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Lauro Jardim

. EDUCAÇÃO

Te cuida, Di Genio

Ronald Levinsohn, que depois de quebrar espetacularmente a caderneta de poupança Delfim nos anos 80 virou uma espécie de imperador do ensino universitário privado no Rio de Janeiro na década seguinte, vai puxar briga em território alheio – mais especificamente São Paulo, a base de João Carlos Di Genio, o maior empresário do setor de ensino do país. Abre neste ano uma universidade em São José dos Campos.

 

O suspense de FHC

Ricardo Stuckert

Celso Lafer: praticamente certo como chanceler


De zero a dez, as chances de Celso Lafer substituir Luiz Felipe Lampreia no Ministério das Relações Exteriores chegam a nove. Mas FHC resolveu que só anuncia oficialmente o nome de Lafer no fim do mês, quando retorna de um giro de quase dez dias pelo Oriente. Até lá, vai deixar a turma do Itamaraty nervosa com a estudada indefinição.

 

POLÍTICA

Aflição

Gente grande no Palácio do Planalto, com acesso direto a FHC, avisa aos políticos ansiosos: a reforma ministerial virá, como na música de Tom Jobim, junto com as águas de março, fechando o verão.

Falando grosso

Jaime Lerner vai assumir sua porção candidato a presidente da República nesta semana, numa reunião de prefeitos nordestinos no Recife. Quem sempre viu em Lerner um político tranqüilão, incapaz de ataques mais inflamados, não perde por esperar. No cardápio do discurso que fará, estão encaixadas críticas violentas ao PT. Ao fundo, as palmas de Marco Maciel.

Vai sair da toca

.ECONOMIA

Vida longa às intervenções

O ministro Waldeck Ornélas não tem nenhuma pressa para que as intervenções nos fundos de pensão acabem logo. Especialmente na Previ – ali o interventor vai ficar muito mais tempo do que imagina a atual diretoria, investigando muito mais negócios do que se supunha de início.

Sede de água

Nunca se bebeu tanta água no país – engarrafada, não do filtro. O velho e bom hábito de beber água sofisticou-se. A venda de água mineral bateu a marca de 1 bilhão de litros em 2000. É praticamente o dobro do que se consumia há apenas quatro anos.

"Estágio" (bem) remunerado

A sucessão na Alcoa, um dos maiores produtores de alumínio do Brasil, já está encaminhada. A empresa levou o executivo Marc Pereira, ex-número 1 da Eletropaulo, para assumir o cargo de vice-presidente de operações. Na verdade, ele ficará uns seis meses no posto inteirando-se da companhia para, então, assumir o lugar do atual presidente, Adjarma Azevedo. Ou seja, está aquecendo as turbinas, numa espécie de estágio bem remuneradíssimo. O salário de presidente da Alcoa é coisa para 1,5 milhão de dólares por ano.

Pé no freio

Surtiu efeito a choradeira da indústria contra o aumento no preço do gás natural, que subiu 13% no primeiro dia do ano. O ministro Rodolpho Tourinho mandou a Petrobras reunir-se novamente com os distribuidores para rever o porcentual do reajuste. Para baixo, claro.

Boa vida na Coca-Cola

Desde o ano passado, não se trabalha de terno e gravata na Coca-Cola do Brasil. Tudo bem, várias empresas já fazem a mesma coisa. Mas desta vez o departamento de recursos humanos da empresa entornou o balde. A partir deste mês, o expediente às sextas-feiras termina às 13 horas. Se a moda pega...

 

PETRÓLEO

Papéis trocados?

As aparências, nunca é demais repetir, enganam. Para aprovar a desastrada tentativa de troca de nome da Petrobras para o ridículo PetroBrax houve uma votação no conselho de administração da estatal. Ali, Francisco Gros, ex-diretor do Morgan Stanley e geralmente identificado com a globalização, votou contra a mudança. Já o general Zenildo de Lucena, ex-ministro do Exército e apontado como nacionalista até a medula, deu seu o.k. ao sufixo "brax".

Aliás...

Na semana passada, um alegre e barulhento grupo de mexicanos desembarcou de um ônibus de turismo na Praça Veneza, em Roma. Nas laterais do veículo, pintado em letras azuis, estava escrito o nome da empresa de turismo – Petrobrax. Sim, alguém já teve essa má idéia antes dos gênios do marketing da Petrobras.

 

CIGARRO

Será que elas vão bater de frente?

As concorrentes Souza Cruz e Philip Morris estão em plena discussão sobre um assunto-chave para as duas: os prós e os contras de entrar no STF com uma ação de inconstitucionalidade da Lei Serra, a que proibiu a propaganda de cigarros.

 

TELEVISÃO

Preocupação real

Sexo ou violência? O que incomoda mais os brasileiros na programação das TVs em relação à formação de seus filhos? O Ipespe fez essa pergunta a quem tem filhos de até 10 anos de idade, numa pesquisa nacional recém-concluída. "Sexo e violência, igualmente", foi a opção respondida por 37% dos pais. Em seguida, vieram "cenas de violência" (31%) e "cenas de sexo" (10%). Apenas 3% dos pais afirmam não se importar com o tema.

 
Luizinho Coruja
Robson de Freitas
Silvio: cadê o sorriso? Marinho: mais audiência

Cresce a distância entre Globo e SBT

A guerra pela audiência no ano 2000 deu a Silvio Santos o sucesso do Show do Milhão, mas em geral o SBT não apresentou motivos para o homem-sorriso soltar suas agudas gargalhadas. Mesmo com notórias dificuldades em alguns horários, o ibope da Globo encorpou entre 6 da tarde e meia-noite – o horário nobre – enquanto os números do SBT emagreceram. Em São Paulo, disparado o maior e mais competitivo mercado do país, a emissora de Roberto Marinho fechou o ano com a média de 33 pontos, contra 31 alcançados em 1999. No mesmo período, o SBT caiu de 16 pontos para 14. Computando-se a audiência da manhã à noite, a Globo manteve-se estável (20 pontos) e o SBT, novamente, perdeu musculatura (tinha 11 e ficou com 10).

Colaborou: Ronaldo França

 


Foto Kiko Ferrite

 

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