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Edição 2029

10 de outubro de 2007
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Cartas

 

"Para heróis como Che, nada mais digno
que estampar camisetas, peças de roupa
descartáveis que logo se tornarão pano
de chão."

Lucas Silva de Oliveira
Pouso Alegre, MG


Che Guevara

Até que enfim se elevam vozes "neste país" para revelar a verdade sobre o assassino sanguinário que foi Ernesto Guevara, tão equivocadamente festejado como um herói romântico ("Che – Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa", 3 de outubro). Espero que a reportagem sirva para esclarecer aos jovens que a tal imagem fotográfica do Che, utilizada como um símbolo de grandeza idealista, não passa de uma farsa bem engendrada. Preparem-se, porém, para as bordoadas dos esquerdófilos e mal-intencionados.
Wanderley Demenato Sgarbi
Santos, SP

Morei em Cuba por um período e visitei os cantos mais remotos do país. Conheci pessoalmente viúvas e órfãos de camponeses fuzilados por Che Guevara pelo simples fato de se recusarem a entrar em seu movimento armado. Uma das viúvas me disse que, antes de Che fuzilar seu marido, ouviu dele próprio que ia livrá-la de um traste, pois quem não ama sua pátria a ponto de morrer por ela não merece as filhas dessa pátria. Che foi um assassino sanguinário cruel e vil; tapar os olhos para as atrocidades que ele cometeu e elevá-lo ao status de herói é completar sua obra sanguinária fuzilando com o mesmo desprezo e indiferença a dor das famílias de suas vítimas. Che está para Cuba como Hitler para a Alemanha, como Pinochet para o Chile, como Jorge Videla para a Argentina, como Idi Amin para Uganda, um verdadeiro déspota, um tirano.
Eusecr Santos
Cerquilho, SP

Sou argentino de nascimento morando no Brasil há 36 anos e, portanto, conterrâneo desse mitificado sujeito chamado Che Guevara. O estupendo texto de VEJA ajuda a ensinar o que foi esse indivíduo em realidade. Um enfermo mental, com inclinações perversas, idiota útil do decrépito Fidel. Os exemplos publicados por VEJA são simplesmente uma pequeníssima parte das atrocidades que era capaz de cometer esse homem-besta. Há uma infinidade de depoimentos de ex-companheiros dele, os quais dão testemunho de sua sede de sangue e morte. Está mais do que claro que ele era um verdadeiro covarde e que, na hora de morrer, não o fez valentemente, querendo trocar sua vida podre pela "doação" de informação. Fico feliz por essa publicação e espero que sirva para esclarecer a muitos que ainda ostentam a camiseta, ensangüentada, com a cara desse marginal assassino.
Victor G. A. de Oliveyra
Rio Claro, SP

Desde jovem, sempre tive meu ponto de vista a respeito desse pseudolibertador dos oprimidos. Mas, por essas coincidências que a vida nos reserva, ele só veio a materializar-se em 1998 (aos 48 anos). Estávamos eu e outro engenheiro indo de Santa Cruz de la Sierra em direção ao vilarejo de La Cañada para inspecionar o local de uma barragem. Perdidos naquela vastidão dos altiplanos bolivianos, de repente, no lado esquerdo, vi uma placa em que estava escrito "Vallegrande" e perguntei ao engenheiro se era a mesma cidade para onde tinha sido levado o corpo de Che, e a resposta foi afirmativa. Desde então concluí que só mesmo um desvairado teria a idéia de fazer uma revolução naquele rincão quarenta anos atrás, ainda hoje um ponto perdido no mapa.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

Estive na Bolívia em 1969, quase um ano após a morte de Che. Por acaso, na ida de Santa Cruz de la Sierra a Cochabamba, passei algum tempo em Vallegrande, na subida dos Andes, pois ali por perto havia algumas ruínas incas que eu queria visitar. Naquela época, Vallegrande não era mais que um amontoado de poucos casebres, sem luz, calçadas ou ruas. Lá eu tive a oportunidade, aos 14 anos, de conhecer várias pessoas que conviveram com Che nos seus últimos dias da guerrilha. O relato delas, todas simples e muito pobres, batia 100% com o que VEJA publicou na semana passada. Algumas, inclusive, reclamavam com muita raiva que o grupo de Che não passava de uns safados ladrões de galinha. Naquela ocasião, percebi o abismo que há entre a propaganda e a realidade vivida por aqueles que realmente participaram da história.
Antonio Carlos Belo Lisboa Neto
Rio de Janeiro, RJ

Antes tarde do que nunca. Já havia perdido as esperanças no desmascaramento desse mito que tem empolgado a juventude (ignorante, diga-se, pois, se perguntada, desconhece totalmente o passado de Che), principalmente a juventude brasileira. VEJA sempre procurou ficar numa posição de independência e imparcialidade, e isso é o que tem dado credibilidade à revista. Incomodava-me não ter a publicação semanal abordado, até agora, o mito de Guevara.
Antonio Garcia
Rio de Janeiro, RJ

A reportagem desnuda, com fatos incontestáveis, o mito forjado sobre essa figura sanguinária e totalitária que foi Guevara. E que alguns intelectuais adestrados insistem em cultuar.
José Ribamar Garcia
Rio de Janeiro, RJ

Cumprimento VEJA pela coragem de enfrentar o "politicamente correto" e ter a ousadia de desmistificar o mito Che Guevara, que há quarenta anos engana a juventude mal informada.
Felipe Aquino
Lorena, SP

Excepcional a reportagem apresentando o verdadeiro Che – um cruel serial killer e incompetente guerrilheiro, administrador e político. É extremamente importante esclarecer os jovens, totalmente enganados pela mídia esquerdista. Deveria ser leitura recomendada nos estabelecimentos de ensino superior e objeto de debates.
Daniel Acylino M. de Lima
Rio de Janeiro, RJ

VEJA demonstrou ser a revista mais séria e corajosa ao mostrar a verdadeira personalidade desse patético mito chamado Che Guevara, ídolo de um exército de desinformados que o admiram simplesmente porque saiu bem na foto. Confesso que até eu, na minha ingênua adolescência, tive uma daquela célebre foto e o admirava porque achava que lutara contra a tirania.
Claudio Takashi Oda
Brasília, DF

Ponto para VEJA ao mostrar a face pouco divulgada de Che Guevara. Eu já tinha, há quase seis anos, destacado o caráter sanguinário do guerrilheiro, em resenha publicada no Jornal da USP, em novembro de 2001. Citei, na ocasião, trecho de seu diário em que ele afirma: "Uivando como um homem possesso, tomarei de assalto as barricadas ou trincheiras, mancharei com sangue minha arma e, louco de fúria, degolarei quantos vencidos caiam em minhas mãos. (...) Já sinto minhas narinas dilatadas, saboreando o odor acre da pólvora e do sangue". Mais uma vez, VEJA amplificou a informação.

Sergio Amaral Silva
Jornalista
Guarujá, SP

Em minha vida de professor/pesquisador tenho tentado chamar a atenção das pessoas para as fotos ou filmes sobre Che. Sempre me intriguei ao perceber como aquela pessoa tão cínica poderia ter sido algo que valesse a pena lembrar. Creio que na bela reportagem falta somente esta palavra para estar perfeita: cínico.
Marco Sacilotti
Dijon, França

É uma pena que Che Guevara se tenha deixado levar pelo fanatismo à guerrilha e ao fictício ideal de uma revolução comunista. Apesar de ter virado mito, seu outro lado nunca será apagado. Enquanto a América Latina continuar sendo palco de ditadores e fracassadas tentativas de revolução inspiradas nos moldes socialistas, vai ser difícil sair dessa situação em que estamos. Parabéns a VEJA pela ótima matéria e por abrir os olhos de muitas pessoas que ainda acreditam que uma revolução esquerdista pode melhorar a situação de um continente subdesenvolvido.
Laís Ferreira de Carvalho
Maceió, AL

Finalmente a verdade aparece! Parabéns a VEJA pela esclarecedora história desse "símbolo" da esquerda que foi um dos maiores facínoras da América Latina, mas que infelizmente ainda tem quem o cultue.
Marco Antonio Buslins
Uruguaiana, RS

Mito ou não, o certo é que nunca esqueci quando vesti minha primeira camiseta com a estampa de Che. Os militares brasileiros no poder, a Guerra Fria no auge e eu me sentindo forte, grande, quase um revolucionário. Parabéns pela reportagem!
Sergio Emiliano
Campo Maior, PI

VEJA pretendeu apresentar Guevara como um ser repugnante, mas não foi além de uma reportagem vulgar. A matéria de capa valeu pela reprodução do diálogo entre Felix Rodríguez e Che: conversa humana e respeitosa entre dois homens que tinham, apesar de estarem em lados opostos, a rara virtude da coragem. Quer queiram, quer não, Guevara e tantos outros revolucionários idealistas, determinados e corajosos não irão para a "lata de lixo", pelo simples fato de que já integram a história, e de lá não sairão jamais. Que o diga Eric Hobsbawm, com sua autoridade de emérito historiador.
Tales Castelo Branco
São Paulo, SP

Não creio que pessoas mundialmente respeitadas e aparentemente sensatas e cultas, como o próprio Jean-Paul Sartre, citado na matéria, tenham avaliado tão mal o caráter de Che. A matéria apresentou somente os fatos negativos a respeito de Che, resumindo-se a curtos períodos da história total de sua vida. Todos os "heróis" são em parte mitificados.
Fábio Nogueira Leite
Uberlândia, MG

Além de satanizarem Che Guevara do início ao fim do texto, as fontes utilizadas são apenas dos inimigos do guerrilheiro, demonstrando aparente parcialidade. Estive por duas ocasiões com o general Pombo, que foi combatente na Sierra Maestra, no Congo e na Bolívia junto com Che. A opinião dele é completamente diferente das descrições dos historiadores e demais pessoas entrevistadas. Na opinião dele, Che Guevara não era um deus, no entanto não era o demônio como escreveram os jornalistas de VEJA.
Jose Luis Patrola
Historiador
Por e-mail

Em que pese a nova visão que a matéria de capa passa sobre o mito Che e sem jamais compactuar com nenhum método violento para mudanças sociais, temos de admitir que ele renunciou a uma vida confortável como médico e foi coerente até o fim com os ideais em que acreditava. Algumas fraquezas humanas não tiram seu valor.
Valdevino L. de Castro
Taubaté, SP

Mocinho ou bandido? Não sei. Que cada um tire suas conclusões diante do que os historiadores e biógrafos nos disponibilizam de tempos em tempos. O certo é que, se nós, brasileiros, tivéssemos tido um terço do poder de indignação e de luta de Che, talvez este país não estivesse, hoje, à beira do colapso.
Rafael Oliveira de Souza
Campo Grande, MS

 

Lula na ONU

Parabéns pelo destaque dado à fala de Lula na ONU ("O combustível de Lula", 3 de outubro). Pela primeira vez na história, o Brasil assume a liderança em um tema de relevância mundial. A produção de biocombustíveis pode, ao mesmo tempo, ser decisiva para reduzir o aquecimento global e diminuir as tensões políticas derivadas do petróleo, além de melhorar a distribuição de renda nos países pobres.
João Carmo
Piúma, ES

Lula está no caminho certo. O Brasil está no caminho certo. O etanol melhorará as condições de vida de milhões de brasileiros, além de contribuir para a saúde do planeta.
Jose Ribamar Muniz Feitosa
Tianguá, CE

 

Ideli Salvatti

A senadora Ideli Salvatti foi eleita com meu voto e o de milhares de catarinenses como eu. Mas a reportagem em momento algum me surpreendeu. Pois, desde sua eleição, a senadora não fez nada para beneficiar Santa Catarina. Usou nossos votos para se eleger e se tornar a líder do Lula no Senado, onde faz qualquer coisa para conseguir apoio para o governo. Pode ser até que venha a ser denunciada pelo Ministério Público, mas duvido que seja punida. Ideli, você foi a senadora que nós, catarinenses, com mais de 1 milhão de votos, elegemos, e agora nos envergonhamos e nos decepcionamos com suas atitudes ("O caixa dois da turma de Ideli", 3 de outubro).
Rodrigo Bulla
Joinville, SC

A reportagem "O caixa dois da turma de Ideli" vem reforçar a convicção do povo brasileiro de que o Senado está repleto de figuras que poderiam honrar nossas prisões, ao mesmo tempo em que nossas prisões estão superlotadas de pessoas que deveriam honrar nosso Senado. Podre Senado. Está na hora de o Brasil se levantar do seu berço esplêndido.
Belmiro Deusdete
Alagoinhas, BA

Sou catarinense e estou envergonhado de ter uma representante no Senado envolvida em tamanha falcatrua. Usar ONGs para roubar o Erário é no mínimo revoltante.
Lauro Cesar Pereira
São José, SC

 

MST nas faculdades públicas

Cursos exclusivos em faculdades públicas para o MST, bancados pelo contribuinte, com vestibular próprio e validado pelo MEC ("Invasão na universidade", 3 de outubro). Eis mais um motivo corroborador da necessidade urgente de acabar com a CPMF. Além de termos de alimentar um estado tiranossauro-rex, resultante de uma monstruosa mutação genética entre o neoliberalismo e o socialismo burguês, ainda precisamos sustentar laboratórios acadêmicos pervertidos para a formação de mestres clonadores de espécimes mais vorazes que irão extinguir o estado democrático. Sonho do doutor Frankenstein ou pesadelo de um Parque dos Dinossauros Tupiniquim?
José Roberto de Lima Machado
Salvador, BA

VEJA agiu novamente como fonte de luz sobre o obscurantismo que teima em manter o país no atraso. A reportagem "Invasão na universidade" (3 de outubro) revela o absurdo patrocínio estatal a um grupo que, entre outros retardamentos, visa a derrubar o próprio sistema democrático que o sustenta. Os flagrantes de ideologização do ensino nos motivaram a requisitar da Universidade Federal de Goiás todo o conteúdo de provas e da grade curricular desses cursos específicos para sem-terra.
Leonardo Vilela
Primeiro vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados
Brasília, DF

Enquanto milhares de brasileiros sem recursos financeiros sonham em freqüentar uma universidade pública e de qualidade, o governo federal patrocina a educação dos fanáticos do MST.
Edson José de Azevedo
Joinville, SC

É com indignação que recebo a notícia de que a Unesp, onde me graduei e faço mestrado, concede privilégios para a obtenção de títulos. Somente o privilégio é preocupante; porém, quando uma instituição que deveria zelar pela diversidade e renovação de idéias incentiva a ultrapassada utopia da luta de classes e concede privilégios às pessoas que não respeitam a pesquisa científica (destruição da Aracruz), devemos ficar alertas. Agindo dessa maneira, me parece que oferecemos respaldo às ações, muitas vezes criminosas, do MST.
Marcos Amorielle Furini
São José do Rio Preto, SP

Clássica a foto dos assentados do MST na sala de aula. Todos de chapéu. Ora, qualquer "caboclo bão" sabe que é sinal de educação e respeito tirar o chapéu na igreja, escola, casa dos outros e até no bar. Vai ver dentro da sala de aula fazia um sol de rachar mamona. Se é que alguém lá sabe o que é uma mamona. E no detalhe: todos os chapéus da foto estão novinhos em folha.
Fernando Portes
Piracicaba, SP

 

Renan Calheiros

Minha indignação superou todo o meu emocional, quando recebi VEJA e deparei com uma notícia, não muito extensa no seu conteúdo, porém de um significado muito grande no que diz respeito às agressões sofridas pelo colega advogado Bruno Lins, em uma boate em Brasília ("Garras de fora", 3 de outubro). Tal reportagem merece e carece de uma atenção especial da nossa entidade, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na pessoa do presidente do Conselho Federal, para que tome as mais enérgicas providências no sentido de dar um basta às ameaças e ações revanchistas de todos aqueles que estão se insurgindo no caso Renan Calheiros.
Nelson Pereira Lopes

Advogado criminalista e vice-presidente da subseção da OAB
Rondonópolis, MT

Calheiros definitivamente deixou subentendido que é culpado nos processos, ao iniciar chantagem a parlamentares petistas. Sinceramente, Renan devia ter senso do ridículo e se esconder nas montanhas afegãs. É muita burrice!
Leonardo Marchiori
Francisco Beltrão, PR

 

Diogo Mainardi

Mainardi, desculpe ter duvidado de você e ter achado que era um delator barato. Ao ler sua coluna ("McCarthy estava certo", 3 de outubro) e ver todos aqueles nomes que você citava na época assumindo postos estratégicos no lulismo, sinto-me no dever de pedir-lhe desculpa. Jamais duvidarei de você daqui para a frente.
Carlos R. Viola
Uberlândia, MG

Leio os artigos de Diogo Mainardi com uma avidez enorme. Esse último, eu adorei. Venho acompanhando e confirmando todas as denúncias feitas por ele. Isso é ser um profissional competente. Depois de um pedido tão simpático de beijinhos e cafunés, não poderia deixar de me manifestar. Você é simplesmente adorável. Continue assim, apóio você. Apesar de eu saber que isso lhe custa muito, não nos abandone. Mil beijinhos e cafunés de sua admiradora.
Maria Bernadete Menezes Moniz de Souza
Rio de Janeiro, RJ

Caro Diogo, mereces todos os cafunés! Foi aquela bendita coluna a que despertou a ira de tantos? Do Dines? Que saiu dizendo que aquilo não era jornalismo? Foi ou não foi? E o PHA (Paulo Henrique Amorim) se esbaldou, foi ou não foi? Agora que tuas informações estão confirmadas, os ilustres jornalistas terão a elegância de admitir a barriga? Nosso (Clóvis) Rossi fala na Folha da teoria do chinelinho, derivativo da boquinha. A imprensa está infiltrada de piranhas vorazes e parasitas atrás de um chinelo. A relação daqueles que te processam é motivo de orgulho. A Diogo, os cafunés.
Antonio Celso de Souza e Silva
Rio de Janeiro, RJ

 

Animais vítimas de catástrofes

A reportagem "Ajuda ao melhor amigo" (3 de outubro), com informação de qualidade, trouxe conforto ao coração daqueles que amam os animais. Não considero apenas bondade salvar animais de desastres naturais ou não. Considero obrigação daquele que deve usar a inteligência para promover uma vida melhor para todas as criaturas do planeta.
Vivian de Freitas e Rodrigues de Oliveira
São José dos Campos, SP

 

Stephen Kanitz

O artigo intitulado "Cuidado com o que ouvem" (Ponto de vista, 3 de outubro), do administrador Stephen Kanitz, é uma síntese profunda do maior mal que se abate sobre o brasileiro, depois da falta de ética e da síndrome da esperteza. Embora não seja fácil, é fundamental aplicarmos a "vigilância epistêmica" ao que nos tentam impingir a todo instante.
Roberto Buscariolli
São Paulo, SP

Como professor universitário atuando na área médica, sempre procurei chamar a atenção dos meus alunos e médicos residentes sobre esse aspecto. Gostaria de acrescentar a observação de que o nosso "desconfiômetro" deve estar sempre atento, mesmo a argumentos de professores titulares, livres-docentes e doutores.
José Martinez
Ribeirão Preto, SP

Bastante preocupante o artigo do administrador Stephen Kanitz. Infelizmente, vivemos um tempo em que a saturação de informação (tão bem denominada por Kanitz de "desinformação") traz o sério risco de nos emburrecer em vez de nos ampliar o conhecimento. Parece que a moda nos dias de hoje é o indivíduo propalar sabedoria em áreas para as quais não recebeu nenhum treinamento ou estudo formal. Gostaria de destacar que, na minha área de atuação, o ensino médico, muitas modificações vêm ocorrendo nos últimos anos, e diversas escolas, incluindo a nossa universidade, já implantaram o ensino da epistemologia no currículo de graduação de medicina.
Ricardo Schmitt
Chapecó, SC

 

Escolas de direito

Como estudante de direito, fico revoltado com a passividade estatal em relação aos "cursos-empresa" que abrem diariamente em nosso país. A reportagem "Prova do fracasso" (3 de outubro) só vem reforçar a desqualificação das instituições de ensino no Brasil.
Fernando Santos da Silva
Curitiba, PR

 

Guerra das tarifas bancárias

Na reportagem "A conta das contas" (3 de outubro), é engraçado ver como os banqueiros são competentes para defender seus lucros. O senhor Fábio Barbosa, do banco Real e da Febraban, argumenta que a população deveria achar boa a ampliação das agências e por conseqüência os lucros estratosféricos dos bancos, que vêm da cobrança absurda e descabida de tarifas extorquidas das nossas contas. O governo deve, sim, intervir contra esse abuso.
Fernando Mastrorosa
São Paulo, SP

Agora entendo por que os bancos estão abrindo contas alucinadamente, sem critério algum. Para qualquer pessoa que chegue ao balcão já vão logo entregando um talonário com vinte folhas de cheque. Quanto mais cheques sem provisão de fundos, melhor para os bancos, e dá-lhe tarifas.
Diva Amalia O. Temponi
Lençóis Paulista, SP

 

Doente terminal

Foi com emoção que tomei conhecimento, por meio de VEJA, da história de Randy Pausch ("Despedida feliz", 3 de outubro). Câncer é uma doença poderosa, paralisa vidas promissoras, exaure as forças, desmorona sonhos. Mas a doença é também limitada, pois não elimina a esperança, não destrói a fé, não mata o espírito.
Adriana Cunha Costa

Washington, DC, EUA

 

Cuidadores de parentes idosos

Ao mesmo tempo que cumprimento VEJA por abordar essa oportuna questão ("Lições em família", 3 de outubro), como médico geriatra, fundador da Associação Brasileira de Alzheimer e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, não concordo com a frase: "Fazem parte do processo natural do envelhecimento as confusões de memória...". Na realidade, o que é verdade é que os problemas nessa área são muito comuns, mas não são "normais", não fazendo parte do processo natural do envelhecimento. Toda alteração nas áreas de memória, orientação, linguagem etc., especialmente em idosos, deve ser obrigatoriamente avaliada pelo médico, diagnosticada e tratada, pois muitas vezes é passível de melhora substancial e até de cura.
Doutor Norton Sayeg
www.alzheimermed.com.br
São Paulo, SP

 

Futebol feminino

Nossas jogadoras não conquistaram o Mundial na China. Foram muito além disso. Conquistaram o mundo. Mostraram o que o futebol tem de mais fascinante: nem sempre o melhor vence. Atire a primeira flor aquele que votaria na japonesa, no último Miss Universo. Às vezes a vice é melhor e mais bela ("O brilho das meninas", 3 de outubro).
João Paulo Medrado Tamm Brandão
Belo Horizonte, MG

 

Irã

Os aiatolás xiitas iranianos insistem em enriquecer urânio, mesmo com as constantes sanções da ONU. É preciso lembrar que a desconfiança da ONU não se dá pelo uso do urânio com fins pacíficos, mas pelo tratamento dado pelo Irã aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), sempre dificultando seu trabalho de vistoria. Isso leva à conclusão óbvia de que o Irã não está utilizando o urânio só para esses fins ("Encontro marcado", 3 de outubro).
Maryjom Venicius Teixeira Silva
Imperatriz, MA

 

Mukhtar Mai

Chorei muito ao ler a reportagem "O resgate da honra" (3 de outubro). Ideologias infundadas fazem com que as mulheres paquistanesas sempre paguem pela ignorância dos homens, que, infelizmente, as rodeiam. Na foto de Mukhtar Mai nota-se uma tristeza profunda acompanhada de uma grande força de vontade de fazer a situação das mulheres de seu país ser transformada para melhor, para que, algum dia, os dizeres do Corão sejam cumpridos.
Joice Martins da Silva
Guararapes, SP

 

Filme Tropa de Elite

A reportagem "Um batalhão de cópias" (26 de setembro) diz que o filme "começou a ser exibido em um obscuro cinema de Jundiaí, no interior de São Paulo". O cinema em questão está no principal shopping da cidade, e a sala é uma das melhores. Obscura foi a divulgação, já que no primeiro dia de exibição não havia mais que quinze pessoas na sessão.
Almir Piovesan
Jundiaí, SP

 

Música

Na reportagem "Um sopro de novidade para o jazz" (3 de outubro), sobre a canadense Ingrid Jensen e seu trompete, é ótimo todo e qualquer elogio a atitudes inovadoras na música. Mas não podemos nos esquecer de que, muito antes dela, a nossa maravilhosa Fernanda Porto já fazia essas ousadias. Não com o trompete, mas com o sax, e com tanto virtuosismo quanto Ingrid.
Enio Vianna
Ribeirão Preto, SP

 

Cartas

Gostaria de fazer uma observação ao comentário infeliz do leitor Gustavus Adolfus, publicado na edição passada, sobre pirataria e impostos, em que ele diz que se devem comprar DVDs piratas, em vez de alugar os originais, pelo fato de que os impostos recolhidos com DVDs originais não retornam ao contribuinte. Ora, então ele deveria deixar de comer, abastecer o carro, tomar seu chopinho e mesmo de levantar da cama, pois se paga imposto até na eletricidade que se gasta.
Renato Alem
Ribeirão Preto, SP

 

 

 

ALGAS ASSASSINAS

A respeito da reportagem "O avanço das algas tóxicas" (3 de outubro), que tratou da poluição das águas, das doenças e da morte de animais provocadas pelas algas tóxicas, o doutor Luis Antonio de Oliveira Proença, presidente da Sociedade Brasileira de Ficologia, lembra que o problema também é grave entre nós. Proença, que é representante do Ministério da Ciência e Tecnologia no grupo da Unesco para o Painel Alga, informa três graves ocorrências que estiveram associadas às mesmas algas da reportagem em nosso território: 1) a interdição da venda e do consumo de mexilhões em Santa Catarina (janeiro/fevereiro – julho/agosto), tida como a maior crise da maricultura do estado e que afetou milhares de pessoas, entre maricultores, empresários e consumidores; 2) o fechamento de praias no Rio de Janeiro (fevereiro); 3) e a mortandade de peixes na região do Recôncavo Baiano (março), afetando mais de 30 000 pescadores. Danilo Camargo Santos, do Laboratório de Taxonomia e Ecologia de Algas Continentais da Universidade Federal do Espírito Santo, cita outro caso: a morte de 52 pessoas em 1996 numa clínica de hemodiálise na cidade de Caruaru, causada por toxinas produzidas por algas.



O NASCIMENTO DE CHE

O leitor Victor A. Gonçalves escreveu a respeito da reportagem de capa sobre Che Guevara (3 de outubro): "Percebi um pequeno erro. VEJA diz que ele nasceu em 14 de maio de 1928, mas, segundo todas as fontes que pesquisei, a data é 14 de junho de 1928". Os autores divergem com relação à data. Embora no registro de nascimento conste o dia 14 de junho, Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara – Uma Biografia, afirma que o guerrilheiro argentino nasceu mesmo em 14 de maio. Com base em depoimentos que colheu para a elaboração do livro, Anderson diz que a mãe o registrou um mês depois por um motivo banal: ela estaria grávida quando se casou, um escândalo para a época e o local. Mesmo tendo nascido depois de nove meses de gestação, Che foi tido então como prematuro de 7 meses.



CAÇAS E BOMBARDEIROS

Os leitores Marcelo Nedel e Fábio Martellini observam que na reportagem "Encontro marcado" (3 de outubro) o avião americano que ilustra a página 77 é erradamente chamado de caça. "Este avião, que é citado também no gráfico da página 78, não é um caça, e sim um bombardeiro puro, o Northrop B-2 Spirit", escreveu Nedel. "O próprio nome já o designa como sendo um bombardeiro (o "B" vem de Bomber, assim como "F" vem de fighter e designa os caças, como por exemplo o Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon)", escreveu Martellini, que faz outra observação: "O B-2, na verdade, não é impossível de ser detectado; o que ocorre é que sua assinatura no radar é muito pequena, chegando a ser menor que a de um outro caça de tecnologia Stealth, o Lockheed F-117 Nighthawk".

 


 



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