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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
 | | Jane
Fonda (à esq.) e J-Lo, em A Sogra: um tapa, um assopro |
A
Sogra (Monster-in-Law, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira
em circuito nacional) Depois de mais de uma década de aposentadoria,
Jane Fonda volta à cena num tom pouco explorado em sua carreira: o da comédia
rasgada. Jane é aqui o arquétipo da sogra implacável, uma
esnobe que acha que mulher nenhuma e em especial a sem-carreira Charlie
(Jennifer Lopez) é boa o suficiente para seu filho cirurgião
(Michael Vartan, da série Alias). Apesar do roteiro sem grande originalidade,
fazem o filme valer a pena a ótima química entre Jane e a comediante
negra Wanda Sykes e o tratamento na base do "um tapa, um assopro" que o diretor
Robert Luketic, de Legalmente Loira, dá ao personagem de J-Lo. Veja
cenas.
TELEVISÃO
Morte na Escadaria (Estréia na quarta-feira,
às 21h, no GNT) Há quatro anos, o que parecia ser uma morte
acidental a queda de uma mulher da escadaria de sua casa, na Carolina do
Norte desdobrou-se numa investigação de homicídio
que mobilizou a opinião pública americana. O caso é mote
dessa série em oito episódios dirigida pelo francês Jean-Xavier
de Lestrade (que ganhou o Oscar em 2002 com o documentário Murder on
a Sunday Morning). O ponto de partida do programa é o julgamento do
suspeito pelo crime o marido da vítima, Michael Peterson. Lestrade
arma a narrativa de tal maneira que ela se transforma num quebra-cabeça
criminal e também num retrato do sistema judicial americano. DVD
Warner
Bros
 | | McQueen:
machão americano |
Coleção
Steve McQueen (Warner) Steve McQueen (1930-1980) foi menos um ator
do que um símbolo o de quintessência da masculinidade americana,
razão pela qual se tornou um dos maiores ícones dos anos 60 e início
dos 70. À parte o fraco Quando Explodem as Paixões, sua personalidade
magnética está em evidência nos três outros filmes desse
pacote: o excelente Os Implacáveis, de Sam Peckinpah, em que McQueen
contracena com sua futura mulher Ali McGraw, o faroeste Tom Horn e o excitante
Mesa do Diabo, em que o astro desafia uma lenda da sinuca. A distribuidora
está lançando ainda, de forma avulsa, uma edição em
disco duplo de Bullitt, talvez o melhor filme de perseguição
de automóveis já feito.
LIVROS
O
Inventor do Papel, de Janet Gleeson (tradução
de Talita M. Rodrigues; Rocco; 302 páginas; 39,50 reais) O escocês
John Law (1671-1729) não poderia ser considerado uma boa companhia: era
um jogador inveterado, um bon vivant irresponsável que teve de fugir da
Inglaterra por ter matado um homem num duelo. Na França, porém,
ele se tornou um dos grandes inovadores do mundo das finanças, ao introduzir
no país um banco central que emitia papel-moeda, ainda uma novidade no
início do século XVIII. Os esquemas arrojados de Law levantaram
fortunas, mas fracassaram em seguida. O escocês teve de fugir da França
em 1720, acossado pelos investidores que quebraram ao seguir suas idéias.
Em O Inventor do Papel, a historiadora Janet Gleeson traça uma extraordinária
biografia desse pioneiro da especulação financeira. Leia
trecho.
Marcelo
Tasso/AE
 |  | | Millôr
Fernandes: humor perene | |
Todo
Homem É Minha Caça, de Millôr Fernandes (Record; 208
páginas; 29,90 reais) Essa reedição de um livro de
1981 confirma a perenidade do humor do colunista de VEJA Millôr Fernandes.
A coletânea de textos contém pérolas com a irônica proposta
de um "código de ética mínimo", no qual se lêem regras
que parecem talhadas para a atual crise política: "Ladrão do erário,
apanhado em flagrante, não pode alegar posição ideológica
como atenuante". O livro inclui um caderno ilustrado com charges, no qual Millôr
propõe, na trilha dos movimentos de emancipação feminina,
outras bandeiras de liberação: o gago's lib, o defunto's lib e,
claro, o burro's lib (já que, como nota a mordacidade sempre certeira do
autor, os burros são maioria e sempre tiveram "representantes nos mais
altos postos do país").
Leia trecho. O
Adeus à Rainha, de Chantal Thomas (tradução de Jorge
Bastos; A Girafa; 210 páginas; 39 reais) A francesa Chantal Thomas
foi aluna do crítico Roland Barthes e é uma grande conhecedora do
século XVIII, com estudos históricos publicados sobre Sade e Maria
Antonieta. Foi com essas credenciais que ela se arriscou na ficção:
O Adeus à Rainha é um envolvente romance sobre os últimos
dias do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, às vésperas
da Revolução Francesa. A história é contada da perspectiva
de uma dama da corte que tinha a função de ler livros para a rainha
e que rememora o ocaso da monarquia em 1810, na Viena invadida por Napoleão,
figura que ela despreza com o esnobismo de que só os aristocratas decaídos
são capazes. Leia
trecho.
DISCO Jim
Cooper/AP
 |  | | Benson:
volta por cima | |
Alternative
to Love, Brendan Benson (Sum Records) O roqueiro americano é
um caso curioso de artista que passou por um redirecionamento de carreira. Descoberto
por uma grande gravadora em 1996, ele foi vendido a princípio como cantor
de rock pesado. A experiência foi um fracasso e Benson demorou seis anos
para voltar à cena. Mas ele deu a volta por cima hoje, tem artistas
como Jack White (dos White Stripes) e Beck entre seus fãs. Alternative
to Love é o segundo álbum da nova fase do cantor, que se revela
um excelente criador de melodias. As canções trazem corinhos típicos
de grupos pop dos anos 60 e letras sobre desilusão amorosa. Ou então
bebem da psicodelia caso da faixa The Pledge, em que Benson "ensina",
ironicamente, como fazer sucesso na indústria de discos. |