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VEJA
Recomenda
DVD
Art Films
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atriz Sophia Loren em Boccaccio '70: prêmio de
rifa |
Boccaccio '70 (Itália/França, 1962. Versátil)
Os cineastas italianos Federico Fellini, Luchino Visconti,
Vittorio De Sica e Mario Monicelli partiram de uma mesma inspiração
o clássico Decameron, de Giovanni Boccaccio
(1313-1375) para produzir esse filme composto de quatro tragicomédias
cujas tramas giram em torno de mulheres. Com sua chegada ao DVD,
pela primeira vez a fita está disponível na íntegra
no Brasil, pois o episódio de Monicelli, que fala sobre uma
proletária que se casa às escondidas dos patrões,
não constava da versão em vídeo. Na historieta
de Fellini, um professor moralista entra em delírio diante
da loira de um outdoor, vivida pela sueca Anita Ekberg. Atrizes
deslumbrantes também protagonizam os episódios de
Visconti e De Sica. Enquanto o primeiro mostra Romy Schneider como
uma mulher traída, o segundo traz Sophia Loren na pele de
uma vendedora de rifas que se oferece como prêmio.
DISCOS
Show
Me Your Tears, Frank Black (Sum) Ex-integrante dos
Pixies, um dos principais grupos da cena de rock alternativo dos
Estados Unidos na década de 80, Frank Black tem uma carreira-solo
desigual. Ele alterna discos bisonhos com trabalhos que são
verdadeiras aulas de rock. Show Me Your Tears pertence à
segunda categoria. As faixas do álbum surgiram após
Frank Black enfrentar um doloroso processo de divórcio. Como
conseqüência, as letras de Show Me Your Tears
têm como tema as relações amorosas. Musicalmente,
o disco passeia por diversos estilos, entre eles o blues, o country
e a surf music. O destaque é o rock vigoroso Nadine,
em que Black cresce os olhos sobre uma ninfeta.
Divulgação
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| O
cantor e guitarrista Celso Fonseca: o bom gosto predomina |
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Natural,
Celso Fonseca (Universal) O cantor e guitarrista Celso Fonseca
pertence àquela categoria de artistas pouco conhecidos, mas
bastante admirados. Por muitos anos ele integrou a banda de Gilberto
Gil, tocou nos discos de Caetano Veloso e Jorge Ben Jor, além
de ser co-autor de Sorte, um dos hits da carreira recente
de Gal Costa. Natural, terceiro disco-solo de Celso, reúne
atributos de sobra para torná-lo um sucesso popular. O bom
gosto predomina nas catorze faixas do álbum, que vão
do samba e da bossa nova às baladas românticas. "É
um disco em que procurei valorizar a beleza da canção",
diz. Celso também usa a voz miúda de maneira bastante
agradável. Basta conferir a versão acústica
de Slow Motion Bossa Nova, que foi tema de um comercial estrelado
pela supermodelo Gisele Bündchen.
LIVROS
A
Espada na Pedra, de T.H. White (tradução de
Maria José Silveira; W11; 310 páginas; 37,80 reais)
Figura reclusa e excêntrica, T.H. White (1906-1964)
tornou-se um dos autores mais cultuados da literatura inglesa do
século XX, graças à sua primorosa versão
da saga do rei Arthur. Formada por cinco volumes lançados
a partir do final dos anos 30, a série O Único
e Eterno Rei vendeu milhões de exemplares e deu origem
a um desenho animado da Disney. A obra de White ganha agora uma
edição nacional, com belas ilustrações
do inglês Alan Lee, que assessorou o cineasta Peter Jackson
como diretor conceitual dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis.
Primeiro livro da série, A Espada na Pedra fala
sobre a juventude do rei Arthur e introduz outro personagem célebre
da saga, o mago Merlin. Leia
trecho do livro.
Isaac
Newton, de James Gleick (tradução de Alvaro
Hattnher; Companhia das Letras; 271 páginas; 41,50 reais)
Ter atinado com a lei da gravidade já bastaria para
pôr Isaac Newton (1642-1727) entre os gênios da história,
mas suas contribuições à ciência foram
muitas e variadas. Apesar de curta, essa biografia do físico
inglês proporciona um retrato seu por inteiro. Escrita por
um especialista em divulgação científica, a
obra é organizada por temas, mais do que pela estrita ordem
cronológica, o que ajuda a mapear o pensamento de um homem
imbuído de múltiplos interesses. Entre os méritos
do livro, está o de escrutinar uma das maiores controvérsias
científicas de todos os tempos aquela sobre a invenção
do cálculo diferencial. Gleick mostra que Newton foi esquisitão.
Entre suas obsessões estavam a privacidade, a alquimia, a
interpretação da Bíblia e a cor escarlate.
A
Magia do Cinema, de Roger Ebert (tradução
de Miguel Cohn; Ediouro; 554 páginas; 59 reais) Roger
Ebert é um dos críticos de cinema mais respeitados
dos Estados Unidos. Publicadas desde os anos 60 pelo jornal Chicago
Sun-Times, suas resenhas tornaram-se referência para os
cinéfilos e lhe renderam o prêmio Pulitzer, o principal
do jornalismo americano. Esse lançamento reúne ensaios
do autor sobre 100 filmes em vez de se embrenhar na tarefa
de eleger os melhores de todos os tempos, diz Ebert, ele optou por
títulos representativos de cada época e das mais variadas
tendências. Em textos curtos, o autor expõe seu vasto
conhecimento do tema com didatismo e bom humor. A seleção
de Ebert vai de Lírio Partido (1919), do diretor americano
D.W. Griffith, até filmes dos anos 90, como Pulp Fiction
e O Silêncio dos Inocentes.
CINEMA
Divulgação
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| Kate
Beckinsale em Rua das Tentações: conflito
de gerações |
Laurel Canyon Rua das Tentações (Estados
Unidos, 2002. Estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro
nesta sexta) A atriz americana Frances McDormand é
um talento acima de qualquer suspeita, como comprovam suas atuações
em fitas como Fargo. Força motriz dessa comédia
dramática que enfoca o conflito de gerações
por um ângulo inusitado, ela confere sutileza a uma personagem
que poderia descambar facilmente para a caricatura. Trata-se de
Jane, hippie de meia-idade que vive como se ainda estivesse na década
de 70. Produtora musical bem-sucedida, ela anda na companhia de
roqueiros e é adepta do amor livre. Seu filho Sam (Christian
Bale), por outro lado, moldou seu caráter em reação
ao da mãe: é um médico sério e travado
em relação ao sexo. Certo dia, Sam e sua mulher (Kate
Beckinsale) vão morar com Jane e o convívio
abala as convicções do casal.
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