Edição 1917 . 10 de agosto de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Às claras, um homem calmo, sereno, equilibrado, que beira a inocência. A outra faceta, obscura, uma incógnita que talvez só a base aliada conheça."
Cleylton Mendes Passos
Linhares, ES

Governo

VEJA tem prestado um grande serviço à democracia brasileira. A última edição, acerca do risco Dirceu ("Ele assusta o governo", 3 de agosto), é uma obra-prima. A máscara começa a cair. É claro que "Lulla", desde sempre, foi manobrado por articuladores do PT (José Dirceu, o principal deles) para ser o candidato/ ator que representasse, aos menos favorecidos, um personagem. Arrumaram um bom marqueteiro para vender a propaganda enganosa e um falso publicitário e um tesoureiro mafiosos para operar a tramóia do financiamento. Resultado: 53 milhões de votos.
Wilmar Inácio Mota
Conceição do Araguaia, PA

O presidente Lula culpa a elite pela crise política atual do Brasil. Concordo com ele. Se a elite não tivesse feito o povão descrer dos políticos, com as já conhecidas roubalheiras de antes, ele não teria depositado suas esperanças (por meio do voto) em um homem totalmente despreparado para governar um país-continente como o nosso Brasil.
José Valdir Aires

São Bento do Sul, SC

Toda semana, ao ler atentamente VEJA, torço para que Lula cumpra até o último dia seu mandato. "Diz-que-diz" é o que ele sabe fazer de melhor. Acredita tanto que, até agora, não aprendeu que a imprensa lida com fatos, não com balelas. E seu compromisso é com a verdade, não com a conveniência.
Síssi Filassi

Uberaba, MG

Ou o nosso presidente é muito puro de coração, o que o faz ingênuo e até cego com o que está acontecendo bem debaixo de seu nariz, ou perdemos um grande ator que poderia estar ganhando milhões de dólares em Hollywood.
Ana Paula Lima
Campinas, SP

Lula, em vez de dar uma de "Seu Boneco", insistindo em falar somente para a "galera" menos esclarecida, deveria convocar urgentemente uma coletiva com jornalistas de verdade, esclarecendo os fatos à sociedade.
Darci Rocha
Belo Horizonte, MG

Talvez seja interessante que o presidente Lula continue a fazer seus devaneios populistas, que são próprios de sua formação escolar e de sua experiência de líder sindical, no ano e meio restante de seu mandato. Dessa forma, ele prestará um grande serviço à sociedade, pois mobilizará o "consciente coletivo" a escolher melhor o futuro presidente.
Francisco Rocha
Cornélio Procópio, PR

Diante da grave crise política que estamos vivendo, há dois perigos: 1) medidas demagógicas por parte do governo que venham a vitimar a estabilidade econômica; 2) o canto da sereia leva um candidato populista à Presidência da República em 2006. Nossos sacrossantos fundamentos econômicos e democráticos estão passando por uma prova de fogo. Mas cremos que o Brasil sairá dessa crise mais fortalecido. São dores do ritual de passagem para a maioridade.
Jacir J. Venturi
Curitiba, PR

É vergonhosa a atitude da Petrobras e de outras empresas estatais que mergulharam na lama juntamente com membros do governo e de partidos sem escrúpulos que tomaram o poder para governar em causa própria, atendendo a suas ambições desmedidas pelo poder e pelo dinheiro. Esperamos que a Justiça seja dura com eles, os senhores José Dirceu, Delúbio, Silvinho e até mesmo o presidente. E não adianta Lula justificar que mensalão e caixa dois são praxe dentro da política brasileira. O PT teve 25 anos para desmascarar essa situação e não o fez. Conivência ou conveniência?
Riquelme Vargas L. Silva
Curitiba, PR

Será que o presidente não tem ninguém para impedi-lo de pagar tanto mico? Já está ficando ridículo! Será que não há ninguém pintando a cara? Cadê a galera brava de outrora? Como simples leitor, acho que a farta quantidade de fatos envolvendo pessoas que estavam acima de qualquer suspeita me faz recordar de um filme "collorido".
Raul Gomes Guimarães Junior
Araçatuba, SP

Eh, quadrilha! Aquele que não está escondido atrás de barba, bigode e cavanhaque fez plástica no rosto. Tirem as máscaras! O Brasil pede.
Aristides Marchetti Filho
Ribeirão Preto, SP

Toda essa lama política pode até acabar em pizza, como se comenta, mas VEJA será lembrada e aclamada como o maior, melhor e mais fiel veículo de informação do país! Obrigada, VEJA, por você existir!
Roseny Alencar Ferreira
Brasília, DF

 

Carta ao leitor

"A imprensa é a vista da nação", proclamou Rui Barbosa. E a revista VEJA são seus óculos de alcance, dizemos nós. Não fosse ela, os saqueadores que há longo tempo devastam impunemente nosso país permaneceriam desconhecidos pela nação e se manteriam publicamente respeitáveis honorable men. Congratulações, VEJA, por continuar, "simplesmente, a favor do Brasil" (Carta ao leitor, 3 de agosto).
Petronio R.G. Muniz
Recife, PE

A consistência do trabalho investigativo, em especial da revista VEJA, não se abala pelo diz-que-diz de uma suposta parcialidade da imprensa, apregoada pelos temporariamente poderosos; basta lembrá-los das imortais palavras de Rui Barbosa sobre a importância de uma imprensa livre: "Moralizada, não transige com abusos. Isenta, não cede às seduções. Livre, não teme os potentados" (extraídas do texto Do Ótimo ao Péssimo – Rui Barbosa. Discursos, Orações e Conferências – Editora Iracema, 1965, p. 35).
Wanderley Honorato
São Paulo, SP

Prefiro acreditar em tudo o que VEJA publica. Quanto ao que dizem os petistas, a começar pelo presidente Lula, eu nunca acreditei em uma vírgula. E isso por uma razão muito simples: os fatos sempre demonstraram que VEJA está com a razão. Parabéns à revista pela defesa intransigente do Brasil em nome de todos os brasileiros conscientes e honestos.
Otacílio M. Guimarães
Salvador, BA

 

Diogo Mainardi

Caro Diogo, não queira derrubar Lula, poupe seus esforços, ele já caiu! Caiu há muito tempo, caiu antes mesmo de assumir a Presidência, caiu por se esquecer de sua origem, caiu por querer muito o que não possuía e, por derradeiro, caiu por ofender a dignidade de 180 milhões de brasileiros! Caiu! ("Quero derrubar Lula", 3 de agosto)
Everson Rogério Pavani
São Paulo, SP

Li seu artigo "Quero derrubar Lula". Nele sou citado pelo artigo que o site Ternuma divulgou. Gostaria de fazer duas pequenas retificações. A primeira é que somente José Dirceu esteve em minha casa, em dezembro de 1993, quando eu ainda estava na ativa, para conversar sobre política. José Genoíno, que também viria, foi obrigado a uma viagem não programada e deixou de comparecer. José Dirceu e eu conversamos sobre variados assuntos, entre eles o que o senhor abordou. Em tempo: pedi e recebi autorização para recebê-lo, porque achei estranho que quisessem encontrar-se comigo, e não com o ministro do Exército ou com o Centro de Comunicação Social. A segunda é que, no meu artigo, não me refiro a "temerários legionários". Pode reler com atenção e verá que digo que os legionários-chefes foram relegados a um segundo plano e têm feito força para ver se chegam a um terceiro ou quarto, em que não sejam vistos ou incomodados. O desejo deles é que as legionárias temerárias (aquelas senhoras que foram expulsas de seu acampamento na Esplanada dos Ministérios) consigam as mencionadas migalhas dos línguas-presas e eles não terão de se expor e, eventualmente, perder os cargos. Obrigado por me classificar como linha-dura. Todos os que continuam alinhados com os ideais do 31 de Março de 1964 (o março é com maiúscula, mesmo, porque data de grande relevância para a história do Brasil) e mantêm-se vigilantes contra as tentativas dos comunistas de implantar uma democracia do tipo cubano na nossa pátria não tomam como ofensa ou desdouro.
Murillo Tavares da Silva
General-de-divisão
Brasília, DF

 

Terrorismo

Como brasileiro e pai, sou solidário à dor que a família de Jean Charles de Menezes passa com a perda do filho, ocorrida em Londres na última semana. Mas gostaria de saber se Lula liga para os pais das vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro e em outras partes do Brasil ou presta algum tipo de ajuda a eles ("A morte de um inocente", 3 de agosto).
Osmar Prange
Blumenau, SC

É lastimável o fato de termos um brasileiro morto de tal maneira. Isso prova que as ações policiais, por mais bem treinadas que sejam, não são de total confiança. Estamos correndo sérios riscos de ser mortos por quem na verdade deveria nos proteger.
Rafael Mariano dos Santos
Curitiba, PR

 

Lance Armstrong

No meio de tanta lama e corrupção, vale a pena destacar as duas páginas do Perfil da última edição de VEJA ("A última do superciclista", 3 de agosto). O exemplo que Lance Armstrong nos dá é maravilhoso. Diante de uma grande adversidade na vida, como um câncer, nada mais digno do que vencer obstáculos, bater recordes e se tornar campeão, superando tudo e todos. Que sirva de exemplo para nós, diante do desânimo de viver num país onde tantos morrem de fome, outros tantos trabalham sem ganhar um salário digno e alguns se locupletam na sujeira do poder em Brasília.
Osny Martins
Joinville, SC

A vida de Lance Armstrong é tão incrível que parece surreal. Ele não só venceu uma doença que parecia imbatível, o câncer, como também se sagrou campeão, por sete vezes, do Tour de France e ainda dirige uma fundação bem-sucedida em prol dos doentes de câncer. Ele é exemplo de como um ser humano pode se reinventar, superando as dificuldades e transformando, de maneira construtiva e inspiradora, sua vida. Para nós, simples mortais, Lance Armstrong é um bálsamo de coragem, exemplo de dedicação e de superação.
Adriana Cunha Costa
Washington, EUA

 

Marcelo Teixeira

Escrevo para cumprimentá-los pelo Auto-retrato (3 de agosto) feito com o senhor Marcelo Teixeira. Enquanto existe clube de futebol que importa dirigente suspeito, com dinheiro de origem duvidosa, o Santos Futebol Clube prefere apostar em uma administração transparente, honesta e competente representada pela figura de seu presidente. Sem dúvida, Marcelo Teixeira é um exemplo que deve ser seguido por todos os dirigentes do nosso futebol.
Andrei Silva
Santos, SP

 

Videogame

A matéria "Idade não é documento" (3 de agosto) é bem apropriada e tem tudo a ver com a nova tendência "fitness entertainment", em que as pessoas, além de estar entretidas com o videogame, estarão também cuidando da saúde. Segundo especialistas do setor de saúde, essa "mania" vai ser a mais nova arma contra a obesidade.
Vagner Castilho
São Paulo, SP

 

Transplante de órgãos

No contexto de um país cuja chama da corrupção e da violência arde incessantemente, a história protagonizada pela família de Fabio Zago, em que dezenas de pessoas se mobilizaram a fim de salvar vidas, deveria ser tomada como exemplo por todos. Espero sinceramente que haja uma melhora na estrutura para a doação de órgãos. E cumprimento a revista VEJA pela atenção e pelo destaque dados a esse assunto, muitas vezes esquecido pela maioria ("Perda e angústia", 3 de agosto).
Rafaela Ramos Araújo
Vitória, ES

Como amigo da família do Fabio, acompanhei sua dor e a difícil decisão de doar seus órgãos. Posso afirmar, contudo, que não houve em momento algum inabilidade do hospital ou de qualquer profissional envolvido no processo. Todas as providências que se fizeram necessárias ao processo de retirada dos órgãos foram tomadas, tanto pela direção do hospital como pelos membros da família. Atraso, se houve, foi por parte da Central de Captação de Órgãos, que tem estrutura lenta e burocrática.
Ricardo Cipriano Calvão
Colatina, ES

Não sou contrário ao transplante de órgãos. Minha mãe já foi beneficiada com um, mas fica uma questão que necessita de urgente solução. É ético gastar tanto dinheiro público com transplante enquanto uma enorme gama de pacientes com câncer morre em filas de espera sem ser operada de sua patologia?
Lenisio Bragante
Professor de cirurgia do curso médico da UFPB
João Pessoa, PB

 

Cidades para solteiros

VEJA trouxe a reportagem "As melhores cidades para solteiros" (3 de agosto), privilegiando os jovens de 20 a 30 anos. Minha cidade, Vitória, não está entre elas, mas meu filho, de 27, não encontra dificuldade para se divertir, embora prefira Belo Horizonte e Rio de Janeiro no quesito. No entanto, para mim e minhas amigas, na faixa dos 50 anos, nada é oferecido, nem aqui nem em outra cidade qualquer, pelo menos que eu saiba. Por exemplo, o réveillon já se anuncia, e estamos preocupadas em encontrar opções, visto que nos últimos três anos a data se revelou uma grande decepção. Por mais que tenhamos tentado, não conseguimos encontrar uma festa em que pessoas sozinhas, nessa faixa etária, possam se sentir à vontade, pois todas aquelas a que fomos eram festas para casais ou famílias, ou para pessoas muito jovens.
Elizabete M. de C. Alves
Vitória, ES

 

Guia

Parabéns pela reportagem "Tratamentos para dormir melhor" (Guia, 3 de agosto). É importante que o público conheça os avanços farmacêuticos e tome consciência de que a atitude pessoal durante o dia influencia no repouso e no sono. Bibliografia e sites que apresentam métodos de relaxamento ativo e passivo podem ser de grande auxílio para os interessados nesse tema. Livros como Consciência pelo Movimento, Espontaneidade Consciente e Solte-se, publicados pela Summus Editora, e sites como www.feldenkrais.org.br, www.soundersleeper.com, www.bonesforlife.com, volutah.com.br, entre outros, apresentam princípios e práticas úteis ao bem-estar e ao repouso ativo.
Márcia Martins
Psicóloga e consultora em recursos gestuais
Por e-mail

 

Televisão

No Globo Repórter, certamente o que mais brilha é o âncora Sérgio Chapelin. Sua voz suave e temperada cruza décadas, imprimindo o mais apropriado tom aos melhores jornalísticos e documentários da TV brasileira ("O Discovery dos sem-cabo", 3 de agosto).
Álvaro Tojal
Maceió, AL

Na matéria "Divagações de domingo", os leitores são alertados para o fato de que não encontrarão na filosofia "nenhuma utilidade para resolver os problemas do dia-a-dia". Como exemplo, somos informados de que "quem quiser discutir as decisões do chefe na base da Crítica da Razão Prática, de Kant, provavelmente vai se dar mal na firma". Esse tipo de afirmação, além de contribuir para perpetuar o preconceito de que filosofia é coisa de "lunáticos", está completamente equivocado. À guisa de exemplo, como Kant foi mencionado, cabe relembrar o seu conceito de "imperativo categórico", uma das idéias centrais para a adequada compreensão da moralidade e da ética: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza". Ou seja, além de servir para discutir as decisões do chefe, a filosofia serve também para refletir sobre a própria vida. Não é pouca coisa.
Bernard Soihet
São Paulo, SP

 

LEITORES CHARGISTAS


Os leitores Ivan Andrade Vasconcellos e Magela Oliveira, de Passos, em Minas Gerais, enviaram à redação a charge ao lado, uma crítica bem-humorada das campanhas institucionais do governo. Sob o pseudônimo de Váscoli, eles publicam desenhos no jornal Folha da Manhã, que circula no sul e sudoeste daquele estado, e já lançaram um livro, Váscoli: o Dia-a-Dia que Virou História, que reúne seus trabalhos.

 

ABUSO MORAL NO LAR

A leitora Juliane Bazzo, de Curitiba, escreveu sobre a reportagem "Assédio moral: o lado sombrio do trabalho" (13 de julho): "Acho importante também a abordagem do abuso moral no ambiente doméstico, dirigido a filhos, esposo e outros familiares". Juliane escreveu, junto com Tatyane Nunes, o livro-reportagem O Crime Perfeito: Histórias de Crianças e Adolescentes Vítimas de Abuso Moral no Lar, que trata do assunto. Os interessados podem fazer o download gratuito do livro no endereço www.ocrimeperfeito.ubbi.com.br.

 

VEJA NO VESTIBULAR

A reportagem "Estamos tomando remédio demais?", de Paula Neiva (2 de fevereiro), foi tema do vestibular da Universidade de Santo Amaro. Depois de lerem trechos da matéria, os vestibulandos foram instados a fazer uma dissertação sobre o assunto. O objetivo da questão era verificar a acuidade gramatical e a capacidade do aluno de desenvolver o tema proposto de forma coerente. O uso de textos de VEJA em exames vestibulares de todo o país já se tornou uma tradição, fato que explica por que cada vez mais estudantes lêem a revista semanalmente. Hoje, 37% dos leitores de VEJA estão situados na faixa que vai dos 10 aos 24 anos de idade. E os leitores com nível superior contam 55% do total.

 
 
 
 
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