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• Livros: Shakespeare: teatro, literatura e economiaImagem da SemanaArma de exibição em massaO cadete Bunde é bom de livro e quase, quase apareceu mais que Obama
Como todo mundo que já viu um filme sobre formação militar sabe, a academia de West Point é um dos lugares mais difíceis do mundo: de entrar, de ficar e de se destacar. Mas, enquanto esperava, entre os colegas, pelo discurso do presidente Barack Obama sobre o Afeganistão, o cadete Konrad Bunde apareceu mais do que se estivesse usando um sári vermelho (a roupa da penetra na festa da Casa Branca, como todo mundo que esteve no planeta Terra nos últimos dias sabe). Num mar de uniformes cinza (copiados pelos tripulantes espaciais da Enterprise, como todo mundo que já viajou ao espaço com Jornada nas Estrelas sabe), ele sacou de um livro de título matador. Pronto, quase ofuscou Obama. O cadete, veterano do Iraque, estava mandando uma mensagem silenciosa? Era uma condenação à tendência obamista ao apaziguamento? Ao contrário do que parece, o livro Kill Bin Laden, na verdade, critica o governo Bush. Foi escrito por um ex-integrante da Delta Force, o mais secreto e mortífero grupo de comandos das Forças Armadas americanas, como sabe todo mundo que já viu a série ou jogou o videogame. Nem é preciso dizer que desdenha dos poderosos de Washington (Rambo, 24 Horas etc. etc.), que na última hora cancelaram a operação que estava por um triz de pegar o barbudão terrorista. Quanto ao discurso propriamente, Obama disse que aumentará em 30 000 o número de militares americanos. Assim, justificou, vai ser mais fácil controlar o incontrolável Afeganistão, permitindo preparar a retirada. Que tem até prazo: a partir de julho de 2011. Dá para imaginar Churchill prometendo sangue, suor e vitória com data marcada? Como todo mundo que já viu um filme sobre a II Guerra Mundial... |