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Home  »  Revistas  »  Edição 2155 / 10 de março de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Lula e a ditadura cubana
Bolão de loteria é "madrasta"
Lobista José Dirceu
A ciência da pele
Aldemir Bendine (Entrevista)

A ciência da pele

"De maneira singular e com detalhes, VEJA nos mostra como a ciência está sempre à procura de benefícios para nos manter com a pele permanentemente jovem."
José Wagner Cabral de Azevedo
Tambaú, SP

Na excelente reportagem "A ciência a favor da beleza" (3 de março), podemos entender de maneira clara o funcionamento das células aquaporinas e a importância das pesquisas em torno delas. Além do aspecto estético, que imediatamente chama atenção para uma pele saudável e lisa, a reportagem mostra que as recentes descobertas são essenciais para diversos problemas de saúde, como o mau funcionamento dos rins e as doenças decorrentes de uso constante de medicamentos. Espero que os resultados nos cheguem logo e sejam acessíveis a todos.
Cátia Batista Dantas
Fortaleza, CE

A busca pela longevidade e pela beleza estética já virou mania do ser humano. E o setor de cosméticos, cada vez mais avançado, responde a essa expectativa. Produtos miraculosos apostam no rejuvenescimento acelerado da pele e as pesquisas não param. É a ciência mais uma vez trabalhando a favor da beleza.
Ruvin Ber José Singal
São Paulo, SP

Cada vez mais, a tecnologia nos propicia uma vida longa e, principalmente, saudável. Ainda bem que, independentemente de financiamentos públicos, pesquisadores trabalham dia após dia na busca desses avanços que nos trazem grandes benefícios.
Giuseppe M. Merenna
São Paulo, SP

Lailson Santos
Pele: saúde e beleza
Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura: "O viço da pele é determinado por um conjunto amplo de fatores"

 

Lula e a ditadura cubana

Como cidadão brasileiro, senti-me imensamente envergonhado quando vi o maior mandatário de nossa nação afagando Fidel Castro, o maior ditador de todos os tempos, ao mesmo tempo em que fazia vista grossa a um preso político que, nos estertores de sua agonia, pedia a sua atenção nos porões infectos da ditadura cubana. Nunca na história recente de nosso país vi tamanha falta de sensibilidade por parte de um presidente ("De olhos bem fechados", 3 de março).
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

É lamentável a morte daquele pobre rapaz (Orlando Zapata Tamayo) e vergonhosa a foto de Lula e de sua tropa. Após mais um tour, Lula cobrou por diversas vezes "ousadia" do presidente Barack Obama para acabar com o embargo a Cuba. Entretanto, capacho do fidel-chavismo, ele não teve coragem de cobrar desses comunistas pré-históricos um mínimo de compaixão por todos aqueles que ainda estão vivos. Só espero que o povo brasileiro acorde dessa narcolepsia em que se encontra e não permita mais que a falsa ideologia se sobreponha aos interesses nacionais.
Ana Lúcia Konarzewski
Belo Horizonte, MG

Lula estava todo sorridente ao lado do ditador cubano, algoz do dissidente político Orlando Zapata. Ele parecia "muito feliz" ao lado dos irmãos Castro. Uma vergonha para a maioria dos brasileiros que prezam a democracia, os direitos humanos e a liberdade do cidadão.
Sebastião Dário de Medeiros
Recife, PE

Envergonhar o país parece ser uma característica marcante do governo Lula, não é verdade? Porque não se pode chamar de outra coisa, a não ser de vergonha, um governo (ou seria melhor desgoverno?) que apoia ditaduras ultrapassadas, golpistas e lunáticos nucleares.
Rogerio de Oliveira Castro
Goiânia, GO

 

O lobista José Dirceu

O saudoso ex-ministro Mário Henrique Simonsen costumava dizer que ficaria mais barato para o país não realizar certas obras e apenas pagar as propinas aos políticos interessados porque assim ao menos não se desperdiçaria dinheiro público em sua construção e posterior operação. Esse é o caso da ressurreição da Telebrás para a implantação do chamado Plano Nacional de Banda Larga. Somente quem desconhece as complexidades técnicas e operacionais que estão por trás desse megalômano "projeto" pode imaginar que uma estatal nos dias de hoje consiga, sem se tornar um sorvedouro de recursos da União, competir com as empresas privadas de telecomunicações que já operam na área. O contribuinte brasileiro verá daqui a alguns anos quanto lhe custou mais esse plano nacional do conhecido bando citado na reportagem de VEJA ("O maior lobista do país", 3 de março).
Gilberto Geraldo Garbi
Engenheiro de eletrônica e telecomunicações, ITA-66
Ex-diretor de operações da Telebrás (1974-78)
Curitiba, PR

Quem de nós não assistiu aos discursos do presidente Lula falando em banda larga? VEJA traz à tona o porquê desses discursos, mas, se perguntarem ao presidente por que se falou tanto em banda larga, ele, como sempre, dirá que não sabia de nada. Os telefonemas do lobista Zé Dirceu mostram quanto é escandaloso o que se vê neste governo. Vejam quem são os clientes dele, até o considerado mafioso russo está entre eles. Errados somos nós que os colocamos lá.
Pedro Araújo
Afogados da Ingazeira, PE

É de dar dor na alma de qualquer brasileiro toda vez que o José Dirceu aparece na imprensa, porque temos a certeza de que coisa boa não é. Estamos acostumados a todo tipo de escândalo envolvendo políticos neste país, mas nada se compara a esse cidadão, que tem um passado tão nefasto. Começando pelo mensalão.
Ronnie Anderson Pereira Lins
João Pessoa, PB

 

Radar

Estarrecedora a afirmação do sr. José de Andrade Neto, presidente da Petrobras Distribuidora (que controla a Liquigás), durante palestra no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) na semana passada, fato divulgado em Radar (3 de março). Ao ser questionado sobre a campanha de combate à clandestinidade, patrocinada pelas companhias distribuidoras de GLP (gás de cozinha), ele afirmou, para espanto de todos, que "a campanha não é do interesse dos consumidores, mas das empresas". Se partisse de um leigo, a afirmação não causaria tanta preocupação, mas em se tratando do presidente de uma das maiores empresas do setor, com a agravante de ter o controle acionário nas mãos do governo federal, a notícia chega a assustar. A revenda de GLP é uma atividade econômica de utilidade pública e, por sua natureza de periculosidade, está amparada e regulamentada por farta legislação, por conta de órgãos como a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem), o Corpo de Bombeiros e as prefeituras. O não atendimento a essas normas é tipificado como crime contra a ordem econômica, de acordo com o artigo 1º da Lei no 8176/91, com pena de detenção de um a cinco anos. A clandestinidade remete ainda à sonegação fiscal, à informalidade trabalhista e frequentemente à receptação de cargas roubadas. Por tudo isso e pelo risco direto que essa atividade traz à população, a campanha de combate à clandestinidade é do mais elevado interesse público, devendo, portanto, ser tratada com mais respeito por aqueles que deveriam dar o exemplo.
Luís Carlos Demetrio Laranjeira
Engenheiro mecânico especializado em petróleo e gás
Por e-mail

 

Aldemir Bendine

Impressionante o lucro do Banco do Brasil em 2009: mais de 10 bilhões de reais. Foi fruto da competência de um jovem e arrojado presidente, Aldemir Bendine, demonstrada na sua entrevista a VEJA (Amarelas, 3 de março). No ano passado, enquanto imperava uma crise de confiança no mercado brasileiro, com os bancos reduzindo o crédito, o Banco do Brasil apostou na recuperação da economia, ampliou suas linhas de crédito e corajosamente praticou a redução dos juros. A receita deu certo, e o resultado não podia ser melhor.
José Carlos S. Pinho
Salvador, BA

O presidente do Banco do Brasil assinalou com propriedade as virtudes do banco público que no Brasil, ao longo de sua história econômica e social, tem sido um forte coadjuvante do desenvolvimento do país, mesmo amargando alguns acidentes de percurso. O poder moderador, que justifica a existência e a intervenção do banco público, deve, entretanto, demandar permanente atenção da sociedade, mais pelo lado pragmático e econômico do que pelo lado ideológico. Lamentavelmente, o presidente deixou de realçar que, na apuração do lucro histórico de 10,15 bilhões de reais, em 2009, foram apropriados cerca de 3 bilhões de reais, oriundos de superávits do fundo de pensão Previ-Plano 1, que o banco, como patrocinador, julga, ao arrepio da lei, lhe pertencerem, com prejuízo para os seus 100.000 aposentados e pensionistas.
José Aristophanes Pereira
Paulista, PE

 

Juscelino e Tancredo

Quanto mais analiso o passado político do Brasil, mais me sinto numa vala profunda de desilusão e num sentimento de impotência perante os que detêm atualmente o poder. Nesta semana concluí a leitura da biografia de Rui Barbosa e iniciei a de Joaquim Nabuco. Em tempos difíceis, de transição de regimes políticos e econômicos, início da República e fim do escravismo, foram nomes que se levantaram para defender princípios e se mostrar verdadeiros estadistas. Muito diferente de hoje, quando nossos homens de estado, alguns embalados por uma míope popularidade, se acham no direito de cometer todos os pecados sem perder a imagem de imaculados. A causa disso é não haver quem lhes seja capaz de anunciar suas excomunhões. Não sou admirador cego do governo Juscelino Kubitschek, mas sua correspondência com Tancredo Neves mostra os últimos exemplares de uma classe política que valorava a ética e a moral como bases para a vida pública ("'Meu caro presidente...'", 3 de março).
Taison Willian Sutil
Piraí do Sul, PR

É com tristeza que leio a brilhante reportagem de VEJA sobre Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek. Tristeza por ver como nossa política "evoluiu". Políticos eram cassados por defender a democracia e a Constituição. Hoje são cassados por corrupção e desrespeito às leis do país. Infelizmente, nada do que venha dos nossos novos políticos pode nos surpreender.
Fabrício Conera Barbosa
Por e-mail

 

Juscelino e Tancredo

Já não temos políticos como JK e Tancredo Neves no Brasil ("Meu caro presidente...", 3 de março). O que temos é um bando de malfeitores transfigurados em políticos. Com algumas exceções, Minas é um estado de homens e mulheres com retidão de caráter. Eu me orgulho de ser mineiro.
Derli Fernandes Aparecido
Lima Duarte, MG

 

Holofote

A TV Brasil jamais exibiu uma série de vídeos intitulada 7 Anos em 7 Minutos. A EBC Serviços, unidade da Empresa Brasil de Comunicação que presta serviços a terceiros, tendo como principal cliente a Secretaria de Comunicação Social da Presidencia da República (Secom), produziu seis vídeos em que ministros do governo falam de suas realizações. Foram postados pela Secom no blog do Planalto, no qual podem ser acessados. A TV Brasil só exibe campanhas de publicidade governamental quando veiculadas pela Secom em todas as emissoras de TV, segundo o critério técnico de audiência ou de tiragem, no caso de jornais e revistas (Holofote, 3 de março).
Tereza Cruvinel
Diretora-presidente da EBC
Brasília, DF

 

Meryl Streep

Magnífica a conclusão da reportagem "Ela se diverte" (3 de março): "... provavelmente vai dar o show de sempre, comparecendo à cerimônia com um vestido inexplicável, óculos de leitura e penteado de quem terminou a faxina às pressas". Num mundo em que pessoas anônimas e famosas se preocupam com extravagâncias, muitas vezes de mau gosto, Meryl Streep é o exemplo de simplicidade, sem perder a elegância.
Ricardo Alexandre Pereira da Silva
São Paulo, SP

 

Datas

Enquanto milhões de brasileiros suam a camisa trabalhando e pagando para se aposentar com no máximo dez salários mínimos (caso raro na Previdência), o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, ganhou o direito de contar o tempo que passou no exílio (Datas, 3 de março). O guerrilheiro Minc viveu de 1970 a 1979 em Portugal e na França e usará esse tempo para se aposentar. Isso é que é chamar o trabalhador de idiota. O PT, que teve como bandeira defender os trabalhadores, mostra a cada dia que quem tem vez nesse governo são os guerrilheiros espertalhões. Mais uma porteira foi aberta para sangrar os cofres públicos. E não há legislação para impedir tamanho abuso. É a desmoralização completa. Brasil, um país de tolos!
Izabel Avallone
São Paulo, SP

 

Bolão da loteria

A reportagem "Sorte madrasta" (3 de março), sobre os gaúchos ganhadores da Mega-Sena que ficaram a ver navios, mostra que a estatal Caixa Econômica Federal aprendeu bem a lição do principal executivo federal: não tem nada com isso, não sabia de nada e não vai fazer nada a respeito. O sistema de loterias possui falhas de emissão de comprovantes? Azar! A culpa é do contratado para representar a CEF na venda de apostas. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco: a funcionária que atendeu e não tem como pagar pelo erro. Todo agente do governo brasileiro ou empresa estatal segue piamente o exemplo do chefe. Só faltou jogarem a culpa no FHC, no regime militar ou no imperialismo americano.
José Augusto de Castro Neto
Belo Horizonte, MG

VEJA traz a triste história dos apostadores que não receberam seu prêmio e passaram pela frustração de se ver ricos e novamente pobres em poucas horas. Meu sentimento seria apenas de lamento por eles se o título da reportagem não tivesse chamado minha atenção mais que a própria história. Para ressaltar que eles tinham sido maltratados pela sorte, VEJA infelizmente escolheu a palavra "madrasta" para dar essa ideia. Protesto. Sou uma madrasta muito boa, nada a dever a algumas mães que vejo por aí. Para os que não vivem essa realidade, pode parecer bobagem. O fato é que não acho justo reforçar essa ideia pejorativa da madrasta da Branca de Neve. Sou madrasta do bem e não sou nada malvada. Minha enteada confirma.
Margareth Rose Pinheiro
Natal, RN

 

Veja Essa

Envergonhados, escandalizados e indignados ficamos nós ao ver a cara de pau de Joaquim Roriz (Veja Essa, 3 de março). Como se alguém não soubesse que Arruda é cria dele...
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF

 

Médicos Sem Fronteiras

A organização Médicos Sem Fronteiras merece todos os elogios. É um trabalho de grande solidariedade internacional. Essa organização é que deveria receber o Prêmio Nobel da Paz ("Eles fazem diferença", 3 de março).
Uriel Villas Boas
Santos, SP

 

Os bons professores

A meritocracia talvez seja um dos caminhos - se não o único - para a excelência na educação pública, que, no presente, não é de qualidade em nosso país. Esse novo sistema pode promover o retorno aos tempos áureos, quando a educação pública era sinônimo de qualidade ("A lição do mérito", 3 de março).
Jean Carlos Costa Soares
Parnaíba, PI

A reportagem "A lição do mérito" (3 de março) cita Coreia do Sul e Finlândia como exemplos de bons resultados em razão da valorização por mérito. No entanto, o Brasil dificilmente contará com aquilo que os coreanos e finlandeses elegem como a maior ferramenta para obter educação de qualidade: a grande participação da família na vida escolar dos filhos, ingrediente que ainda não está na receita de quem administra o ensino no nosso país. O economista Eric Hanushek diz: "Sem meritocracia não há como arrebanhar os mais inteligentes para a educação". E como convencer os pais a priorizar a educação dos filhos? Essa lição também precisa ser feita, senão seremos iguais à Coreia só parcialmente.
Luiz Alexandre Machado
Professor
Franca, SP

 

Fraldas e higiene dos bebês

A reportagem "O teste das fraldas" (Guia, 3 de março) abordou muito bem o tema, dando a oportunidade ao leitor, e especialmente às mamães, de saber sobre a qualidade de cada produto. Muitos não sabem das diferenças, especialmente entre meninas e meninos, nem que um modelo é melhor para o dia e outro para a noite.
Fernanda Lino Botteon e Beatriz Pereira Fassina
Santos, SP

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