|
|
Cartas
 |
"O
Leão está gravemente enfermo:
sofre de obesidade mórbida. Urge a cirurgia de redução
do estômago. Uma lipo também não cairia
mal."
Helcio
Cesar Hime
Rio de Janeiro, RJ |
Reformas
Que a reportagem "Para tirar a fera da sala" (3 de setembro), sobre
a massacrante carga tributária deste país, abra os
olhos dos pagadores de impostos pessoas físicas e jurídicas.
O que queremos agora são menos impostos e melhores condições
de produzir e gerar empregos e serviços. Seria até
interessante que fosse criada uma organização do tipo
Associação dos Pagadores de Impostos do Brasil, como
as muitas que existem nos EUA e na Europa que brigam por seus direitos.
Só assim será possível mostrar aos nossos governantes
que estamos descontentes com o que vem acontecendo.
Cleber Cardoso
São
Paulo, SP
A
população brasileira é obrigada a trabalhar
cinco meses por ano só para saciar a fome do Leão.
Na Idade Média pagava-se a corvéia ao senhor feudal
com apenas dois dias de serviço por semana, o que equivale
a três meses e meio. Se desconsiderarmos algumas desvantagens
da época, até que não era tão ruim.
José Antonio Rodrigues Agostinho
Maringá,
PR
A
reportagem mostra claramente a forma como o Estado brasileiro empobrece
a classe média por intermédio dos tributos. Sem cumprir
os mandamentos constitucionais, a carga tributária do país,
que poderá chegar a 40% do PIB, faz cair significativamente
o poder de compra dos brasileiros, bem como a produção
nacional.
Júlio César Craveiros Devechi
Curitiba,
PR
VEJA
está de parabéns por nos alertar e esclarecer sobre
o absurdo a que nos submetem para sustentar privilégios,
marajás, roubos e despesas legais mas imorais.
Marco Aurélio Garcia
Belo
Horizonte, MG
Reconfortante
a matéria de capa sobre a agressividade tributária
brasileira. Para colocar a mão no bolso e sentar-se à
mesa do contribuinte tudo é muito rápido, sem escrúpulos
nem reflexão. Para a devolução de compulsórios,
confisco de poupança, multas de trânsito indevidas,
ajustes de aposentadorias e devoluções completas do
FGTS, é tudo burocrático e oneroso.
Jason César de Souza Godinho
Santos,
SP
Cumprimento
os profissionais que fizeram a capa e a seqüência de
fotos da reportagem. As imagens nos conduzem à realidade
de que a "fera", representada pelo leão, vem até nós,
nos assusta e deve ser alimentada, ou ela nos devora. Depois da
"fera" alimentada de várias formas, lamentamos os estragos
devastadores que ela nos fez. Parabéns, VEJA.
Franklin Mendonça da Silva
Duque
de Caxias, RJ
Programa
espacial
Em um país que gasta muito dinheiro para, em suas escolas
públicas, formar bons engenheiros que basicamente exercem
função burocrática em multinacionais, projetos
como o VLS sempre são bem-vindos, independentemente do custo.
A resposta é sim à pergunta deixada por VEJA ("Vale
a pena insistir?", 3 de setembro).
Luis Fernando S. Moura
Lorena,
SP
A
Rússia e os EUA tiveram e têm problemas em seus respectivos
programas espaciais, ou não? Será que a vida de 21
pessoas que lutaram por um ideal vai para o ralo? Sem desenvolver
tecnologia própria, continuaremos a ser "o país sem
futuro".
João Moura
Brasília,
DF
Nosso
país persegue o tão sonhado desejo de ingressar no
seleto clube dos possuidores de alta tecnologia. Mas por que tantos
e sucessivos fracassos? Por que tanta energia e dinheiro do nosso
sugado contribuinte torrados em vão? Temos de abrir mão
do nosso ufanismo barato e procurar entender o modelo tecnológico
oriundo dos velhos tempos da ditadura militar, que engessou nossa
capacidade de pensar, criar e assimilar o que estava ocorrendo no
mundo naquele período.
Onofre Corrêa
Presidente
do Partido Progressista
Imperatriz, MA
Que
essa tragédia não esmoreça o orgulho brasileiro.
O país onde nasceu o pai da aviação, Santos
Dumont, deve avançar na tecnologia enfrentando todas as dificuldades.
A ciência e a tecnologia no mundo de hoje existem graças
ao empenho e ao sacrifício de muitos pioneiros que deram
a vida por aquilo em que acreditavam.
Leonardo Taborda Sandor
Campinas,
SP
Zona
Franca de Manaus
A reportagem "Já que está, deixa ficar" (3 de setembro),
sobre a Zona Franca de Manaus, nos faz pensar o seguinte: 1) O governo
realmente teve visão ao dar incentivos para a região
no sentido de desenvolvê-la uma vez que de outro modo não
teria condição alguma. 2) Na época deveria
ter em mente locais como Campinas ou Santos para localizar área
de incentivos semelhante à criada em Manaus, uma vez que
tinham todas as condições ditas necessárias
à criação de uma área de livre comércio.
Carlos José de Barros
Manaus,
AM
A
área natural mais rica do planeta não teria como ser
ocupada se não fosse esse modelo. É o lema "Integrar
para não entregar", defendido pelos brasileiros patriotas
do passado glorioso.
José Ribamar Soares Afonso
Manaus,
AM
Carta
ao leitor
Graças à competência do doutor Daniel Tabak,
tive um familiar curado. Testemunhei o tratamento de diversas crianças
sob os cuidados da equipe do Inca. Sua capacidade técnica
e de toda a equipe que o cerca transcende a qualquer comentário.
O mesmo não se pode dizer de alguns políticos que,
com seu fisiologismo e flagrante despreparo técnico, disseminam
em nossa sociedade o pior dos males o câncer político
("Cara e ineficiente", Carta ao leitor, 3 de setembro).
Marcos dos Santos Ferreira
Rio
de Janeiro, RJ
Senado
O fato citado na reportagem "Seis por meia dúzia" (3 de setembro),
sobre a indicação do senador Luiz Otávio para
o TCU, reforça o pensamento da sociedade brasileira em não
acreditar no combate à corrupção. O que pensam
neste momento os gestores que, de alguma forma, sofreram ações
de controle do TCU? O que esperam os cidadãos que recolhem
aos cofres públicos quatro meses de salário em tributos?
Penso que é uma falta de consideração para
com os profissionais da área de controle externo e interno
que tanto primam pela aplicação legal e eficiente
dos recursos públicos.
José Renato Silva Chaves
Belém,
PA
Irã
Excelente a reportagem "A riqueza dos aiatolás" (3 de setembro).
Os líderes muçulmanos do Irã demonizam o Ocidente
e seus infiéis de costumes impuros e cultura capitalista
decadente, imoral e corrupta. Existe, entretanto, um ponto de notável
convergência ideológica entre os mulás bilionários
da república islâmica e os "porcos" capitalistas ocidentais:
a irresistível e irrefreável atração
pela grana, pelas mamatas e picaretagens.
Flávia Xavier Quirino
Campina
Grande, PB
Sexo
Achei muito interessante a reportagem "Retrato do brasileiro na
cama" (3 de setembro). A fidelidade, em qualquer relacionamento,
é uma questão de escolha. Agora, como saber da fidelidade
do outro? A confiança e o diálogo são fundamentais,
pois fortalecem o vínculo. O sexo casual, por sua vez, não
preenche lacuna nenhuma.
Edilene Alves
Salvador,
BA
Gente
No universo pop onde as lolitas da vez seduzem mais por suas curvas
do que pelo potencial artístico, chama a atenção
a mistura perfeita de Paula Toller, no auge de seus 40 anos, com
corpo perfeito e voz idem (Gente, 3 de setembro).
Bruno Mouton
Belém,
PA
Gustavo
Kuerten
Vale a pena lembrar que, no período em que VEJA encara como
o pior de sua carreira, Kuerten ainda é um dos vinte melhores
tenistas do planeta. Ou seja, mesmo longe de sua melhor fase, o
Guga 2003 seria nosso maior expoente no tênis em todos os
tempos. Esportistas comuns, sim, saem do esporte de mãos
dadas com a decadência. Gente como Guga jamais desaba. Porque
nem a história consegue derrubar ("Guga desaba", 3 de setembro).
Ricardo
Silveira
São
Paulo, SP
Susan
Sontag
Tenho o enorme prazer em cumprimentá-los pela escolha da
entrevista das páginas amarelas da edição 1.817
de VEJA (27 de agosto), com a escritora Susan Sontag. É impressionante
a clareza com que ela analisa a realidade mundial, em especial no
que refere a suas escolhas pela ética, eqüidistante
das paixões políticas sectárias, que muitas
vezes comprometem a opinião.
Carlos Alberto Silva
Deputado
federal (PSDB-GO)
Brasília, DF
Maurício
Corrêa
A cada edição VEJA consolida sua posição
de destaque na história da imprensa brasileira. Foi brilhante
a condução de Eduardo Oinegue na polêmica entrevista
"Choque de poderes", com o ministro Maurício Corrêa
(Amarelas, 3 de setembro). O resultado da imparcialidade das perguntas
mostra a preocupação do presidente da mais alta corte
brasileira com os "excluídos da Justiça", mas revela
também que o ministro Maurício Corrêa se esquece
de que trocou o palanque pela toga, mantém seus instintos
partidários em pleno vigor, reclama das declarações
do presidente Lula sobre o Judiciário, mas se mostra mais
ácido ainda com o Executivo. E, o que é mais lamentável:
para ele, aviões, helicópteros e mulheres bonitas
devem ser exclusividade de uma minoria privilegiada. Parabéns
pela entrevista.
Francisco
de Lagos
Campo
Grande, MS
O
ministro mostrou inusitada coragem, independência e, acima
de tudo, franco exercício de cidadania na entrevista concedida
a VEJA. É difícil, se não impossível,
quando uma autoridade vem a público expor suas idéias
sobre um determinado tema, que o faça sem a névoa
da hipocrisia. Pena que nem todas as autoridades tenham essa independência
de consciência para falar o que pensam ou o que sentem. Parabéns,
ministro, que sirva de exemplo para todos essa independência.
Carlos
Benedito Pereira da Silva
Rio
Claro, SP
Concordo
em gênero, número e grau com as declarações
do ministro Maurício Corrêa acerca do governo petista.
A meu ver, o presidente Lula desempenha o mesmo papel da rainha
Elizabeth II. Ou seja: reina, mas não governa. Quem manda
de fato no governo são José Dirceu, José Genoíno
e Antônio Palocci.
Helmar da Cruz Rocha
Salvador,
BA
Um
espanto a entrevista dada pelo presidente do STF. O que ele queria?
Que o presidente Lula representasse o país vestido com macacão
de operário? Parabéns pela perspicácia do jornalista,
que bem soube questionar as colocações estapafúrdias
do entrevistado. Hilariante!
Maria
Sofia Schupp
Itanhaém,
SP
Concordo
plenamente com a opinião do doutor Maurício Corrêa
em entrevista a VEJA. A abordagem é perfeita e mostra claramente
que a demagogia também é peça fundamental neste
governo.
Marcelo de A. Bittencourt
Curitiba,
PR
Estou
felicíssimo por Lula estar no poder. Por outro lado, estou
estarrecido em ver quanto o poder muda as pessoas. As palavras do
senhor Maurício Corrêa resumem o que todo o povo brasileiro
está sentindo e muitos, por questão de conveniência,
não têm coragem de falar: "Prefiro imaginar que Lula
usou o discurso para chegar aonde chegou e, ao chegar, está
aplicando a mesma agenda política e econômica adotada
por Fernando Henrique Cardoso". É muito gratificante ver
um homem do quilate do senhor Maurício Corrêa descer
ao nível do cidadão comum para falar de verdades que
só podem ser entendidas com a retórica que ele utilizou.
José Eduardo Ribeiro
Belém,
PA
Advogado
e ex-juiz, aposentado, após mais de quarenta anos de atividade
forense, sou da época em que se dizia que juiz falava somente
nos autos. Aprendi, desde os tempos de escola, que fora do processo
o juiz é mudo. Ele muito raramente se expunha, e sua presença
em público era restrita àquelas ocasiões em
que o exercício do cargo o exigia. Nos demais casos, nem
sequer era notado. No dizer popular, em minha terra, "juiz e padre
não precisam somente ser honestos e sérios. Têm
de mostrar que o são".
Josué A. Maranhão Filho
Boston, Massachusetts, EUA
Reformas
2
É
inexata a informação atribuída a mim de que
"para começar a gerar novos empregos a economia americana
precisa crescer 4% ao ano". O que tenho dito é que, com o
crescimento previsto para 2003, de pouco mais de 2%, a economia
americana não vai gerar novos empregos. Ficaria surpreso
se isso continuasse a acontecer com a economia crescendo 3% ao ano
por um período prolongado. Além disso, uma parte do
ganho de produtividade vem do progresso tecnológico ("Para
tirar a fera da sala", 3 de setembro).
José A. Scheinkman
Princeton University
Princeton, New Jersey, EUA
Garotinho
no PMDB
A
respeito das cartas dos leitores Wilson Gordon Parker, de Macaé
(RJ), e Jeferson Malaguti Soares, de Belo Horizonte (MG), publicadas
na edição 1818 de VEJA (Cartas, 3 de setembro), gostaria
de esclarecer que o ex-governador e atual secretário de Segurança
Pública do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, tem
sido um defensor da reforma política no país. Em seus
23 anos de militância política, sempre defendeu a existência
de partidos fortes, soberanos e, acima de tudo, democráticos.
Ao contrário do que o senhor Parker afirma, Anthony Garotinho
não se afastou do PT porque lá "não deu certo".
E, como amplamente noticiado pela imprensa, só deixou o PDT,
depois de dezoito anos de militância, por ter sido encaminhado
à comissão de ética do partido ao discordar
da quebra de acordo firmado com o PT para as eleições
municipais no Rio de Janeiro. Do PSB também não se
afastou por vontade própria. Foi excluído do partido,
em uma decisão arbitrária e antidemocrática.
Carlos Henrique Vasconcelos
Assessor de imprensa
Rio de Janeiro, RJ
Luiz
Felipe de Alencastro
A
leitura de "Lições gaúchas" (Ponto de vista,
3 de setembro) reforçou minha convicção de
que é possível a prática do jornalismo político
sério em nosso país. Aquela experiência do PT,
PSB, PCB e PCdoB no Rio Grande do Sul, rica nos erros e acertos,
longe está de ter sido definitiva, mas é merecedora
de uma apreciação distante das picuinhas locais, dos
interesses setoriais contrariados e das disputas entre este ou aquele
PT. Seu ensaio, além da forma serena de abordagem, tem esse
mérito de conteúdo. Contribui e chama para uma reflexão
necessária. O PT está diante de desafios importantes.
Em seus 23 anos de existência, foi no Rio Grande do Sul que
o PT teve sua experiência mais intensa de administrar a coisa
pública nas dimensões municipal e estadual. Retirar
lições dessa experiência é fundamental
para o partido, que tem hoje o mais destacado de seus fundadores
na Presidência da República. Tenho certeza de que o
PT aprendeu muito e amadureceu bastante nesse processo e seu futuro
não é incerto nem no Rio Grande do Sul nem no Brasil.
Olívio O. Dutra
Ex-prefeito de Porto Alegre, ex-governador do Rio Grande do Sul
e atual ministro das Cidades
Brasília, DF
A
tragédia de Alcântara
Sobre
a "Tragédia na base espacial" (27 de agosto), informo, como
coordenador do grupo Space e também diretor do projeto de
um dos satélites que seriam lançados pelo VLS acidentado
no dia 22, que o Unosat não foi desenvolvido em São
José dos Campos, mas em Londrina, na Universidade Norte do
Paraná (Unopar). Ele não transmitiria dados de meteorologia,
mas, sim, dados de seu funcionamento no espaço, como temperatura
dos painéis solares e aceleração radial, entre
outras informações.
Fernando Stancato
Sistema de Pesquisa Aeroespacial Científico Educativo
Unopar
Londrina, PR
Fumo
Com
relação à reportagem "Fumaça revelada"
(3 de setembro), gostaria de dizer que é difícil acreditar
que uma empresa sugira o uso moderado de seus produtos. Em minha
opinião, trata-se de um método inteligente de divulgação,
porque a nicotina é altamente toxicomanógeno, provocando
dependência com facilidade. Como sabemos, é complicada
a moderação para o dependente químico. Ao que
parece, a campanha para melhorar a imagem da empresa se estrutura
muito em uma de suas marcas de cigarros, Free, porque seria o produto
com menores teores dos princípios ativos do tabaco. É
outra ilusão, porque o tabagista está acostumado com
certa quantidade de nicotina no sangue, e assim ele simplesmente
aumenta o número de cigarros fumados, o que é extremamente
interessante e recompensador para a empresa.
Elias Murad
Subsecretário Estadual Antidrogas de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG
Diogo
Mainardi
Repudio
o pensamento tacanho do senhor Diogo Mainardi quando, em seu artigo
"O nacional-foguetismo" (3 de setembro), condena o Brasil a ser
um país pária no contexto internacional. Sou médico
e mais do que ele sei da importância do combate à esquistossomose,
que tanto assola nossa população pobre, porém
o pool tecnológico existente na construção
de um foguete é de suma importância para uma nação
que almeja ser do Primeiro Mundo.
Osmar Duarte
Maceió, AL
Ambiente
Parabéns
a VEJA pela reportagem "A rapina dos corais" (3 de setembro), por
denunciar com muita propriedade as ilegais e nefastas atividades
dos biopiratas subaquáticos, que, além de retirar
do mar seus belos peixes para comercializar, utilizam métodos
altamente degradantes para os corais, colocando em perigo de extinção
uma das maiores riquezas naturais do planeta: o meio ambiente marinho.
Antonio Silveira R. dos Santos
www.aultimaarcadenoe.com
Televisão
A
reportagem "Mulheres revisadas" (3 de setembro), sobre a professora
de português na novela Mulheres Apaixonadas, da Rede
Globo, é sensacional. Não assisto a novelas e creio
muito mais em seu efeito danoso que em algo útil. Porém,
o exemplo desse diretor não pode passar em brancas nuvens.
Deveria, aliás, ser adotado por todos os programas da emissora
e até mesmo pelo Planalto. É um abuso ouvir discursos
de políticos recheados de lesões à língua
pátria.
Rogério Gonçalves
São Paulo, SP
Acidentes
no ar
O
quadro "Acidentes aéreos" (Cartas, 3 de setembro) deixou
de citar o choque do Constellation da Panair do Brasil, PP-PCG,
no Morro do Chapéu, em São Leopoldo (RS), com cinqüenta
vítimas, sob o comando do famoso Edu da marchinha Está
Faltando Um. O avião caiu no dia 28 de julho de 1950,
uma sexta-feira, às 19h30. Estive presente na noite do acidente
e na remoção dos 34 corpos identificados, dois não
identificados e catorze desaparecidos.
Luiz Fernando Gusmão
Novo Hamburgo, RS
Verifiquei
a ausência do acidente ocorrido com a aeronave Douglas C-47
2023 da FAB, em 6 junho de 1949, que colidiu com a Serra do Cambirela,
em Florianópolis, logo após ter decolado do Aeroporto
Hercílio Luz, no qual morreram dezenove militares.
Sérgio Fromholz
Florianópolis, SC
A lista
omitiu um grave acidente ocorrido em 1955, em Bagé, no Rio
Grande do Sul, com um avião da Varig (Curtiss Comander
PP VCF), quando morreram quarenta pessoas, o que o transformaria,
naquela relação, no oitavo maior acidente do país.
João José Forni
Brasília, DF
| Sutiã
trocado |
A
leitora Tatiana Gentil, do Rio de Janeiro, escreveu a
VEJA (Cartas, 27 de agosto) informando que teve problemas
com o produto citado na reportagem "Seios
ao alto", sobre os sutiãs estruturados
(20 de agosto). Em carta enviada à redação,
a empresa Wonderbra, fabricante do sutiã, informou
que realmente houve um problema no primeiro lote do produto.
"A empresa providenciou a troca das peças para
as consumidoras que entraram em contato com nosso serviço
de atendimento ao cliente", diz o comunicado da Wonderbra.
Por meio de VEJA, a empresa contatou Tatiana e agendou
a troca da peça defeituosa. O telefone do Serviço
de Atendimento ao Cliente da Wonderbra é 0800-167711.
|
|
| A
jornada de "Q" |
|
Sete
leitores escreveram para corrigir a informação
de que o ator John De Lancie teria participado da série
Guerra nas Estrelas "Seu ídolo
(do passado) ao telefone", 27 de agosto. "De Lancie
nunca foi ator de Guerra nas Estrelas (Star Wars),
a saga de George Lucas, mas sim de Jornada nas Estrelas
A Nova Geração (Star Trek: the
Next Generation), com o personagem 'Q'. Além
de participações em episódios da
franquia Star Trek, como Deep Space Nine
e Voyager", escreveu Antonio Carlos Rodrigues
Fuchs, do Rio de Janeiro. Todos os longas e seriados
em que ele atuou podem ser conferidos na filmografia
completa de De Lancie no site http://us.imdb.com/Name?de+Lancie,+John,
indicado por Fuchs, ou em www.startrek.com,
indicado pelo leitor Douglas Lima Lopes da Silva, de
Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
|
|
| Bancos
de olhos |
 |
A
reportagem "Um
gesto que pode salvar" (20 de agosto), sobre
transplantes no Brasil, citou que o Banco de Olhos de
Sorocaba, no interior de São Paulo, possui um
programa de captação de córneas
iniciado em 1984 que "atingiu padrão de eficiência
comparável aos melhores índices internacionais:
a espera não passa de seis meses, contra uma
média nacional de três anos". Roberto Pinto
Coelho, chefe do Banco de Olhos de Ribeirão Preto,
também no interior paulista, escreveu à
redação afirmando que "o Banco de Olhos
que é excelência no Brasil, que não
tem fila de espera para transplantes de córnea
(no máximo, uma semana) e distribui córneas
para todo o Estado de São Paulo é o de
Ribeirão Preto onde sobram córneas
para transplante e são enviadas para regiões
carentes do Estado". Pelo jeito, há uma saudável
concorrência para ver quem é o melhor nesse
tipo de transplante. Os necessitados agradecem. No site
http://www.hosbos.com.br
há endereços para contato e outras informações
sobre o Banco de Olhos de Sorocaba. Para saber mais
sobre o trabalho da equipe do Banco de Olhos de Ribeirão
Preto, o interessado pode visitar a página Assistência
do site http://hcrp.fmrp.usp.br/.
|
|
| Outros
acidentes aéreos |
O
leitor Milton M. Motta, aeronauta de São Paulo,
escreve para fazer duas importantes correções
sobre o quadro "Acidentes aéreos", publicado
na seção Cartas
da edição passada de VEJA (leia em
Correções), e acrescentar informações
ao quadro de desastres com até dezoito mortos
de nossa aviação. Outros acidentes citados
pelo comandante Motta:
DC-7 C da Panair do Brasil, em Recife: 51 mortos
(1961).
Convair 340 da Cruzeiro do Sul, em Vitória:
27 mortos (1962).
Brasília da Rico, em Rio Branco,
Acre: 23 mortos (2002).
Scandia da Vasp, no Rio de Janeiro: 22
mortos (1958).
Scandia da
Vasp, em São Paulo: 20 mortos (1959).
DC-3 da Cruzeiro
do Sul, no Acre: 19 mortos (1968).
Dc-3 da Vasp,
em Londrina: 19 mortos (1969).
Bandeirante da
TAM, em Bauru: 18 mortos (1978).
Dois Bandeirantes da Votec colidem no
ar, no Maranhão: 18 mortos (1984).
|
|
CORREÇÕES: Na reportagem "Tragédia
na base espacial" (27 de agosto), o nome correto do oxidante
componente do combustível de propulsão dos foguetes
VLS é perclorato de amônio, e não de amônia.
No quadro "Acidentes
aéreos" (Cartas, 3 de setembro), a colisão
do Viscount da Vasp com um Fokker de treinamento da FAB, em 1959,
deu-se quando o avião se aproximava do Aeroporto do Galeão,
e não na pista do Aeroporto Santos Dumont. O acidente com
outro Viscount da Vasp ocorreu em 1964, e não em 1970. A
aeronave colidiu com o Pico da Caledônia, em Nova Friburgo,
a caminho do Rio, e não ao tentar o pouso.
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi equivocadamente
citada como federal no artigo "A
forja do futuro" (Diogo Mainardi, 27 de agosto).
|