
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Spacey do espaço
Kevin
Spacey banca o ET
no lamentável K-Pax
Marcelo Marthe
Divulgação
 |
| O
ator em cena: ele também late |

Veja também |
|
|
|
Que o
americano Kevin Spacey é um ator competente, ninguém discorda.
Já mostrou do que é capaz em fitas como Los Angeles
Cidade Proibida e Beleza Americana. Desde que ganhou o Oscar
de melhor ator por esse último trabalho, contudo, ele retomou uma
constante de sua carreira a de estrelar filme ruim atrás de
filme ruim. Em 2000, fez o intragável A Corrente do Bem. Agora,
protagoniza K-Pax O Caminho da Luz (K-Pax, Estados
Unidos, 2001), que estréia no país nesta sexta-feira. Nesse
drama para lá de piegas, Spacey interpreta Prot, um sujeito que afirma
ter vindo de outro planeta. Como defende insistentemente a sua origem alienígena,
Prot é internado num hospício, onde sua presença fará
com que os pacientes recuperem a alegria e a auto-estima. Pois é,
ET bom é ET internado. Lá pelo meio do filme, no entanto,
a trama sofre uma reviravolta esdrúxula. Deve ter sido concebida
para surpreender o espectador, mas só faz ressaltar a inverossimilhança
do enredo. A atuação de Spacey é uma canastrice do
início ao fim. Ele entra em cena sob luz diáfana e trilha
sonora new age, de óculos escuros, ultrablasé. "Tinha esquecido
como o seu planeta é brilhante", diz a um interlocutor. No filme,
o ator também come uma banana com casca e ajoelha-se para conversar
com um cãozinho. Como? Latindo, ora.
|
|
 |
|
 |

|
 |