VEJA Recomenda
TELEVISÃO
UNITED
STATES OF TARA (estreia nesta segunda-feira, às 22h, na Fox)
Divulgação
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TELEVISÃO
Toni Collette em United States of Tara: dona de casa desesperada
e com múltiplas personalidades |
Ao encontrar uma camisinha na bolsa da filha, Tara que não aprova
o namoro da menina com um rapazote rebelde e indolente entra em crise.
Esse dissabor dispara um distúrbio psicológico peculiar: ao menor
sinal de stress, Tara assume novas personalidades. Na cena que abre o seriado
americano, a comportada dona de casa transforma-se em T, uma adolescente assanhada.
Ela pode virar também Buck, um machão homofóbico, ou Alice,
mãe cristã obcecada pela eficiência nas tarefas do lar. Criada
por Diablo Cody (roteirista de Juno) e produzida por Steven Spielberg, a série debruça-se com originalidade e ironia sobre as
agruras de uma mãe doida à frente de um clã desestruturado.
A competência da atriz australiana Toni Collette no papel-título
(pelo qual ganhou o Globo de Ouro) dá consistência a essa premissa
inusitada.
DVD
POR
UMA VIDA MELHOR (Away We Go, Estados Unidos/Inglaterra, 2009. Universal)
Divulgação
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DVD
Maya Rudolph em Por
uma Vida Melhor:
miragens modernas |
À espera do primeiro filho, um casal decide lançar raízes.
Mas onde? Burt e Verona (John Krasinski, da série The Office, e
Maya Rudolph, ex-comediante do programa Saturday Night Live), então,
visitam várias cidades onde têm parentes ou amigos, a fim de concluir
qual lhes agrada mais. Mas as associações afetivas de seu passado
já não fazem sentido no presente. Os velhos amigos hoje parecem
loucos nem todos loucos mansos , e os parentes têm o próprio
rumo a procurar. O diretor Sam Mendes, de Beleza Americana e Foi Apenas
um Sonho, retorna ao seu tema predileto, de como as pessoas tendem a trocar
as ligações reais por miragens criadas pela sociedade. Deixa a mão
pesar, aliás. Mas é salvo pela atuação de imensa beleza
e sensibilidade de Maya Rudolph, em seu primeiro (e, espera-se, não o último)
papel dramático.
DISCOS
THE SEA, Corinne Bailey Rae
(EMI)
Divulgação
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DISCO
Corinne Bailey Rae:
voz ensolarada até em canções sobre luto e morte |
Em março de 2008, a cantora inglesa Corinne
Bailey Rae havia acabado de compor uma música sobre o avô que morrera
afogado durante uma pescaria quando foi atingida por outra tragédia. Seu
marido, o saxofonista Jason Rae, foi encontrado morto, vítima de uma overdose
de metadona e álcool, no apartamento de um amigo. Após um período
de luto, Corinne retorna com The Sea. O novo CD, claro, não tem
o clima alegre de seu trabalho de estreia que rendeu o single Put Your
Records On. É um tanto sorumbático, principalmente na faixa-título
e em Are You Here, dedicadas ao avô e a Rae. Mas ainda há
alegria no disco, em The Blackest Lily, que revive a animação
do funk dos anos 70, ou em Paris Night/New York Mornings, que parece uma
canção pop da década de 80. A voz de Corinne, sobretudo,
é sempre ensolarada.
SCRATCH MY BACK, Peter Gabriel (EMI)
Divulgação
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DISCO
Peter Gabriel: eu gravo a sua música,
e você grava a minha |
O título do primeiro disco do cantor inglês em oito anos vem de uma
expressão que pode ser traduzida como "uma mão lava a outra".
Peter Gabriel interpreta músicas de seus contemporâneos (como Heroes, de David Bowie) e da nova geração (My Body Is a Cage, do
Arcade Fire, e Street Spirit, do Radiohead). Em troca, esses artistas deverão
gravar composições de Gabriel. Scratch My Back dispensa os
instrumentos consagrados do rock nada de guitarra, baixo e bateria. Peter
Gabriel recrutou o produtor Bob Ezrin (do clássico Berlin, de Lou
Reed) e o arranjador John Metcalfe para vestir as canções com um
impecável acompanhamento orquestral. Algumas músicas foram
retorcidas a ponto de parecerem composições do próprio
Gabriel é o caso de Listening Wind, do grupo americano Talking
Heads.
LIVROS
OS DONOS DO DINHEIRO, de Liaquat
Ahamed (tradução de Donaldson Garschagen; Campus; 504 páginas;
109 reais)
Não, não se trata da história
da atual tormenta financeira global, a despeito das semelhanças no enredo.
Impressionado com a crise asiática de 1997, o economista inglês e
gestor de fundos de investimento Liaquat Ahamed decidiu pesquisar o crash de 1929
e, em particular, o papel dos bancos centrais, que se revelaram incapazes
de evitar a Grande Depressão. Há uma infinidade de livros sobre
o tema, mas a originalidade de Ahamed foi usar como principais personagens de
sua narrativa os comandantes dos então quatro principais bancos centrais
do planeta, que constituíam o "clube mais exclusivo do mundo".
Ahamed conta como esses senhores se aferraram à ortodoxia do padrão-ouro,
então vigente, e aprofundaram os desequilíbrios econômicos
do período entreguerras, culminando na Depressão de 30.
GENTLEMEN,
de Klas Östergren (tradução de Fernanda Semedo; Record;
560 páginas; 69,90 reais)
Klas Östergren
é um escritor consagrado na Suécia, seu país natal, onde Gentlemen, lançado em 1981, vendeu 400 000 exemplares. Sua carreira internacional vem se ampliando nos últimos anos, com
traduções nos Estados Unidos e na Inglaterra e, agora,
no Brasil. Misto bem costurado de saga familiar, sátira política e thriller, o romance acompanha dois irmãos boêmios, o poeta Leo e o dublê de boxeador e pianista de jazz Henry Morgan, em perambulações
pela Europa, do imediato pós-guerra ao fim dos anos 70 (quando emerge
uma trama de espionagem típica da Guerra Fria). Quem conta a história
é um escritor que divide um apartamento com a dupla em Estocolmo
e que se chama, como o autor, Klas Östergren. A saga dos Morgan tem continuidade
em outro romance, Gangsters, que a Record deve publicar no segundo semestre. Leia o trecho.
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A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
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