Edição 1819 . 10 de setembro de 2003

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Radar

GOVERNO

Em estudo
No Palácio do Planalto se estuda a possibilidade de o Ministério do Planejamento passar a cuidar da Sudene e da Sudam. Claro que isso só aconteceria se o PMDB fosse presenteado com o Ministério da Integração Nacional e Ciro Gomes pulasse para o Planejamento.

Cai-não-cai
Façam seus jogos: João Sayad ou Guido Mantega? A bolsa de apostas para o nome do substituto de Carlos Lessa na presidência do BNDES é uma atração à parte nas rodas empresariais e políticas.

"Alô? Geddel?"
Num mesmo dia da semana passada, José Dirceu telefonou duas vezes para Geddel Vieira Lima, ligadíssimo a FHC e um dos líderes dos peemedebistas de oposição. Queria marcar uma conversa para logo depois que o período crítico da votação das reformas acabar. Dirceu não brinca em serviço. Quer todos os PMDBs com o governo.

S.O.S ministro
O Palácio do Planalto botou uma tropa de elite para tentar ajudar o ministro da Saúde, Humberto Costa, a sair de seu inferno astral. Dado que o ministro colabora para as confusões, não será um trabalho fácil.

O trator passa por cima
José Dirceu planeja uma vingança contra o senador Eduardo Suplicy, a quem ele mesmo define nos bastidores como seu mais novo adversário político. Nas eleições de 2006, vai arrumar um candidato para competir com Suplicy nas prévias do partido para a vaga de candidato a senador. E ganhar.

 

ECONOMIA

Papos siderúrgicos
A CSN e a Usiminas estão conversando entre si. O BNDES, como uma espécie de cupido, tem participado das reuniões. A quem interessar possa: ainda não é namoro, mas uma paquera mútua.

Em duas fases
Está prevista para a primeira semana de outubro a incorporação total do banco Sudameris pelo ABN/Real. Será a primeira fase da operação. A segunda, estimada para ocorrer daqui a um ano, produzirá o desaparecimento definitivo da placa Sudameris. Todas as agências vão virar ABN/Real.

Os seminovos da Vasp
A Vasp está quieta, mas não está morta. Neste momento, Wagner Canhedo negocia a compra de nove Boeing 737-200. São usados – pertencem à grega Olympic Airways –, mas mais novos que os atuais, que serão passados adiante.

O preço de uma guerra
De 2001 até o primeiro semestre deste ano, os fundos de pensão gastaram apenas com advogados 9,7 milhões de reais em sua guerra contra o banco Opportunity. Como o combate acaba de recomeçar em grande estilo, essa conta deve encorpar ainda mais. A briga é dos fundos, mas a festa é dos advogados.

Classificados: procura-se um presidente
Na quarta-feira passada, novamente, Luiz Falco, atual presidente da Oi e ex-vice da TAM, foi convidado para voltar à antiga empresa como o número 1. A resposta foi "não".

Bye, bye
O britânico Michael Geoghegan, que desde 1997 comanda o HSBC aqui no Brasil, deixa o posto até o fim do ano.

 

Reviravolta telefônica



Alexandre Sant'Anna/Strana
Ronaldinho: cofre cada vez mais cheio


A Vivo esteve perto de fechar um megacontrato com o fenomenal Ronaldinho, mas levou um drible da TIM no fim da partida. Os italianos, que já tiveram o camisa 9 da seleção brasileira como garoto-propaganda, entraram em campo, botaram a bola em jogo e devem fechar por 4 milhões de dólares anuais um novo acordo com Ronaldinho. Será o maior contrato da carreira do craque.

 

BRASIL

Minas na cabeça
Quem se dispuser a dar uma olhada na lista de desembolso do BNDES para Estados e municípios no primeiro semestre perceberá que os mineiros têm pouquíssimo a reclamar. Dos 645 milhões de reais desembolsados, Minas Gerais ficou com 394 milhões. Mais do que receberam todos os Estados brasileiros somados.

 

EDUCAÇÃO

Haddad vence a parada
O economista Claudio Haddad venceu a disputa travada com seu sócio, o também economista Paulo Guedes, pelo controle do Ibmec, um dos mais conceituados cursos de pós-graduação do país. Na semana passada, Haddad acertou a compra da parte de Guedes na sociedade por 30 milhões de reais. Hoje, o ensino superior – de ponta ou não – é um dos negócios que mais crescem e um dos que mais excitam os investidores internacionais

 

GENTE

As malas do Itamar
Itamar Franco desembarcou em Roma e anda quieto. Talvez esteja ainda abrindo as bagagens que levou para sua temporada como embaixador na Itália. Foram cerca de sessenta malas. Pela quantidade é bem capaz de o ex-presidente ter levado alguns quilos de polvilho para pão de queijo.

 

Amália Lucy doa o vasto acervo de Geisel


Fotos Fernando Pimentel/Irmo Celso
elso
Amália Lucy e Geisel: nem memorial nem venda em leilão

Alguns ex-presidentes preferem construir memoriais com seu acervo e presentes recebidos durante o mandato. É o caso de José Sarney. A família de outros, como a de João Figueiredo, vende seus espólios em leilões. A sempre reservada Amália Lucy, filha do presidente Ernesto Geisel, resolveu trilhar uma via diferente e elogiável para o extraordinário acervo do pai, morto em 1996 – a doação para instituições públicas. Em 1998, ela já havia entregado à FGV/RJ os arquivos de Geisel. Agora, sem alarde, ela tem procurado diretores de museus para doar as obras de arte, livros raros e presentes recebidos pelo pai. Para o Museu Nacional de Belas Artes está doando cinqüenta obras de artistas contemporâneos. Outras centenas de peças estão indo para o Museu Histórico Nacional, para o da República, o do Folclore e até para o da Imigração Japonesa, entre outros.

 

Colaborou Malu Gaspar

Lauro Jardim
e-mail: ljardim@abril.com.br

 




Fotos Ana Araújo/Robson Fernandes/AE


 
 
 
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