|
|
Cartas
 |
"Pobre homem, que, dono de incontáveis
e absurdas riquezas materiais, é tão pobre no
entendimento da vida!"
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR |
Aquecimento global
Sempre considerei essa revista
estupenda, e em 2006 vocês se superaram! Parabéns pela
edição especial e pela matéria sobre o aquecimento
global. A preservação de nosso planeta, bem como sua
rica biodiversidade, com certeza é um dos maiores desafios
da humanidade ("7 megassoluções para um megaproblema",
30 de dezembro).
Cheryl Sousa
Paraná, SC
Parabenizo a revista VEJA, que
fechou com chave de ouro o ano de 2006 com a reportagem sobre o
aquecimento global. Todos devem, a partir dela, fazer uma reflexão,
já que, de acordo com alguns estudiosos, há mais de
3.000 anos a humanidade vem se afastando das leis da natureza. Com
isso, nós nos tornamos prisioneiros da própria ambição,
destruindo o planeta e, conseqüentemente, criando desarmonia
e infelicidade para nós mesmos.
Carlos Alberto Pereira de Sousa
Teresina, PI
Se os gastos de um ano da Nasa,
da agência espacial européia, da japonesa e de outras
fossem aplicados na preservação do planeta, o efeito
estufa com certeza não seria a ameaça que é
hoje. Não que a pesquisa espacial não seja importante
e interessante, na verdade muito mais interessante do que importante,
mas é uma questão de prioridade. Os melhores cérebros
e uma astronômica cifra são aplicados em incertezas,
enquanto nossa única certeza desmorona.
Wagner Lisso
Valinhos, SP
As sete megassoluções
apresentadas por VEJA são bem ousadas. Todas envolvem questões
muito amplas e delicadas. Altera-se o meio ambiente de uma forma
para ajeitar outro problema, e, para fazer valer esses projetos,
o estudo dos impactos precisa ser priorizado. Pelo menos é
o que os ambientalistas devem fazer, apoiados pelos políticos,
que, já que se negam a frear a exploração ambiental,
poderiam pelo menos ajudar com essas implantações.
Adriano Souza Senkevics
São Paulo, SP
VEJA trouxe as mais estranhas,
porém necessárias, soluções para a situação
em que a Terra vive. A humanidade provoca alterações
climáticas no planeta com a emissão descontrolada
de gases altamente poluentes. Até há pouco tempo,
a importância dada ao tema era zero. Hoje, é claro,
as conseqüências começam a prejudicar a vida e,
em breve, o bolso das superpotências, que por enquanto em
nada ajudam a conscientizar o mundo sobre um problema tão
relevante.
Daniel Merege
Cerquilho, SP
A oitava megassolução
seriam a educação e a conscientização.
Consumimos demais. Desperdiçamos demais. Ninguém abre
mão de seus pseudoconfortos. Escola, TV e pais continuam
a formar crianças consumistas. Um padrão insustentável.
Karla Aharonian
São Paulo, SP
A proposta de substituir termelétricas
por usinas nucleares não pode avançar por uma simples
razão. Dificilmente será encontrada uma solução
aceitável para o descarte do lixo radioativo. No entanto,
com apenas 10% dos custos da construção de 300 usinas
nucleares é possível investir em pesquisa, modernização
e na eficiência das termelétricas, visando a reduzir
a produção de CO2 em aproximadamente dez
anos.
Misael Martins
Biólogo, especialista em gestão ambiental
Santo André, SP
Roberto Civita
A Carta do Editor escrita pelo
doutor Roberto Civita ("A verdadeira questão é como
fazer", 30 de dezembro) deveria ser emoldurada e enviada ao presidente
Lula, para que servisse como pauta resumida nas reuniões
com todos os ministros. Ainda que sintética, seria a base
das ações para as correções de rumo
do país. Parabéns ao presidente da Editora Abril e
editor de VEJA. Aos jornalistas que a produzem, desejo que a revista
continue ativíssima em 2007.
Edson Lobo
São Paulo, SP
Infelizmente, a maior parte do
povo brasileiro não tem consciência do que se passa
no país nem do que há de ser feito, pois o populismo
do governo federal permeia a sociedade brasileira. Quem leu o discurso
de posse do Lula e do José Serra sabe que há um grande
caminho a percorrer e uma grande diferença de rumo para um
Brasil melhor e decente. Só nos resta 2010!
Aloísio da Cunha Ramaldes
Vitória, ES
Lúcida e necessária
a Carta do Editor, do senhor Roberto Civita. Parabéns pelos
alertas e pela convocação da sociedade para a participação.
Espero que a imprensa, tão atenta aos vários fatos
e movimentos que têm afetado o nosso Brasil, utilize seus
instrumentos para socializar também as boas iniciativas que
vários órgãos públicos brasileiros têm
tomado para ajudar a construir uma nação mais forte
(em alguns casos, até na contramão da inoperância
de setores do poder central). Sem essa divulgação
mais freqüente, corremos o risco de abortar o nascimento diário
das novas gerações que acreditam e podem atuar para
que seja forjada uma nova realidade, em que o estudo, o trabalho,
a criatividade, a hospitalidade e o respeito às diferenças
sejam valores e atitudes dignos de ser cultivados.
Aluísio Alves
Uberlândia, MG
Crime no Rio
O Brasil já instituiu
a pena de morte. O governo condena pela incompetência
na segurança pública e os bandidos executam.
Só que os que morrem são inocentes ("O terror toma
conta do Rio", 30 de dezembro).
Roberto Andrade
João Pessoa, PB
Cinismo ou insensibilidade? Conformismo
ou submissão? São estarrecedores o descaso e a desfaçatez
das autoridades do Rio de Janeiro diante dos fatos graves que aconteceram
na cidade. É preciso muita insensibilidade para justificar
as palavras tranqüilizantes com que os governantes do Rio vêm
à televisão falar sobre as ocorrências. Suas
palavras foram de garantia de que os festejos do réveillon
seriam tranqüilos. Garantiram com base em quê? Depois
de sete pessoas morrerem carbonizadas dentro de um ônibus,
só o conformismo e a submissão justificariam atitudes
como essa.
Mario Augusto de Souza Gomes
Rio de Janeiro, RJ
Os ataques do crime organizado
são uma mostra da fraqueza do poder de nossas autoridades.
O governo precisa investir mais na polícia, oferecendo melhores
salários e armamento. Enquanto a polícia combate o
crime com revólver 38, o bandido está de metralhadora.
Quando os ataques foram em São Paulo, muitos criticaram o
ex-governador Geraldo Alckmin. E, agora, a culpa é de quem?
Ricardo L. Carmo
São Paulo, SP
No ano do apagão da ética
no governo federal, do apagão do ar, o desfecho ficou por
conta do apagão da segurança pública e da falta
de aptidão de algumas autoridades para solucionar um problema
que aflige a sociedade brasileira.
Joel dos Santos Pereira
João Monlevade, MG
No momento em que nem fugir podemos
mais, já que avião não decola e ônibus
e carros são queimados, só nos resta ficar em casa
vendo TV no ar condicionado, até o apagão do verão
chegar. Que o Sérgio Cabral descubra o Rio.
Otávio Grimberg
Rio de Janeiro, RJ
Apagão aéreo
Depois do apagão aéreo,
infelizmente podemos constatar que nem as rodovias, nem as ferrovias,
nem mesmo as aerovias no Brasil funcionam. Em matéria de
transporte, estamos ainda na Idade da Pedra ("Caos na terra e no
ar", 30 de dezembro).
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG
A sociedade brasileira é
vítima de um contexto permanente de dissimulações
e fraudes por parte deste governo. Agora, arrumaram o bode expiatório
para o apagão aéreo: a TAM. Claro que as práticas
comerciais adotadas pelas empresas aéreas na disputa do espólio
da Varig são selvagens e prejudicam muito o passageiro. O
velho overbooking é um desrespeito, mas jamais determinou
longos atrasos ou cancelamento em série de vôos.
Daniel Novais
Rio de Janeiro, RJ
O relatório da Anac está
procurando um culpado para sua própria incompetência.
Como seus dirigentes, eu também nada entendo de transporte
aéreo, mas é sabido que todas as companhias aéreas,
não apenas do Brasil, praticam e sempre praticaram a venda
de mais bilhetes que lugares. Por que esse problema apareceu só
agora? Pelo atraso dos vôos. É fácil imaginar
que um avião atrasado deixa passageiros esperando nos aeroportos,
e eles vão se acumulando. Ali está a raiz do problema
que os "companheiros petistas" da Anac estão tentando esconder
e procurando se eximir de responsabilidade.
Waldemar Baggio
Curitiba, PR
A pizza do dossiê
Cumprimento VEJA pela reportagem
"Vai sobrar para o mordomo" (30 de dezembro). A tentada compra,
por petistas da intimidade do presidente da República, de
declaração criminosa do chefe da quadrilha dos sanguessugas,
que implicaria no esquema os tucanos José Serra e Geraldo
Alckmin, um dos mais acintosos atentados contra a democracia brasileira,
ainda não foi deslindada pela Polícia Federal. Remanesce
sem resposta a pergunta que não pode calar: de onde veio
o dinheiro para comprar o dossiê fajuto contra os principais
adversários do presidente Lula?
Heron Garcez
São Luís, MA
O desapontamento é legítimo,
gerando grande desconforto no seio da corporação.
A produção isenta de provas exige: a adoção
do sistema de sorteio na distribuição das ocorrências,
que embasam a instauração de inquéritos; a
garantia de independência funcional para os delegados e o
afastamento da Polícia Judiciária (aquela que investiga)
do jugo do Executivo, porquanto os investigadores não podem
estar subordinados aos investigados.
Lúcia Machado Castralli
Diretora da Associação dos Delegados Federais
no Estado da Bahia
Por e-mail
É inacreditável
e repugnante constatar tamanha falta de moral e enorme covardia
dos participantes/meliantes no fajuto "dossiê", ao alegarem
desconhecimento da origem do dinheiro sujo que seria utilizado na
operação. No final, não será o mordomo
o culpado, mas o porteiro do hotel que permitiu a entrada das sacolas.
É o fim da picada!
Osmar Martins Cerioni
Jarinu, SP
Diogo Mainardi
Diogo Mainardi conseguiu, numa
única página, traçar a tortuosa trajetória
do senhor Márcio Thomaz Bastos pelo Ministério da
Justiça. É lastimável que uma personalidade
dotada de tantas virtudes jurídicas tenha manchado sua biografia
com a falta de ética na condução da pasta,
incrementando a desmoralização do governo Lula ("O
Homem do Ano", 30 de dezembro).
Elízio Nilo Caliman
Brasília, DF
Diogo Mainardi acertou em cheio
o título dado ao ministro Márcio Thomaz Bastos como
o homem do ano. Realmente o foi. Foi o verdadeiro "advogado do diabo",
pois passou o ano defendendo o Ali Babá e os 40 ladrões.
Leopoldo Buonsanti Neto
São Paulo, SP
Diogo Mainardi, o homem do ano
é você. Os leitores de VEJA foram contemplados nestes
últimos tempos com o que há de mais sórdido
na política brasileira. E a quem devemos tudo isso? A você,
que destemidamente denunciou às carradas todos os imbróglios
do PT e seu governo destrambelhado.
Izabel Avallone
São Paulo, SP
Se não houve nenhum exagero
em sua exposição e os fatos realmente são verdadeiros,
como contados, é de lamentar que um jurista ministro e defensor
da Justiça e da lei tenha se prestado tanto assim a um governo.
Carlos Eduardo Pompeu
Limeira, SP
Retrospectiva 2006
A reportagem "O dia do perdão"
(30 de dezembro) é extremamente comovente e encerra uma lição,
um caminho para os tempos em que vivemos. Revela a face cruel do
ser humano e, ao mesmo tempo, a sua outra face, que é a do
perdão. Os amish americanos já entenderam há
tempos que a verdadeira luta pela paz pressupõe a incessante
prática do perdão.
Vanderlei Verissimo de Almeida
Rio de Janeiro, RJ
Saddam Hussein
Reverenciemos e respeitemos os
parentes e amigos dos milhares de curdos assassinados com gás
mostarda, ou os cidadãos de bem metralhados, enforcados ou
trucidados pelo monstro que felizmente se foi. Esquecer a forma
como Saddam morreu é mais sensato do que discutir neste momento
direitos humanos de tiranos que nunca deveriam ter nascido ("Encontro
marcado com a forca", 20 de dezembro).
David Axelband
Rio de Janeiro, RJ
Formalmente Saddam Hussein Abd
al-Majid al-Tikriti, presidente do Iraque deposto por uma
invasão para lá de questionável, foi condenado
à morte em 5 de novembro por um tribunal iraquiano pelo massacre
de 148 xiitas na aldeia de Dujail, em 1982, o que foi considerado
crime contra a humanidade. E os outros? Inúmeros crimes contra
a humanidade são perpetrados dia após dia em todo
o globo terrestre e os facínoras que os comandam ficam absolutamente
impunes. Será que, se o Iraque produzisse banana, abobrinha
ou coco em vez de petróleo, Saddam teria subido ao patíbulo?
Márcio Assad
Lapa, PR
Nada justifica o clamor contra
a execução de Saddam, no dia 30 de dezembro. Trata-se
de incoerência, quase coletiva. Quem pode atribuir ao criminoso
Saddam a aura de "mártir", além dele próprio?
Recuso-me a sucumbir ao frágil argumento de que lhe faltaram
chances amplas de defesa. Recuso-me a dar a Hussein o título
de "o mártir de 2006". São direitos que ele próprio
negou às suas incontáveis vítimas.
Maria das Graças Targino
Teresina, PI
Golfinhos
Cetáceo não é
um gênero, mas uma grande ordem, que inclui todas as baleias
(dentadas ou não), golfinhos e afins. Golfinho-nariz-de-garrafa
é o nome que se dá a uma porção de golfinhos,
principalmente do gênero Tursiops; já o gênero
do baiji é Lipotes (espécie Lipotes vexillifer),
ou seja, eles são da mesma ordem Cetacea ,
mas de gêneros diferentes.
Flavia Regina Carvalho
Por e-mail
Genética
Muito boa a reportagem "A última
evolução" (20 de dezembro), mostrando a pesquisa sobre
a mutação que originou o gene responsável pela
capacidade de alguns seres humanos de digerir o açúcar
de leite (lactose) sem problemas. Eu gostaria de fazer uma pequena
retificação: Darwin, em sua teoria da evolução
(1858), ainda não tinha conhecimento sobre mutações.
O conhecimento e a introdução do conceito das mutações
no processo evolucionista (neodarwinismo e teoria moderna) só
aconteceu no século seguinte, graças aos trabalhos
do biólogo holandês Hugo de Vries.
Gildo Passos
Recife, PE
CORREÇÃO: Isabel
Allende é sobrinha, e não filha, de Salvador Allende
(Retrospectiva 2006 Memória).

|
BOLSAS DE ESTUDO
NA FRANÇA
A
EduFrance, agência do Ministério das Relações
Exteriores francês, escreveu à redação
para informar sobre seu programa, que em 2007 dará
prioridade aos estudantes brasileiros na concessão
de bolsas para áreas de pós-graduação
e doutorado. A oferta abrange os seguintes cursos:
EIFFEL PARA DOUTORADO
NA FRANÇA
Duração: 1 ano
Vagas: nas áreas de engenharia, ciências
exatas (física, química e matemática),
biologia, biotecnologia, meio ambiente, economia, administração,
direito, ciências políticas e relações
internacionais
EIFFEL-DOCTORAT
Duração: 1 ano
Vagas: nas áreas de engenharia, ciências
exatas (física, química e matemática),
biologia, biotecnologia, meio ambiente, economia, administração,
direito, ciências políticas e relações
internacionais
UNIVERSIDADES
DE AIX-MARSEILLE, NICE SOPHIA-ANTIPOLIS E TOULON
Duração: de 6 meses a 1 ano
Vagas: para estudantes de universidades públicas
do estado de São Paulo que já tenham concluído
o 3º ano
GRENOBLE-BRÉSIL
(EXCLUSIVO PARA BRASILEIROS)
Duração: de 1 a 2 anos
Vagas: para estudantes de universidades brasileiras
parceiras das universidades de Grenoble que já
tenham concluído três anos de estudos em
qualquer área, exceto arquitetura
INTERCÂMBIO
CAPES/BRAFITEC EM ENGENHARIA
Duração: 2 anos
Vagas: para estudantes de graduação nas
diferentes áreas da engenharia. Mais informações
no site www.edufrance.com.br
|
|
|
IMUNIZANDO OS BEBÊS
PREMATUROS
Protagonistas
da reportagem "O sublime milagre da vida" (27 de dezembro),
os bebês prematuros contarão, a partir
do mês que vem, com um calendário especial
de vacinação. "Os prematuros têm
características e necessidades especiais, como
deficiências imunológicas, e são
mais suscetíveis aos problemas respiratórios.
Portanto, afora os cuidados citados na reportagem, eles
requerem uma atenção especial em relação
às imunizações, que deve ser iniciada
ainda na maternidade", diz Isabella Ballalai, vice-presidente
da Sociedade Brasileira de Imunizações.
Assim, o calendário trará, além
das vacinas já indicadas para o primeiro ano
de vida do bebê, como contra difteria, tétano,
coqueluche, rotavírus, Haemophilus e hepatite
B, recomendações específicas quanto
às indicações, contra-indicações
e doses. "Recomendamos fortemente a vacina contra o
pneumococo e contra o vírus da gripe para pais
e pessoas que convivem com o bebê ou cuidam dele
e, após o sexto mês de vida, para ele próprio",
explica Isabella. Outra recomendação da
pediatra para reduzir a necessidade de internação
é a imunoglobulina contra o vírus respiratório
sincicial, um dos principais causadores de pneumonia
e bronquiolite em bebês prematuros. O calendário
completo será disponibilizado no site www.sbim.org.br.
|
|
|
A POLÊMICA
DOS STENTS
A reportagem "O mais simples
é o mais seguro" (27 de dezembro) causou muita
polêmica entre os médicos e deixou vários
leitores confusos. Em seus enunciados principais, condena-se
o uso dos stents com medicamentos para a desobstrução
de artérias coronárias. Ao longo do texto,
no entanto, essa condenação é atenuada
em alguns momentos. Para que não restem dúvidas
sobre o assunto, devem-se esclarecer algumas questões.
Formalmente, os stents farmacológicos são
indicados para pacientes diabéticos e para portadores
de lesões arteriais simples, com obstruções
únicas e localizadas em vasos com diâmetro
inferior a 2,5 milímetros. Em 60% dos casos,
porém, eles são usados por doentes com
problemas mais graves, como os que apresentam várias
artérias entupidas. Em setembro passado, dois
estudos apresentados no Congresso Mundial de Cardiologia
sugeriram que os stents farmacológicos oferecem
um risco maior de formação de coágulos
se comparados aos stents convencionais (sem medicamentos).
Esses trabalhos são metanálises de outras
pesquisas, cujos resultados variam conforme a metodologia
utilizada numa barafunda de números. Diante
da inquietude gerada por esses estudos, a FDA, a agência
americana de controle de remédios, convocou um
painel de consultores para debater o assunto. Os especialistas
concluíram que, com os dados disponíveis
até agora, nada justifica a suspensão
do uso dos stents farmacológicos. Eles alertaram,
no entanto, para a necessidade de estudos controlados
mais amplos sobre a segurança e a eficácia
dos dispositivos em relação a outros métodos
de desobstrução arterial. Os consultores
da FDA advertiram também que, no primeiro ano
depois da implantação do stent farmacológico,
os pacientes devem ser tratados com medicamentos antitrombóticos,
que diminuem o risco de formação de coágulos.
|
|
|