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empresários, intelectuais e políticos se reúnem para
rebater
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Ari
Versiani/Ag. Ponto![]() |
| TRIPÉ
VIRTUOSO Para Civita, democracia, livre-iniciativa e liberdade de expressão são valores indissociáveis |
Desde que o PT chegou ao poder, os radicais do partido
arquitetam um plano atrás do outro para tentar controlar jornalistas e
inviabilizar comercialmente as empresas de comunicação. Primeiro,
veio a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo, que
teria poderes para proibir reportagens. Depois, eles passaram a defender com ainda
maior despudor o "controle social dos meios de comunicação"
que é apenas um rótulo menos chocante para a implantação
da censura oficial no Brasil. Na semana passada, pela primeira vez, ouviram-se
vozes organizadas contrárias a essa marcha da insensatez. Durante um encontro
feito pelo Instituto Millenium, em São Paulo, jornalistas, empresários,
intelectuais e políticos avaliaram os riscos reais que o radicalismo oferece
à democracia no Brasil, opondo-se à pregação totalitária.
Fotos William Volcov/Parceiro/Ag. Globo e Luiz
Carlos Murauskas/Folha Imagem![]() |
| NÃO VAI, MAS PODE Costa (à esq.): "Em hipótese alguma o governo aceitará o controle social da mídia". Magnoli: "arroubos stalinistas" |
Hélio Costa (PMDB), ministro das Comunicações,
reafirmou suas convicções pessoais "rigorosamente contrárias"
a qualquer controle sobre ideias. Mais tranquilizadora foi sua fala como integrante
do governo. Disse Costa: "O governo deixou claro que em hipótese alguma
aceitaria uma discussão sobre o controle social da mídia".
Correto. A mesma posição já foi externada, com graus diferentes
de convicção, pelo presidente Lula e pela ministra e candidata Dilma
Rousseff. Isso, porém, não impediu que Brasília continuasse
patrocinando encontros dominados por liberticidas. Não impediu também
que uma proposta sem chifres, mas diabólica de censura à imprensa
fosse embutida no Programa Nacional de Direitos Humanos-3. O documento recebeu
a chancela de Lula e Dilma e só foi recolhido depois da imensa repercussão
negativa.
O sociólogo Demétrio Magnoli reafirmou a volatilidade da situação: "O PT mantém relações ambivalentes com a democracia. O partido celebra a Venezuela de Hugo Chávez e aplaude o regime castrista". Em sua palestra especial no encontro, Roberto Civita, editor de VEJA e presidente do conselho do Grupo Abril, lembrou que a liberdade, como base do edifício democrático, é um valor inegociável. Disse Civita: "A liberdade de credo, de ir e vir, de se reunir, de acesso à informação e todas as demais liberdades não devem ser condicionadas, limitadas ou regulamentadas. Devem, sim, ser garantidas e responsavelmente exercidas e praticadas. Sempre que se tentou legislar ou enquadrar atividades que na sua origem são livres, a democracia, e a sociedade em última instância, correu perigo".