BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2077

10 de setembro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Stephen Kanitz
Leitor
Millôr
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja Essa
 

Carta ao Leitor
Em 2000 e agora,
de olho nos espiões

Ana Araújo
LUZ NOS PORÕES A capa de VEJA sobre os espiões no governo FHC e Policarpo, com a reportagem da semana passada na tela do computador: contra a impunidade

A quebra da certeza da impunidade dentro do aparelho estatal de espionagem é um dos desafios mais complexos a ser enfrentados pelas instituições políticas brasileiras. Se ainda é possível falar em "entulho autoritário" nos dias de hoje, quase um quarto de século depois da redemocratização do país, a ousadia dos porões é caso exatamente disso. Uma reportagem de capa de VEJA de 2000 demonstrou que espiões agiam livremente no governo Fernando Henrique Cardoso, desafiando a lei e a hierarquia. Depois da revelação da revista, o governo demitiu um diretor da Abin, mas não se soube de mais punições ou investigações. O resultado foi que os espiões oficiais continuaram sua vida ora prestando serviços aos mandatários de plantão, ora terceirizando suas ações em favor de causas suspeitas.

A reportagem de VEJA de 2000 foi feita por Policarpo Junior. É também de autoria dele, hoje chefe da sucursal de Brasília da revista, a reportagem exclusiva da semana passada que comprovou que houve grampo ilegal de uma conversa telefônica entre Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o senador Demóstenes Torres. Mais uma vez, a revelação de VEJA teve efeito quase imediato. O governo afastou a cúpula da Abin e mandou investigar as suspeitas de atividades ilegais no órgão. Diz Policarpo: "Há oito anos VEJA jogou luzes nos porões da Abin e mostrou as irregularidades que ocorriam ali. O governo agiu, mas a espionagem ilegal logo voltou. Agora parece que Brasília decidiu encarar o problema de uma vez por todas". Esperamos que Policarpo seja tão bom de previsões quanto é de reportagem.

 



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |