
pela coragem de enfrentar o "politicamente correto" e ter
a ousadia de desmistificar o mito Che Guevara, que há
quarenta anos engana a juventude mal informada. Felipe Aquino Lorena, SP
Excepcional a reportagem
apresentando o verdadeiro Che um cruel serial killer
e incompetente guerrilheiro, administrador e político.
É extremamente importante esclarecer os jovens, totalmente
enganados pela mídia esquerdista. Deveria ser leitura
recomendada nos estabelecimentos de ensino superior e objeto
de debates. Daniel Acylino M. de Lima Rio de Janeiro, RJ
VEJA demonstrou
ser a revista mais séria e corajosa ao mostrar a verdadeira
personalidade desse patético mito chamado Che Guevara,
ídolo de um exército de desinformados que o
admiram simplesmente porque saiu bem na foto. Confesso que
até eu, na minha ingênua adolescência,
tive uma daquela célebre foto e o admirava porque achava
que lutara contra a tirania. Claudio Takashi Oda Brasília, DF
Ponto para VEJA
ao mostrar a face pouco divulgada de Che Guevara. Eu já
tinha, há quase seis anos, destacado o caráter
sanguinário do guerrilheiro, em resenha publicada no
Jornal da USP, em novembro de 2001. Citei, na ocasião,
trecho de seu diário em que ele afirma: "Uivando como
um homem possesso, tomarei de assalto as barricadas ou trincheiras,
mancharei com sangue minha arma e, louco de fúria,
degolarei quantos vencidos caiam em minhas mãos. (...)
Já sinto minhas narinas dilatadas, saboreando o odor
acre da pólvora e do sangue". Mais uma vez, VEJA amplificou
a informação.
Sergio Amaral
Silva Jornalista Guarujá, SP
Em minha vida de
professor/pesquisador tenho tentado chamar a atenção
das pessoas para as fotos ou filmes sobre Che. Sempre me intriguei
ao perceber como aquela pessoa tão cínica poderia
ter sido algo que valesse a pena lembrar. Creio que na bela
reportagem falta somente esta palavra para estar perfeita:
cínico. Marco Sacilotti Dijon, França
É uma pena
que Che Guevara se tenha deixado levar pelo fanatismo à
guerrilha e ao fictício ideal de uma revolução
comunista. Apesar de ter virado mito, seu outro lado nunca
será apagado. Enquanto a América Latina continuar
sendo palco de ditadores e fracassadas tentativas de revolução
inspiradas nos moldes socialistas, vai ser difícil
sair dessa situação em que estamos. Parabéns
a VEJA pela ótima matéria e por abrir os olhos
de muitas pessoas que ainda acreditam que uma revolução
esquerdista pode melhorar a situação de um continente
subdesenvolvido. Laís Ferreira de Carvalho Maceió, AL
Finalmente a verdade
aparece! Parabéns a VEJA pela esclarecedora história
desse "símbolo" da esquerda que foi um dos maiores
facínoras da América Latina, mas que infelizmente
ainda tem quem o cultue. Marco Antonio Buslins Uruguaiana, RS
Mito ou não,
o certo é que nunca esqueci quando vesti minha primeira
camiseta com a estampa de Che. Os militares brasileiros no
poder, a Guerra Fria no auge e eu me sentindo forte, grande,
quase um revolucionário. Parabéns pela reportagem!
Sergio Emiliano Campo Maior, PI
VEJA pretendeu apresentar
Guevara como um ser repugnante, mas não foi além
de uma reportagem vulgar. A matéria de capa valeu pela
reprodução do diálogo entre Felix Rodríguez
e Che: conversa humana e respeitosa entre dois homens que
tinham, apesar de estarem em lados opostos, a rara virtude
da coragem. Quer queiram, quer não, Guevara e tantos
outros revolucionários idealistas, determinados e corajosos
não irão para a "lata de lixo", pelo simples
fato de que já integram a história, e de lá
não sairão jamais. Que o diga Eric Hobsbawm,
com sua autoridade de emérito historiador. Tales Castelo Branco São Paulo, SP
Não creio
que pessoas mundialmente respeitadas e aparentemente sensatas
e cultas, como o próprio Jean-Paul Sartre, citado na
matéria, tenham avaliado tão mal o caráter
de Che. A matéria apresentou somente os fatos negativos
a respeito de Che, resumindo-se a curtos períodos da
história total de sua vida. Todos os "heróis"
são em parte mitificados. Fábio Nogueira
Leite Uberlândia, MG
Além de satanizarem
Che Guevara do início ao fim do texto, as fontes utilizadas
são apenas dos inimigos do guerrilheiro, demonstrando
aparente parcialidade. Estive por duas ocasiões com
o general Pombo, que foi combatente na Sierra Maestra, no
Congo e na Bolívia junto com Che. A opinião
dele é completamente diferente das descrições
dos historiadores e demais pessoas entrevistadas. Na opinião
dele, Che Guevara não era um deus, no entanto não
era o demônio como escreveram os jornalistas de VEJA.
Jose Luis Patrola Historiador Por e-mail
Em que pese a nova
visão que a matéria de capa passa sobre o mito
Che e sem jamais compactuar com nenhum método violento
para mudanças sociais, temos de admitir que ele renunciou
a uma vida confortável como médico e foi coerente
até o fim com os ideais em que acreditava. Algumas
fraquezas humanas não tiram seu valor. Valdevino L. de Castro Taubaté, SP
Mocinho ou bandido?
Não sei. Que cada um tire suas conclusões diante
do que os historiadores e biógrafos nos disponibilizam
de tempos em tempos. O certo é que, se nós,
brasileiros, tivéssemos tido um terço do poder
de indignação e de luta de Che, talvez este
país não estivesse, hoje, à beira do
colapso. Rafael Oliveira de Souza
Campo Grande, MS
Lula na ONU
Parabéns
pelo destaque dado à fala de Lula na ONU ("O combustível
de Lula", 3 de outubro). Pela primeira vez na história,
o Brasil assume a liderança em um tema de relevância
mundial. A produção de biocombustíveis
pode, ao mesmo tempo, ser decisiva para reduzir o aquecimento
global e diminuir as tensões políticas derivadas
do petróleo, além de melhorar a distribuição
de renda nos países pobres. João Carmo Piúma, ES
Lula está
no caminho certo. O Brasil está no caminho certo. O
etanol melhorará as condições de vida
de milhões de brasileiros, além de contribuir
para a saúde do planeta. Jose Ribamar Muniz Feitosa Tianguá, CE
Ideli Salvatti
A senadora Ideli
Salvatti foi eleita com meu voto e o de milhares de catarinenses
como eu. Mas a reportagem em momento algum me surpreendeu.
Pois, desde sua eleição, a senadora não
fez nada para beneficiar Santa Catarina. Usou nossos votos
para se eleger e se tornar a líder do Lula no Senado,
onde faz qualquer coisa para conseguir apoio para o governo.
Pode ser até que venha a ser denunciada pelo Ministério
Público, mas duvido que seja punida. Ideli, você
foi a senadora que nós, catarinenses, com mais de 1
milhão de votos, elegemos, e agora nos envergonhamos
e nos decepcionamos com suas atitudes ("O caixa dois da turma
de Ideli", 3 de outubro). Rodrigo Bulla Joinville, SC
A reportagem "O
caixa dois da turma de Ideli" vem reforçar a convicção
do povo brasileiro de que o Senado está repleto de
figuras que poderiam honrar nossas prisões, ao mesmo
tempo em que nossas prisões estão superlotadas
de pessoas que deveriam honrar nosso Senado. Podre Senado.
Está na hora de o Brasil se levantar do seu berço
esplêndido. Belmiro Deusdete Alagoinhas, BA
Sou catarinense
e estou envergonhado de ter uma representante no Senado envolvida
em tamanha falcatrua. Usar ONGs para roubar o Erário
é no mínimo revoltante. Lauro Cesar Pereira São José, SC
MST nas faculdades
públicas
Cursos exclusivos
em faculdades públicas para o MST, bancados pelo contribuinte,
com vestibular próprio e validado pelo MEC ("Invasão
na universidade", 3 de outubro). Eis mais um motivo corroborador
da necessidade urgente de acabar com a CPMF. Além de
termos de alimentar um estado tiranossauro-rex, resultante
de uma monstruosa mutação genética entre
o neoliberalismo e o socialismo burguês, ainda precisamos
sustentar laboratórios acadêmicos pervertidos
para a formação de mestres clonadores de espécimes
mais vorazes que irão extinguir o estado democrático.
Sonho do doutor Frankenstein ou pesadelo de um Parque dos
Dinossauros Tupiniquim? José Roberto
de Lima Machado Salvador, BA
VEJA agiu novamente
como fonte de luz sobre o obscurantismo que teima em manter
o país no atraso. A reportagem "Invasão na universidade"
(3 de outubro) revela o absurdo patrocínio estatal
a um grupo que, entre outros retardamentos, visa a derrubar
o próprio sistema democrático que o sustenta.
Os flagrantes de ideologização do ensino nos
motivaram a requisitar da Universidade Federal de Goiás
todo o conteúdo de provas e da grade curricular desses
cursos específicos para sem-terra. Leonardo Vilela Primeiro vice-líder do
PSDB na Câmara dos Deputados Brasília, DF
Enquanto milhares
de brasileiros sem recursos financeiros sonham em freqüentar
uma universidade pública e de qualidade, o governo
federal patrocina a educação dos fanáticos
do MST. Edson José de Azevedo Joinville, SC
É com indignação
que recebo a notícia de que a Unesp, onde me graduei
e faço mestrado, concede privilégios para a
obtenção de títulos. Somente o privilégio
é preocupante; porém, quando uma instituição
que deveria zelar pela diversidade e renovação
de idéias incentiva a ultrapassada utopia da luta de
classes e concede privilégios às pessoas que
não respeitam a pesquisa científica (destruição
da Aracruz), devemos ficar alertas. Agindo dessa maneira,
me parece que oferecemos respaldo às ações,
muitas vezes criminosas, do MST. Marcos Amorielle Furini
São José do Rio
Preto, SP
Clássica
a foto dos assentados do MST na sala de aula. Todos de chapéu.
Ora, qualquer "caboclo bão" sabe que é sinal
de educação e respeito tirar o chapéu
na igreja, escola, casa dos outros e até no bar. Vai
ver dentro da sala de aula fazia um sol de rachar mamona.
Se é que alguém lá sabe o que é
uma mamona. E no detalhe: todos os chapéus da foto
estão novinhos em folha. Fernando Portes Piracicaba, SP
Renan Calheiros
Minha indignação
superou todo o meu emocional, quando recebi VEJA e deparei
com uma notícia, não muito extensa no seu conteúdo,
porém de um significado muito grande no que diz respeito
às agressões sofridas pelo colega advogado Bruno
Lins, em uma boate em Brasília ("Garras de fora", 3
de outubro). Tal reportagem merece e carece de uma atenção
especial da nossa entidade, a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), na pessoa do presidente do Conselho Federal, para que
tome as mais enérgicas providências no sentido
de dar um basta às ameaças e ações
revanchistas de todos aqueles que estão se insurgindo
no caso Renan Calheiros.
Nelson Pereira Lopes Advogado criminalista e vice-presidente
da subseção da OAB Rondonópolis, MT
Calheiros definitivamente
deixou subentendido que é culpado nos processos, ao
iniciar chantagem a parlamentares petistas. Sinceramente,
Renan devia ter senso do ridículo e se esconder nas
montanhas afegãs. É muita burrice! Leonardo Marchiori Francisco Beltrão, PR
Diogo Mainardi
Mainardi, desculpe
ter duvidado de você e ter achado que era um delator
barato. Ao ler sua coluna ("McCarthy estava certo", 3 de outubro)
e ver todos aqueles nomes que você citava na época
assumindo postos estratégicos no lulismo, sinto-me
no dever de pedir-lhe desculpa. Jamais duvidarei de você
daqui para a frente. Carlos R. Viola Uberlândia, MG
Leio os artigos
de Diogo Mainardi com uma avidez enorme. Esse último,
eu adorei. Venho acompanhando e confirmando todas as denúncias
feitas por ele. Isso é ser um profissional competente.
Depois de um pedido tão simpático de beijinhos
e cafunés, não poderia deixar de me manifestar.
Você é simplesmente adorável. Continue
assim, apóio você. Apesar de eu saber que isso
lhe custa muito, não nos abandone. Mil beijinhos e
cafunés de sua admiradora. Maria Bernadete Menezes
Moniz de Souza
Rio de Janeiro, RJ
Caro Diogo, mereces
todos os cafunés! Foi aquela bendita coluna a que despertou
a ira de tantos? Do Dines? Que saiu dizendo que aquilo não
era jornalismo? Foi ou não foi? E o PHA (Paulo Henrique
Amorim) se esbaldou, foi ou não foi? Agora que tuas
informações estão confirmadas, os ilustres
jornalistas terão a elegância de admitir a barriga?
Nosso (Clóvis) Rossi fala na Folha da teoria
do chinelinho, derivativo da boquinha. A imprensa está
infiltrada de piranhas vorazes e parasitas atrás de
um chinelo. A relação daqueles que te processam
é motivo de orgulho. A Diogo, os cafunés. Antonio Celso de Souza
e Silva Rio de Janeiro, RJ
Animais vítimas
de catástrofes
A reportagem "Ajuda
ao melhor amigo" (3 de outubro), com informação
de qualidade, trouxe conforto ao coração daqueles
que amam os animais. Não considero apenas bondade salvar
animais de desastres naturais ou não. Considero obrigação
daquele que deve usar a inteligência para promover uma
vida melhor para todas as criaturas do planeta. Vivian de Freitas e
Rodrigues de Oliveira São José dos Campos,
SP
Stephen Kanitz
O artigo intitulado
"Cuidado com o que ouvem" (Ponto de vista, 3 de outubro),
do administrador Stephen Kanitz, é uma síntese
profunda do maior mal que se abate sobre o brasileiro, depois
da falta de ética e da síndrome da esperteza.
Embora não seja fácil, é fundamental
aplicarmos a "vigilância epistêmica" ao que nos
tentam impingir a todo instante. Roberto Buscariolli São Paulo, SP
Como professor universitário
atuando na área médica, sempre procurei chamar
a atenção dos meus alunos e médicos residentes
sobre esse aspecto. Gostaria de acrescentar a observação
de que o nosso "desconfiômetro" deve estar sempre atento,
mesmo a argumentos de professores titulares, livres-docentes
e doutores. José Martinez Ribeirão Preto, SP
Bastante preocupante
o artigo do administrador Stephen Kanitz. Infelizmente, vivemos
um tempo em que a saturação de informação
(tão bem denominada por Kanitz de "desinformação")
traz o sério risco de nos emburrecer em vez de nos
ampliar o conhecimento. Parece que a moda nos dias de hoje
é o indivíduo propalar sabedoria em áreas
para as quais não recebeu nenhum treinamento ou estudo
formal. Gostaria de destacar que, na minha área de
atuação, o ensino médico, muitas modificações
vêm ocorrendo nos últimos anos, e diversas escolas,
incluindo a nossa universidade, já implantaram o ensino
da epistemologia no currículo de graduação
de medicina. Ricardo Schmitt Chapecó, SC
Escolas de
direito
Como estudante
de direito, fico revoltado com a passividade estatal em relação
aos "cursos-empresa" que abrem diariamente em nosso país.
A reportagem "Prova do fracasso" (3 de outubro) só
vem reforçar a desqualificação das instituições
de ensino no Brasil. Fernando Santos da Silva Curitiba, PR
Guerra das tarifas
bancárias
Na reportagem "A
conta das contas" (3 de outubro), é engraçado
ver como os banqueiros são competentes para defender
seus lucros. O senhor Fábio Barbosa, do banco Real
e da Febraban, argumenta que a população deveria
achar boa a ampliação das agências e por
conseqüência os lucros estratosféricos dos
bancos, que vêm da cobrança absurda e descabida
de tarifas extorquidas das nossas contas. O governo deve,
sim, intervir contra esse abuso. Fernando Mastrorosa São Paulo, SP
Agora entendo por
que os bancos estão abrindo contas alucinadamente,
sem critério algum. Para qualquer pessoa que chegue
ao balcão já vão logo entregando um talonário
com vinte folhas de cheque. Quanto mais cheques sem provisão
de fundos, melhor para os bancos, e dá-lhe tarifas.
Diva Amalia O. Temponi Lençóis
Paulista, SP
Doente terminal
Foi com emoção
que tomei conhecimento, por meio de VEJA, da história
de Randy Pausch ("Despedida feliz", 3 de outubro). Câncer
é uma doença poderosa, paralisa vidas promissoras,
exaure as forças, desmorona sonhos. Mas a doença
é também limitada, pois não elimina a
esperança, não destrói a fé, não
mata o espírito.
Adriana Cunha Costa Washington, DC, EUA
Cuidadores
de parentes idosos
Ao mesmo tempo
que cumprimento VEJA por abordar essa oportuna questão
("Lições em família", 3 de outubro),
como médico geriatra, fundador da Associação
Brasileira de Alzheimer e ex-presidente da Sociedade Brasileira
de Geriatria e Gerontologia, não concordo com a frase:
"Fazem parte do processo natural do envelhecimento as confusões
de memória...". Na realidade, o que é verdade
é que os problemas nessa área são muito
comuns, mas não são "normais", não fazendo
parte do processo natural do envelhecimento. Toda alteração
nas áreas de memória, orientação,
linguagem etc., especialmente em idosos, deve ser obrigatoriamente
avaliada pelo médico, diagnosticada e tratada, pois
muitas vezes é passível de melhora substancial
e até de cura. Doutor Norton Sayeg www.alzheimermed.com.br São Paulo, SP
Futebol feminino
Nossas jogadoras
não conquistaram o Mundial na China. Foram muito além
disso. Conquistaram o mundo. Mostraram o que o futebol tem
de mais fascinante: nem sempre o melhor vence. Atire a primeira
flor aquele que votaria na japonesa, no último Miss
Universo. Às vezes a vice é melhor e mais bela
("O brilho das meninas", 3 de outubro). João Paulo Medrado
Tamm Brandão Belo Horizonte, MG
Irã
Os aiatolás
xiitas iranianos insistem em enriquecer urânio, mesmo
com as constantes sanções da ONU. É preciso
lembrar que a desconfiança da ONU não se dá
pelo uso do urânio com fins pacíficos, mas pelo
tratamento dado pelo Irã aos inspetores da Agência
Internacional de Energia Atômica (Aiea), sempre dificultando
seu trabalho de vistoria. Isso leva à conclusão
óbvia de que o Irã não está utilizando
o urânio só para esses fins ("Encontro marcado",
3 de outubro). Maryjom Venicius Teixeira
Silva Imperatriz, MA
Mukhtar Mai
Chorei muito ao
ler a reportagem "O resgate da honra" (3 de outubro). Ideologias
infundadas fazem com que as mulheres paquistanesas sempre
paguem pela ignorância dos homens, que, infelizmente,
as rodeiam. Na foto de Mukhtar Mai nota-se uma tristeza profunda
acompanhada de uma grande força de vontade de fazer
a situação das mulheres de seu país ser
transformada para melhor, para que, algum dia, os dizeres
do Corão sejam cumpridos. Joice Martins da Silva Guararapes, SP
Filme Tropa
de Elite
A reportagem "Um
batalhão de cópias" (26 de setembro) diz que
o filme "começou a ser exibido em um obscuro cinema
de Jundiaí, no interior de São Paulo". O cinema
em questão está no principal shopping da cidade,
e a sala é uma das melhores. Obscura foi a divulgação,
já que no primeiro dia de exibição não
havia mais que quinze pessoas na sessão. Almir Piovesan Jundiaí, SP
Música
Na reportagem "Um
sopro de novidade para o jazz" (3 de outubro), sobre a canadense
Ingrid Jensen e seu trompete, é ótimo todo e
qualquer elogio a atitudes inovadoras na música. Mas
não podemos nos esquecer de que, muito antes dela,
a nossa maravilhosa Fernanda Porto já fazia essas ousadias.
Não com o trompete, mas com o sax, e com tanto virtuosismo
quanto Ingrid. Enio Vianna Ribeirão Preto, SP
Cartas
Gostaria de fazer
uma observação ao comentário infeliz
do leitor Gustavus Adolfus, publicado na edição
passada, sobre pirataria e impostos, em que ele diz que se
devem comprar DVDs piratas, em vez de alugar os originais,
pelo fato de que os impostos recolhidos com DVDs originais
não retornam ao contribuinte. Ora, então ele
deveria deixar de comer, abastecer o carro, tomar seu chopinho
e mesmo de levantar da cama, pois se paga imposto até
na eletricidade que se gasta. Renato Alem Ribeirão Preto, SP
ALGAS ASSASSINAS
A
respeito da reportagem "O avanço das algas tóxicas"
(3 de outubro), que tratou da poluição
das águas, das doenças e da morte de animais
provocadas pelas algas tóxicas, o doutor Luis
Antonio de Oliveira Proença, presidente da Sociedade
Brasileira de Ficologia, lembra que o problema também
é grave entre nós. Proença, que
é representante do Ministério da Ciência
e Tecnologia no grupo da Unesco para o Painel Alga,
informa três graves ocorrências que estiveram
associadas às mesmas algas da reportagem em nosso
território: 1) a interdição da
venda e do consumo de mexilhões em Santa Catarina
(janeiro/fevereiro julho/agosto), tida como a
maior crise da maricultura do estado e que afetou milhares
de pessoas, entre maricultores, empresários e
consumidores; 2) o fechamento de praias no Rio de Janeiro
(fevereiro); 3) e a mortandade de peixes na região
do Recôncavo Baiano (março), afetando mais
de 30 000 pescadores. Danilo Camargo Santos, do Laboratório
de Taxonomia e Ecologia de Algas Continentais da Universidade
Federal do Espírito Santo, cita outro caso: a
morte de 52 pessoas em 1996 numa clínica de hemodiálise
na cidade de Caruaru, causada por toxinas produzidas
por algas.
O NASCIMENTO
DE CHE
O
leitor Victor A. Gonçalves escreveu a respeito
da reportagem de capa sobre Che Guevara (3 de outubro):
"Percebi um pequeno erro. VEJA diz que ele nasceu em
14 de maio de 1928, mas, segundo todas as fontes que
pesquisei, a data é 14 de junho de 1928". Os
autores divergem com relação à
data. Embora no registro de nascimento conste o dia
14 de junho, Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara
Uma Biografia, afirma que o guerrilheiro
argentino nasceu mesmo em 14 de maio. Com base em depoimentos
que colheu para a elaboração do livro,
Anderson diz que a mãe o registrou um mês
depois por um motivo banal: ela estaria grávida
quando se casou, um escândalo para a época
e o local. Mesmo tendo nascido depois de nove meses
de gestação, Che foi tido então
como prematuro de 7 meses.
CAÇAS
E BOMBARDEIROS
Os
leitores Marcelo Nedel e Fábio Martellini observam
que na reportagem "Encontro marcado" (3 de outubro)
o avião americano que ilustra a página
77 é erradamente chamado de caça. "Este
avião, que é citado também no gráfico
da página 78, não é um caça,
e sim um bombardeiro puro, o Northrop B-2 Spirit", escreveu
Nedel. "O próprio nome já o designa como
sendo um bombardeiro (o "B" vem de Bomber, assim como
"F" vem de fighter e designa os caças, como por
exemplo o Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon)", escreveu
Martellini, que faz outra observação:
"O B-2, na verdade, não é impossível
de ser detectado; o que ocorre é que sua assinatura
no radar é muito pequena, chegando a ser menor
que a de um outro caça de tecnologia Stealth,
o Lockheed F-117 Nighthawk".