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Edição 1990 . 10 de janeiro de 2007

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Pobre homem, que, dono de incontáveis e absurdas riquezas materiais, é tão pobre no entendimento da vida!"
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR

 

Aquecimento global

Sempre considerei essa revista estupenda, e em 2006 vocês se superaram! Parabéns pela edição especial e pela matéria sobre o aquecimento global. A preservação de nosso planeta, bem como sua rica biodiversidade, com certeza é um dos maiores desafios da humanidade ("7 megassoluções para um megaproblema", 30 de dezembro).
Cheryl Sousa
Paraná, SC  

Parabenizo a revista VEJA, que fechou com chave de ouro o ano de 2006 com a reportagem sobre o aquecimento global. Todos devem, a partir dela, fazer uma reflexão, já que, de acordo com alguns estudiosos, há mais de 3.000 anos a humanidade vem se afastando das leis da natureza. Com isso, nós nos tornamos prisioneiros da própria ambição, destruindo o planeta e, conseqüentemente, criando desarmonia e infelicidade para nós mesmos.
Carlos Alberto Pereira de Sousa
Teresina, PI  

Se os gastos de um ano da Nasa, da agência espacial européia, da japonesa e de outras fossem aplicados na preservação do planeta, o efeito estufa com certeza não seria a ameaça que é hoje. Não que a pesquisa espacial não seja importante e interessante, na verdade muito mais interessante do que importante, mas é uma questão de prioridade. Os melhores cérebros e uma astronômica cifra são aplicados em incertezas, enquanto nossa única certeza desmorona.
Wagner Lisso
Valinhos, SP  

As sete megassoluções apresentadas por VEJA são bem ousadas. Todas envolvem questões muito amplas e delicadas. Altera-se o meio ambiente de uma forma para ajeitar outro problema, e, para fazer valer esses projetos, o estudo dos impactos precisa ser priorizado. Pelo menos é o que os ambientalistas devem fazer, apoiados pelos políticos, que, já que se negam a frear a exploração ambiental, poderiam pelo menos ajudar com essas implantações.
Adriano Souza Senkevics
São Paulo, SP  

VEJA trouxe as mais estranhas, porém necessárias, soluções para a situação em que a Terra vive. A humanidade provoca alterações climáticas no planeta com a emissão descontrolada de gases altamente poluentes. Até há pouco tempo, a importância dada ao tema era zero. Hoje, é claro, as conseqüências começam a prejudicar a vida e, em breve, o bolso das superpotências, que por enquanto em nada ajudam a conscientizar o mundo sobre um problema tão relevante.
Daniel Merege
Cerquilho, SP  

A oitava megassolução seriam a educação e a conscientização. Consumimos demais. Desperdiçamos demais. Ninguém abre mão de seus pseudoconfortos. Escola, TV e pais continuam a formar crianças consumistas. Um padrão insustentável.
Karla Aharonian
São Paulo, SP  

A proposta de substituir termelétricas por usinas nucleares não pode avançar por uma simples razão. Dificilmente será encontrada uma solução aceitável para o descarte do lixo radioativo. No entanto, com apenas 10% dos custos da construção de 300 usinas nucleares é possível investir em pesquisa, modernização e na eficiência das termelétricas, visando a reduzir a produção de CO2 em aproximadamente dez anos.
Misael Martins
Biólogo, especialista em gestão ambiental
Santo André, SP

 

Roberto Civita

A Carta do Editor escrita pelo doutor Roberto Civita ("A verdadeira questão é como fazer", 30 de dezembro) deveria ser emoldurada e enviada ao presidente Lula, para que servisse como pauta resumida nas reuniões com todos os ministros. Ainda que sintética, seria a base das ações para as correções de rumo do país. Parabéns ao presidente da Editora Abril e editor de VEJA. Aos jornalistas que a produzem, desejo que a revista continue ativíssima em 2007.
Edson Lobo
São Paulo, SP

Infelizmente, a maior parte do povo brasileiro não tem consciência do que se passa no país nem do que há de ser feito, pois o populismo do governo federal permeia a sociedade brasileira. Quem leu o discurso de posse do Lula e do José Serra sabe que há um grande caminho a percorrer e uma grande diferença de rumo para um Brasil melhor e decente. Só nos resta 2010!
Aloísio da Cunha Ramaldes
Vitória, ES

Lúcida e necessária a Carta do Editor, do senhor Roberto Civita. Parabéns pelos alertas e pela convocação da sociedade para a participação. Espero que a imprensa, tão atenta aos vários fatos e movimentos que têm afetado o nosso Brasil, utilize seus instrumentos para socializar também as boas iniciativas que vários órgãos públicos brasileiros têm tomado para ajudar a construir uma nação mais forte (em alguns casos, até na contramão da inoperância de setores do poder central). Sem essa divulgação mais freqüente, corremos o risco de abortar o nascimento diário das novas gerações que acreditam e podem atuar para que seja forjada uma nova realidade, em que o estudo, o trabalho, a criatividade, a hospitalidade e o respeito às diferenças sejam valores e atitudes dignos de ser cultivados.
Aluísio Alves
Uberlândia, MG

 

Crime no Rio

O Brasil já instituiu a pena de morte. O governo condena – pela incompetência na segurança pública – e os bandidos executam. Só que os que morrem são inocentes ("O terror toma conta do Rio", 30 de dezembro).
Roberto Andrade
João Pessoa, PB  

Cinismo ou insensibilidade? Conformismo ou submissão? São estarrecedores o descaso e a desfaçatez das autoridades do Rio de Janeiro diante dos fatos graves que aconteceram na cidade. É preciso muita insensibilidade para justificar as palavras tranqüilizantes com que os governantes do Rio vêm à televisão falar sobre as ocorrências. Suas palavras foram de garantia de que os festejos do réveillon seriam tranqüilos. Garantiram com base em quê? Depois de sete pessoas morrerem carbonizadas dentro de um ônibus, só o conformismo e a submissão justificariam atitudes como essa.
Mario Augusto de Souza Gomes
Rio de Janeiro, RJ  

Os ataques do crime organizado são uma mostra da fraqueza do poder de nossas autoridades. O governo precisa investir mais na polícia, oferecendo melhores salários e armamento. Enquanto a polícia combate o crime com revólver 38, o bandido está de metralhadora. Quando os ataques foram em São Paulo, muitos criticaram o ex-governador Geraldo Alckmin. E, agora, a culpa é de quem?
Ricardo L. Carmo
São Paulo, SP  

No ano do apagão da ética no governo federal, do apagão do ar, o desfecho ficou por conta do apagão da segurança pública e da falta de aptidão de algumas autoridades para solucionar um problema que aflige a sociedade brasileira.
Joel dos Santos Pereira
João Monlevade, MG

No momento em que nem fugir podemos mais, já que avião não decola e ônibus e carros são queimados, só nos resta ficar em casa vendo TV no ar condicionado, até o apagão do verão chegar. Que o Sérgio Cabral descubra o Rio.
Otávio Grimberg

Rio de Janeiro, RJ

 

Apagão aéreo

Depois do apagão aéreo, infelizmente podemos constatar que nem as rodovias, nem as ferrovias, nem mesmo as aerovias no Brasil funcionam. Em matéria de transporte, estamos ainda na Idade da Pedra ("Caos na terra e no ar", 30 de dezembro).
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG  

A sociedade brasileira é vítima de um contexto permanente de dissimulações e fraudes por parte deste governo. Agora, arrumaram o bode expiatório para o apagão aéreo: a TAM. Claro que as práticas comerciais adotadas pelas empresas aéreas na disputa do espólio da Varig são selvagens e prejudicam muito o passageiro. O velho overbooking é um desrespeito, mas jamais determinou longos atrasos ou cancelamento em série de vôos.
Daniel Novais
Rio de Janeiro, RJ

O relatório da Anac está procurando um culpado para sua própria incompetência. Como seus dirigentes, eu também nada entendo de transporte aéreo, mas é sabido que todas as companhias aéreas, não apenas do Brasil, praticam e sempre praticaram a venda de mais bilhetes que lugares. Por que esse problema apareceu só agora? Pelo atraso dos vôos. É fácil imaginar que um avião atrasado deixa passageiros esperando nos aeroportos, e eles vão se acumulando. Ali está a raiz do problema que os "companheiros petistas" da Anac estão tentando esconder e procurando se eximir de responsabilidade.
Waldemar Baggio
Curitiba, PR

 

A pizza do dossiê

Cumprimento VEJA pela reportagem "Vai sobrar para o mordomo" (30 de dezembro). A tentada compra, por petistas da intimidade do presidente da República, de declaração criminosa do chefe da quadrilha dos sanguessugas, que implicaria no esquema os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, um dos mais acintosos atentados contra a democracia brasileira, ainda não foi deslindada pela Polícia Federal. Remanesce sem resposta a pergunta que não pode calar: de onde veio o dinheiro para comprar o dossiê fajuto contra os principais adversários do presidente Lula?
Heron Garcez
São Luís, MA

O desapontamento é legítimo, gerando grande desconforto no seio da corporação. A produção isenta de provas exige: a adoção do sistema de sorteio na distribuição das ocorrências, que embasam a instauração de inquéritos; a garantia de independência funcional para os delegados e o afastamento da Polícia Judiciária (aquela que investiga) do jugo do Executivo, porquanto os investigadores não podem estar subordinados aos investigados.
Lúcia Machado Castralli
Diretora da Associação dos Delegados Federais no Estado da Bahia
Por e-mail

É inacreditável e repugnante constatar tamanha falta de moral e enorme covardia dos participantes/meliantes no fajuto "dossiê", ao alegarem desconhecimento da origem do dinheiro sujo que seria utilizado na operação. No final, não será o mordomo o culpado, mas o porteiro do hotel que permitiu a entrada das sacolas. É o fim da picada!
Osmar Martins Cerioni
Jarinu, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi conseguiu, numa única página, traçar a tortuosa trajetória do senhor Márcio Thomaz Bastos pelo Ministério da Justiça. É lastimável que uma personalidade dotada de tantas virtudes jurídicas tenha manchado sua biografia com a falta de ética na condução da pasta, incrementando a desmoralização do governo Lula ("O Homem do Ano", 30 de dezembro).
Elízio Nilo Caliman
Brasília, DF  

Diogo Mainardi acertou em cheio o título dado ao ministro Márcio Thomaz Bastos como o homem do ano. Realmente o foi. Foi o verdadeiro "advogado do diabo", pois passou o ano defendendo o Ali Babá e os 40 ladrões.
Leopoldo Buonsanti Neto
São Paulo, SP

Diogo Mainardi, o homem do ano é você. Os leitores de VEJA foram contemplados nestes últimos tempos com o que há de mais sórdido na política brasileira. E a quem devemos tudo isso? A você, que destemidamente denunciou às carradas todos os imbróglios do PT e seu governo destrambelhado.
Izabel Avallone
São Paulo, SP  

Se não houve nenhum exagero em sua exposição e os fatos realmente são verdadeiros, como contados, é de lamentar que um jurista ministro e defensor da Justiça e da lei tenha se prestado tanto assim a um governo.
Carlos Eduardo Pompeu
Limeira, SP

 

Retrospectiva 2006

A reportagem "O dia do perdão" (30 de dezembro) é extremamente comovente e encerra uma lição, um caminho para os tempos em que vivemos. Revela a face cruel do ser humano e, ao mesmo tempo, a sua outra face, que é a do perdão. Os amish americanos já entenderam há tempos que a verdadeira luta pela paz pressupõe a incessante prática do perdão.
Vanderlei Verissimo de Almeida
Rio de Janeiro, RJ

 

Saddam Hussein

Reverenciemos e respeitemos os parentes e amigos dos milhares de curdos assassinados com gás mostarda, ou os cidadãos de bem metralhados, enforcados ou trucidados pelo monstro que felizmente se foi. Esquecer a forma como Saddam morreu é mais sensato do que discutir neste momento direitos humanos de tiranos que nunca deveriam ter nascido ("Encontro marcado com a forca", 20 de dezembro).
David Axelband
Rio de Janeiro, RJ  

Formalmente Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti, presidente do Iraque deposto por uma invasão para lá de questionável, foi condenado à morte em 5 de novembro por um tribunal iraquiano pelo massacre de 148 xiitas na aldeia de Dujail, em 1982, o que foi considerado crime contra a humanidade. E os outros? Inúmeros crimes contra a humanidade são perpetrados dia após dia em todo o globo terrestre e os facínoras que os comandam ficam absolutamente impunes. Será que, se o Iraque produzisse banana, abobrinha ou coco em vez de petróleo, Saddam teria subido ao patíbulo?
Márcio Assad
Lapa, PR

Nada justifica o clamor contra a execução de Saddam, no dia 30 de dezembro. Trata-se de incoerência, quase coletiva. Quem pode atribuir ao criminoso Saddam a aura de "mártir", além dele próprio? Recuso-me a sucumbir ao frágil argumento de que lhe faltaram chances amplas de defesa. Recuso-me a dar a Hussein o título de "o mártir de 2006". São direitos que ele próprio negou às suas incontáveis vítimas.
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

 

Golfinhos

Cetáceo não é um gênero, mas uma grande ordem, que inclui todas as baleias (dentadas ou não), golfinhos e afins. Golfinho-nariz-de-garrafa é o nome que se dá a uma porção de golfinhos, principalmente do gênero Tursiops; já o gênero do baiji é Lipotes (espécie Lipotes vexillifer), ou seja, eles são da mesma ordem – Cetacea –, mas de gêneros diferentes.
Flavia Regina Carvalho
Por e-mail

 

Genética

Muito boa a reportagem "A última evolução" (20 de dezembro), mostrando a pesquisa sobre a mutação que originou o gene responsável pela capacidade de alguns seres humanos de digerir o açúcar de leite (lactose) sem problemas. Eu gostaria de fazer uma pequena retificação: Darwin, em sua teoria da evolução (1858), ainda não tinha conhecimento sobre mutações. O conhecimento e a introdução do conceito das mutações no processo evolucionista (neodarwinismo e teoria moderna) só aconteceu no século seguinte, graças aos trabalhos do biólogo holandês Hugo de Vries.
Gildo Passos

Recife, PE

 

CORREÇÃO: Isabel Allende é sobrinha, e não filha, de Salvador Allende (Retrospectiva 2006 – Memória).

 



 

BOLSAS DE ESTUDO NA FRANÇA

A EduFrance, agência do Ministério das Relações Exteriores francês, escreveu à redação para informar sobre seu programa, que em 2007 dará prioridade aos estudantes brasileiros na concessão de bolsas para áreas de pós-graduação e doutorado. A oferta abrange os seguintes cursos:  

EIFFEL PARA DOUTORADO NA FRANÇA
Duração: 1 ano
Vagas: nas áreas de engenharia, ciências exatas (física, química e matemática), biologia, biotecnologia, meio ambiente, economia, administração, direito, ciências políticas e relações internacionais

EIFFEL-DOCTORAT
Duração: 1 ano
Vagas: nas áreas de engenharia, ciências exatas (física, química e matemática), biologia, biotecnologia, meio ambiente, economia, administração, direito, ciências políticas e relações internacionais

UNIVERSIDADES DE AIX-MARSEILLE, NICE SOPHIA-ANTIPOLIS E TOULON
Duração: de 6 meses a 1 ano
Vagas: para estudantes de universidades públicas do estado de São Paulo que já tenham concluído o 3º ano  

GRENOBLE-BRÉSIL (EXCLUSIVO PARA BRASILEIROS)
Duração: de 1 a 2 anos
Vagas: para estudantes de universidades brasileiras parceiras das universidades de Grenoble que já tenham concluído três anos de estudos em qualquer área, exceto arquitetura  

INTERCÂMBIO CAPES/BRAFITEC EM ENGENHARIA
Duração: 2 anos
Vagas: para estudantes de graduação nas diferentes áreas da engenharia. Mais informações no site www.edufrance.com.br



IMUNIZANDO OS BEBÊS PREMATUROS

Protagonistas da reportagem "O sublime milagre da vida" (27 de dezembro), os bebês prematuros contarão, a partir do mês que vem, com um calendário especial de vacinação. "Os prematuros têm características e necessidades especiais, como deficiências imunológicas, e são mais suscetíveis aos problemas respiratórios. Portanto, afora os cuidados citados na reportagem, eles requerem uma atenção especial em relação às imunizações, que deve ser iniciada ainda na maternidade", diz Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Assim, o calendário trará, além das vacinas já indicadas para o primeiro ano de vida do bebê, como contra difteria, tétano, coqueluche, rotavírus, Haemophilus e hepatite B, recomendações específicas quanto às indicações, contra-indicações e doses. "Recomendamos fortemente a vacina contra o pneumococo e contra o vírus da gripe para pais e pessoas que convivem com o bebê ou cuidam dele e, após o sexto mês de vida, para ele próprio", explica Isabella. Outra recomendação da pediatra para reduzir a necessidade de internação é a imunoglobulina contra o vírus respiratório sincicial, um dos principais causadores de pneumonia e bronquiolite em bebês prematuros. O calendário completo será disponibilizado no site www.sbim.org.br.



A POLÊMICA DOS STENTS

A reportagem "O mais simples é o mais seguro" (27 de dezembro) causou muita polêmica entre os médicos e deixou vários leitores confusos. Em seus enunciados principais, condena-se o uso dos stents com medicamentos para a desobstrução de artérias coronárias. Ao longo do texto, no entanto, essa condenação é atenuada em alguns momentos. Para que não restem dúvidas sobre o assunto, devem-se esclarecer algumas questões. Formalmente, os stents farmacológicos são indicados para pacientes diabéticos e para portadores de lesões arteriais simples, com obstruções únicas e localizadas em vasos com diâmetro inferior a 2,5 milímetros. Em 60% dos casos, porém, eles são usados por doentes com problemas mais graves, como os que apresentam várias artérias entupidas. Em setembro passado, dois estudos apresentados no Congresso Mundial de Cardiologia sugeriram que os stents farmacológicos oferecem um risco maior de formação de coágulos se comparados aos stents convencionais (sem medicamentos). Esses trabalhos são metanálises de outras pesquisas, cujos resultados variam conforme a metodologia utilizada – numa barafunda de números. Diante da inquietude gerada por esses estudos, a FDA, a agência americana de controle de remédios, convocou um painel de consultores para debater o assunto. Os especialistas concluíram que, com os dados disponíveis até agora, nada justifica a suspensão do uso dos stents farmacológicos. Eles alertaram, no entanto, para a necessidade de estudos controlados mais amplos sobre a segurança e a eficácia dos dispositivos em relação a outros métodos de desobstrução arterial. Os consultores da FDA advertiram também que, no primeiro ano depois da implantação do stent farmacológico, os pacientes devem ser tratados com medicamentos antitrombóticos, que diminuem o risco de formação de coágulos.

 
 
 
 
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