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Radar
GOVERNO
Em
estudo
No Palácio do Planalto se estuda a possibilidade
de o Ministério do Planejamento passar a cuidar da Sudene
e da Sudam. Claro que isso só aconteceria se o PMDB fosse
presenteado com o Ministério da Integração
Nacional e Ciro Gomes pulasse para o Planejamento.
Cai-não-cai
Façam seus jogos: João
Sayad ou Guido Mantega? A bolsa de apostas para o nome do substituto
de Carlos Lessa na presidência do BNDES é uma atração
à parte nas rodas empresariais e políticas.
"Alô?
Geddel?"
Num mesmo dia da semana passada, José Dirceu telefonou duas
vezes para Geddel Vieira Lima, ligadíssimo a FHC e um dos
líderes dos peemedebistas de oposição. Queria
marcar uma conversa para logo depois que o período crítico
da votação das reformas acabar. Dirceu não
brinca em serviço. Quer todos os PMDBs com o governo.
S.O.S
ministro
O Palácio do Planalto botou uma tropa de elite para tentar
ajudar o ministro da Saúde, Humberto Costa, a sair de seu
inferno astral. Dado que o ministro colabora para as confusões,
não será um trabalho fácil.
O
trator passa por cima
José Dirceu planeja uma vingança contra o senador
Eduardo Suplicy, a quem ele mesmo define nos bastidores como seu
mais novo adversário político. Nas eleições
de 2006, vai arrumar um candidato para competir com Suplicy nas
prévias do partido para a vaga de candidato a senador. E
ganhar.
ECONOMIA
Papos
siderúrgicos
A CSN e a Usiminas estão
conversando entre si. O BNDES, como uma espécie de cupido,
tem participado das reuniões. A quem interessar possa: ainda
não é namoro, mas uma paquera mútua.
Em
duas fases
Está prevista para a primeira semana de outubro a incorporação
total do banco Sudameris pelo ABN/Real. Será a primeira fase
da operação. A segunda, estimada para ocorrer daqui
a um ano, produzirá o desaparecimento definitivo da placa
Sudameris. Todas as agências vão virar ABN/Real.
Os
seminovos da Vasp
A Vasp está quieta, mas não está morta. Neste
momento, Wagner Canhedo negocia a compra de nove Boeing 737-200.
São usados pertencem à grega Olympic Airways
, mas mais novos que os atuais, que serão passados
adiante.
O
preço de uma guerra
De 2001 até o primeiro semestre deste ano, os fundos de pensão
gastaram apenas com advogados 9,7 milhões de reais em sua
guerra contra o banco Opportunity. Como o combate acaba de recomeçar
em grande estilo, essa conta deve encorpar ainda mais. A briga é
dos fundos, mas a festa é dos advogados.
Classificados:
procura-se um presidente
Na quarta-feira passada, novamente, Luiz Falco, atual presidente
da Oi e ex-vice da TAM, foi convidado para voltar à antiga
empresa como o número 1. A resposta foi "não".
Bye,
bye
O britânico Michael Geoghegan,
que desde 1997 comanda o HSBC aqui no Brasil, deixa o posto até
o fim do ano.
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Reviravolta
telefônica
Alexandre Sant'Anna/Strana
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| Ronaldinho:
cofre cada vez mais cheio |
A Vivo esteve perto de fechar um megacontrato com o
fenomenal Ronaldinho, mas levou um drible da TIM no
fim da partida. Os italianos, que já tiveram
o camisa 9 da seleção brasileira como
garoto-propaganda, entraram em campo, botaram a bola
em jogo e devem fechar por 4 milhões de dólares
anuais um novo acordo com Ronaldinho. Será o
maior contrato da carreira do craque.
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BRASIL
Minas
na cabeça
Quem se dispuser a dar uma olhada
na lista de desembolso do BNDES para Estados e municípios
no primeiro semestre perceberá que os mineiros têm
pouquíssimo a reclamar. Dos 645 milhões de reais desembolsados,
Minas Gerais ficou com 394 milhões. Mais do que receberam
todos os Estados brasileiros somados.
EDUCAÇÃO
Haddad
vence a parada
O economista Claudio Haddad venceu
a disputa travada com seu sócio, o também economista
Paulo Guedes, pelo controle do Ibmec, um dos mais conceituados cursos
de pós-graduação do país. Na semana
passada, Haddad acertou a compra da parte de Guedes na sociedade
por 30 milhões de reais. Hoje, o ensino superior de
ponta ou não é um dos negócios que mais
crescem e um dos que mais excitam os investidores internacionais
GENTE
As
malas do Itamar
Itamar Franco desembarcou em
Roma e anda quieto. Talvez esteja ainda abrindo as bagagens que
levou para sua temporada como embaixador na Itália. Foram
cerca de sessenta malas. Pela quantidade é bem capaz de o
ex-presidente ter levado alguns quilos de polvilho para pão
de queijo.
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Amália
Lucy doa o vasto acervo de Geisel
Fotos Fernando Pimentel/Irmo Celso
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elso
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| Amália
Lucy e Geisel: nem memorial nem venda em leilão
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Alguns
ex-presidentes preferem construir memoriais com seu
acervo e presentes recebidos durante o mandato. É
o caso de José Sarney. A família de outros,
como a de João Figueiredo, vende seus espólios
em leilões. A sempre reservada Amália
Lucy, filha do presidente Ernesto Geisel, resolveu trilhar
uma via diferente e elogiável para o extraordinário
acervo do pai, morto em 1996 a doação
para instituições públicas. Em
1998, ela já havia entregado à FGV/RJ
os arquivos de Geisel. Agora, sem alarde, ela tem procurado
diretores de museus para doar as obras de arte, livros
raros e presentes recebidos pelo pai. Para o Museu Nacional
de Belas Artes está doando cinqüenta obras
de artistas contemporâneos. Outras centenas de
peças estão indo para o Museu Histórico
Nacional, para o da República, o do Folclore
e até para o da Imigração Japonesa,
entre outros.
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Colaborou
Malu Gaspar
Lauro
Jardim
e-mail: ljardim@abril.com.br
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