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Home  »  Revistas  »  Edição 2142 / 9 de dezembro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Assuntos mais comentados
Mensalão no Distrito Federal - 49
Dossiê Polícia - 26
Autoajuda (capa) - 22
Diogo Mainardi - 17
Lya Luft - 11

 

Autoajuda

"Mais um tabu derrubado por VEJA. Os livros de autoajuda são muito valiosos para levantar a autoestima das pessoas nesta sociedade tão materialista e egoísta."
Jorge J. Wagner
Ribeirão Preto, SP

Lailson Santos
Autoajuda nefasta
Betty Milan, psicanalista: "Esses livros são úteis quando tratam de temas como saúde e envelhecimento, porque trazem informações objetivas. Mas, quando lidam com problemas sentimentais, podem ser até nefastos. Nesses assuntos, a regra geral é a pior coisa que pode existir".


No meu cotidiano tenho percebido que as pessoas raramente aceitam palpites, venham de quem vierem. Entretanto, os livros de autoajuda (que não deixam, também, de ser palpites) estão cada vez mais disseminados. Será que as pessoas estão perdendo a confiança no próximo? Ou vivemos numa sociedade que nos cobra tanto que temos vergonha de admitir nossa fragilidade cara a cara? Ou estamos, realmente, nos tornando ilhas? Só queria entender ("Nas asas da autoajuda", 2 de dezembro).
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso
Bauru, SP

A autoajuda não teria a importância que tem se os seus "seguidores" acreditassem mais em sua força interior, em sua capacidade de romper barreiras "impostas" e previamente determinadas. Quando o homem acredita que é Deus, todos o enxergam como um Deus. Assim, simples. Somos o reflexo de nós mesmos; o reflexo daquilo em que acreditamos e que desejamos.
Mirna Machado
Atibaia, SP

O que mudou tanto no interior das pessoas? Antigamente não havia livros de autoajuda. Sou de 1951. Meus pais, meus irmãos e eu só tínhamos a Bíblia para ler. Não sou contra nenhum exemplar de autoajuda. Tudo o que for para o bem sempre será bem-vindo. Mas o que mudou? Onde anda a paz interior? Esse é o caminho.
Arcangelo Sforcin Filho
São Paulo, SP

Mesmo não gostando de autoajuda, reconheço que, em um país onde o hábito de leitura é mínimo, qualquer estímulo a essa prática é bem-vindo.
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP

É necessário que o ser humano tome ciência de seu poder interior e não seja robotizado pela sociedade manipuladora.
Dino Humberto Poletto
Por e-mail

A parábola de que trata o escritor James Hunter no livro O Monge e o Executivo está longe de ser uma ideia original. O conceito do líder como servidor foi criado por Robert K. Greenleaf, ex-presidente da companhia americana AT&T, que na década de 80 do século passado publicou o livro Essentials of Servant Leadership, lançando as bases conceituais da liderança como um ato de servir. As ideias de Greenleaf inspiraram a criação do Institute for Servant Leadership: www.servleader.org.
Jonas de Miranda Gomes
Rio de Janeiro, RJ

Não obstante a excelente reportagem de VEJA, livros e conselhos dos especialistas no assunto, entendo que a autoajuda está dentro de cada um de nós. Se buscarmos a ajuda espiritual no nosso Criador, com certeza resolveremos todos os obstáculos que nos afligem e teremos uma vida plena. Quando estou com um problema, sem direção, abro a Bíblia e lá está minha bússola, meu porto seguro.
Ruvin Ber José Singal
São Paulo, SP

 

Mensalão do Arruda

Estarrecida, mais uma vez, a sociedade brasileira assiste impotente à falta de escrúpulo dos nossos políticos ("O mensalão de Brasília", 2 de dezembro). A corrupção corre desenfreada há muito tempo, em todos os níveis de governo, tendo como cappi di tuti cappi o governo federal. Agora, em flagrante delito em Brasília, com imagem e áudio que dispensam qualquer palavra adicional. Fosse o Brasil um país minimamente sério, essa corja estaria no paredão faz tempo.
Othurgames Rocha Filho
Salvador, BA

Pela reincidência de Arruda em faltar com a ética, uma verdade nojenta temos de admitir: nosso país tem políticos corruptos porque não tem eleitores decentes. Arruda, para os que não lembram, foi protagonista da violação do painel. Voltou depois, perdoado pela maioria dos eleitores brasilienses. E alguém espera que algum dos políticos filmados vá para a cadeia? Que nada, a gente está no Brasil, país da impunidade.
Helena Werneck
Brasília, DF

É triste, mas é verdade, ou pelo menos tudo indica que seja. No centro do poder do país, onde falar em corrupção é lugar-comum, nunca é tarde para que surja um novo escândalo. Quantas outras gravações ainda estarão guardadas à espera do momento oportuno para ser reveladas? A gestão do governador Arruda no DF não é das piores, muito pelo contrário. O problema é que o câncer da corrupção contamina e, infelizmente, prevalece.
Alexandre Borsato
Brasília, DF

Ao acompanhar o desempenho de José Roberto Arruda no governo do Distrito Federal, cheguei a me penitenciar por ter votado nele. Hoje, a se confirmarem as denúncias da operação Caixa de Pandora, sinto ter feito o correto ao colocá-lo em evidência, criando a oportunidade de desmascará-lo junto de sua corriola.
Elizio Nilo Calilman
Brasília, DF

Morei em Brasília por 38 anos. Arruda era daqueles políticos tidos como sérios, apesar da fraude no painel do Senado; afinal, deviam ser ordens superiores. Mas agora vê-lo, como se diz, com a mão na massa, em episódio que lembra aquele do funcionário dos Correios (que, aliás, não deu em nada), é como levar uma bofetada. O que esses políticos acham que são? Afinal, os brasileiros assinaram 1 300 000 vezes para legitimar candidatos de ficha limpa, e, para nossa incredulidade, arquivou-se tal pretensão, numa clara demonstração de que para eles só os sujos podem entrar naquelas casas.
Julio José de Melo
Sete Lagoas, MG

 

Dossiê Polícia

Excelente o estudo sobre segurança pública para os governadores que assumirão seu estado em 2011 ("Sem medo da verdade", 2 de dezembro). Faltou apenas uma introdução aos pontos de "O que faz uma polícia melhor": precisamos de um governador que decida e tenha vontade política. Basta que este, no primeiro dia de seu mandato, entregue ao secretário de Segurança Pública a edição de VEJA de 2 de dezembro: pelo menos 27 candidatos a governador usarão esse estudo como plataforma eleitoral para a segurança pública de seus respectivos estados. Parabéns a VEJA.
Carlos Catter
Militar aposentado
Fortaleza, CE

Excelente a reportagem e muito oportuna, já que atualmente tramita na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda constitucional, denominada PEC 300/2008, que estabelece um piso salarial único para todos os bombeiros e policiais militares do Brasil. Pagar salários dignos aos policiais que enfrentam a criminalidade em seu dia a dia é o primeiro passo para desencorajar a corrupção. Só uma remuneração condizente com a natureza de sua função dará mais motivação ao profissional da área de segurança pública. VEJA está, mais uma vez, de parabéns!
Fabrício Cleverson Carneiro
Contagem, MG

Objetiva, oportuna, didática e clarividente, a abordagem é digna de constar na bibliografia de qualquer trabalho sobre o tema. Fui comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina e vivenciei o drama de conduzir uma corporação tão importante no contexto social com orçamento exíguo, repasses financeiros (duodécimos) sempre aquém do previsto e todas as suas terríveis consequências. Ou seja, total falta de condições de investimento em tecnologia, em equipamentos, em armamentos modernos e em munição suficiente para emprego operacional e treinamento. Gestão, formação, treinamento, prevenção, planejamento, integração com o Judiciário, salários dignos e justos são medidas fundamentais. Mas antes é preciso que haja muita vontade política, sensibilidade e espírito público por parte dos governantes.
Paulo Roberto Fagundes de Freitas
Coronel RR - PMSC
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Apesar de estar conosco quinzenalmente, a partir desta semana estou me sentindo meio órfão de um dos colunistas mais perspicazes e inteligentes do nosso país. Sem falar que ele é o nosso grande guru, que mostra as mazelas que correm soltas em nossa lastimável política. Diogo é, e continuará sendo, o penetra, a mosca na sopa, o cisco no olho de muita gente que só pensa no próprio umbigo. Sucesso sempre ("Apagão mainardiano", 2 de dezembro).
Adauto L. Cardoso
Sorocaba, SP

Querido Diogo, minha semana será incompleta com sua ausência. Sua acidez me faz enxergar as coisas como elas realmente são. Você já faz falta.
Maria Amélia Saad
Anápolis, GO

Já estou aguardando ansiosamente o retorno semanal da coluna do Diogo Mainardi na época da campanha eleitoral de 2010. Ele é um aliado imprescindível para nós, pobres eleitores.
Pollyanna Barreto
Vitória da Conquista, BA

Fiquei consternada - essa é a palavra - depois de ler que a coluna de Diogo Mainardi só circulará a cada quinze dias. Há onze anos que a minha primeira leitura da revista é a coluna dele. Sempre! Acho o Diogo brilhante, adoro tudo o que ele escreve - posso até não concordar, mas é sagrado. Espero que VEJA consiga preencher esse espaço com alguém que faça jus a ele; caso contrário, será efetivamente um "apagão". Um abraço para ele. Ana Maria Monteiro
Brasília, DF

 

Lya Luft

Excelente o artigo "A praga moderna" (2 de dezembro), sobre o stress. As pessoas dizem não ter tempo nem de ir ao banheiro, que dirá ir ao médico, à atividade física, que dirá cuidar do relacionamento afetivo e da saúde. Pior: falta tempo para cuidar da educação dos filhos.
Márcio Candiani
Belo Horizonte, MG

Acho que devemos transformar o objetivo de arranjar um tempinho todo dia para oferecê-lo a nós mesmas em uma última trincheira da coisa mais maravilhosa que o ser humano conquistou: a liberdade. Liberdade até de, simplesmente, colocar as pernas para cima, nem que seja por dez minutos diários.
Rita Maldonado
Rio de Janeiro, RJ

 

Lula

Triste e abatido deve ter ficado César Benjamin, o garoto Cesinha ("Triste e abatido", 2 de dezembro). E essa história fecha com chave de chumbo a biografia do pai do Brasil.
Mara Montezuma Assaf
São Paulo, SP

Che Guevara tornou-se um mito. Lula está se tornando um mito. A "marca" Che Guevara vende camisetas e histórias mal contadas. A "marca" Lula ainda não vende camisetas.
Joe Cordeiro
São Paulo, SP

 

Cartas

Será que o senhor Luiz Carlos Barreto (Leitor, 2 de dezembro) pensa que seus esclarecimentos cínicos sobre o filme Lula, o Filho do Brasil vão enganar os leitores mais esclarecidos, ou ele acha que somos todos idiotas? Essa família há muitos anos usa o nosso dinheiro e leis de incentivo para produzir esse tipo de porcaria... Pobre Brasil.
Paulo Roberto Magalhães
Rio de Janeiro, RJ

 

Marcelo Sato

Com fatos que envolvem filhos, irmão e genro do Lula, daria para produzir outro filme: Os Filhos do Filho do Brasil. Creio que teria cenas bem mais emocionantes e perigosas ("Será que genro é parente?", 2 de dezembro).
Luciano José Barbosa Alvim
São José dos Campos, SP

 

Diplomacia pateta

Capitaneada de fato pelo pateta-mor Marco Aurélio Garcia, a política externa conseguiu transformar o Brasil no "grandão bobo da escola", aquele em que todo nanico metido a valente vem dar uns tapas, certo de que não receberá o troco. Evo Morales, Rafael Correa, o padre tarado Lugo, todos os filhotes de Chávez já vieram arrotar valentia na nossa cara, levando em troca tapinhas nas costas e promessas de investimentos. Zelaya, o único que perdeu esse bonde, foi abduzido e teletransportado pela nave-mãe Chávez à nossa embaixada, que logo se transformou em casa da mãe joana. E o Brasil, o que faz? Rejeita as eleições hondurenhas, queimando pontes com o futuro governo democrático daquele país. E depois esses patetas ainda querem uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU! Para quê? Para fazer besteiras permanentemente? ("Derrota da diplomacia petista", 2 de dezembro.)
Aldo Felicio Naletto Junior
São Paulo, SP

 

Michael J. Fox

Inspiradoras e tocantes as palavras do ator Michael J. Fox em sua entrevista sobre a doença de Parkinson (Amarelas, 2 de dezembro). Não podemos prever nem escolher se algum mal nos acometerá, mas definitivamente podemos escolher como enfrentá-lo. E a melhor maneira é sempre encarar a realidade com serenidade e resignação.
Suely Otani
Mogi das Cruzes, SP

 

Roche

A respeito da nota "Genérico com dinheiro oficial" (Holofote, 2 de dezembro), a Roche esclarece que não tem interesse em adquirir empresas especializadas em medicamentos genéricos no Brasil.
João Luís Costa
Assessoria de imprensa da Roche
São Paulo, SP

Correções: na nota sobre o livro A Conspiração contra os Médici (Veja Recomenda, 2 de dezembro), o irmão assassinado foi Giuliano, e não Lourenço, que foi apenas ferido. n Ao contrário do que informou a reportagem "E ainda chamam isso de evolução" (2 de dezembro), a TAM oferece poltronas de primeira classe em rotas internacionais de longa distância como Miami, Orlando, Nova York, Paris e Madri.

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