|
|
Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
BRASIL
Que sejam punidos
Dezessete dos 27 estados brasileiros viraram
o ano com déficit de caixa. Ou seja, dezessete ex-governadores
descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal. As punições
previstas e espera-se que ocorram são pesadas
em casos assim.
SEGURANÇA
PÚBLICA
Piso mínimo nacional
Com o o.k. de Lula, a Secretaria Nacional de
Segurança Pública está elaborando uma proposta
para instituir um piso salarial mínimo para os policiais
brasileiros. Nesse caso, o governo federal complementaria os salários
pagos pelos estados até chegar ao tal piso mínimo.
O fantasma do PCC
José Serra não tem dormido tranqüilo
nestes primeiros dias de governo. Desde segunda-feira passada, o
PCC vem fazendo ameaças diárias de jogar bombas em
locais de grande concentração popular.
GOVERNO
O sonho Gerdau não
morreu
Não se deve descartar o empresário
Jorge Gerdau no novo ministério. Lula continua querendo.
E Gerdau, ainda que negue publicamente, deixou uma porta aberta
nas sondagens.
Renan, o guloso
O guloso Renan Calheiros está querendo
fazer de José Wanderley, vice-governador de Alagoas, o futuro
ministro da Saúde. Lula resiste e desconversa. E tem garantido
aos mais próximos que a vaga é de José Gomes
Temporão.
O criador do PAC
Foi o marqueteiro João Santana quem batizou
o pacote econômico de Lula de PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento).
|
Gil, enfim, ganha carta
branca
Tuca Vieira/Folha Imagem
 |
| Gilberto Gil: limpando a área
|
Depois de quatro anos
como ministro da Cultura, Gilberto Gil finalmente assumiu
o posto com plenos poderes. Quando aceitou o convite
de Lula para permanecer no cargo, Gil pediu plenos poderes
para formar a sua equipe. Lula topou. Em 2003, por exemplo,
o ministro teve de engolir nomes impostos pela "turma
da cultura" do PT. Isso explica as duas demissões
anunciadas nos últimos dias, a do presidente
da Funarte, Antonio Grassi, e a do secretário
de Articulação Institucional, Márcio
Meira antigos militantes petistas, que, aliás,
sempre ambicionaram a cadeira de Gil.
|
|
RIO
DE JANEIRO
Linha direta
As relações entre Sérgio
Cabral e o governo federal vão de vento em popa. Na semana
passada, Dilma Rousseff ligou para o governador fluminense para
conversar sobre duas usinas termelétricas que não
conseguem sair do papel há tempos porque a liberação
ambiental empacou. Vinte e quatro horas depois, a liberação
saiu.
CÂMARA
Ajuda petista
Entre os partidários de Aldo Rebelo espalha-se
a convicção de que já começou a jorrar
um "arlindoduto" para facilitar a vitória de Arlindo Chinaglia
na eleição para a presidência da Câmara.
A liberação de emendas parlamentares seria o modo
de fazer fluir esse novo duto.
|
As cidades se preparam
para as Copas
Otavio Magalhaes/AE
 |
| Teixeira: assediado |
Se tudo der certo, o Brasil
sediará uma Copa do Mundo e meia. Explica-se:
além da Copa de 2014, a Fifa promove no país-sede
da competição, um ano antes, a Copa das
Confederações, da qual participam as seleções
campeãs continentais. É um torneio com
muito dinheiro envolvido. A CBF quer os jogos de abertura
e das finais divididos entre quatro grandes cidades.
Uma outra cidade de porte médio sediará
o sorteio das chaves em que cada seleção
jogará na Copa. Na segunda-feira, Ricardo Teixeira
reúne-se com Aécio Neves para tratar justamente
desses assuntos.
|
|
ECONOMIA
Dirceu e a mamona
José Dirceu está prestando uma
consultoria a Daniel Birmann, gaúcho radicado no Rio de Janeiro.
Na semana passada, estiveram juntos, no Rio, tratando de negócios.
Birmann, que é hoje um dos reis da mamona, o insumo básico
do biodiesel, reina também em outro campo. Em 2005, bateu
um recorde inusitado. Foi punido com multa de 243 milhões
de reais, uma das maiores da história da CVM.
De vento em popa, mas na Argentina
As vendas da Coteminas, o maior grupo têxtil
do país, cresceram mais na Argentina do que no Brasil em
2006.
O dólar como remédio
A indústria farmacêutica está
sorrindo (quase) de orelha a orelha. Beneficiada pelo real valorizado,
seu faturamento em dólar cresceu dois dígitos em 2006.
O sorriso só não será completo porque o crescimento
em unidades será de apenas 3% nem o genérico
salvou o ano.
SAÚDE
Golpe nas dietas fajutas
A ONU enviou no mês passado ao Brasil
uma missão para apurar por que os brasileiros (mais especificamente
as brasileiras) consomem tanta droga para emagrecimento. A missão
reuniu-se com representantes dos ministérios da Saúde
e da Justiça. O que mitigou a barra do Brasil foi uma coincidência:
na mesma semana em que os técnicos estavam aqui, a Anvisa
editou uma resolução propondo medidas mais rígidas
para a produção de anorexígenos. Por exemplo:
o médico que quiser prescrever esses medicamentos terá
de ir mensalmente à Anvisa retirar um talonário especial,
usado também para a prescrição de drogas como
ópio e morfina. Além disso, ficará proibido
de prescrever medicamentos como diuréticos e laxantes combinados
com anorexígenos. A resolução está aberta
a consulta pública até meados de fevereiro. Se entrar
em vigor na forma como foi proposta, o consumo de anfetaminas para
emagrecimento no Brasil deverá sofrer duro golpe.
SÃO PAULO
Um terreno de 180 milhões
É o negócio do ano na área
imobiliária. Acaba de ser batido o martelo para a venda do
terreno de 12.000 metros quadrados na esquina da Avenida Paulista
com a Rua Pamplona, local da antiga mansão do conde Francisco
Matarazzo, onde hoje funciona um estacionamento. Localizado numa
das áreas mais valorizadas de São Paulo, o terreno
estava à venda havia mais de dez anos, mas uma briga envolvendo
cinco herdeiros da família Matarazzo dificultava a operação.
Um grupo de empreendedores portugueses arrematou o espaço
por 180 milhões de reais.
Buddha vem aí
Apesar dos conhecidos furos no casco, a Daslu
movimenta-se. O complexo de consumo de alto luxo em São Paulo
vai ganhar a primeira filial latino-americana do Buddha Bar, de
Paris. Ela ocupará um espaço de aproximadamente 1.000
metros quadrados, na entrada do prédio, área antes
ocupada por grifes como Gucci, Prada e Dolce&Gabbana, entre
outras.
Com Jan Theophilo. Colaborou Ronaldo Soares
|