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Armas nucleares (capa): 24
Lya Luft: 21
Contardo Calligaris (Entrevista): 19
CPI da Petrobras: 8
Sucessão presidencial: 8

 

Perigo atômico

Excelente e esclarecedora a reportagem "A bomba nas mãos de insanos" (3 de junho). Realmente é assim que se apresentam ao mundo os governantes norte-coreanos. Será que a única forma que enxergam para extirpar a miséria de seu país é através da autodestruição? Não seria melhor abandonar os rumos que tomaram no pós-guerra e seguir o caminho dos países emergentes em vez de caminhar sozinhos rumo à autodestruição?
Luiz Carlos Ceglys
São Paulo, SP

A reportagem "A bomba nas mãos de insanos" mostra com clareza até onde podem ir a megalomania e a loucura de alguns líderes. E o pior: num momento em que se fala tanto em salvar o planeta e a economia. No início da era nuclear, Albert Einstein afirmou que não sabia como seria a III Guerra Mundial, mas garantiu que na IV Guerra as armas seriam paus e pedras.
Ademar Joaquim Domingues
São Paulo, SP

AP

Legado infernal Kim Jong-Il: muito doente, o líder comunista faz reviver o fantasma da Guerra Fria

O mundo corre perigo de uma nova crise atômica, porém com protagonistas bem distantes de conceitos éticos. Governos instáveis nas mãos de insanos e terroristas prontos a acionar o gatilho.
Lucas Viana da Silva
Sete Lagoas, MG

É lamentável que um demente como esse norte-coreano ainda esteja no poder, colocando o mundo em perigo real e imediato. Pena que ele seja protegido pelos chineses e russos, dois povos extremamente belicosos.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Senti arrepios quando pousei os olhos sobre a capa de VEJA. Perplexo, imaginei: se a revista é capaz de produzir uma moldura tão singular e fidedigna, imagine o quadro macabro que verei pintado em suas páginas.
João Evangelista Teixeira Lima
Vila Velha, ES

As pessoas da minha idade se lembram bem da Guerra Fria, mas nem todas sentem saudade. Infelizmente, parece que a humanidade, como espécie, ainda precisa encontrar a sua solução de sobrevivência.
José Carlos G. Ribeiro
São Paulo, SP

"O presidente Barack Obama precisa agir rápido, antes que o ditador norte-coreano faça o mundo sentir saudade de George W. Bush."
João Paulo Medrado
Belo Horizonte, MG

 

Japão

Excelente a reportagem "O gigante ferido" (3 de junho), sobre a situação atual do Japão. Nós, japoneses, somos como uma fênix. Um povo que já provou que pode ressurgir das cinzas da guerra e das recessões econômicas. A cada dificuldade por que passamos, ficamos mais fortes. O Brasil teria de ter laços de amizade mais fortes com países como o Japão, e não com os que ameaçam a paz mundial, como a Coreia do Norte. É um absurdo o Brasil abrir uma embaixada num país desses.
Douglas Tadachi Hirata
Mogi Mirim, SP

O gigante, mesmo ferido, ajuda os menos favorecidos com repatriamento e desperta nos mais favorecidos a necessidade de estudar pelo menos o idioma, concretizando que precisam se adaptar à situação do país, pois, nas atuais circunstâncias, ruim aqui, pior se retornar.
Miyoko Onishi
Nagoia, Japão

 

Educação em Cingapura

VEJA mais uma vez publica uma excelente reportagem sobre educação ("Ensinar é para os melhores", 3 de junho). O Brasil deveria copiar o modelo educacional de Cingapura, que está entre os melhores do mundo. Aprendemos em administração a técnica do "benchmarking" – padrão de excelência que deve ser identificado, conhecido, copiado e ultrapassado. Como está explícito no próprio texto, os métodos pedagógicos e as técnicas utilizadas no Instituto Nacional de Cingapura são ótimos para solucionar os problemas educacionais nos países que não têm muito para investir. VEJA cumpriu seu papel de informar, divulgar e sinalizar. Espero que isso não passe despercebido aos olhos das autoridades competentes que decidem sobre o que é melhor para a educação brasileira.
Maria Dilma Ponte de Brito
Professora
Parnaíba, PI

Vivemos num país em pleno desenvolvimento. Somos donos de grandes empresas. Representamos um grande mercado consumidor. Porém, estamos crescendo sem ter uma base segura: a educação. Como grandes exemplos de que a educação é o caminho certo, temos a Coreia do Sul e Cingapura. O governo brasileiro precisa pôr em prática um plano de educação sério. É visível que boa parte dos países descobriu o caminho para assegurar seu desenvolvimento, e o Brasil, ainda não.
André Felipe Vieira Colares
Montes Claros, MG

 

Benjamin Disraeli

A frase "Nenhum governo pode dizer que é um sucesso sem uma oposição formidável" é tão atual que abraça todo o artigo. Nisso, até Gladstone haveria de concordar ("O biógrafo de si mesmo", 3 de junho).
Lucia Leopardi
Por e-mail

 

Roh Moo-hyun

O suicídio de Roh Moo-hyun, ex-presidente da Coreia do Sul, deveria servir de exemplo para os políticos cá do Brasil ("Doutor No dá adeus", Imagem da Semana, 3 de junho). Enquanto lá os corruptos pegos com a mão na botija se suicidam, aqui, via de regra, são promovidos e premiados.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

CPI da Petrobras

Ora, vejam! Renan Calheiros (o chefe), Romero Jucá (o subchefe) e outros nove senadores foram indicados para apurar possíveis irregularidades na Petrobras ("Instalada a CPI do CQC", 3 de junho). Será que não estão amarrando cachorro com linguiça?
Antônio Araújo da Silva
Belém, PA

Com o histórico de maracutaia que os envolve, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá são os mais indicados para os cargos de defesa do (des)governo Lula, na CPI da Petrobras: são os campeões de fraudes. E aí, presidente Lula, agora parte dos picaretas são seus parceiros – em quê?
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

Como honestidade não ganha eleição, teremos de engolir essa matilha ainda por muito tempo.
Roberto Carlos dos Santos
Patos de Minas, MG

 

Sucessão presidencial

Um eventual pouco recomendável terceiro mandato para Lula o colocaria num pódio de aproximação com Getúlio Vargas, que permaneceu quinze anos no poder (1930-1945). Uma reeleição apenas parece de bom tamanho. Caso queira um retorno, que ele se candidate em 2014, em meio aos folguedos da Copa do Mundo acontecendo por aqui ("O golpe dentro do golpe", 3 de junho).
Ademir Rodrigues de Oliveira Junior
Nanuque, MG

Repugna a quem quer que tenha a exata noção do que significa viver em uma democracia, mais ainda em uma democracia como a brasileira, restabelecida a duras penas após vinte anos de ditadura militar, a ideia de um terceiro mandato ou uma segunda reeleição para presidente da República. É uma agressão tamanha às regras comezinhas do estado de direito que nem sequer poderia ser cogitada.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Não era o caso de quebra de decoro parlamentar do deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) por assinar por outros deputados ou duplicar assinaturas? Estamos todos anestesiados com tanta falta de ética.
Eduardo Grolli
São Luís, MA

 

Protógenes Queiroz

A pior coisa para o estado democrático de direito é seus agentes usarem, de forma ilegítima, por meio da doutrina da astúcia, o aparelho estatal para atingir objetivos inimagináveis. VEJA já escreveu em outra reportagem que, quando se cria um conluio entre o juiz, o Ministério Público e o delegado de polícia, perde a sociedade, que vê imperar a impunidade pelas mãos daqueles que são pagos pelo estado para fazer exatamente o contrário ("Agora ele é réu", 3 de junho).
Aldo Roberto Brandão
Campo Grande, MS

 

José Alencar

É incrível ver a força de vontade de um homem que luta pela vida. A maratona de exames e cirurgias a que se submeteu José Alencar serve como exemplo para aqueles que desanimam facilmente em sua caminhada ("A força de Alencar", 3 de junho). Alencar já passou por várias dessas situações, numa demonstração de garra e vontade de viver. Mas, diante de tudo isso, faço uma leitura do nosso sistema falido de saúde. Em nenhum momento é citado que o nosso vice-presidente procurou um hospital público para se tratar, o que prova que estamos a anos-luz de uma saúde pública ideal para todos os males.
Samuel do Valle
Divinópolis, MG

 

Contardo Calligaris

Parabéns pela excelente entrevista com Contardo Calligaris (Amarelas, 3 de junho). Sua abordagem pontuou fielmente o conflito do homem contemporâneo. Estava lendo a entrevista em voz alta enquanto meu marido fazia a barba e, de repente, ele parou na porta do banheiro para ouvir atentamente o que eu lia. Foi aí que percebi que ele estava emocionado, com os olhos cheios d’água. Então ele disse: "Esse psicanalista conseguiu traduzir tudo o que eu sinto e nunca consegui explicar".
Lucienne M. Buscariolli Siervo
São Paulo, SP

Parabéns pela melhor entrevista das páginas amarelas dos últimos anos. Toda mulher que quer ter um marido por muitos anos e um casamento feliz deveria ler e reler essa entrevista.
Marco Antonio Brandão Pontual
Vitória, ES

Em um mundo globalizado e com tantas mudanças, os homens devem aprender com as mulheres o que elas conseguiram conquistar. Um espaço para somar, e não dividir. Acredito que ser homem nos dias de hoje não é sofrer, mas aprender a ser feliz convivendo com as mudanças.
Júlio César Pereira
Juazeiro do Norte, CE

Os homens são seres emocionalmente frágeis, delicados, dependentes da aceitação e do estímulo de suas consortes. O acesso ao coração do homem é simples e foi decifrado por Camille Paglia, já em 1991: basta elogiá-lo o tempo todo. Eis o que Calligaris tão oportunamente redescobriu.
Marco Aurélio Baggio
Belo Horizonte, MG

Depois de ler a entrevista, senti vontade de pegar um tacape e sair grunhindo por aí. Devo ser algum tipo de troglodita, pois não me enquadro em nenhuma dessas características do "homem contemporâneo" relatadas na entrevista. Aliás, não conheço ninguém tão cheio de dilemas e angústias assim. Esses homens que se sentem frustrados por não serem um Indiana Jones, ou que se sentem sufocados pelas mulheres, devem ter sido criados pela avó, jogando bolinha de gude no carpete para não se sujar. A esses senhores, o Analista de Bagé certamente diria: "Deixa de frescura!".
Sidney Eduardo Cândido de Freitas
Brasília, DF

O homem descrito na entrevista me parece um ser irreal, tão irreal quanto um super-herói ou um príncipe encantado. Ele gostaria de trabalhar de batmóvel, vestido com a capa do Zorro, deixando em casa a Bela Adormecida. A realidade está mais para Shrek e sua esposa Fiona. Saber lidar com limitações e frustrações faz parte da vida de todo ser humano.
Nádia Segatto
Diadema, SP

Sabe que me identifiquei com alguns dos atributos masculinos descritos por Contardo Calligaris? É muito mais legal dizer que parti em busca de provisão alimentar para mim e minha família do que simplesmente dizer que fui ao supermercado.
Renata Sathler
Bauru, SP

 

Lya Luft

A escritora Lya Luft descreve com maestria os absurdos e excessos do mundo em que vivemos ("É o fim do mundo", 3 de junho). O Brasil sofre com as mazelas sociais, mas no desabafo da escritora percebemos que caminhamos para o abismo da mazela moral e ética. As aberrações impostas hoje como padrões pela sociedade deturpam os valores e disseminam a mediocridade entre homens e mulheres. Estamos diante da perda de identidade, de uma geração individualista e ignorante que nos empurra a passos largos para o fim do mundo.
Flávia Freitas
Betim, MG

O artigo nos leva a refletir sobre o rumo que estamos dando a nossa vida. É notório como supervalorizamos certas futilidades e nos tornamos selvagens e insensíveis diante de fatos como a fome e o descaso que milhares de pessoas sofrem todos os dias. Estamos ficando desumanos, sofremos mais por um animal do que por uma criança que tem fome.
Roberta Ribeiro Alves Cardoso
Entre Rios de Minas, MG

 

Fernando Bizerra Jr/BG Press
Bendine presidente do BB

Correções: ao contrário do que informou a reportagem "A bomba nas mãos de insanos" (3 de junho), o primeiro teste nuclear indiano se deu em 1974, e não em 1998. • Na reportagem "Uma corte mais parecida com o país" (3 de junho), foi publicada de forma equivocada a mesma legenda para as duas fotos das manifestações contra e a favor do aborto. • O avião King Air B350 que caiu em Trancoso era um bimotor (turboélice), e não um jatinho, como foi publicado na reportagem "Tragédia no sul da Bahia" (3 de junho). • Na reportagem "Nada se cria, tudo se imita" (3 de junho), o personagem Pavel Checov, tripulante (navegador) da nave Enterprise, da série Jornada nas Estrelas, é chamado erroneamente de Dr. Checov. • A foto que abre a reportagem "O crédito volta à cena" (página 76, 3 de junho) é do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.

 

 

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