Lauro Jardim
Chico Caruso/O Globo
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POLÍTICA
O
preferido
Saiu do forno há
alguns dias uma secretíssima pesquisa eleitoral encomendada
pelo alto comando do PFL. A pergunta era: qual desses nomes
deve ser o candidato do partido em 2002? Deu Silvio Santos
na cabeça, com boa folga, seguido de Roseana Sarney
e ACM. Quem entende do riscado, porém, já
avisou aos caciques pefelistas que SS tem características
que fazem dele um puro-sangue na largada e um pangaré
na chegada.
Até quando
Agora que o governo fechou
um acordo com o PFL para a votação do salário
mínimo, a questão é saber por quanto
tempo ACM se agüentará na dissidência.
(Na votação que ocorrerá na quarta-feira,
ele arrastará debaixo de seu guarda-chuva basicamente
a bancada baiana esse é seu poder de fogo
no momento.)
ECONOMIA
Tempo
quente
O clima entre as cinco famílias que controlam a
Ipiranga, que não era bom há séculos,
anda insuportável nestes tempos que antecedem a venda
do grupo.
Aliança
O que hoje compõe a divisão petroquímica
do grupo Ipiranga pode acabar nas mãos da Odebrecht
e de parte da família Gouvêa Vieira.
Aquisições
à vista
A Vale do Rio Doce está mirando no mercado
externo. Nos Estados Unidos, o alvo será uma mineradora.
No Oriente Médio, uma usina de beneficiamento de
minério de ferro.
Vem
coisa aí
A discretíssima
agitação que costuma anteceder os grandes
negócios é evidente na cúpula do Unibanco.
Aliás, as ações do banco controlado
pelos Moreira Salles subiram 23% só neste ano.
Interesses
elevados
As eleições
para a diretoria da poderosa Previ, dona de um patrimônio
de 32 bilhões de reais, têm custos dignos de
grandes campanhas para deputado federal. Estima-se que uma
das três chapas concorrentes esteja gastando 2 milhões
de reais e as duas outras 1,5 milhão cada uma. De
onde sai tanta grana? Simples: os tesoureiros de campanha
passam o chapéu entre empresários que fazem
(ou querem fazer) negócios com a Previ. A cota de
cada um desses desinteressados capitalistas fica em torno
de 40.000 reais. Como ninguém
é bobo, quase todos preferem ser ecumênicos:
pingam um dinheirinho nas três chapas.
Ainda
bem
Em tempos de enxugamento de pessoal, algumas
notícias razoáveis viram boas novas formidáveis.
Um levantamento feito pela consultoria Arthur Andersen com
as 500 maiores empresas da América Latina revela
que 75% delas vão manter ou aumentar seu quadro de
funcionários.
GOVERNO
Cada um por si
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha,
tinha na semana passada duas ocupações que
preenchiam seu pesado expediente. A primeira era tentar
esvaziar a greve dos caminhoneiros. E a outra era falar
mal do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Padilha
estaria até montando um dossiê contra seu colega
de ministério.
E agora Itamar
Os mimos que Itamar Franco vem dando aos
militares desde o início de seu governo não
estão sendo suficientes para fazê-lo um herói
da categoria. Cerca de 200 oficiais da PM mineira estão
ameaçando fazer uma barulhenta greve no início
do mês que vem, a menos que seus vencimentos tenham
reajuste de quase 100%. Há três anos, uma paralisação
de PMs transformou Belo Horizonte numa praça de guerra.
A diferença é que, em 1997, o protesto foi
iniciado pelos praças; agora, quem está no
pelotão de frente são os oficiais de alta
patente.
INTERNET
Mina de ouro
Os controladores do iG estão negociando
10% do portal com um fundo de investimentos americano. Uma
operação de 70 milhões de dólares,
a ser anunciada até o fim de maio. É impressionante:
há apenas dois meses, a Brasil Telecom entrou como
sócia do iG e pagou 2,8 milhões de dólares
por 11% da empresa.
LEÃO
Sem sair de casa
mesmo
Agora que 90% dos contribuintes brasileiros
já declaram seu imposto de renda pela internet (nos
EUA, a meca da tecnologia, apenas 10% fazem o mesmo), a
Receita promete um conforto a mais para o ano que vem: permitir
que os brasileiros paguem o IR por cartão de crédito
via internet.
Bola fora
Eduardo
Monteiro
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Craque nos gramados, o jogador Romário
precisará de muita habilidade para driblar
a Justiça. O Ministério Público
Federal o denunciará, nesta semana, por ter
sonegado o imposto de renda nos cinco anos que morou
na Europa. Nesse período, não alimentou
o Fisco com um centavo sequer dos milhões que
ganhou com investimentos no Brasil. Há também
a suspeita de que tenha montado, paralelamente, uma
operação de lavagem de dinheiro. O esquema
contaria com uma empresa sediada nas Ilhas Virgens,
da qual o atacante e um empreiteiro carioca seriam
sócios. Se o processo emplacar, Romário
corre sério risco de trocar as redes pelas
garras do Leão.
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