Edição 1819 . 10 de setembro de 2003

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Brasil
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Geral
Economia e Negócios
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Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Cartas

 
"O Leão está gravemente enfermo: sofre de obesidade mórbida. Urge a cirurgia de redução do estômago. Uma lipo também não cairia mal."
Helcio Cesar Hime
Rio de Janeiro, RJ

 

Reformas

Que a reportagem "Para tirar a fera da sala" (3 de setembro), sobre a massacrante carga tributária deste país, abra os olhos dos pagadores de impostos pessoas físicas e jurídicas. O que queremos agora são menos impostos e melhores condições de produzir e gerar empregos e serviços. Seria até interessante que fosse criada uma organização do tipo Associação dos Pagadores de Impostos do Brasil, como as muitas que existem nos EUA e na Europa que brigam por seus direitos. Só assim será possível mostrar aos nossos governantes que estamos descontentes com o que vem acontecendo.
Cleber Cardoso
São Paulo, SP

A população brasileira é obrigada a trabalhar cinco meses por ano só para saciar a fome do Leão. Na Idade Média pagava-se a corvéia ao senhor feudal com apenas dois dias de serviço por semana, o que equivale a três meses e meio. Se desconsiderarmos algumas desvantagens da época, até que não era tão ruim.
José Antonio Rodrigues Agostinho
Maringá, PR

A reportagem mostra claramente a forma como o Estado brasileiro empobrece a classe média por intermédio dos tributos. Sem cumprir os mandamentos constitucionais, a carga tributária do país, que poderá chegar a 40% do PIB, faz cair significativamente o poder de compra dos brasileiros, bem como a produção nacional.
Júlio César Craveiros Devechi
Curitiba, PR

VEJA está de parabéns por nos alertar e esclarecer sobre o absurdo a que nos submetem para sustentar privilégios, marajás, roubos e despesas legais mas imorais.
Marco Aurélio Garcia
Belo Horizonte, MG

Reconfortante a matéria de capa sobre a agressividade tributária brasileira. Para colocar a mão no bolso e sentar-se à mesa do contribuinte tudo é muito rápido, sem escrúpulos nem reflexão. Para a devolução de compulsórios, confisco de poupança, multas de trânsito indevidas, ajustes de aposentadorias e devoluções completas do FGTS, é tudo burocrático e oneroso.
Jason César de Souza Godinho
Santos, SP

Cumprimento os profissionais que fizeram a capa e a seqüência de fotos da reportagem. As imagens nos conduzem à realidade de que a "fera", representada pelo leão, vem até nós, nos assusta e deve ser alimentada, ou ela nos devora. Depois da "fera" alimentada de várias formas, lamentamos os estragos devastadores que ela nos fez. Parabéns, VEJA.
Franklin Mendonça da Silva
Duque de Caxias, RJ

 

Programa espacial

Em um país que gasta muito dinheiro para, em suas escolas públicas, formar bons engenheiros que basicamente exercem função burocrática em multinacionais, projetos como o VLS sempre são bem-vindos, independentemente do custo. A resposta é sim à pergunta deixada por VEJA ("Vale a pena insistir?", 3 de setembro).
Luis Fernando S. Moura
Lorena, SP

A Rússia e os EUA tiveram e têm problemas em seus respectivos programas espaciais, ou não? Será que a vida de 21 pessoas que lutaram por um ideal vai para o ralo? Sem desenvolver tecnologia própria, continuaremos a ser "o país sem futuro".
João Moura
Brasília, DF

Nosso país persegue o tão sonhado desejo de ingressar no seleto clube dos possuidores de alta tecnologia. Mas por que tantos e sucessivos fracassos? Por que tanta energia e dinheiro do nosso sugado contribuinte torrados em vão? Temos de abrir mão do nosso ufanismo barato e procurar entender o modelo tecnológico oriundo dos velhos tempos da ditadura militar, que engessou nossa capacidade de pensar, criar e assimilar o que estava ocorrendo no mundo naquele período.
Onofre Corrêa
Presidente do Partido Progressista
Imperatriz, MA

Que essa tragédia não esmoreça o orgulho brasileiro. O país onde nasceu o pai da aviação, Santos Dumont, deve avançar na tecnologia enfrentando todas as dificuldades. A ciência e a tecnologia no mundo de hoje existem graças ao empenho e ao sacrifício de muitos pioneiros que deram a vida por aquilo em que acreditavam.
Leonardo Taborda Sandor
Campinas, SP

 

Zona Franca de Manaus

A reportagem "Já que está, deixa ficar" (3 de setembro), sobre a Zona Franca de Manaus, nos faz pensar o seguinte: 1) O governo realmente teve visão ao dar incentivos para a região no sentido de desenvolvê-la uma vez que de outro modo não teria condição alguma. 2) Na época deveria ter em mente locais como Campinas ou Santos para localizar área de incentivos semelhante à criada em Manaus, uma vez que tinham todas as condições ditas necessárias à criação de uma área de livre comércio.
Carlos José de Barros
Manaus, AM

A área natural mais rica do planeta não teria como ser ocupada se não fosse esse modelo. É o lema "Integrar para não entregar", defendido pelos brasileiros patriotas do passado glorioso.
José Ribamar Soares Afonso
Manaus, AM

 

Carta ao leitor

Graças à competência do doutor Daniel Tabak, tive um familiar curado. Testemunhei o tratamento de diversas crianças sob os cuidados da equipe do Inca. Sua capacidade técnica e de toda a equipe que o cerca transcende a qualquer comentário. O mesmo não se pode dizer de alguns políticos que, com seu fisiologismo e flagrante despreparo técnico, disseminam em nossa sociedade o pior dos males – o câncer político ("Cara e ineficiente", Carta ao leitor, 3 de setembro).
Marcos dos Santos Ferreira
Rio de Janeiro, RJ

 

Senado

O fato citado na reportagem "Seis por meia dúzia" (3 de setembro), sobre a indicação do senador Luiz Otávio para o TCU, reforça o pensamento da sociedade brasileira em não acreditar no combate à corrupção. O que pensam neste momento os gestores que, de alguma forma, sofreram ações de controle do TCU? O que esperam os cidadãos que recolhem aos cofres públicos quatro meses de salário em tributos? Penso que é uma falta de consideração para com os profissionais da área de controle externo e interno que tanto primam pela aplicação legal e eficiente dos recursos públicos.
José Renato Silva Chaves
Belém, PA

 

Irã

Excelente a reportagem "A riqueza dos aiatolás" (3 de setembro). Os líderes muçulmanos do Irã demonizam o Ocidente e seus infiéis de costumes impuros e cultura capitalista decadente, imoral e corrupta. Existe, entretanto, um ponto de notável convergência ideológica entre os mulás bilionários da república islâmica e os "porcos" capitalistas ocidentais: a irresistível e irrefreável atração pela grana, pelas mamatas e picaretagens.
Flávia Xavier Quirino
Campina Grande, PB

 

Sexo

Achei muito interessante a reportagem "Retrato do brasileiro na cama" (3 de setembro). A fidelidade, em qualquer relacionamento, é uma questão de escolha. Agora, como saber da fidelidade do outro? A confiança e o diálogo são fundamentais, pois fortalecem o vínculo. O sexo casual, por sua vez, não preenche lacuna nenhuma.
Edilene Alves
Salvador, BA

 

Gente

No universo pop onde as lolitas da vez seduzem mais por suas curvas do que pelo potencial artístico, chama a atenção a mistura perfeita de Paula Toller, no auge de seus 40 anos, com corpo perfeito e voz idem (Gente, 3 de setembro).
Bruno Mouton
Belém, PA

 

Gustavo Kuerten

Vale a pena lembrar que, no período em que VEJA encara como o pior de sua carreira, Kuerten ainda é um dos vinte melhores tenistas do planeta. Ou seja, mesmo longe de sua melhor fase, o Guga 2003 seria nosso maior expoente no tênis em todos os tempos. Esportistas comuns, sim, saem do esporte de mãos dadas com a decadência. Gente como Guga jamais desaba. Porque nem a história consegue derrubar ("Guga desaba", 3 de setembro).
Ricardo Silveira
São Paulo, SP

 

Susan Sontag

Tenho o enorme prazer em cumprimentá-los pela escolha da entrevista das páginas amarelas da edição 1.817 de VEJA (27 de agosto), com a escritora Susan Sontag. É impressionante a clareza com que ela analisa a realidade mundial, em especial no que refere a suas escolhas pela ética, eqüidistante das paixões políticas sectárias, que muitas vezes comprometem a opinião.
Carlos Alberto Silva
Deputado federal (PSDB-GO)
Brasília, DF

 

Maurício Corrêa

A cada edição VEJA consolida sua posição de destaque na história da imprensa brasileira. Foi brilhante a condução de Eduardo Oinegue na polêmica entrevista "Choque de poderes", com o ministro Maurício Corrêa (Amarelas, 3 de setembro). O resultado da imparcialidade das perguntas mostra a preocupação do presidente da mais alta corte brasileira com os "excluídos da Justiça", mas revela também que o ministro Maurício Corrêa se esquece de que trocou o palanque pela toga, mantém seus instintos partidários em pleno vigor, reclama das declarações do presidente Lula sobre o Judiciário, mas se mostra mais ácido ainda com o Executivo. E, o que é mais lamentável: para ele, aviões, helicópteros e mulheres bonitas devem ser exclusividade de uma minoria privilegiada. Parabéns pela entrevista.
Francisco de Lagos
Campo Grande, MS

O ministro mostrou inusitada coragem, independência e, acima de tudo, franco exercício de cidadania na entrevista concedida a VEJA. É difícil, se não impossível, quando uma autoridade vem a público expor suas idéias sobre um determinado tema, que o faça sem a névoa da hipocrisia. Pena que nem todas as autoridades tenham essa independência de consciência para falar o que pensam ou o que sentem. Parabéns, ministro, que sirva de exemplo para todos essa independência.
Carlos Benedito Pereira da Silva
Rio Claro, SP

Concordo em gênero, número e grau com as declarações do ministro Maurício Corrêa acerca do governo petista. A meu ver, o presidente Lula desempenha o mesmo papel da rainha Elizabeth II. Ou seja: reina, mas não governa. Quem manda de fato no governo são José Dirceu, José Genoíno e Antônio Palocci.
Helmar da Cruz Rocha
Salvador, BA

Um espanto a entrevista dada pelo presidente do STF. O que ele queria? Que o presidente Lula representasse o país vestido com macacão de operário? Parabéns pela perspicácia do jornalista, que bem soube questionar as colocações estapafúrdias do entrevistado. Hilariante!
Maria Sofia Schupp
Itanhaém, SP

Concordo plenamente com a opinião do doutor Maurício Corrêa em entrevista a VEJA. A abordagem é perfeita e mostra claramente que a demagogia também é peça fundamental neste governo.
Marcelo de A. Bittencourt
Curitiba, PR

Estou felicíssimo por Lula estar no poder. Por outro lado, estou estarrecido em ver quanto o poder muda as pessoas. As palavras do senhor Maurício Corrêa resumem o que todo o povo brasileiro está sentindo e muitos, por questão de conveniência, não têm coragem de falar: "Prefiro imaginar que Lula usou o discurso para chegar aonde chegou e, ao chegar, está aplicando a mesma agenda política e econômica adotada por Fernando Henrique Cardoso". É muito gratificante ver um homem do quilate do senhor Maurício Corrêa descer ao nível do cidadão comum para falar de verdades que só podem ser entendidas com a retórica que ele utilizou.
José Eduardo Ribeiro
Belém, PA

Advogado e ex-juiz, aposentado, após mais de quarenta anos de atividade forense, sou da época em que se dizia que juiz falava somente nos autos. Aprendi, desde os tempos de escola, que fora do processo o juiz é mudo. Ele muito raramente se expunha, e sua presença em público era restrita àquelas ocasiões em que o exercício do cargo o exigia. Nos demais casos, nem sequer era notado. No dizer popular, em minha terra, "juiz e padre não precisam somente ser honestos e sérios. Têm de mostrar que o são".
Josué A. Maranhão Filho
Boston, Massachusetts, EUA

 

Reformas 2

É inexata a informação atribuída a mim de que "para começar a gerar novos empregos a economia americana precisa crescer 4% ao ano". O que tenho dito é que, com o crescimento previsto para 2003, de pouco mais de 2%, a economia americana não vai gerar novos empregos. Ficaria surpreso se isso continuasse a acontecer com a economia crescendo 3% ao ano por um período prolongado. Além disso, uma parte do ganho de produtividade vem do progresso tecnológico ("Para tirar a fera da sala", 3 de setembro).
José A. Scheinkman
Princeton University
Princeton, New Jersey, EUA

 

Garotinho no PMDB

A respeito das cartas dos leitores Wilson Gordon Parker, de Macaé (RJ), e Jeferson Malaguti Soares, de Belo Horizonte (MG), publicadas na edição 1818 de VEJA (Cartas, 3 de setembro), gostaria de esclarecer que o ex-governador e atual secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, tem sido um defensor da reforma política no país. Em seus 23 anos de militância política, sempre defendeu a existência de partidos fortes, soberanos e, acima de tudo, democráticos. Ao contrário do que o senhor Parker afirma, Anthony Garotinho não se afastou do PT porque lá "não deu certo". E, como amplamente noticiado pela imprensa, só deixou o PDT, depois de dezoito anos de militância, por ter sido encaminhado à comissão de ética do partido ao discordar da quebra de acordo firmado com o PT para as eleições municipais no Rio de Janeiro. Do PSB também não se afastou por vontade própria. Foi excluído do partido, em uma decisão arbitrária e antidemocrática.
Carlos Henrique Vasconcelos
Assessor de imprensa
Rio de Janeiro, RJ

 

Luiz Felipe de Alencastro

A leitura de "Lições gaúchas" (Ponto de vista, 3 de setembro) reforçou minha convicção de que é possível a prática do jornalismo político sério em nosso país. Aquela experiência do PT, PSB, PCB e PCdoB no Rio Grande do Sul, rica nos erros e acertos, longe está de ter sido definitiva, mas é merecedora de uma apreciação distante das picuinhas locais, dos interesses setoriais contrariados e das disputas entre este ou aquele PT. Seu ensaio, além da forma serena de abordagem, tem esse mérito de conteúdo. Contribui e chama para uma reflexão necessária. O PT está diante de desafios importantes. Em seus 23 anos de existência, foi no Rio Grande do Sul que o PT teve sua experiência mais intensa de administrar a coisa pública nas dimensões municipal e estadual. Retirar lições dessa experiência é fundamental para o partido, que tem hoje o mais destacado de seus fundadores na Presidência da República. Tenho certeza de que o PT aprendeu muito e amadureceu bastante nesse processo e seu futuro não é incerto nem no Rio Grande do Sul nem no Brasil.
Olívio O. Dutra
Ex-prefeito de Porto Alegre, ex-governador do Rio Grande do Sul e atual ministro das Cidades
Brasília, DF

 

A tragédia de Alcântara

Sobre a "Tragédia na base espacial" (27 de agosto), informo, como coordenador do grupo Space e também diretor do projeto de um dos satélites que seriam lançados pelo VLS acidentado no dia 22, que o Unosat não foi desenvolvido em São José dos Campos, mas em Londrina, na Universidade Norte do Paraná (Unopar). Ele não transmitiria dados de meteorologia, mas, sim, dados de seu funcionamento no espaço, como temperatura dos painéis solares e aceleração radial, entre outras informações.
Fernando Stancato
Sistema de Pesquisa Aeroespacial Científico Educativo
Unopar
Londrina, PR

 

Fumo

Com relação à reportagem "Fumaça revelada" (3 de setembro), gostaria de dizer que é difícil acreditar que uma empresa sugira o uso moderado de seus produtos. Em minha opinião, trata-se de um método inteligente de divulgação, porque a nicotina é altamente toxicomanógeno, provocando dependência com facilidade. Como sabemos, é complicada a moderação para o dependente químico. Ao que parece, a campanha para melhorar a imagem da empresa se estrutura muito em uma de suas marcas de cigarros, Free, porque seria o produto com menores teores dos princípios ativos do tabaco. É outra ilusão, porque o tabagista está acostumado com certa quantidade de nicotina no sangue, e assim ele simplesmente aumenta o número de cigarros fumados, o que é extremamente interessante e recompensador para a empresa.
Elias Murad
Subsecretário Estadual Antidrogas de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Repudio o pensamento tacanho do senhor Diogo Mainardi quando, em seu artigo "O nacional-foguetismo" (3 de setembro), condena o Brasil a ser um país pária no contexto internacional. Sou médico e mais do que ele sei da importância do combate à esquistossomose, que tanto assola nossa população pobre, porém o pool tecnológico existente na construção de um foguete é de suma importância para uma nação que almeja ser do Primeiro Mundo.
Osmar Duarte
Maceió, AL

 

Ambiente

Parabéns a VEJA pela reportagem "A rapina dos corais" (3 de setembro), por denunciar com muita propriedade as ilegais e nefastas atividades dos biopiratas subaquáticos, que, além de retirar do mar seus belos peixes para comercializar, utilizam métodos altamente degradantes para os corais, colocando em perigo de extinção uma das maiores riquezas naturais do planeta: o meio ambiente marinho.
Antonio Silveira R. dos Santos
www.aultimaarcadenoe.com

 

Televisão

A reportagem "Mulheres revisadas" (3 de setembro), sobre a professora de português na novela Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo, é sensacional. Não assisto a novelas e creio muito mais em seu efeito danoso que em algo útil. Porém, o exemplo desse diretor não pode passar em brancas nuvens. Deveria, aliás, ser adotado por todos os programas da emissora e até mesmo pelo Planalto. É um abuso ouvir discursos de políticos recheados de lesões à língua pátria.
Rogério Gonçalves
São Paulo, SP

 

Acidentes no ar

O quadro "Acidentes aéreos" (Cartas, 3 de setembro) deixou de citar o choque do Constellation da Panair do Brasil, PP-PCG, no Morro do Chapéu, em São Leopoldo (RS), com cinqüenta vítimas, sob o comando do famoso Edu da marchinha Está Faltando Um. O avião caiu no dia 28 de julho de 1950, uma sexta-feira, às 19h30. Estive presente na noite do acidente e na remoção dos 34 corpos identificados, dois não identificados e catorze desaparecidos.
Luiz Fernando Gusmão
Novo Hamburgo, RS

Verifiquei a ausência do acidente ocorrido com a aeronave Douglas C-47 2023 da FAB, em 6 junho de 1949, que colidiu com a Serra do Cambirela, em Florianópolis, logo após ter decolado do Aeroporto Hercílio Luz, no qual morreram dezenove militares.
Sérgio Fromholz
Florianópolis, SC

A lista omitiu um grave acidente ocorrido em 1955, em Bagé, no Rio Grande do Sul, com um avião da Varig (Curtiss Comander – PP VCF), quando morreram quarenta pessoas, o que o transformaria, naquela relação, no oitavo maior acidente do país.
João José Forni
Brasília, DF

 
Sutiã trocado
A leitora Tatiana Gentil, do Rio de Janeiro, escreveu a VEJA (Cartas, 27 de agosto) informando que teve problemas com o produto citado na reportagem "Seios ao alto", sobre os sutiãs estruturados (20 de agosto). Em carta enviada à redação, a empresa Wonderbra, fabricante do sutiã, informou que realmente houve um problema no primeiro lote do produto. "A empresa providenciou a troca das peças para as consumidoras que entraram em contato com nosso serviço de atendimento ao cliente", diz o comunicado da Wonderbra. Por meio de VEJA, a empresa contatou Tatiana e agendou a troca da peça defeituosa. O telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente da Wonderbra é 0800-167711.

 

A jornada de "Q"

Sete leitores escreveram para corrigir a informação de que o ator John De Lancie teria participado da série Guerra nas Estrelas – "Seu ídolo (do passado) ao telefone", 27 de agosto. "De Lancie nunca foi ator de Guerra nas Estrelas (Star Wars), a saga de George Lucas, mas sim de Jornada nas Estrelas – A Nova Geração (Star Trek: the Next Generation), com o personagem 'Q'. Além de participações em episódios da franquia Star Trek, como Deep Space Nine e Voyager", escreveu Antonio Carlos Rodrigues Fuchs, do Rio de Janeiro. Todos os longas e seriados em que ele atuou podem ser conferidos na filmografia completa de De Lancie no site http://us.imdb.com/Name?de+Lancie,+John, indicado por Fuchs, ou em www.startrek.com, indicado pelo leitor Douglas Lima Lopes da Silva, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

 

Bancos de olhos


A reportagem "Um gesto que pode salvar" (20 de agosto), sobre transplantes no Brasil, citou que o Banco de Olhos de Sorocaba, no interior de São Paulo, possui um programa de captação de córneas iniciado em 1984 que "atingiu padrão de eficiência comparável aos melhores índices internacionais: a espera não passa de seis meses, contra uma média nacional de três anos". Roberto Pinto Coelho, chefe do Banco de Olhos de Ribeirão Preto, também no interior paulista, escreveu à redação afirmando que "o Banco de Olhos que é excelência no Brasil, que não tem fila de espera para transplantes de córnea (no máximo, uma semana) e distribui córneas para todo o Estado de São Paulo é o de Ribeirão Preto – onde sobram córneas para transplante e são enviadas para regiões carentes do Estado". Pelo jeito, há uma saudável concorrência para ver quem é o melhor nesse tipo de transplante. Os necessitados agradecem. No site http://www.hosbos.com.br há endereços para contato e outras informações sobre o Banco de Olhos de Sorocaba. Para saber mais sobre o trabalho da equipe do Banco de Olhos de Ribeirão Preto, o interessado pode visitar a página Assistência do site http://hcrp.fmrp.usp.br/.

 

Outros acidentes aéreos


O leitor Milton M. Motta, aeronauta de São Paulo, escreve para fazer duas importantes correções sobre o quadro "Acidentes aéreos", publicado na seção Cartas da edição passada de VEJA (leia em Correções), e acrescentar informações ao quadro de desastres com até dezoito mortos de nossa aviação. Outros acidentes citados pelo comandante Motta:

DC-7 C da Panair do Brasil, em Recife: 51 mortos (1961).
Convair 340 da Cruzeiro do Sul, em Vitória: 27 mortos (1962).
Brasília da Rico, em Rio Branco, Acre: 23 mortos (2002).
Scandia da Vasp, no Rio de Janeiro: 22 mortos (1958).
Scandia da Vasp, em São Paulo: 20 mortos (1959).
DC-3 da Cruzeiro do Sul, no Acre: 19 mortos (1968).
Dc-3 da Vasp, em Londrina: 19 mortos (1969).
Bandeirante da TAM, em Bauru: 18 mortos (1978).
Dois Bandeirantes da Votec colidem no ar, no Maranhão: 18 mortos (1984).


CORREÇÕES: Na reportagem "Tragédia na base espacial" (27 de agosto), o nome correto do oxidante componente do combustível de propulsão dos foguetes VLS é perclorato de amônio, e não de amônia. No quadro "Acidentes aéreos" (Cartas, 3 de setembro), a colisão do Viscount da Vasp com um Fokker de treinamento da FAB, em 1959, deu-se quando o avião se aproximava do Aeroporto do Galeão, e não na pista do Aeroporto Santos Dumont. O acidente com outro Viscount da Vasp ocorreu em 1964, e não em 1970. A aeronave colidiu com o Pico da Caledônia, em Nova Friburgo, a caminho do Rio, e não ao tentar o pouso. A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi equivocadamente citada como federal no artigo "A forja do futuro" (Diogo Mainardi, 27 de agosto).

 
 
 
 
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