Edição 1844 . 10 de março de 2004

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Reuters
Jean-Bertrand Aristide: renúncia


Renunciou:
à Presidência do Haiti Jean-Bertrand Aristide, pressionado por grupos rebeldes que haviam iniciado uma revolta armada fazia quase um mês. Aristide é acusado de corrupção e exilou-se na República Centro-Africana. O presidente da Suprema Corte, Boniface Alexandre, assumiu a Presidência interinamente. Estados Unidos, França e Canadá enviaram tropas para o Haiti, para conter distúrbios. Dia 29, em Porto Príncipe.

Eleito: presidente do Superior Tribunal de Justiça o ministro Edson Vidigal, que toma posse em abril para um mandato de dois anos em substituição ao ministro Nilson Naves. Vidigal é maranhense e tem 59 anos. Dia 3, em Brasília.

Negado: o pedido de fiança do empregado doméstico Josuel Galdino, brasileiro que mora nos Estados Unidos e atropelou e matou o canadense Fitsum Gebreegziabher no Estado da Virgínia. Galdino dirigiu 14 quilômetros com o canadense preso na parte dianteira do carro e disse à polícia que o fez sem se dar conta disso. Galdino poderá ser condenado a mais de vinte anos de prisão, dependendo do crime pelo qual venha a ser indiciado. Dia 2, em Fairfax.

Assaltado: o apartamento do ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira. Os ladrões renderam seu motorista e o porteiro, invadiram o apartamento e levaram dinheiro e jóias. O ex-ministro estava em casa com a esposa. Dia 2, no Rio de Janeiro.

Renovou: até 2008 o contrato com o time de futebol Real Madrid, da Espanha, o jogador de futebol Ronaldo. Foi retirada do contrato a cláusula que permitia ao clube não pagar os salários de Ronaldo caso ele viesse a sofrer nova contusão no joelho direito. Dia 2, em Madri.

Hospitalizado: numa unidade de terapia intensiva o procurador-geral dos Estados Unidos, John Ashcroft, com uma inflamação no pâncreas. Dia 5, em Washington.

Indiciado: o ex-presidente da empresa de telecomunicações WorldCom Bernard Ebbers, acusado de conspiração e fraude contábil no escândalo que envolveu a empresa em 2002. Naquele ano, a WorldCom pediu concordata com um rombo de 11 bilhões de dólares no balanço. Dia 2, em Nova York.

 

Morreram

Oscar Cabral
Jorginho Guinle: morre o eterno playboy


Jorginho Guinle,
carioca, o mais famoso playboy do Brasil. Guinle viveu 88 anos sem trabalhar, com exceção de breves experiências como modelo e como guia de turismo, no fim da vida. Gastou mais de 12 milhões de dólares herdados do pai, cuja família fez fortuna no ramo de construção de estradas de ferro, com festas, viagens, bebibas e mulheres. Vangloriava-se de ter namorado celebridades como as atrizes Marilyn Monroe e Rita Hayworth. Gostava de narrar detalhes de uma noite de amor com a intérprete de Gilda, a bordo de um iate, no Rio de Janeiro, durante um Carnaval. Em Hollywood, freqüentava festas de artistas de primeira linha do cinema e recebeu em sua casa, no Brasil, os músicos Louis Armstrong e Stan Getz, entre outras estrelas. O jazz era uma de suas grandes paixões e, em uma breve concessão ao ócio, escreveu um livro sobre o assunto. O mais tradicional hotel do Rio, o Copacabana Palace, foi erguido por seu tio, em 1923. Foi lá que Jorginho organizou grandes comemorações, ilustradas com convidados vip do mundo inteiro. Em 1989, o hotel foi vendido, mas Guinle continuou ligado sentimentalmente ao local. Na quinta-feira, deixou o hospital em que estava internado havia três dias, assinou um termo de compromisso recusando-se a retirar um aneurisma na aorta abdominal e transferiu-se para uma suíte do Copa. Queria passar os últimos dias no hotel que foi palco de alguns dos mais glamourosos momentos de sua vida de bon vivant. Morreu no dia 5, no Rio de Janeiro.

Khalil al-Zebin, jornalista, assessor do presidente palestino Yasser Arafat. Zebin foi morto a tiros. Ele dirigia uma revista financiada pela Autoridade Nacional Palestina. Dia 2, aos 59 anos, em Gaza.

 

 
 
 
 
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