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Autoajuda"Mais um tabu derrubado por VEJA. Os livros de autoajuda
são muito valiosos para levantar a autoestima das pessoas nesta sociedade
tão materialista e egoísta."
A autoajuda não teria a importância que tem se os
seus "seguidores" acreditassem mais em sua força interior, em sua capacidade de
romper barreiras "impostas" e previamente determinadas. Quando o homem acredita
que é Deus, todos o enxergam como um Deus. Assim, simples. Somos o reflexo
de nós mesmos; o reflexo daquilo em que acreditamos e que desejamos. O que mudou tanto no interior das pessoas? Antigamente não
havia livros de autoajuda. Sou de 1951. Meus pais, meus irmãos e
eu só tínhamos a Bíblia para ler. Não sou
contra nenhum exemplar de autoajuda. Tudo o que for para o bem sempre será
bem-vindo. Mas o que mudou? Onde anda a paz interior? Esse é
o caminho. Mesmo não gostando de autoajuda, reconheço
que, em um país onde o hábito de leitura é mínimo,
qualquer estímulo a essa prática é bem-vindo. É necessário que o ser humano tome ciência
de seu poder interior e não seja robotizado pela sociedade manipuladora. A parábola de que trata o escritor James Hunter no livro O Monge e o Executivo está longe de ser uma ideia original. O
conceito do líder como servidor foi criado por Robert K. Greenleaf, ex-presidente
da companhia americana AT&T, que na década de 80 do século
passado publicou o livro Essentials of Servant Leadership, lançando
as bases conceituais da liderança como um ato de servir. As ideias de
Greenleaf inspiraram a criação do Institute for Servant Leadership: www.servleader.org. Não obstante a excelente reportagem de VEJA, livros e conselhos
dos especialistas no assunto, entendo que a autoajuda está dentro de
cada um de nós. Se buscarmos a ajuda espiritual no nosso Criador, com
certeza resolveremos todos os obstáculos que nos afligem e teremos uma
vida plena. Quando estou com um problema, sem direção, abro
a Bíblia e lá está minha bússola, meu porto
seguro.
Mensalão do ArrudaEstarrecida, mais uma vez, a sociedade brasileira assiste impotente
à falta de escrúpulo dos nossos políticos ("O mensalão
de Brasília", 2 de dezembro). A corrupção corre desenfreada
há muito tempo, em todos os níveis de governo, tendo como cappi
di tuti cappi o governo federal. Agora, em flagrante delito em Brasília,
com imagem e áudio que dispensam qualquer palavra adicional. Fosse o
Brasil um país minimamente sério, essa corja estaria no paredão
faz tempo. Pela reincidência de Arruda em faltar com a ética,
uma verdade nojenta temos de admitir: nosso país tem políticos
corruptos porque não tem eleitores decentes. Arruda, para os que não
lembram, foi protagonista da violação do painel. Voltou depois,
perdoado pela maioria dos eleitores brasilienses. E alguém espera que
algum dos políticos filmados vá para a cadeia? Que nada, a gente
está no Brasil, país da impunidade. É triste, mas é verdade, ou pelo menos tudo indica
que seja. No centro do poder do país, onde falar em corrupção
é lugar-comum, nunca é tarde para que surja um novo escândalo.
Quantas outras gravações ainda estarão guardadas à
espera do momento oportuno para ser reveladas? A gestão do governador
Arruda no DF não é das piores, muito pelo contrário. O
problema é que o câncer da corrupção contamina e,
infelizmente, prevalece. Ao acompanhar o desempenho de José Roberto Arruda no governo
do Distrito Federal, cheguei a me penitenciar por ter votado nele. Hoje, a se
confirmarem as denúncias da operação Caixa de Pandora,
sinto ter feito o correto ao colocá-lo em evidência, criando a
oportunidade de desmascará-lo junto de sua corriola. Morei em Brasília por 38 anos. Arruda era daqueles
políticos tidos como sérios, apesar da fraude no painel do
Senado; afinal, deviam ser ordens superiores. Mas agora vê-lo, como se
diz, com a mão na massa, em episódio que lembra aquele do funcionário
dos Correios (que, aliás, não deu em nada), é como levar
uma bofetada. O que esses políticos acham que são? Afinal, os
brasileiros assinaram 1 300 000 vezes para legitimar candidatos
de ficha limpa, e, para nossa incredulidade, arquivou-se tal pretensão,
numa clara demonstração de que para eles só os sujos podem
entrar naquelas casas.
Dossiê PolíciaExcelente o estudo sobre segurança pública para
os governadores que assumirão seu estado em 2011 ("Sem medo da verdade",
2 de dezembro). Faltou apenas uma introdução aos pontos de "O
que faz uma polícia melhor": precisamos de um governador que
decida e tenha vontade política. Basta que este, no primeiro dia
de seu mandato, entregue ao secretário de Segurança Pública
a edição de VEJA de 2 de dezembro: pelo menos 27 candidatos a
governador usarão esse estudo como plataforma eleitoral para a segurança
pública de seus respectivos estados. Parabéns a VEJA. Excelente a reportagem e muito oportuna, já que atualmente tramita
na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda constitucional, denominada
PEC 300/2008, que estabelece um piso salarial único para todos os bombeiros
e policiais militares do Brasil. Pagar salários dignos
aos policiais que enfrentam a criminalidade em seu dia a dia é o primeiro passo
para desencorajar a corrupção. Só uma remuneração
condizente com a natureza de sua função dará mais motivação
ao profissional da área de segurança pública. VEJA está,
mais uma vez, de parabéns! Objetiva, oportuna, didática e clarividente, a abordagem
é digna de constar na bibliografia de qualquer trabalho sobre o tema.
Fui comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina e vivenciei
o drama de conduzir uma corporação tão importante no contexto
social com orçamento exíguo, repasses financeiros (duodécimos)
sempre aquém do previsto e todas as suas terríveis consequências.
Ou seja, total falta de condições de investimento em tecnologia,
em equipamentos, em armamentos modernos e em munição suficiente
para emprego operacional e treinamento. Gestão, formação,
treinamento, prevenção, planejamento, integração
com o Judiciário, salários dignos e justos são medidas
fundamentais. Mas antes é preciso que haja muita vontade política,
sensibilidade e espírito público por parte dos governantes.
Diogo MainardiApesar de estar conosco quinzenalmente, a partir desta semana
estou me sentindo meio órfão de um dos colunistas mais perspicazes
e inteligentes do nosso país. Sem falar que ele é o nosso
grande guru, que mostra as mazelas que correm soltas em nossa lastimável
política. Diogo é, e continuará sendo, o penetra, a mosca
na sopa, o cisco no olho de muita gente que só pensa no próprio
umbigo. Sucesso sempre ("Apagão mainardiano", 2 de dezembro). Querido Diogo, minha semana será incompleta com sua ausência.
Sua acidez me faz enxergar as coisas como elas realmente são. Você
já faz falta. Já estou aguardando ansiosamente o retorno semanal da coluna
do Diogo Mainardi na época da campanha eleitoral de 2010. Ele é
um aliado imprescindível para nós, pobres eleitores. Fiquei consternada - essa é a palavra - depois de ler que
a coluna de Diogo Mainardi só circulará a cada quinze dias. Há
onze anos que a minha primeira leitura da revista é a coluna dele. Sempre!
Acho o Diogo brilhante, adoro tudo o que ele escreve - posso até não
concordar, mas é sagrado. Espero que VEJA consiga preencher esse espaço
com alguém que faça jus a ele; caso contrário, será
efetivamente um "apagão". Um abraço para ele. Ana Maria Monteiro
Lya LuftExcelente o artigo "A praga moderna" (2 de dezembro), sobre o
stress. As pessoas dizem não ter tempo nem de ir ao banheiro, que dirá
ir ao médico, à atividade física, que dirá cuidar
do relacionamento afetivo e da saúde. Pior: falta tempo para cuidar da
educação dos filhos. Acho que devemos transformar o objetivo de arranjar um tempinho
todo dia para oferecê-lo a nós mesmas em uma última trincheira
da coisa mais maravilhosa que o ser humano conquistou: a liberdade. Liberdade
até de, simplesmente, colocar as pernas para cima, nem que seja por dez
minutos diários.
LulaTriste e abatido deve ter ficado César Benjamin, o garoto
Cesinha ("Triste e abatido", 2 de dezembro). E essa história fecha com
chave de chumbo a biografia do pai do Brasil. Che Guevara tornou-se um mito. Lula está se tornando um
mito. A "marca" Che Guevara vende camisetas e histórias mal contadas.
A "marca" Lula ainda não vende camisetas.
CartasSerá que o senhor Luiz Carlos Barreto (Leitor, 2 de
dezembro) pensa que seus esclarecimentos cínicos sobre o filme Lula,
o Filho do Brasil vão enganar os leitores mais esclarecidos, ou ele
acha que somos todos idiotas? Essa família há muitos
anos usa o nosso dinheiro e leis de incentivo para produzir esse tipo
de porcaria... Pobre Brasil.
Marcelo SatoCom fatos que envolvem filhos, irmão e genro do Lula, daria
para produzir outro filme: Os Filhos do Filho do Brasil. Creio que teria cenas bem mais emocionantes e perigosas ("Será que genro
é parente?", 2 de dezembro).
Diplomacia patetaCapitaneada de fato pelo pateta-mor Marco Aurélio Garcia, a
política externa conseguiu transformar o Brasil no "grandão bobo
da escola", aquele em que todo nanico metido a valente vem dar uns tapas,
certo de que não receberá o troco. Evo Morales, Rafael Correa,
o padre tarado Lugo, todos os filhotes de Chávez já vieram arrotar
valentia na nossa cara, levando em troca tapinhas nas costas e promessas de
investimentos. Zelaya, o único que perdeu esse bonde, foi abduzido e
teletransportado pela nave-mãe Chávez à nossa embaixada,
que logo se transformou em casa da mãe joana. E o Brasil, o que faz?
Rejeita as eleições hondurenhas, queimando pontes com o futuro
governo democrático daquele país. E depois esses patetas ainda
querem uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU! Para quê?
Para fazer besteiras permanentemente? ("Derrota da diplomacia petista", 2 de
dezembro.)
Michael J. FoxInspiradoras e tocantes as palavras do ator Michael J. Fox em
sua entrevista sobre a doença de Parkinson (Amarelas, 2 de dezembro).
Não podemos prever nem escolher se algum mal nos acometerá, mas
definitivamente podemos escolher como enfrentá-lo. E a melhor maneira
é sempre encarar a realidade com serenidade e resignação.
RocheA respeito da nota "Genérico com dinheiro oficial" (Holofote,
2 de dezembro), a Roche esclarece que não tem interesse em adquirir empresas
especializadas em medicamentos genéricos no Brasil. Correções: na nota sobre o livro A Conspiração contra os Médici (Veja Recomenda, 2 de dezembro), o irmão assassinado foi Giuliano, e não Lourenço, que foi apenas ferido. n Ao contrário do que informou a reportagem "E ainda chamam isso de evolução" (2 de dezembro), a TAM oferece poltronas de primeira classe em rotas internacionais de longa distância como Miami, Orlando, Nova York, Paris e Madri. |