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Cartas
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claras, um homem calmo, sereno, equilibrado, que beira a inocência. A outra
faceta, obscura, uma incógnita que talvez só a base aliada conheça."
Cleylton Mendes Passos
Linhares, ES |
Governo VEJA tem prestado
um grande serviço à democracia brasileira. A última edição,
acerca do risco Dirceu ("Ele assusta o governo", 3 de agosto), é uma obra-prima.
A máscara começa a cair. É claro que "Lulla", desde sempre,
foi manobrado por articuladores do PT (José Dirceu, o principal deles)
para ser o candidato/ ator que representasse, aos menos favorecidos, um personagem.
Arrumaram um bom marqueteiro para vender a propaganda enganosa e um falso publicitário
e um tesoureiro mafiosos para operar a tramóia do financiamento. Resultado:
53 milhões de votos. Wilmar Inácio Mota Conceição
do Araguaia, PA O presidente Lula culpa a elite
pela crise política atual do Brasil. Concordo com ele. Se a elite não
tivesse feito o povão descrer dos políticos, com as já conhecidas
roubalheiras de antes, ele não teria depositado suas esperanças
(por meio do voto) em um homem totalmente despreparado para governar um país-continente
como o nosso Brasil. José Valdir Aires São Bento
do Sul, SC Toda semana, ao ler atentamente VEJA,
torço para que Lula cumpra até o último dia seu mandato.
"Diz-que-diz" é o que ele sabe fazer de melhor. Acredita tanto que, até
agora, não aprendeu que a imprensa lida com fatos, não com balelas.
E seu compromisso é com a verdade, não com a conveniência.
Síssi Filassi Uberaba, MG Ou o
nosso presidente é muito puro de coração, o que o faz ingênuo
e até cego com o que está acontecendo bem debaixo de seu nariz,
ou perdemos um grande ator que poderia estar ganhando milhões de dólares
em Hollywood. Ana Paula Lima Campinas, SP
Lula, em vez de dar uma de "Seu Boneco", insistindo em falar somente para a "galera"
menos esclarecida, deveria convocar urgentemente uma coletiva com jornalistas
de verdade, esclarecendo os fatos à sociedade. Darci Rocha
Belo Horizonte, MG Talvez seja interessante que
o presidente Lula continue a fazer seus devaneios populistas, que são próprios
de sua formação escolar e de sua experiência de líder
sindical, no ano e meio restante de seu mandato. Dessa forma, ele prestará
um grande serviço à sociedade, pois mobilizará o "consciente
coletivo" a escolher melhor o futuro presidente. Francisco Rocha Cornélio
Procópio, PR Diante da grave crise política
que estamos vivendo, há dois perigos: 1) medidas demagógicas por
parte do governo que venham a vitimar a estabilidade econômica; 2) o canto
da sereia leva um candidato populista à Presidência da República
em 2006. Nossos sacrossantos fundamentos econômicos e democráticos
estão passando por uma prova de fogo. Mas cremos que o Brasil sairá
dessa crise mais fortalecido. São dores do ritual de passagem para a maioridade.
Jacir J. Venturi Curitiba, PR É
vergonhosa a atitude da Petrobras e de outras empresas estatais que mergulharam
na lama juntamente com membros do governo e de partidos sem escrúpulos
que tomaram o poder para governar em causa própria, atendendo a suas ambições
desmedidas pelo poder e pelo dinheiro. Esperamos que a Justiça seja dura
com eles, os senhores José Dirceu, Delúbio, Silvinho e até
mesmo o presidente. E não adianta Lula justificar que mensalão e
caixa dois são praxe dentro da política brasileira. O PT teve 25
anos para desmascarar essa situação e não o fez. Conivência
ou conveniência? Riquelme Vargas L. Silva Curitiba, PR
Será que o presidente não tem ninguém
para impedi-lo de pagar tanto mico? Já está ficando ridículo!
Será que não há ninguém pintando a cara? Cadê
a galera brava de outrora? Como simples leitor, acho que a farta quantidade de
fatos envolvendo pessoas que estavam acima de qualquer suspeita me faz recordar
de um filme "collorido". Raul Gomes Guimarães Junior Araçatuba,
SP Eh, quadrilha! Aquele que não está
escondido atrás de barba, bigode e cavanhaque fez plástica no rosto.
Tirem as máscaras! O Brasil pede. Aristides Marchetti Filho
Ribeirão Preto, SP Toda essa lama política
pode até acabar em pizza, como se comenta, mas VEJA será lembrada
e aclamada como o maior, melhor e mais fiel veículo de informação
do país! Obrigada, VEJA, por você existir! Roseny Alencar
Ferreira Brasília, DF Carta
ao leitor "A imprensa é a vista da nação",
proclamou Rui Barbosa. E a revista VEJA são seus óculos de alcance,
dizemos nós. Não fosse ela, os saqueadores que há longo tempo
devastam impunemente nosso país permaneceriam desconhecidos pela nação
e se manteriam publicamente respeitáveis honorable men. Congratulações,
VEJA, por continuar, "simplesmente, a favor do Brasil" (Carta ao leitor, 3 de
agosto). Petronio R.G. Muniz Recife, PE
A consistência do trabalho investigativo, em especial da revista VEJA, não
se abala pelo diz-que-diz de uma suposta parcialidade da imprensa, apregoada pelos
temporariamente poderosos; basta lembrá-los das imortais palavras de Rui
Barbosa sobre a importância de uma imprensa livre: "Moralizada, não
transige com abusos. Isenta, não cede às seduções.
Livre, não teme os potentados" (extraídas do texto Do Ótimo
ao Péssimo Rui Barbosa. Discursos, Orações e Conferências
Editora Iracema, 1965, p. 35). Wanderley Honorato São
Paulo, SP Prefiro acreditar em tudo o que VEJA
publica. Quanto ao que dizem os petistas, a começar pelo presidente Lula,
eu nunca acreditei em uma vírgula. E isso por uma razão muito simples:
os fatos sempre demonstraram que VEJA está com a razão. Parabéns
à revista pela defesa intransigente do Brasil em nome de todos os brasileiros
conscientes e honestos. Otacílio M. Guimarães Salvador,
BA Diogo Mainardi
Caro Diogo, não queira derrubar Lula, poupe seus esforços, ele já
caiu! Caiu há muito tempo, caiu antes mesmo de assumir a Presidência,
caiu por se esquecer de sua origem, caiu por querer muito o que não possuía
e, por derradeiro, caiu por ofender a dignidade de 180 milhões de brasileiros!
Caiu! ("Quero derrubar Lula", 3 de agosto) Everson Rogério Pavani
São Paulo, SP Li seu artigo "Quero derrubar
Lula". Nele sou citado pelo artigo que o site Ternuma divulgou. Gostaria de fazer
duas pequenas retificações. A primeira é que somente José
Dirceu esteve em minha casa, em dezembro de 1993, quando eu ainda estava na ativa,
para conversar sobre política. José Genoíno, que também
viria, foi obrigado a uma viagem não programada e deixou de comparecer.
José Dirceu e eu conversamos sobre variados assuntos, entre eles o que
o senhor abordou. Em tempo: pedi e recebi autorização para recebê-lo,
porque achei estranho que quisessem encontrar-se comigo, e não com o ministro
do Exército ou com o Centro de Comunicação Social. A segunda
é que, no meu artigo, não me refiro a "temerários legionários".
Pode reler com atenção e verá que digo que os legionários-chefes
foram relegados a um segundo plano e têm feito força para ver se
chegam a um terceiro ou quarto, em que não sejam vistos ou incomodados.
O desejo deles é que as legionárias temerárias (aquelas senhoras
que foram expulsas de seu acampamento na Esplanada dos Ministérios) consigam
as mencionadas migalhas dos línguas-presas e eles não terão
de se expor e, eventualmente, perder os cargos. Obrigado por me classificar como
linha-dura. Todos os que continuam alinhados com os ideais do 31 de Março
de 1964 (o março é com maiúscula, mesmo, porque data de grande
relevância para a história do Brasil) e mantêm-se vigilantes
contra as tentativas dos comunistas de implantar uma democracia do tipo cubano
na nossa pátria não tomam como ofensa ou desdouro. Murillo
Tavares da Silva General-de-divisão Brasília, DF
Terrorismo Como
brasileiro e pai, sou solidário à dor que a família de Jean
Charles de Menezes passa com a perda do filho, ocorrida em Londres na última
semana. Mas gostaria de saber se Lula liga para os pais das vítimas de
balas perdidas no Rio de Janeiro e em outras partes do Brasil ou presta algum
tipo de ajuda a eles ("A morte de um inocente", 3 de agosto). Osmar Prange
Blumenau, SC É lastimável o
fato de termos um brasileiro morto de tal maneira. Isso prova que as ações
policiais, por mais bem treinadas que sejam, não são de total confiança.
Estamos correndo sérios riscos de ser mortos por quem na verdade deveria
nos proteger. Rafael Mariano dos Santos Curitiba, PR
Lance Armstrong No
meio de tanta lama e corrupção, vale a pena destacar as duas páginas
do Perfil da última edição de VEJA ("A última do superciclista",
3 de agosto). O exemplo que Lance Armstrong nos dá é maravilhoso.
Diante de uma grande adversidade na vida, como um câncer, nada mais digno
do que vencer obstáculos, bater recordes e se tornar campeão, superando
tudo e todos. Que sirva de exemplo para nós, diante do desânimo de
viver num país onde tantos morrem de fome, outros tantos trabalham sem
ganhar um salário digno e alguns se locupletam na sujeira do poder em Brasília.
Osny Martins Joinville, SC A vida de
Lance Armstrong é tão incrível que parece surreal. Ele não
só venceu uma doença que parecia imbatível, o câncer,
como também se sagrou campeão, por sete vezes, do Tour de France
e ainda dirige uma fundação bem-sucedida em prol dos doentes de
câncer. Ele é exemplo de como um ser humano pode se reinventar, superando
as dificuldades e transformando, de maneira construtiva e inspiradora, sua vida.
Para nós, simples mortais, Lance Armstrong é um bálsamo de
coragem, exemplo de dedicação e de superação.
Adriana Cunha Costa Washington, EUA
Marcelo Teixeira Escrevo para cumprimentá-los
pelo Auto-retrato (3 de agosto) feito com o senhor Marcelo Teixeira. Enquanto
existe clube de futebol que importa dirigente suspeito, com dinheiro de origem
duvidosa, o Santos Futebol Clube prefere apostar em uma administração
transparente, honesta e competente representada pela figura de seu presidente.
Sem dúvida, Marcelo Teixeira é um exemplo que deve ser seguido por
todos os dirigentes do nosso futebol. Andrei Silva Santos, SP
Videogame A matéria
"Idade não é documento" (3 de agosto) é bem apropriada e
tem tudo a ver com a nova tendência "fitness entertainment", em que as pessoas,
além de estar entretidas com o videogame, estarão também
cuidando da saúde. Segundo especialistas do setor de saúde, essa
"mania" vai ser a mais nova arma contra a obesidade. Vagner Castilho
São Paulo, SP Transplante de órgãos
No contexto de um país cuja chama da corrupção
e da violência arde incessantemente, a história protagonizada pela
família de Fabio Zago, em que dezenas de pessoas se mobilizaram a fim de
salvar vidas, deveria ser tomada como exemplo por todos. Espero sinceramente que
haja uma melhora na estrutura para a doação de órgãos.
E cumprimento a revista VEJA pela atenção e pelo destaque dados
a esse assunto, muitas vezes esquecido pela maioria ("Perda e angústia",
3 de agosto). Rafaela Ramos Araújo Vitória, ES
Como amigo da família do Fabio, acompanhei sua
dor e a difícil decisão de doar seus órgãos. Posso
afirmar, contudo, que não houve em momento algum inabilidade do hospital
ou de qualquer profissional envolvido no processo. Todas as providências
que se fizeram necessárias ao processo de retirada dos órgãos
foram tomadas, tanto pela direção do hospital como pelos membros
da família. Atraso, se houve, foi por parte da Central de Captação
de Órgãos, que tem estrutura lenta e burocrática. Ricardo
Cipriano Calvão Colatina, ES Não
sou contrário ao transplante de órgãos. Minha mãe
já foi beneficiada com um, mas fica uma questão que necessita de
urgente solução. É ético gastar tanto dinheiro público
com transplante enquanto uma enorme gama de pacientes com câncer morre em
filas de espera sem ser operada de sua patologia? Lenisio Bragante
Professor de cirurgia do curso médico da UFPB João Pessoa, PB
Cidades para solteiros
VEJA trouxe a reportagem "As melhores cidades para solteiros" (3 de agosto), privilegiando
os jovens de 20 a 30 anos. Minha cidade, Vitória, não está
entre elas, mas meu filho, de 27, não encontra dificuldade para se divertir,
embora prefira Belo Horizonte e Rio de Janeiro no quesito. No entanto, para mim
e minhas amigas, na faixa dos 50 anos, nada é oferecido, nem aqui nem em
outra cidade qualquer, pelo menos que eu saiba. Por exemplo, o réveillon
já se anuncia, e estamos preocupadas em encontrar opções,
visto que nos últimos três anos a data se revelou uma grande decepção.
Por mais que tenhamos tentado, não conseguimos encontrar uma festa em que
pessoas sozinhas, nessa faixa etária, possam se sentir à vontade,
pois todas aquelas a que fomos eram festas para casais ou famílias, ou
para pessoas muito jovens. Elizabete M. de C. Alves Vitória,
ES Guia
Parabéns pela reportagem "Tratamentos para dormir melhor" (Guia, 3 de agosto).
É importante que o público conheça os avanços farmacêuticos
e tome consciência de que a atitude pessoal durante o dia influencia no
repouso e no sono. Bibliografia e sites que apresentam métodos de relaxamento
ativo e passivo podem ser de grande auxílio para os interessados nesse
tema. Livros como Consciência pelo Movimento, Espontaneidade Consciente
e Solte-se, publicados pela Summus Editora, e sites como www.feldenkrais.org.br,
www.soundersleeper.com, www.bonesforlife.com, volutah.com.br, entre outros, apresentam
princípios e práticas úteis ao bem-estar e ao repouso ativo.
Márcia Martins Psicóloga e consultora em recursos gestuais
Por e-mail Televisão
No Globo Repórter, certamente o que mais brilha é o âncora
Sérgio Chapelin. Sua voz suave e temperada cruza décadas, imprimindo
o mais apropriado tom aos melhores jornalísticos e documentários
da TV brasileira ("O Discovery dos sem-cabo", 3 de agosto). Álvaro
Tojal Maceió, AL Na matéria
"Divagações de domingo", os leitores são alertados para o
fato de que não encontrarão na filosofia "nenhuma utilidade para
resolver os problemas do dia-a-dia". Como exemplo, somos informados de que "quem
quiser discutir as decisões do chefe na base da Crítica da Razão
Prática, de Kant, provavelmente vai se dar mal na firma". Esse tipo
de afirmação, além de contribuir para perpetuar o preconceito
de que filosofia é coisa de "lunáticos", está completamente
equivocado. À guisa de exemplo, como Kant foi mencionado, cabe relembrar
o seu conceito de "imperativo categórico", uma das idéias centrais
para a adequada compreensão da moralidade e da ética: "Age como
se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade,
lei universal da natureza". Ou seja, além de servir para discutir as decisões
do chefe, a filosofia serve também para refletir sobre a própria
vida. Não é pouca coisa. Bernard Soihet São
Paulo, SP
| LEITORES CHARGISTAS
Os leitores Ivan Andrade Vasconcellos e Magela
Oliveira, de Passos, em Minas Gerais, enviaram à redação
a charge ao lado, uma crítica bem-humorada das campanhas institucionais
do governo. Sob o pseudônimo de Váscoli, eles publicam desenhos no
jornal Folha da Manhã, que circula no sul e sudoeste daquele estado,
e já lançaram um livro, Váscoli: o Dia-a-Dia que Virou
História, que reúne seus trabalhos. | |
| ABUSO MORAL NO LAR
A leitora
Juliane Bazzo, de Curitiba, escreveu sobre a reportagem "Assédio moral:
o lado sombrio do trabalho" (13 de julho): "Acho importante também a abordagem
do abuso moral no ambiente doméstico, dirigido a filhos, esposo e outros
familiares". Juliane escreveu, junto com Tatyane Nunes, o livro-reportagem
O Crime Perfeito: Histórias de Crianças e Adolescentes Vítimas
de Abuso Moral no Lar, que trata do assunto. Os interessados podem fazer o
download gratuito do livro no endereço www.ocrimeperfeito.ubbi.com.br.
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| VEJA NO VESTIBULAR
A reportagem "Estamos tomando remédio demais?", de Paula Neiva (2 de fevereiro),
foi tema do vestibular da Universidade de Santo Amaro. Depois de lerem trechos
da matéria, os vestibulandos foram instados a fazer uma dissertação
sobre o assunto. O objetivo da questão era verificar a acuidade gramatical
e a capacidade do aluno de desenvolver o tema proposto de forma coerente. O uso
de textos de VEJA em exames vestibulares de todo o país já se tornou
uma tradição, fato que explica por que cada vez mais estudantes
lêem a revista semanalmente. Hoje, 37% dos leitores de VEJA estão
situados na faixa que vai dos 10 aos 24 anos de idade. E os leitores com nível
superior contam 55% do total.
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