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Datas
Reuters
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| Jean-Bertrand
Aristide: renúncia |
Renunciou: à Presidência do Haiti Jean-Bertrand
Aristide, pressionado por grupos rebeldes que haviam iniciado
uma revolta armada fazia quase um mês. Aristide é acusado
de corrupção e exilou-se na República Centro-Africana.
O presidente da Suprema Corte, Boniface Alexandre, assumiu a Presidência
interinamente. Estados Unidos, França e Canadá enviaram
tropas para o Haiti, para conter distúrbios. Dia 29, em Porto
Príncipe.
Eleito:
presidente do Superior Tribunal de Justiça o ministro Edson
Vidigal, que toma posse em abril para um mandato de dois anos
em substituição ao ministro Nilson Naves. Vidigal
é maranhense e tem 59 anos. Dia 3, em Brasília.
Negado:
o pedido de fiança do empregado doméstico Josuel
Galdino, brasileiro que mora nos Estados Unidos e atropelou
e matou o canadense Fitsum Gebreegziabher no Estado da Virgínia.
Galdino dirigiu 14 quilômetros com o canadense preso na parte
dianteira do carro e disse à polícia que o fez sem
se dar conta disso. Galdino poderá ser condenado a mais de
vinte anos de prisão, dependendo do crime pelo qual venha
a ser indiciado. Dia 2, em Fairfax.
Assaltado:
o apartamento do ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques
Moreira. Os ladrões renderam seu motorista e o porteiro,
invadiram o apartamento e levaram dinheiro e jóias. O ex-ministro
estava em casa com a esposa. Dia 2, no Rio de Janeiro.
Renovou:
até 2008 o contrato com o time de futebol Real Madrid, da
Espanha, o jogador de futebol Ronaldo. Foi retirada do contrato
a cláusula que permitia ao clube não pagar os salários
de Ronaldo caso ele viesse a sofrer nova contusão no joelho
direito. Dia 2, em Madri.
Hospitalizado:
numa unidade de terapia intensiva o procurador-geral dos Estados
Unidos, John Ashcroft, com uma inflamação no
pâncreas. Dia 5, em Washington.
Indiciado:
o ex-presidente da empresa de telecomunicações WorldCom
Bernard Ebbers, acusado de conspiração e fraude
contábil no escândalo que envolveu a empresa em 2002.
Naquele ano, a WorldCom pediu concordata com um rombo de 11 bilhões
de dólares no balanço. Dia 2, em Nova York.
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Morreram
Oscar Cabral
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| Jorginho
Guinle: morre o eterno playboy |
Jorginho Guinle, carioca, o mais famoso playboy
do Brasil. Guinle viveu 88 anos sem trabalhar, com exceção
de breves experiências como modelo e como guia
de turismo, no fim da vida. Gastou mais de 12 milhões
de dólares herdados do pai, cuja família
fez fortuna no ramo de construção de estradas
de ferro, com festas, viagens, bebibas e mulheres. Vangloriava-se
de ter namorado celebridades como as atrizes Marilyn
Monroe e Rita Hayworth. Gostava de narrar detalhes de
uma noite de amor com a intérprete de Gilda,
a bordo de um iate, no Rio de Janeiro, durante um Carnaval.
Em Hollywood, freqüentava festas de artistas de
primeira linha do cinema e recebeu em sua casa, no Brasil,
os músicos Louis Armstrong e Stan Getz, entre
outras estrelas. O jazz era uma de suas grandes paixões
e, em uma breve concessão ao ócio, escreveu
um livro sobre o assunto. O mais tradicional hotel do
Rio, o Copacabana Palace, foi erguido por seu tio, em
1923. Foi lá que Jorginho organizou grandes comemorações,
ilustradas com convidados vip do mundo inteiro. Em 1989,
o hotel foi vendido, mas Guinle continuou ligado sentimentalmente
ao local. Na quinta-feira, deixou o hospital em que
estava internado havia três dias, assinou um termo
de compromisso recusando-se a retirar um aneurisma na
aorta abdominal e transferiu-se para uma suíte
do Copa. Queria passar os últimos dias no hotel
que foi palco de alguns dos mais glamourosos momentos
de sua vida de bon vivant. Morreu no dia 5, no Rio de
Janeiro.
Khalil
al-Zebin, jornalista, assessor do presidente palestino
Yasser Arafat. Zebin foi morto a tiros. Ele dirigia
uma revista financiada pela Autoridade Nacional Palestina.
Dia 2, aos 59 anos, em Gaza.
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