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O poder da síntese
Cada vez
mais caros e estonteantes,
os trailers estão ganhando vida própria
Divulgação
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| Cena
do novo Star Wars: três trailers |

Veja também |
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A indústria
cinematográfica sempre lançou mão de trailers para
divulgar seus lançamentos. Nos últimos anos, contudo, essa
prática ganhou nova dimensão em Hollywood. Nunca se gastou
tanto dinheiro nessas peças de publicidade. Graças ao avanço
das tecnologias de edição de imagens, elas estão
cada vez mais estonteantes. Empresas inteiramente dedicadas a criar esses
filmetes surgiram no mercado. E até uma espécie de Oscar
já foi criado para os profissionais que atuam nesse mundinho. Realizada
há vinte dias num auditório lotado de Los Angeles, a terceira
edição do Annual Golden Trailer Awards contou com a presença
de astros como Ben Stiller e premiou os destaques do gênero em dezessete
categorias, do melhor trailer de comédia ao melhor estrangeiro.
Os estúdios
americanos têm gasto, em média, 600.000
dólares na confecção de um trailer que pode durar
de um minuto a dois minutos e meio. É o dobro do que custou o elogiado
filme brasileiro O Invasor, que estreou na semana passada. Esse
valor, entretanto, se multiplica algumas vezes quando se trata de uma
superprodução como Homem-Aranha, que estréia
no Brasil em maio. O filme deu origem a nada menos que três trailers.
Filmetes bem produzidos são capazes de operar milagres. Fizeram,
por exemplo, com que um longa-metragem medíocre como Pearl Harbor
ganhasse aura de sensacional. Também transformaram o filme
de ação Velozes e Furiosos, de baixo orçamento,
num fenômeno de bilheteria em seu primeiro fim de semana nos Estados
Unidos. E isso não é tudo. Fanáticos americanos da
série Star Wars têm ido ao cinema apenas para assistir
a um dos três trailers de Ataque dos Clones, novo episódio
da saga de George Lucas, que deve estrear por lá no mês que
vem. Depois de saciar a curiosidade, eles simplesmente deixam a sessão.
Os trailers também fazem barulho na internet. Existem dezenas de
sites dedicados a mostrá-los em primeira mão, dissecar seus
detalhes e até discutir seu "valor artístico". Antes mesmo
de estrear nos Estados Unidos, há três semanas, o thriller
de horror Resident Evil, baseado num sangrento videogame, já
tivera seu compacto de divulgação visto por mais de 2 milhões
de usuários da rede. Se o filme por inteiro é tudo o que
seu trailer promete isso já é outra história.
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