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Minas Gerais Itamar, de novoDepois de
ameaçar abandonar a vida pública,
A irritação de Newton Cardoso não se deve apenas ao surgimento de um concorrente. No ano passado, quando Itamar era embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos, em Washington, o ex-governador foi visitá-lo para perguntar se ele pretendia disputar o governo de Minas. Nesse caso, cederia a vaga ao ex-presidente. Itamar garantiu que não era candidato a nada. Só que o não-candidato reapareceu no Brasil em fevereiro, quando ainda ocupava um cargo no governo FHC, anunciando-se como candidato de oposição à Presidência. Na época, Newtão já viu na manobra um preparativo para uma candidatura ao governo de Minas. Confusão armada, Newton Cardoso pediu na semana passada uma audiência ao presidente Fernando Henrique, esperando ouvir dele uma orientação explícita: devia deixar o caminho livre para Itamar ou tentar barrá-lo na convenção. Não ouviu uma coisa nem outra. FHC disse que não interferiria em assuntos do PMDB, especialmente depois que a ação do governo na convenção nacional deu a Itamar a chance de posar como vítima. A aposta do Palácio do Planalto é que os dois peemedebistas chegarão a um acordo antes da convenção. O pessoal de Itamar, pelo menos, perseguia essa solução na semana passada. Itamar, com maior popularidade nas pesquisas (veja quadro abaixo), tenta oferecer a Newtão a vaga do Senado. O ex-governador regateia, dizendo que sua candidatura é irreversível. Quem acompanha a briga com preocupação é o governador tucano Eduardo Azeredo. As pesquisas indicam que ele teria boas chances contra Cardoso, mas elas pioram muito contra Itamar. Mesmo porque FHC já disse que se considerava moralmente impedido de subir ao palanque contra Itamar.
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