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Muito bom
o destaque que VEJA deu às pessoas que obtiveram sucesso no próprio
negócio. Tendo uma boa idéia, talento, vontade e vocação,
você consegue o que quer. No Brasil falta emprego, mas sobra trabalho.
O que vale é não ficar parado ("Como e por que eles venceram",
3 de abril). Matérias
como essa mostram por que VEJA é a grande revista brasileira. Não
havia lido ainda um estudo tão sério e profundo sobre esses
raros brasileiros que venceram o ceticismo geral e tornaram-se empresários
de sucesso. Apesar da
carga tributária perversa a que somos submetidos neste país,
verificamos que existem empreendedores que não se deixam abater
e fazem das dificuldades desafios. Se 71% das
novas empresas abertas só sobrevivem até cinco anos, eu
me considero abençoado por Deus por ter sobrevivido numa microempresa
22 anos consecutivos e ininterruptos. Tocando a vida por conta própria,
a pessoa descobre que tem competência e forças para o trabalho
que ela jamais imaginara que tivesse. O sucesso
do empreendedor está destinado aos que possuem grande motivação
pessoal, disposição para enfrentar e vencer novos desafios
e já identificaram uma oportunidade realmente promissora de negócio.
Sólida experiência na área em que se pretende atuar
é muito importante. A administração do próprio
negócio é a melhor e mais eficaz pós-graduação.
As experiências adquiridas no dia-a-dia não encontram paralelo
no mundo acadêmico.
Custa acreditar
que neste mundo não exista um homem sincero, amável e disposto
a dividir sua vida com uma mulher tão bem-sucedida e linda como
a Xuxa. Resta saber se ela está disposta a dividir sua vida com
um homem normal e mortal, já que seus eleitos, diga-se "os mais
cobiçados da Terra", como John Kennedy Jr. e Ayrton Senna, não
fazem mais parte deste mundo. Restam, portanto, duas opções:
ou ela diminui seu nível de exigência ou deixa para realizar
seus sonhos no paraíso, não esquecendo que John John já
está acompanhado ("Nunca houve uma mulher como Xuxa", 27 de março).
Parabéns
pela entrevista com Sari Nusseibeh (Amarelas, 3 de abril). Se os palestinos
tivessem mostrado à sociedade israelense que não querem
destruir o Estado de Israel, e sim viver em paz com os israelenses, conforme
prega o entrevistado, um acordo na região já teria sido
alcançado de há longa data. Muito boa
a entrevista com o representante da OLP em Jerusalém, Sari Nusseibeh.
Ele mostrou que a esperança e o diálogo são as únicas
alternativas cabíveis para que se alcance a tão esperada
pacificação entre os povos. É
a primeira vez que vejo um palestino demonstrar que não vislumbra
a destruição de Israel como única solução
do conflito. É ilusão pensar que os atentados são
retaliações às ações israelenses, pois
todas as vezes que Israel caminhou em direção à paz,
seja com Rabin, Peres ou Barak, recebeu como resposta uma seqüência
de atentados suicidas desumanos.
Excelente
o artigo de Stephen Kanitz sobre duas palavras aparentemente tão
banais ("Ordem ou progresso?", Ponto de vista, 3 de abril). Só
mesmo uma revista de Progresso como VEJA para ajudar a colocar Ordem em
nossas idéias. Fiquei espantado
com a coluna do professor Kanitz, na qual propõe "desordem para
o progresso". Fico imaginando quanta criatividade e empreendedorismo foram
alavancados com a desordem institucional e a falta de regras das sociedades
africanas mergulhadas em guerras civis, o mesmo sendo aplicado a boa parte
da América Latina e ao Brasil, em certa medida. O desenvolvimento
dos EUA não se teria escorado justamente na transparência
das regras do jogo econômico e na ordem política?
Li a reportagem
sobre o MST e a invasão da fazenda de FHC ("Os sem-limite atacam
de novo", 3 de abril). VEJA define o movimento como "Movimento político
que manipula massas empobrecidas". Então a mídia é
o quê? Nunca vi definições tão parecidas para
coisas que parecem ser tão diferentes. Bem, a mídia não
é movimento, mas também manipula. Ao invadirem
a fazenda Córrego da Ponte, com a pretensão de atingir a
figura do presidente, os terroristas do MST praticaram um ato contra todos
os brasileiros que elegeram este governo. Cadeia neles! Os militantes
do MST mostraram novamente que não são "heróis nacionalistas
e revolucionários" com respeito pelo país, mas pessoas sem
escrúpulos. Os tais líderes
do MST deixaram bem claro a que vieram: instaurar a desordem social, em
nome da "reforma agrária". Apesar de
julgar necessária uma reforma agrária que permita aumentar
a produtividade das terras brasileiras, não creio que sejam as
atitudes absurdas do MST que ajudarão nesse sentido. Um porcentual
bem pequeno dos militantes efetivamente põe a mão na enxada.
A grande maioria continua com o trabalho nada produtivo de invadir fazendas
e terras de pessoas, muitas vezes, honestas.
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