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Edição 1990 . 10 de janeiro de 2007

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)


• BRASIL

Que sejam punidos
Dezessete dos 27 estados brasileiros viraram o ano com déficit de caixa. Ou seja, dezessete ex-governadores descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal. As punições previstas – e espera-se que ocorram – são pesadas em casos assim.

 

SEGURANÇA PÚBLICA

Piso mínimo nacional
Com o o.k. de Lula, a Secretaria Nacional de Segurança Pública está elaborando uma proposta para instituir um piso salarial mínimo para os policiais brasileiros. Nesse caso, o governo federal complementaria os salários pagos pelos estados até chegar ao tal piso mínimo.

O fantasma do PCC
José Serra não tem dormido tranqüilo nestes primeiros dias de governo. Desde segunda-feira passada, o PCC vem fazendo ameaças diárias de jogar bombas em locais de grande concentração popular.

 

GOVERNO

O sonho Gerdau não morreu
Não se deve descartar o empresário Jorge Gerdau no novo ministério. Lula continua querendo. E Gerdau, ainda que negue publicamente, deixou uma porta aberta nas sondagens.

Renan, o guloso
O guloso Renan Calheiros está querendo fazer de José Wanderley, vice-governador de Alagoas, o futuro ministro da Saúde. Lula resiste e desconversa. E tem garantido aos mais próximos que a vaga é de José Gomes Temporão.

O criador do PAC
Foi o marqueteiro João Santana quem batizou o pacote econômico de Lula de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

Gil, enfim, ganha carta branca


Tuca Vieira/Folha Imagem
Gilberto Gil: limpando a área

Depois de quatro anos como ministro da Cultura, Gilberto Gil finalmente assumiu o posto com plenos poderes. Quando aceitou o convite de Lula para permanecer no cargo, Gil pediu plenos poderes para formar a sua equipe. Lula topou. Em 2003, por exemplo, o ministro teve de engolir nomes impostos pela "turma da cultura" do PT. Isso explica as duas demissões anunciadas nos últimos dias, a do presidente da Funarte, Antonio Grassi, e a do secretário de Articulação Institucional, Márcio Meira – antigos militantes petistas, que, aliás, sempre ambicionaram a cadeira de Gil.

 

RIO DE JANEIRO

Linha direta
As relações entre Sérgio Cabral e o governo federal vão de vento em popa. Na semana passada, Dilma Rousseff ligou para o governador fluminense para conversar sobre duas usinas termelétricas que não conseguem sair do papel há tempos porque a liberação ambiental empacou. Vinte e quatro horas depois, a liberação saiu.

 

CÂMARA

Ajuda petista
Entre os partidários de Aldo Rebelo espalha-se a convicção de que já começou a jorrar um "arlindoduto" para facilitar a vitória de Arlindo Chinaglia na eleição para a presidência da Câmara. A liberação de emendas parlamentares seria o modo de fazer fluir esse novo duto.

 

As cidades se preparam para as Copas


Otavio Magalhaes/AE
Teixeira: assediado

Se tudo der certo, o Brasil sediará uma Copa do Mundo e meia. Explica-se: além da Copa de 2014, a Fifa promove no país-sede da competição, um ano antes, a Copa das Confederações, da qual participam as seleções campeãs continentais. É um torneio com muito dinheiro envolvido. A CBF quer os jogos de abertura e das finais divididos entre quatro grandes cidades. Uma outra cidade de porte médio sediará o sorteio das chaves em que cada seleção jogará na Copa. Na segunda-feira, Ricardo Teixeira reúne-se com Aécio Neves para tratar justamente desses assuntos.

 

ECONOMIA

Dirceu e a mamona
José Dirceu está prestando uma consultoria a Daniel Birmann, gaúcho radicado no Rio de Janeiro. Na semana passada, estiveram juntos, no Rio, tratando de negócios. Birmann, que é hoje um dos reis da mamona, o insumo básico do biodiesel, reina também em outro campo. Em 2005, bateu um recorde inusitado. Foi punido com multa de 243 milhões de reais, uma das maiores da história da CVM.

De vento em popa, mas na Argentina
As vendas da Coteminas, o maior grupo têxtil do país, cresceram mais na Argentina do que no Brasil em 2006.

O dólar como remédio
A indústria farmacêutica está sorrindo (quase) de orelha a orelha. Beneficiada pelo real valorizado, seu faturamento em dólar cresceu dois dígitos em 2006. O sorriso só não será completo porque o crescimento em unidades será de apenas 3% – nem o genérico salvou o ano.

 

SAÚDE

Golpe nas dietas fajutas
A ONU enviou no mês passado ao Brasil uma missão para apurar por que os brasileiros (mais especificamente as brasileiras) consomem tanta droga para emagrecimento. A missão reuniu-se com representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. O que mitigou a barra do Brasil foi uma coincidência: na mesma semana em que os técnicos estavam aqui, a Anvisa editou uma resolução propondo medidas mais rígidas para a produção de anorexígenos. Por exemplo: o médico que quiser prescrever esses medicamentos terá de ir mensalmente à Anvisa retirar um talonário especial, usado também para a prescrição de drogas como ópio e morfina. Além disso, ficará proibido de prescrever medicamentos como diuréticos e laxantes combinados com anorexígenos. A resolução está aberta a consulta pública até meados de fevereiro. Se entrar em vigor na forma como foi proposta, o consumo de anfetaminas para emagrecimento no Brasil deverá sofrer duro golpe.

 

SÃO PAULO

Um terreno de 180 milhões
É o negócio do ano na área imobiliária. Acaba de ser batido o martelo para a venda do terreno de 12.000 metros quadrados na esquina da Avenida Paulista com a Rua Pamplona, local da antiga mansão do conde Francisco Matarazzo, onde hoje funciona um estacionamento. Localizado numa das áreas mais valorizadas de São Paulo, o terreno estava à venda havia mais de dez anos, mas uma briga envolvendo cinco herdeiros da família Matarazzo dificultava a operação. Um grupo de empreendedores portugueses arrematou o espaço por 180 milhões de reais.

Buddha vem aí
Apesar dos conhecidos furos no casco, a Daslu movimenta-se. O complexo de consumo de alto luxo em São Paulo vai ganhar a primeira filial latino-americana do Buddha Bar, de Paris. Ela ocupará um espaço de aproximadamente 1.000 metros quadrados, na entrada do prédio, área antes ocupada por grifes como Gucci, Prada e Dolce&Gabbana, entre outras.


Com Jan Theophilo. Colaborou Ronaldo Soares

 



Foto divulgação


 
 
 
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