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A ciência da pele"De maneira singular e com detalhes, VEJA nos mostra como
a ciência está sempre à procura de benefícios para
nos manter com a pele permanentemente jovem." Na excelente reportagem "A ciência a favor da beleza"
(3 de março), podemos entender de maneira clara o funcionamento das células
aquaporinas e a importância das pesquisas em torno delas. Além
do aspecto estético, que imediatamente chama atenção para
uma pele saudável e lisa, a reportagem mostra que as recentes descobertas
são essenciais para diversos problemas de saúde, como o mau funcionamento
dos rins e as doenças decorrentes de uso constante de medicamentos. Espero
que os resultados nos cheguem logo e sejam acessíveis a todos. A busca pela longevidade e pela beleza estética já
virou mania do ser humano. E o setor de cosméticos, cada vez mais avançado,
responde a essa expectativa. Produtos miraculosos apostam no rejuvenescimento
acelerado da pele e as pesquisas não param. É a ciência
mais uma vez trabalhando a favor da beleza. Cada vez mais, a tecnologia nos propicia uma vida longa e, principalmente,
saudável. Ainda bem que, independentemente de financiamentos públicos,
pesquisadores trabalham dia após dia na busca desses avanços que
nos trazem grandes benefícios.
Lula e a ditadura cubanaComo cidadão brasileiro, senti-me imensamente envergonhado
quando vi o maior mandatário de nossa nação afagando Fidel
Castro, o maior ditador de todos os tempos, ao mesmo tempo em que fazia vista
grossa a um preso político que, nos estertores de sua agonia, pedia a
sua atenção nos porões infectos da ditadura cubana. Nunca
na história recente de nosso país vi tamanha falta de sensibilidade
por parte de um presidente ("De olhos bem fechados", 3 de março). É lamentável a morte daquele pobre rapaz (Orlando
Zapata Tamayo) e vergonhosa a foto de Lula e de sua tropa. Após mais
um tour, Lula cobrou por diversas vezes "ousadia" do presidente Barack
Obama para acabar com o embargo a Cuba. Entretanto, capacho do fidel-chavismo,
ele não teve coragem de cobrar desses comunistas pré-históricos
um mínimo de compaixão por todos aqueles que ainda estão
vivos. Só espero que o povo brasileiro acorde dessa narcolepsia em que
se encontra e não permita mais que a falsa ideologia se sobreponha aos
interesses nacionais. Lula estava todo sorridente ao lado do ditador cubano, algoz do
dissidente político Orlando Zapata. Ele parecia "muito feliz"
ao lado dos irmãos Castro. Uma vergonha para a maioria dos brasileiros
que prezam a democracia, os direitos humanos e a liberdade do cidadão. Envergonhar o país parece ser uma característica
marcante do governo Lula, não é verdade? Porque não se
pode chamar de outra coisa, a não ser de vergonha, um governo (ou seria
melhor desgoverno?) que apoia ditaduras ultrapassadas, golpistas e lunáticos
nucleares.
O lobista José DirceuO saudoso ex-ministro Mário Henrique Simonsen costumava
dizer que ficaria mais barato para o país não realizar certas
obras e apenas pagar as propinas aos políticos interessados porque assim
ao menos não se desperdiçaria dinheiro público em sua construção
e posterior operação. Esse é o caso da ressurreição
da Telebrás para a implantação do chamado Plano Nacional
de Banda Larga. Somente quem desconhece as complexidades técnicas e operacionais
que estão por trás desse megalômano "projeto"
pode imaginar que uma estatal nos dias de hoje consiga, sem se tornar um sorvedouro
de recursos da União, competir com as empresas privadas de telecomunicações
que já operam na área. O contribuinte brasileiro verá daqui
a alguns anos quanto lhe custou mais esse plano nacional do conhecido bando
citado na reportagem de VEJA ("O maior lobista do país", 3
de março). Quem de nós não assistiu aos discursos do presidente
Lula falando em banda larga? VEJA traz à tona o porquê desses discursos,
mas, se perguntarem ao presidente por que se falou tanto em banda larga, ele,
como sempre, dirá que não sabia de nada. Os telefonemas do lobista
Zé Dirceu mostram quanto é escandaloso o que se vê neste
governo. Vejam quem são os clientes dele, até o considerado mafioso
russo está entre eles. Errados somos nós que os colocamos lá. É de dar dor na alma de qualquer brasileiro toda vez que
o José Dirceu aparece na imprensa, porque temos a certeza de que coisa
boa não é. Estamos acostumados a todo tipo de escândalo
envolvendo políticos neste país, mas nada se compara a esse cidadão,
que tem um passado tão nefasto. Começando pelo mensalão.
RadarEstarrecedora a afirmação do sr. José de
Andrade Neto, presidente da Petrobras Distribuidora (que controla a Liquigás),
durante palestra no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
(IBP) na semana passada, fato divulgado em Radar (3 de março). Ao ser
questionado sobre a campanha de combate à clandestinidade, patrocinada
pelas companhias distribuidoras de GLP (gás de cozinha), ele afirmou,
para espanto de todos, que "a campanha não é do interesse
dos consumidores, mas das empresas". Se partisse de um leigo, a afirmação
não causaria tanta preocupação, mas em se tratando do presidente
de uma das maiores empresas do setor, com a agravante de ter o controle acionário
nas mãos do governo federal, a notícia chega a assustar. A revenda
de GLP é uma atividade econômica de utilidade pública e,
por sua natureza de periculosidade, está amparada e regulamentada por
farta legislação, por conta de órgãos como a Agência
Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),
o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem), o Corpo
de Bombeiros e as prefeituras. O não atendimento a essas normas é
tipificado como crime contra a ordem econômica, de acordo com o artigo
1º da Lei no 8176/91, com pena de detenção de
um a cinco anos. A clandestinidade remete ainda à sonegação
fiscal, à informalidade trabalhista e frequentemente à receptação
de cargas roubadas. Por tudo isso e pelo risco direto que essa atividade traz
à população, a campanha de combate à clandestinidade
é do mais elevado interesse público, devendo, portanto, ser tratada
com mais respeito por aqueles que deveriam dar o exemplo.
Aldemir BendineImpressionante o lucro do Banco do Brasil em 2009: mais de 10
bilhões de reais. Foi fruto da competência de um jovem e arrojado
presidente, Aldemir Bendine, demonstrada na sua entrevista a VEJA (Amarelas,
3 de março). No ano passado, enquanto imperava uma crise de confiança
no mercado brasileiro, com os bancos reduzindo o crédito, o Banco do
Brasil apostou na recuperação da economia, ampliou suas linhas
de crédito e corajosamente praticou a redução dos juros.
A receita deu certo, e o resultado não podia ser melhor. O presidente do Banco do Brasil assinalou com propriedade as virtudes
do banco público que no Brasil, ao longo de sua história econômica
e social, tem sido um forte coadjuvante do desenvolvimento do país, mesmo
amargando alguns acidentes de percurso. O poder moderador, que justifica a existência
e a intervenção do banco público, deve, entretanto, demandar
permanente atenção da sociedade, mais pelo lado pragmático
e econômico do que pelo lado ideológico. Lamentavelmente, o presidente
deixou de realçar que, na apuração do lucro histórico
de 10,15 bilhões de reais, em 2009, foram apropriados cerca de 3 bilhões
de reais, oriundos de superávits do fundo de pensão Previ-Plano
1, que o banco, como patrocinador, julga, ao arrepio da lei, lhe pertencerem,
com prejuízo para os seus 100.000 aposentados e pensionistas.
Juscelino e TancredoQuanto mais analiso o passado político do Brasil, mais
me sinto numa vala profunda de desilusão e num sentimento de impotência
perante os que detêm atualmente o poder. Nesta semana concluí a
leitura da biografia de Rui Barbosa e iniciei a de Joaquim Nabuco. Em tempos
difíceis, de transição de regimes políticos e econômicos,
início da República e fim do escravismo, foram nomes que se levantaram
para defender princípios e se mostrar verdadeiros estadistas. Muito diferente
de hoje, quando nossos homens de estado, alguns embalados por uma míope
popularidade, se acham no direito de cometer todos os pecados sem perder a imagem
de imaculados. A causa disso é não haver quem lhes seja capaz
de anunciar suas excomunhões. Não sou admirador cego do governo
Juscelino Kubitschek, mas sua correspondência com Tancredo Neves mostra
os últimos exemplares de uma classe política que valorava a ética
e a moral como bases para a vida pública ("'Meu caro presidente...'",
3 de março). É com tristeza que leio a brilhante reportagem de VEJA
sobre Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek. Tristeza por ver como nossa política
"evoluiu". Políticos eram cassados por defender a democracia
e a Constituição. Hoje são cassados por corrupção
e desrespeito às leis do país. Infelizmente, nada do que venha
dos nossos novos políticos pode nos surpreender.
Juscelino e TancredoJá não temos políticos como JK e Tancredo Neves no Brasil
("Meu caro presidente...", 3 de março). O que temos é
um bando de malfeitores transfigurados em políticos. Com algumas exceções,
Minas é um estado de homens e mulheres com retidão de caráter.
Eu me orgulho de ser mineiro.
HolofoteA TV Brasil jamais exibiu uma série de vídeos intitulada 7
Anos em 7 Minutos. A EBC Serviços, unidade da Empresa Brasil de Comunicação
que presta serviços a terceiros, tendo como principal cliente a Secretaria
de Comunicação Social da Presidencia da República (Secom),
produziu seis vídeos em que ministros do governo falam de suas realizações.
Foram postados pela Secom no blog do Planalto, no qual podem ser acessados.
A TV Brasil só exibe campanhas de publicidade governamental quando veiculadas
pela Secom em todas as emissoras de TV, segundo o critério técnico
de audiência ou de tiragem, no caso de jornais e revistas (Holofote, 3
de março).
Meryl StreepMagnífica a conclusão da reportagem "Ela se diverte"
(3 de março): "... provavelmente vai dar o show de sempre,
comparecendo à cerimônia com um vestido inexplicável, óculos
de leitura e penteado de quem terminou a faxina às pressas". Num
mundo em que pessoas anônimas e famosas se preocupam com extravagâncias,
muitas vezes de mau gosto, Meryl Streep é o exemplo de simplicidade,
sem perder a elegância.
DatasEnquanto milhões de brasileiros suam a camisa trabalhando e pagando
para se aposentar com no máximo dez salários mínimos (caso
raro na Previdência), o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, ganhou
o direito de contar o tempo que passou no exílio (Datas, 3 de março).
O guerrilheiro Minc viveu de 1970 a 1979 em Portugal e na França e usará
esse tempo para se aposentar. Isso é que é chamar o trabalhador
de idiota. O PT, que teve como bandeira defender os trabalhadores, mostra a
cada dia que quem tem vez nesse governo são os guerrilheiros espertalhões.
Mais uma porteira foi aberta para sangrar os cofres públicos. E não
há legislação para impedir tamanho abuso. É a desmoralização
completa. Brasil, um país de tolos!
Bolão da loteriaA reportagem "Sorte madrasta" (3 de março), sobre os gaúchos
ganhadores da Mega-Sena que ficaram a ver navios, mostra que a estatal Caixa
Econômica Federal aprendeu bem a lição do principal executivo
federal: não tem nada com isso, não sabia de nada e não
vai fazer nada a respeito. O sistema de loterias possui falhas de emissão
de comprovantes? Azar! A culpa é do contratado para representar a CEF
na venda de apostas. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco: a funcionária
que atendeu e não tem como pagar pelo erro. Todo agente do governo
brasileiro ou empresa estatal segue piamente o exemplo do chefe. Só
faltou jogarem a culpa no FHC, no regime militar ou no imperialismo americano. VEJA traz a triste história dos apostadores que não receberam
seu prêmio e passaram pela frustração de se ver ricos
e novamente pobres em poucas horas. Meu sentimento seria apenas de lamento por
eles se o título da reportagem não tivesse chamado minha atenção
mais que a própria história. Para ressaltar que eles tinham sido
maltratados pela sorte, VEJA infelizmente escolheu a palavra "madrasta"
para dar essa ideia. Protesto. Sou uma madrasta muito boa, nada a dever a algumas
mães que vejo por aí. Para os que não vivem essa realidade,
pode parecer bobagem. O fato é que não acho justo reforçar
essa ideia pejorativa da madrasta da Branca de Neve. Sou madrasta do bem e não
sou nada malvada. Minha enteada confirma.
Veja EssaEnvergonhados, escandalizados e indignados ficamos nós ao ver a cara
de pau de Joaquim Roriz (Veja Essa, 3 de março). Como se alguém
não soubesse que Arruda é cria dele...
Médicos Sem FronteirasA organização Médicos Sem Fronteiras merece todos os elogios.
É um trabalho de grande solidariedade internacional. Essa organização
é que deveria receber o Prêmio Nobel da Paz ("Eles fazem diferença",
3 de março).
Os bons professoresA meritocracia talvez seja um dos caminhos - se não o único
- para a excelência na educação pública, que,
no presente, não é de qualidade em nosso país. Esse novo
sistema pode promover o retorno aos tempos áureos, quando a educação
pública era sinônimo de qualidade ("A lição
do mérito", 3 de março). A reportagem "A lição do mérito" (3 de março)
cita Coreia do Sul e Finlândia como exemplos de bons resultados em razão
da valorização por mérito. No entanto, o Brasil dificilmente
contará com aquilo que os coreanos e finlandeses elegem como a maior
ferramenta para obter educação de qualidade: a grande participação
da família na vida escolar dos filhos, ingrediente que ainda não
está na receita de quem administra o ensino no nosso país. O economista
Eric Hanushek diz: "Sem meritocracia não há como arrebanhar
os mais inteligentes para a educação". E como convencer os
pais a priorizar a educação dos filhos? Essa lição
também precisa ser feita, senão seremos iguais à Coreia
só parcialmente.
Fraldas e higiene dos bebêsA reportagem "O teste das fraldas" (Guia, 3 de março) abordou
muito bem o tema, dando a oportunidade ao leitor, e especialmente às
mamães, de saber sobre a qualidade de cada produto. Muitos não
sabem das diferenças, especialmente entre meninas e meninos, nem que
um modelo é melhor para o dia e outro para a noite. |