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Cartas
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"Emoção,
identificação e poesia foi o que me inspirou
o relato em torno dessa mulher, de quem sou companheira anônima
de 'transgressões'."
Maria
das Graças Targino
Teresina,
PI
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Lya
Luft
A reportagem "No mundo da Lya" (3 de março) revela a admirável
capacidade do ser humano de se superar e surpreender. É gratificante
ler a respeito dessa figura notável e conhecer sua intimidade.
Está de parabéns a autora da matéria por ter
conseguido transmitir, sem exageros nem sensacionalismos, as faces
de Lya que ainda não conhecíamos.
Chieko Aoki
Presidente da Blue Tree Hotels
Contrariando
o "mito da Amélia", Lya, a mulher que não cozinha,
não borda nem se submete, mostra o que é ser a mulher
de verdade. Cartilha a ser seguida por todas que conjugam o verbo
pensar.
Chaja Freida Finkelsztain
Rio de Janeiro, RJ
No
fim do ano passado, comentava com uma grande amiga acerca do livro
Perdas e Ganhos, de Lya Luft, que eu gostaria de ter escrito,
tamanha minha empatia com as idéias da autora. Meu entusiasmo
foi tanto que comprei vários exemplares para presentear no
Natal. Pensei: seria muito egoísmo não socializar
tantas idéias boas sobre assuntos que interessam a todos
nós, como amor, família, envelhecimento, felicidade,
recomeços.
Maria Laura de Castro Cardoso Macedo
Teresina, PI
Já
era tempo de prestar uma homenagem a essa mulher que tem falado
de uma forma tão compreensível sobre a necessidade
de repensarmos nossas atitudes, o que contribui para nosso amadurecimento
no processo de transformação, e não de "deterioração
e apagamento".
Edite Paulina dos Santos
Natal, RN
O
ser humano tem pouco tempo e muito receio de voltar-se para dentro
de si mesmo, o que é uma pena. Somente no âmago de
cada um se pode encontrar o que nossa espécie tem de melhor.
Inútil procurar em outro lugar.
Levi Rodrigues de Castro
Santo Antonio do Monte, MG
Achei
linda a história de Lya Luft. Sua leitura fez suscitar a
admiração por este sentimento: a paixão. A
habilidade de Isabela Boscov mais uma vez se fez presente, e ela
nos presenteou com um texto inteligente e à altura da grande
pessoa e escritora que é Lya Luft.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP
Patrick
Guerriero
O que realmente importa para a sociedade não é se
somos gays ou heterossexuais, mas se somos equilibrados, centrados
como pessoas capazes de exercer uma profissão ou um cargo,
seja de maior ou menor importância social. Excelente a entrevista
com Patrick Guerriero (Amarelas, 3 de março).
Doutor Luciano Sardinha
Goiânia, GO
Fiquei
muito surpreso e satisfeito com a entrevista. Achei extremamente
importante o esclarecimento do casamento gay, já que a população
brasileira tem um preconceito enorme em relação a
essa questão. Eu, um adolescente homossexual, sei o que é
viver reprimido pela sociedade. São muitas as dificuldades.
Espero que tenhamos um retorno satisfatório nessa questão
nos Estados Unidos e, quem sabe, um dia no Brasil.
João M.
Bragança Paulista, SP
Daqui
a um mês ocorrerá em Genebra a sexagésima sessão
anual da Comissão dos Direitos Humanos (CDH) da ONU e nela
poderá ser decidido o futuro próximo de centenas de
milhões de gays, lésbicas e transgêneros ao
redor do planeta. Apesar de até agora o governo federal ter
feito muito pouco para defender os direitos dos homossexuais no
Brasil, a delegação brasileira na CDH de 2003 surpreendeu
ao apresentar uma resolução histórica proibindo
em todo o mundo a discriminação com base na orientação
sexual. A resolução reconhece a existência de
discriminação e afirma que ela contraria a Declaração
Universal de Direitos Humanos, convocando todos os governos a promover
e a proteger os direitos humanos e civis das pessoas, independentemente
da orientação sexual. Se aprovada, será a primeira
resolução da ONU a estabelecer relação
entre direitos humanos e orientação sexual.
João Paulo Borges
Brasília, DF
Mas
que conceito é esse que a sociedade ainda tem do casamento?
Promessa de amor fiel no altar e respeito até o fim da vida?
Que ritual é esse que a Igreja mantém até hoje?
Que promessa é essa que poucos estão dispostos a cumprir?
O que vemos é traição total! Por que impedir
a união civil entre dois homens, quando homens e mulheres
se juntam sem lenço, sem documento, sem bênção
e fazem filhos para passar fome ou ser adotados, muitas vezes pelos
próprios homossexuais?
Antonio Marcos Ribeiro
Sorocaba, SP
Perguntas
e respostas de grande força. A repórter e o entrevistado
deixaram bem claro para o leitor que a discriminação
e a humilhação impostas a nossos irmãos homossexuais
têm de ter um fim logo.
Moisés Neto
Recife, PE
O
senhor Patrick Guerriero se mostrou um católico praticante
de araque. Ser católico é aceitar os ensinamentos
da Igreja. As práticas do aborto e do homossexualismo são
graves rompimentos com a vontade de Deus. Não basta ir à
missa e rezar o pai-nosso e a ave-maria para ser um católico
autêntico.
Jorge Antônio Jaeger de Sant'Anna
Porto Alegre, RS
Governo
Lula
É
com especial interesse que acompanhamos o desenrolar do escândalo
dos bingos através da revista VEJA. A paralisação
do governo comentada no último artigo reflete o poder de
"eminência parda" do senhor José Dirceu, que, para
muitos, é efetivamente o presidente do Brasil. Lula foi eleito
pela sua popularidade, mas quem governa, de fato, parece ser o senhor
José Dirceu. É com perplexidade que assistimos à
medida provisória para o fechamento dos bingos, como se aí
estivesse a causa do escândalo. A causa do escândalo
é simplesmente a alegação de corrupção
contra membros do governo. Caso o mesmo fato tivesse ocorrido no
governo Fernando Henrique Cardoso, o PT seria o primeiro partido
a pedir a instalação de uma CPI, e seria aquela barulheira.
Luís Flávio Gonçalves
Troy, Michigan, Estados Unidos
Cumprimento
o governo pelo fechamento dos bingos e jogos eletrônicos,
por qualquer que seja a razão, e rezo para que não
sejam reabertos. Trata-se de extorsão branca, em que os extorquidos
não têm a noção exata da perda: financeira,
física, psíquica, social e espiritual. Fico indignado
quando alguns governadores falam em perda de receita nesse segmento.
Acredito que existem formas mais dignas de geração
de empregos e de recursos.
D. R. (um viciado que já perdeu muito)
Goiânia, GO
O
escândalo em que se meteram o governo do PT e seu ministro
mais influente mostra o tamanho do golpe eleitoral a que a população
brasileira foi submetida. Chega de corrupção e tamanha
falta de vergonha dos políticos em tentar tapar o sol com
a peneira. Fica claro que só sabem fazer promessas quando
querem chegar ao poder. Após a conquista, eles mudam o discurso.
O governo do PT e seus aliados estão confirmando que são
todos iguais, farinha do mesmo saco.
Marlon Alves Silva
Salvador, BA
Na
excelente matéria, a repórter transcreve manifestação
de um "amigo" do ministro José Dirceu: "Um homem que fica
casado quatro anos com uma mulher sem revelar sua identidade é
um cara forte". Minha avaliação é outra. Quem
escondeu, durante quatro anos, da mulher que escolheu para ser mãe
de seus filhos sua verdadeira identidade e seu passado não
mostra força, mas hipocrisia e pouco caráter.
Leonides de Carvalho Filho
Belo Horizonte, MG
Contexto
O "pseudo-sábio" (assessor direto do presidente Lula), ao
avisar que "Se ele (Lula) levar a mão à barba,
recomendo a quem esteja à sua frente que mude de assunto
ou saia da sala", enganou-se. É bom que ele saiba que nós,
mulheres, ao sermos contrariadas, costumamos alisar a (falsa) barba
desde o canto da boca até o queixo. O tal assessor, parece,
pintou o "monstro" mais feio do que ele é, e quem fala demais
dá bom-dia a cavalo, diz um conhecido ditado ("O humor e
o gesto do presidente", Contexto, 3 de março).
Mirna Machado
Guarulhos, SP
Na
importante questão sobre o modo como Lula cofia sua barba,
eu, barbado que sou, poderia aconselhar o nobre colega a colocá-la
mesmo é de molho. Com o PT se apresentando como está,
o molho ideal seria mesmo o rosé. De preferência, frio.
Robinson Damasceno dos Reis
Belo Horizonte, MG
Agricultura
O que mais chama atenção no agronegócio brasileiro
não é apenas seu estágio atual de vanguarda,
mas o fato de ele apresentar ainda o maior potencial de crescimento
do planeta. Em contraposição a essa realidade, o setor
vive momentos delicados e apreensivos, gerados especialmente pela
total falta de sintonia das políticas públicas praticadas
pelo governo federal (exceção feita ao Ministério
da Agricultura). Nesta safra, corre-se o risco de sofrer uma espécie
de "apagão no campo", em virtude da falta de investimentos
em infra-estrutura básica para o escoamento e o armazenamento
da nova colheita recorde que se aproxima ("O tamanho do Brasil que
põe a mesa", 3 de março).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
Não
tenho um palmo de terra. Sou, portanto, um sem-terra. Também
não tenho um canal de televisão (o governo não
me dá). Não tenho emissora de rádio (o governo
é quem as distribui). Mas sou dos que concordam em gênero,
número e grau com o que está dito na reportagem "O
tamanho do Brasil que põe a mesa". Acho que o governo precisa
distribuir melhor o que possui e deixar as coisas dos outros.
Moacyr Serodio
www.agroin.com.br
O
gráfico da reportagem está tão perfeito que
sozinho bastaria para compreendê-la. Meus parabéns
ao jornalista que o criou.
Dazilia M.A. Ribeiro
Vitória, ES
Inflamação
crônica
Excelente a reportagem "A dorzinha que vira doença" (25 de
fevereiro), sobre as inflamações crônicas que
podem aumentar os riscos de infarto e câncer. Como sócio
da Sociedade Brasileira de Periodontologia (Sobrape), fiquei contente
ao perceber que uma revista tão séria como VEJA já
considera as doenças periodontais inflamatórias (gengivite
e periodontite) potenciais agravantes das doenças cardiovasculares.
Silvio Amadeu Nassar
Pardo
São José do Rio Preto, SP
| AGRADOU
A PAIS E FILHOS |
A
reportagem de capa "A
tirania adolescente" (18 de fevereiro), que
defendeu a tese de que os pais devem impor limites aos
filhos, recebeu um número expressivo de cartas
dos leitores: 236. Num tema tão polêmico,
o normal é que as opiniões se dividam, mas
nesse caso a balança pendeu fortemente para um
lado. Oitenta e quatro por cento dos comentários
que chegaram à redação eram favoráveis
ao conteúdo da matéria. Apenas 13% dos leitores
discordaram das teses nela apresentadas. Suelly Maux,
de Porto Alegre, por exemplo, é mãe de uma
menina de 8 anos e ratificou o que foi publicado. "Penso
que carinho, diálogo, firmeza e disciplina são
norteadores para a criação de cidadãos
neste mundo plastificado", diz ela. |
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| COMO
E QUANDO CANTAR O HINO |
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A
respeito da nota da seção Pergunte
ao Guia (3 de março) que tratou da
postura adequada para ouvir a execução
do Hino Nacional, o leitor Marcos Moreira Ferraz,
de Adamantina, São Paulo, enviou correspondência
curiosa à redação. "A forma de
cantar o Hino Nacional como foi estabelecida
pelo legislador é missão quase impossível
para quem não é músico", diz Ferraz.
Ele destaca as dificuldades que o leigo enfrentará,
se quiser andar dentro da Lei nº 5700, de 1º
setembro de 1971:
"Deve ser mantida e adotada a adaptação
vocal, em fá maior, do maestro Alberto Nepomuceno."
"O Hino Nacional será sempre executado
em andamento metronômico de uma semínima
igual a 120."
"É obrigatória a tonalidade de
si bemol para a execução instrumental
simples."
"Far-se-á o canto sempre em uníssono."
"Portanto,
para sabermos se devemos cantar ou não o Hino
Nacional, é só ficarmos atentos à
tonalidade da introdução. Se for em si
bemol, não deveremos cantá-lo, pois não
haverá repetição da melodia para
a segunda parte do poema. Porém, se a introdução
for em fá maior, deveremos acompanhar a melodia
do hino após sua introdução. Viram
como é simples?", observa Ferraz.
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