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VEJA Recomenda
CINEMA Uma Noite no Museu (Night
at the Museum, Estados Unidos, 2006. Estréia
nesta sexta-feira no país) Larry (Ben Stiller) arruma emprego como
guarda-noturno no Museu de História Natural de Nova York, em substituição
aos três velhinhos que ocupavam o posto. Acha que vai ser moleza. Mas, para
sua surpresa (e pânico), descobre que, sempre que o sol se põe, todas
as peças do acervo ganham vida, do esqueleto de dinossauro aos minúsculos
personagens dos dioramas que mostram a conquista do Oeste. Os adultos podem se
queixar (com razão) do entrecho previsível e sentimental
Larry precisa provar para o filho pequeno que não é um fracassado.
Já as crianças não darão a mínima para esse
defeito, e vão se divertir muito com a realização dessa fantasia
infantil. Veja
cenas. O Planeta
Branco (La Planète Blanche,
França/Canadá, 2006. Desde sexta-feira em cartaz no país)
As comparações entre esse documentário e o também
francês A Marcha dos Pingüins são inevitáveis.
Alguns fatos, então, a respeito: esse registro da vida das espécies
árticas ameaçadas pelo aquecimento global já estava em progresso
quando aqueles adoráveis imperadores seduziram a platéia; sua narração
é bem menos melosa que a de seu "rival", e, do ponto de vista científico,
ele é um bocado mais sólido; e certamente não faltam aqui
imagens estupendas e criaturas encantadoras (como os ursos-polares) ou exóticas
(como os narvais). A voz da narração pertence ao explorador Jean-Louis
Étienne, o primeiro homem a chegar sozinho, e a pé (ou melhor, sobre
esquis), ao Pólo Norte, em 1986. LIVROS
Diários
de Viagens ao Rio de Janeiro, de Oswald Brierly
(tradução de Pedro da Cunha Menezes; Andrea Jakobsson Estúdio;
150 páginas; 49,50 reais) O viajante inglês Oswald Brierly
visitou o Brasil três vezes entre 1842 e 1867 e registrou suas impressões
em diários. Descobertas pelo diplomata Pedro da Cunha Menezes numa biblioteca
na Austrália, essas crônicas do Rio de Janeiro do século XIX
são editadas pela primeira vez. Na primeira viagem, o navio de Brierly
chega ao Rio durante o Carnaval. Nas viagens seguintes, o inglês conhece
Dom Pedro II e toma um sorvete com a Princesa Isabel. Esses preciosos registros
são complementados por desenhos e aquarelas de Brierly, um pintor especializado
em paisagens marinhas.
Hulton Archive/Getty Images  |  |
| Tolkien: as origens dos contos de fadas
| Sobre
Histórias de Fadas, de J.R.R. Tolkien
(tradução de Ronald Kyrmse; Conrad; 120 páginas; 29,90 reais)
Pela época em que começava a compor O Senhor dos Anéis,
obra-prima da fantasia no século XX, o inglês J.R.R. Tolkien
(1892-1973) escreveu um ensaio breve, mas muito penetrante, sobre os contos de
fadas. Acadêmico de Oxford, Tolkien foi buscar as origens do gênero
em fontes ancestrais como o épico Beowulf e também
examinou a relação dos contos de fadas com a obra de Shakespeare
e até com o Evangelho. Sobre Histórias de Fadas revela o
domínio que Tolkien tinha das mais diversas mitologias qualidade
que ele usou em O Senhor dos Anéis. O livro traz ainda um conto,
Folha para Niggle, sobre as dificuldades de um pintor em traduzir sua visão
artística na tela. DISCOS
AFP  |  |
| Jamiroquai: coletânea de qualidade
| High
Times: Singles 1992-2006, Jamiroquai (Sony/BMG)
A banda liderada pelo vocalista e compositor Jason Kay é daquele
tipo que lança discos "equilibrados": entre as doze faixas, três
são divinas, cinco são medianas e quatro ficam abaixo da crítica.
Esse é um problema quase totalmente superado em High Times, coletânea
com dezessete sucessos do grupo. Surgido no auge do movimento acid jazz (termo
com que os ingleses batizaram seus artistas de soul music), o Jamiroquai angariou
fãs com músicas que traziam uma influência forte do funk (caso
de When You're Gonna Learn, do álbum de estréia) e namoros
com a disco music (Little L). Em High Times, elas dividem espaço
com hits como Cosmic Girl, além das inéditas Radio
e Runaway que, para variar, são medianas. One
Day It Will Please Us to Remember Even This,
New York Dolls (Hellion) Precursor do movimento punk e há muito
finado, o New York Dolls voltou à ativa literalmente a pedidos. O grupo
surgiu em 1972, tendo como destaques o cantor David Johansen, dono de uma voz
e de uma atitude insolentes, e o guitarrista Johnny Thunders, criador de fraseados
de guitarra memoráveis. Sucesso de crítica, mas fiasco de vendas,
a banda terminou em 1977. Vinte e sete anos depois, o cantor inglês Morrissey
assumiu a curadoria de um festival de música e exigiu a presença
do quinteto. Eles retornaram aos palcos e se animaram a lançar mais um
disco. One Day não tem os riffs de Thunders, morto em 1991, mas
mostra que os Dolls ainda são bons compositores e, de quebra, aprenderam
a tocar.
| OS
MAIS VENDIDOS COMENTÁRIO
O
Afeganistão foi o grande tema editorial do ano passado. É o que
mostra a lista dos livros mais vendidos de 2006 publicada ao lado. Escrito por
um afegão radicado nos Estados Unidos, o romance O Caçador de
Pipas foi o campeão no ranking de ficção, com 610 000
exemplares comercializados. O fenômeno se estendeu também à
não-ficção. A reportagem O Livreiro de Cabul, da jornalista
norueguesa Asne Seierstad, atingiu 133 000 unidades vendidas. Só não
chegou ao topo do filão porque, segundo os números levantados por
VEJA, foi superada em pouco mais de 5 000 exemplares por outro best-seller mundial,
Marley & Eu, em que o americano John Grogan trata de sua convivência
com um cão de estimação. O ano reafirmou ainda a força
de dois pesos-pesados. O americano Dan Brown manteve seu latifúndio na
lista de ficção. Figura na lista com quatro títulos, entre
os quais O Código Da Vinci que, apesar de ter chegado às
livrarias originalmente em 2004, teve fôlego renovado pelo lançamento
em DVD do filme homônimo. Já o americano James Hunter foi o campeão
de vendas da auto-ajuda e dos livros em geral com O Monge e o
Executivo. Além de alcançar a marca de 660 000 exemplares com
a obra, vendeu outros 230 000 de Como Se Tornar um Líder Servidor,
o quarto da categoria. | |
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