Quando 10 - 7 = 4
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Exame da OAB registra maior reprovação da história
Bacharéis em direito prestam exame da OAB em São Paulo (Roberto Assunção/Folhapress)
Em julho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) revelou dados assustadores relativos a seu exame, que habilita bacharéis em direito a exercer a advocacia. Apenas 9,74% dos participantes da prova realizada em dezembro do ano anterior foram aprovados na avaliação – havia 116.000 inscritos. Curiosamente, os treineiros – estudantes do último ano da graduação – obtiveram desempenho superior ao dos diplomados. Especialistas acreditam que os maus resultados estão associados à má qualidade da educação básica e do ensino superior, à falta de dedicação dos alunos e à abertura indiscriminada de faculdades de direito.
Leia a reportagem completa: OAB reprova nove em cada dez bacharéis em exame
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Exame da OAB registra maior reprovação da história
Bacharéis em direito prestam exame da OAB em São Paulo (Roberto Assunção/Folhapress)
Em julho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) revelou dados assustadores relativos a seu exame, que habilita bacharéis em direito a exercer a advocacia. Apenas 9,74% dos participantes da prova realizada em dezembro do ano anterior foram aprovados na avaliação – havia 116.000 inscritos. Curiosamente, os treineiros – estudantes do último ano da graduação – obtiveram desempenho superior ao dos diplomados. Especialistas acreditam que os maus resultados estão associados à má qualidade da educação básica e do ensino superior, à falta de dedicação dos alunos e à abertura indiscriminada de faculdades de direito.
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10 - 7 = 4, segundo livro do MEC
Livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, que atendem 1,3 mi alunos (Tiago Lubambo)
Em junho, veio à tona uma notícia aterradora: o Ministério da Educação distribuíra, pelas escolas públicas da zona rural do país, livros com erros graves. Cerca de 200.000 unidades de um título da coleção Escola Ativa "ensinavam" a seguinte equação elementar: 10 - 7 = 4. Descoberto o problema, um grupo de especialistas contratados pelo MEC julgou as falhas tão graves, grosseiras e numerosas que determinou o recolhimento da obra. O MEC pagou 13,6 milhões de reais pelos exemplares.
Leia a reportagem completa: MEC gasta R$ 13 mi com livros que trazem erros graves
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As lições do livro que desensina
Capa do livro 'Por Uma Vida Melhor' (Reprodução)
O Ministério da Educação (MEC) voltou a mostrar descuido com o material didático que distribui – e custeia – no episódio do livro Por Uma Vida Melhor, elaborado a várias mãos pela ONG Ação Educativa e distribuída a 4.236 cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) espalhados pelo país. Em lugar de apresentar aos estudantes as formas corretas de uso da língua portuguesa, a obra defendia como aceitável o uso de variações linguísticas como "os peixe". Pior: orientava o professor dizer ao aluno que o único problema de optar por aquelas construções gramaticalmente incorretas é que o estudante poderia ser vítima de proconceito. "A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio", desensinava trecho do livro. Em entrevista a VEJA.com, Ataliba de Castilho, linguista da USP, sintetizou o problema. "É preciso esclarecer que a sociolinguística não defende que a norma culta seja renegada pelas escolas."
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Kit gay
Presidente Dilma Roussef pede a Fernando Haddad (foto), ministro da Educação, para suspender a distribuição de cartilhas (Vanessa Carvalho/News Free/Folhapress)
A presidente Dilma Roussef decidiu em maio cancelar a distribuição do chamado "kit gay" pelas escolas do Brasil. Elaborado por organizações não-governamentais em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a cartilha, com material impresso e eletrônico, tinha como objetivo combater o preconceito contra homossexuais. Dilma temeu que a repercussão do caso – principalmente entre as bancadas católicas e evangélicas do Congresso, que ameaçaram uma espécie de rebelião contra o Planalto – atrapalhasse a coesão da base aliada do governo. Política à parte, a qualidade da tal cartilha era muito baixa.
Leia a reportagem completa: Dilma cancela distribuição de 'kit gay' a escolas
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Vazamento no Sisu
Fernando Haddad, ministro da Educação, fala sobre as falhas no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Em janeiro, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do governo federal que escolhe candidatos para mais de 83.000 vagas em instituições de ensino superior, apresentou problemas graves. Estudantes que recorriam à sua página na internet para conferir notas, uma informação privada, tiveram acesso às informações dos demais. O Ministério da Educação (MEC) admitiu a falha. E a Justiça teve de intervir, prorrogando, em alguns dias, o prazo para inscrições dos estudantes no sistema.
Leia a reportagem completa: Dados voltam a vazar no site do Sisu. MEC admite a falha
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Inep fora do ar
Então presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto explica falhas no sistema do Enem
Além dos vários problemas na realização do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem deu dor de cabeça aos participantes também na hora de apresentar resultados. Em janeiro, os participantes da avaliação federal enfrentaram dificuldades para conferir suas notas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia responsável pelo Enem. O primeiro problema impedia estudantes de recuperar a senha de acesso ao sistema. Leitores do site de VEJA apontaram outro problema: a anulação das provas do segundo dia de avaliação.
Leia a reportagem completa em: Estudantes têm problemas para conferir nota do Enem