Panorama
Radar

Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Eleições
Vice, não
No dicionário dos políticos não existe o
adjetivo impossível. Mas quem ouve Aécio Neves na intimidade custa
a acreditar que ele possa mudar os seus planos e topar ser vice de José
Serra. Como disse Aécio na sexta-feira a um interlocutor: "Às
vezes, em política, as coisas são até o que parecem ser:
serei candidato ao Senado".
Alckmin articula para Serra
Geraldo Alckmin, quem diria, tem sido um dos principais articuladores para levar
o PTB para a chapa de José Serra, seu ex-desafeto. Os dois inclusive
já se reuniram com integrantes da cúpula petebista.
Amarelando em Minas
O PT mineiro está amarelando. Além da possibilidade de se aliar
a Hélio Costa, ele agora discute a oportunidade de lançar José
Alencar para a corrida ao governo de Minas Gerais, ficando o partido com o posto
de vice na chapa. A chance de Alencar entrar nessa é quase nula.
Afinidades econômicas
Fotos Marcos Arcoverde/AE e Carol do Valle
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Admiração
Dilma e Delfim: a ministra-candidata gostaria de conversar mais com o ex-ministro |
Em conversas privadas, Dilma Rousseff tem feito elogios a Delfim
Netto. Diz que "gostaria de falar mais" com ele sobre economia. "Delfim
é um intelectual respeitável", resume, deixando pragmaticamente
diferenças políticas de lado - ele era ministro de Garrastazu
Médici quando ela estava presa. Mais: Dilma afirma que concorda com um
mantra que, sob inspiração de J.M. Keynes, Delfim adora repetir:
"Quem faz o desenvolvimento é o setor privado, quem corre os riscos
atrás do lucro é o empresário, que é quem tem o
espírito selvagem que se realiza produzindo, abrindo mercados, inovando".
Que assim seja.
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Itamaraty
Relações fundamentais
O Itamaraty decidiu criar mais cinco embaixadas: as do Burundi, Serra Leoa,
Chipre, Mianmar e Albânia. Isso é que é compreensão
dos grandes interesses nacionais brasileiros.
Economia
Samir Batista
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Agenda cheia
Dirceu: ajudando Dilma, de volta à cúpula do PT e falando em nome
de Lula em Lisboa |
A missão de Dirceu
Pouco antes do anúncio da compra de parte da cimenteira portuguesa Cimpor
pela Votorantim, José Dirceu circulou em Portugal discutindo o negócio
em nome do governo brasileiro. Reuniu-se com o comando da Cimpor e com representantes
do governo português. Nesses encontros, Dirceu disse que o governo Lula
não tinha preferência por nenhum grupo brasileiro - àquela
altura, a Cimpor era disputada também pela CSN e pela Camargo Corrêa.
Definitivamente, Dirceu está em todas.
Essa a Petrobras perdeu
Além de falar com a Shell, com a qual acabou fechando uma sociedade na
segunda-feira passada, a Cosan andou conversando com a Petrobras Distribuidora.
Havia uma articulação no governo, envolvendo inclusive Dilma Rousseff,
para que o negócio saísse. Lula também era a favor. Mas
a burocracia governamental tornou as conversas lentas e a Shell foi mais rápida.
Sem corte de zeros
A propósito das novas notas de real que vêm por aí, é
a primeira vez nos últimos 68 anos que o Brasil muda a família
de cédulas sem alterar o nome da moeda ou cortar zeros. Ou seja, sem
alterar o padrão monetário.
Brasil
Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer.
Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à
classe C. Com a marolinha, 0,5% deles retornaram a um patamar abaixo. Agora,
a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador
Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6
milhões de brasileiros ascenderam à classe média.
Cinema
Barretão em Brasília
Diante do fracasso de Lula, o Filho do Brasil, Luiz Carlos Barreto
parece ter revisto a aposentadoria anunciada em novembro. Na semana passada,
Barretão foi com a filha Paula ao gabinete de três ministros para
tratar de pelo menos dois novos projetos.
Divulgação
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De arma na mão
Wagner Moura: vem mais polêmica por aí |
Governador corrupto
Uma das cenas de Tropa de Elite 2 filmadas há duas semanas está
destinada a causar barulho. Nela, Wagner Moura, na pele do Capitão Nascimento,
depõe numa CPI na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e, lá
pelas tantas, brada: "Neste estado, o chefe de polícia é
corrupto, o governador é corrupto!". Como o filme acaba em 2006,
a dupla Anthony e Rosinha Garotinho (que governou o Rio entre 1999 e 2006) tem
tudo para odiar o longa, que estreia em setembro.
Com Paulo Celso Pereira |