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Divulgação![]() |
| Martinho: o Machado de Assis dos nossos tempos |
O senhor
será candidato à Academia?
Ainda não estou totalmente decidido.
Mas admito ter uma certa intimidade com aquela casa. Volta e meia, dou uma chegadinha
por lá...
O que o senhor faz na
ABL?
Vou tomar chá. O pessoal sempre me convida para o chá, servido
às quintas-feiras. É um encontro que serve para discutir ideias.
Essa é a minha praia.
O senhor
já escreveu algum livro?
Tenho dez livros publicados. Comecei com um infantojuvenil,
chamado Vamos Brincar de Política?, e peguei o hábito.
Qual é seu estilo literário?
É difícil
de definir, não tenho uma influência muito clara. Não tem
alguém em quem eu me espelhe. Quem mais me influenciou talvez tenha sido
Machado de Assis. Tem um livro que eu fiz inspirado nele: Memórias Póstumas
de Teresa de Jesus, que faz paralelo com o Memórias Póstumas
de Brás Cubas. E também já fiz um samba-enredo sobre
o Machado.
Como era a letra?
"De Dom Casmurro foi autor,/ da Academia de Letras foi sócio-fundador;/
depois, alcançou a presidência,/ tendo demonstrado grande competência."