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A saúde do presidente"Há males que vêm
para o bem, diz um velho ditado popular. Depois do susto, o presidente Lula
com certeza descobriu, contrariado, que não é o deus que imaginava
ser. É o que se espera!" Como brasileira, fico imensamente feliz em saber que a saúde
do nosso presidente continua bem, mais ainda em saber que ele foi atendido imediatamente,
quando sentiu os primeiros sintomas ("Suor, sufoco e susto", 3 de
fevereiro). Ainda bem que ele não precisa recorrer ao Sistema Único
de Saúde (SUS) para ser atendido. Se precisasse, com certeza teria complicado
o seu estado. Desejo vida longa ao presidente Lula, mas o mal-estar que ele
teve na semana passada serve para lembrá-lo, e a seus liderados, da sua
mortalidade, pois parece que pensam que ele é um ser imortal e infalível. O excesso de trabalho nunca foi o forte do presidente. O que deve
ser estressante é ser amigo de Chávez, Fidel, Zelaya, Morales
e Lugo, além de ter de continuar acreditando no Mercosul e seguir os
conselhos de Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e ainda de Nelson Jobim,
na Defesa. Isso, sim, causa stress. Lula não tem excesso de trabalho, mas excesso de atividade.
Ele não trabalha, nunca trabalhou. Suas atividades têm fins eleitorais,
desde o primeiro dia do mandato. Ele inaugura qualquer coisa em qualquer lugar,
ainda que seu deslocamento custe aos contribuintes mais do que a obra inaugurada.
TCUImpressionante a prepotência do presidente ao atropelar
o Tribunal de Contas da União e o Congresso Nacional. Senhor presidente,
a gestão da administração pública deve ser responsável
e pautada no princípio de uma prestação de contas ao povo
que o elegeu, e este povo está representado pelos órgãos
de fiscalização. Neste caso, o TCU e o Congresso Nacional.
Baderneiros do MSTÉ sabido e notório que há concentração
fundiária que marca o Brasil desde seu descobrimento, sendo necessário,
dentro dos princípios legais, levar adiante a tão propalada reforma
agrária. Todavia, o MST se transformou numa massa de manobra formada
por milhares de pobres coitados, iludidos pela liderança ditatorial de
meia dúzia que tem por objetivo locupletar-se de verbas públicas
e, pasmem, sempre contando com o apoio incondicional dos governantes que integram
o Partido dos Trabalhadores ("União para o crime", 3 de fevereiro).
Jerome KaganÉ muito confortante para pais com filhos ansiosos saber
que a ansiedade na infância pode ser positiva no futuro, conforme disse
o psicólogo Jerome Kagan (Entrevista, 3 de fevereiro). Se ela é
decorrente do meio em que vivemos, por que não entendê-la como
uma adaptação ao meio, importantíssima para a evolução
da espécie? Parabéns a VEJA pela abordagem diferenciada do tema. Adequada dose de afeto, valores sólidos, ambiente equilibrado,
expectativas profissionais e comportamentais sensatas e um pouco de carinho,
ou seja: nenhuma novidade no front, exceto a triste constatação
de que muitos pais brasileiros - com apego excessivo aos modismos educacionais
- não fazem nada disso, porque estão ocupados em ser modernos
demais.
Lya LuftExcelente o artigo "Educação de quarto mundo"
(3 de fevereiro). É deprimente a situação brasileira (88ª
posição no ranking da Unesco de desenvolvimento educacional).
O fraco desempenho pode limitar o ambicionado crescimento econômico do
país. Necessitamos de mão de obra qualificada, principalmente
em setores fundamentais como tecnologia, engenharia e telecomunicação.
Nosso orçamento para a educação deveria ser igual ou superior
ao dos asiáticos. De forma clara e objetiva, mas com a ternura habitual que permeia
seus textos, a articulista aborda um dos maiores problemas deste país.
De fato, acredito que grande parte dos problemas do Brasil, da corrupção
endêmica às mortes no trânsito, só pode começar
a ser resolvida com educação. Recursos para isso não faltam,
mas são sempre mal aplicados ou desviados.
Santo-daimeManifestações religiosas genuínas de um povo
devem ser alvo de respeito e proteção, tanto por parte de um governo
democrático, que tem por bandeira o respeito à diversidade e à
liberdade de expressão, quanto da mídia esclarecida. Lamentável a publicação da nota na seção
Datas (3 de fevereiro) que ridiculariza a nova resolução do Conad
sobre a ayahuasca. O direito à liberdade de culto e de religião
é um direito humano, e um direito garantido pela Constituição
Federal do Brasil. O processo de regulamentação do uso da ayahuasca
no Brasil é produto de um diálogo de mais de 25 anos entre governo,
pesquisadores acadêmicos e representantes dos grupos ayahuasqueiros.
Tráfico de animaisO tráfico de animais silvestres é crime e deve ser
punido energicamente. Combatê-lo, entretanto, não é a única
medida a ser adotada para protegermos nossa fauna. O fomento à criação
comercial legalizada é imprescindível quando pensamos no problema como um todo. Aves nascidas em cativeiro, em criatórios
comerciais devidamente registrados no Ibama, devem ter marcação
individual - geralmente por anilhas metálicas fechadas -, além
de documento fiscal do respectivo criatório, para que possam ser devidamente
comercializadas. A simples presença de anilha metálica, mesmo
que de tamanho correto para a espécie, não caracteriza que o animal
seja proveniente de criatório legalizado. Cabe aos órgãos
ambientais competentes tomar medidas fiscalizadoras de forma a combater a captura
de animais na natureza e punir os responsáveis.
HelibrasA respeito da nota "Uma fase acre para o PT" (Holofote,
3 de fevereiro), temos esclarecimentos da Helibras referentes ao inquérito
conduzido pela Procuradoria da República no estado do Acre sobre o contrato
de compra de helicóptero celebrado entre a empresa e o governo do estado
do Acre em 2009: 1) a Helibras prestou todas as informações solicitadas
sobre o contrato de compra e venda do helicóptero Esquilo AS 350 celebrado
entre a empresa e o governo do estado do Acre; 2) a empresa esclareceu, através
de ofício, que a variação dos valores dos contratos ocorre
em função das diferentes necessidades de cada órgão
público, e que cada processo licitatório encerra um objeto de
contratação que envolve a plataforma da aeronave mais componentes
específicos para o tipo de operação, mais serviços
que sejam requeridos, mais eventual treinamento, cujo custo depende do local
onde será realizado, do total de pilotos e mecânicos a ser treinados
etc.; 3) es-sas diferentes necessidades requeridas na licitação,
bem como o ano de aquisição das aeronaves, a lista de preços
vigente e as condições financeiras das licitações,
resultam em diferentes valores contratuais; 4) ou-tro fator que deve ser considerado
é o fato de que, nos contratos efetuados em moeda nacional, há
a influência da variação cambial; 5) nas informações
encaminhadas pela Helibras ao procurador, os equipamentos e acessórios
referentes a cada contrato foram detalhados, demonstrando que cada aeronave
licitada tinha uma configuração específica, e, desse modo,
os diferentes valores contratuais corresponderam a essa diversidade; 6) todas
as licitações de que a Helibras participou são públicas.
Os detalhes sobre as fases contratuais de concorrência ou pregão
são de conhecimento público. A compra de um helicóptero Esquilo AS 350 feita pelo governo
do Acre junto à Helibras se deu como resultado de uma licitação
em que concorreram as empresas TAM e Helibras, que venceu pelo critério
de menor preço e cumpriu o contrato de entrega do aparelho, além
de um pacote de treinamento de pilotos e mecânico, assistência técnica
e seguro. Todas as informações e documentos alusivos à
licitação foram disponibilizados para o Ministério Público
Federal. O contrato para a aquisição do helicóptero ocorreu
de forma lícita e transparente. Entendemos que o MPF tem todo o direito
de investigá-lo para que a União não venha a ser responsabilizada
por atos abusivos de autoridades que a representam. O ex-governador Jorge Viana,
que responde pela presidência do conselho administrativo da Helibras,
e não pelo seu departamento de vendas, não teve participação
no processo que resultou na compra do helicóptero. Correções: ao contrário do que informou
a nota "78% de torcedores" (Holofote, 3 de fevereiro), a desaprovação
ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é de 11% dos entrevistados em
uma pesquisa encomendada pela CBF, e não de 28%. |