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Edição 2077

10 de setembro de 2008
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Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br

Brasil

Jobim e as maletas
O presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba, encontrou-se com o ministro Nelson Jobim na manhã de sexta-feira. Na conversa, Jobim prometeu levar na quarta-feira à CPI documentos que comprovam que as famigeradas maletas da Abin têm função dupla: fazer varredura antigrampo e grampear. Mais: Jobim afirmou que não há justificativa para a Abin possuir esses equipamentos, pois a agência é impedida por lei de grampear.

Grampo sem fim
Será julgada na terça-feira pelo STJ uma ação que poderá alterar alguns usos e costumes da "grampolândia". Segundo a lei, os pedidos de escuta telefônica à Justiça são concedidos por quinze dias, prorrogáveis por mais quinze. Só que a própria Justiça tem permitido a extensão indefinida desse prazo. A ação pede que uma condenação seja anulada porque o réu foi grampeado por dois anos. O relator do caso, Nilson Naves, concordou com a tese da defesa – a de que se deveria anular a condenação. Agora, outros três juízes darão seus veredictos. Se pelo menos um deles seguir o voto do relator, a polícia ou os procuradores terão de pedir nova autorização a cada quinze dias. Claro que se está falando de grampos autorizados judicialmente. Quanto àqueles que são feitos nas sombras, salve-se quem puder...

 

Imagem de fidelidade a Lula

J. F. Diorio/AE
Candidata do coração
Lula será capaz de transferir o seu prestígio a Dilma?


Lula é capaz de transferir votos a quem ele queira? Essa é uma discussão sem fim, tantas são as variáveis em jogo. A resposta, portanto, só se saberá de verdade em 2010. Enquanto isso, não custa tentar achar pistas. Uma pesquisa encomendada pelo Planalto mostra que 30% dos eleitores de Lula topariam votar em alguém indicado por ele. Nessa mesma pesquisa, Dilma Rousseff, a candidata do coração de Lula, é vista como alguém que não trairia Lula e manteria o caminho aberto para que ele retornasse ao poder em 2014.

 

Operação Satiagraha


Ed Ferrira/AE
Só carrão
Antes de ser afastado, Protógenes queria usar os carros do megaespeculador

O fiel depositário
Na véspera de ser afastado da Satiagraha, Protógenes Queiroz enviou ao juiz Fausto de Sanctis um "pedido de guarda e uso" dos veículos apreendidos na operação: dezesseis carrões e uma moto. Só do megaespeculador Naji Nahas, requereu ser o "fiel depositário" de dois Porsche 911 (2004 e 2001), um Mercedes-Benz E320 (2004) e um Audi Q7 (2007). Os veículos seriam usados por Protógenes e pelos "membros e familiares dos policiais que integraram a equipe de investigação". O juiz não respondeu ao pedido.

 

Marinha

O submarino
Está tudo acertado para que a Marinha entregue a um consórcio francês a bilionária tarefa de construir os cinco submarinos nucleares brasileiros. Como conseqüência, o negócio pode acabar viabilizando o tão sonhado estaleiro que a Odebrecht quer fazer.

 

Eleições 2008

Aécio vem aí
Na sexta-feira, Aécio Neves gravou declarações de apoio para os programas eleitorais de candidatos em 76 cidades, do Acre ao Rio Grande do Sul.

 

Itamaraty

Nunca antes neste país...
O Ministério das Relações Exteriores pagará pensão pela primeira vez na história a um ex-companheiro de um embaixador, que morreu em maio, aos 84 anos. Inicialmente, o pedido foi negado pelo Itamaraty. Inconformado, o companheiro do diplomata foi à Justiça. A 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro decidiu a seu favor, e o Itamaraty resolveu não recorrer. Desde agosto, passou a pagar a pensão vitalícia.

 

Economia

Efeito pré-sal?
Em junho, o governo alardeou que o valor de mercado da Petrobras já era superior ao PIB da Argentina. A estatal valia, então, 284 bilhões de dólares e o PIB argentino era de 262 bilhões de dólares. No último pregão de agosto, a Petrobras estava valendo 214 bilhões de dólares. Bons tempos aqueles. E olha que a Argentina não melhorou nada nesses três meses...

O Advent avança
O fundo de private equity Advent anuncia nos próximos dias sua maior aquisição na área de varejo.

 

Automóveis

O preço do carro
O Fiat Linea, que a montadora italiana lança no fim do mês no Brasil, custou 250 milhões de euros (620 milhões de reais) para ser desenvolvido.

 

Livros

Oscar Cabral
Toque de Midas
Marcos Pereira: um investimento como poucos

O rei do custo-benefício
A Sextante pode estar novamente diante de uma grande tacada. Em 2004, pagou meros 12 000 dólares pelos direitos de O Código Da Vinci – o maior sucesso editorial da década. Agora, em três semanas, esgotaram-se os 50 000 exemplares da primeira edição de A Cabana, obra pela qual o editor Marcos Pereira pagou 5 000 dólares. Isso significa que o livro faturou 700 000 dólares e a Sextante, 175 000 dólares.

Com Paulo Celso Pereira

 



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