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Música A ruiva do tchanGeri, a Carla Perez inglesa, deixa as Spice Girls Depois de muita fofoca e uma série de desmentidos, a cantora Geraldine Halliwell, de 25 anos, anunciou na semana passada que estava abandonando o grupo Spice Girls, o maior sucesso do pop britânico desde os Beatles. Dona de pernas mais portentosas do que a coluna de Nelson, na londrina Trafalgar Square, Ginger Spice, como é conhecida a ruivinha, disse que tentará a carreira solo. Sem entrar em detalhes, ela alegou ainda que tinha "diferenças irreconciliáveis" com as outras quatro Spice Girls. A verdade é que as colegas andavam fartas dela. As brigas começaram quando Geri se tornou líder e empresária do grupo. E aumentaram quando o conjunto, sob o tacão da ruiva, deu os primeiros sinais de decadência. Inventadas pelo executivo inglês Simon Fuller, as Spice Girls venderam quase 20 milhões de cópias de seus dois primeiros CDs. Somando cachês de shows, merchandising de vários produtos e a renda do filme que protagonizaram, as Spice Girls faturaram, no ano passado, algo em torno de 75 milhões de dólares. Quando assumiu o timão, Geri quase afundou esse transatlântico pop. O novo disco, lançado recentemente e já sob a sua gestão, vendeu no Reino Unido apenas 200.000 cópias na primeira semana, um número pífio diante da previsão de que seriam comercializados 1,4 milhão de CDs. Apesar de ser a cantora mais festejada do grupo, Geri, dona de uma conta bancária de 30 milhões de dólares, é dispensável para as Spice Girls. Tanto que sua saída não acarretou o cancelamento de nenhuma escala da megaturnê americana que o grupo inicia no próximo dia 15, e que já está com todos os ingressos vendidos. Para substituir Geri, está sendo cogitado um concurso para o próximo mês de agosto. A mesma coisa que aconteceu no Brasil para escolher a morena do Tchan e, agora, a loura que substituirá Carla Perez no conjunto baiano. Prova de que, no marketing da música pop, as estratégias são as mesmas, seja em Londres, seja na Bahia.
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