Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 759 - 10 de julho de 2002
Artes e Espetáculos Televisão
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
  Homens de Preto II
Oito Mulheres, com Catherine Deneuve
O rompimento de Xuxa e Marlene Mattos
Os sotaques desastrosos da novela das 8
As belas da Copa
Elvis não morreu

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista
tica, sans-serif" size="1">Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Sem "esperrança"

Ana Paula Arosio teve de
atenuar
o sotaque de sua
personagem na novela das 8

Marcelo Marthe

 
Divulgação

Ana Paula e Gianecchini: até parecia Casseta & Planeta

Nas novelas brasileiras, personagens com sotaque estrangeiro (ou nordestino) foram sempre um convite à caricatura. Nada se compara, no entanto, ao que vem acontecendo no novo folhetim das 8 da Rede Globo, Esperança. Além de metade do elenco falar um italiano que não serve nem para comercial de macarrão, há um núcleo espanhol que parece piada de argentino. Mas o mais impressionante é mesmo o sotaque de Camille, a personagem judia de Ana Paula Arosio. Ele é tão absurdo que, na semana passada, a direção da novela resolveu promover um ajuste em suas falas. "É evidente que ficou estranho", reconhece o diretor Luiz Fernando Carvalho. Ainda mais porque, nascida no Brasil, Camille tem um sotaque mais carregado nos erres que seus pais, nascidos no exterior. Do jeito que a coisa estava indo, chegaria o dia em que as conversas de Camille com Toni (Reynaldo Gianecchini) seriam transpostas integralmente para o programa humorístico Casseta & Planeta. "Eu adorro ouvirr você tocarr essa música", disse Camille a Toni, num dos capítulos. "Mio papá odiava", respondeu ele. Na sala de edição da novela, foi difícil segurar o riso nessa hora.

Ana Paula Arosio não tirou esse sotaque do nada. Contou com a ajuda de uma professora de iídiche, que lhe dá aulas há um mês e meio. "Ela se encantou com o meu erre, mas em cena exagerou", esquiva-se a profissional em questão, a israelense Ahuva Flit. O ajuste nas falas da atriz foi rápido. Já nesta semana, Camille começará a se expressar num português menos arrevesado. Em compensação, usará mais expressões em iídiche – como "Ich hob dir lib" (eu te amo) e "Main Goot!" (meu Deus!). No núcleo italiano, nada deverá mudar. O autor, Benedito Ruy Barbosa, escreve os diálogos do jeito que eles vão ao ar. "É uma língua inventada, mistura de italiano com caipira do interior de São Paulo", tenta justificar o diretor Luiz Fernando Carvalho, esquecendo-se, aliás, de que alguns italianos que aparecem na trama nunca puseram os pés no Brasil. Para complicar ainda mais o quadro lingüístico, Gianecchini confunde italiano com espanhol. Volta e meia, solta um "nuestra" em vez de "nostra". Mas isso até o cantor João Gilberto faz na sua versão de Estate.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS