297 vítimas
Médico
inglês pode ter eliminado
mais pacientes
Pode
chegar a 297 o número de mulheres mortas pelo médico
inglês Harold Shipman, 55 anos, condenado à prisão
perpétua em janeiro de 2000 pelo assassinato de quinze pacientes,
todas mulheres. A contabilidade macabra é de um relatório
divulgado pelo governo da Inglaterra, sexta-feira, em Londres. Com
base nas fichas encontradas no consultório dele, em Manchester,
os médicos Liam Donaldson e Richard Baker, da Universidade
de Leicester, identificaram um padrão similar para dezenas
de casos. A maioria ocorreu à tarde, na própria casa
das pacientes, e as vítimas eram principalmente mulheres
idosas e solitárias, com idade entre 75 e 84 anos. Shipman
costumava injetar uma overdose de heroína. Suas atividades
passaram despercebidas por muito tempo, até que em 1998 uma
herança deixada para ele por uma das vítimas, de 81
anos, levantou suspeitas. Descobriu-se que o médico falsificara
o testamento. Se matou mesmo todas essas mulheres, ele supera seu
famoso compatriota Jack, o Estripador, tornando-se o maior assassino
em série da Inglaterra e o segundo maior do mundo no século
XX. O recorde fica ainda com Pedro Armando Lopez, o Monstro dos
Andes, com 300 jovens mortas na Colômbia, no Peru e no Equador.
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