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Cartas  | "Pelo
que se vê, o PT não estava interessado somente no vermelho do arcaico
comunismo cubano, mas também nas verdinhas daquela ilha." Luiz
Carlos Perez Santos, SP |
O
dinheiro de Cuba Gostaria de cumprimentar
a revista pela coragem, pelo talento e pela capacidade profissional. VEJA confere
a nós, pobres bobos da corte instalada no Planalto, a confiança
em que há alguém revelando as falcatruas e os atos tenebrosos. Quanto
a processar a revista, vale ressaltar que muitas coisas ditas pela imprensa e
negadas pelo governo hoje são comprovadas. Por exemplo, caixa dois e recebimento
no exterior (Duda Mendonça e seus recibos). Em quem confiar? Com certeza
em VEJA. Quanto à tese de que Cuba é pobre e não poderia
mandar o numerário, faz-se necessário lembrar que Fidel Castro estava
na lista dos homens mais ricos do mundo ("Campanha de Lula recebeu dinheiro de
Cuba", 2 de novembro). Myriam Maximin Por e-mail
Primeiro foi o tal do mensalão, e o governo Lula garantiu que era mentira.
Aí vieram Valério e seus financiamentos. Mais uma vez o governo
Lula afirmou que não conhecia o empresário nem mantinha relação
alguma com ele. Depois foram os dólares na cueca, a ajuda da Telemar ao
filho do presidente, Vavá e seus serviços particulares. Agora, a
ajuda de Fidel. Novamente o governo Lula nega, afirmando ser uma acusação
"fantasiosa". Ora, senhor presidente, eu é que não posso dar crédito
à sua defesa, pois seu saldo devedor quanto à ética já
está, e muito, estourado. Dalton Normando Cabral Manaus, AM
Lembro-me de quando VEJA cobriu
o impeachment de Collor ao lado da oposição e de Lula. Agora eles
vêm dizer que a revista não tem crédito nem compromisso com
a verdade? Esse é o discurso dos fracos. Li que Lula quer revidar, pois
então revide! Comece punindo a si mesmo pela cegueira governamental e faça
uma limpeza geral em seu partido, para depois varrer os outros envolvidos. Afinal,
vocês são o governo e têm de dar o exemplo. Guilherme
Balbuena Alencar Sobral, CE
Os petistas ainda nutrem profundo apreço pelo regime ditatorial. O projeto
de poder absoluto da quadrilha vermelha foi freado pelo escândalo do mensalão,
pela mídia, que optou por ser livre ao rechaçar, no atual governo,
a criação do Conselho Federal de Jornalismo, e pelo povo em geral,
ao derrotar a proposta governista no referendo do comércio de armas e munições,
ao votar NÃO. Jorge Francisco Brasília, DF
É louvável a vigilância de VEJA sobre
as ações do governo, e confesso que, embora encaminhe ferrenhas
críticas, estou mais a favor que contra as denúncias da revista.
Contudo, VEJA não deveria denunciar sem uma prova concreta, pois isso fere
o preceito constitucional de que todo cidadão é inocente até
prova em contrário. Luis Pereira Brasília, DF
A reportagem "Campanha de Lula recebeu
dinheiro de Cuba" chama atenção pelo estilo folhetinesco. Ainda
que a história, bastante inverossímil por sinal, fosse verdadeira,
o que se admite apenas por argumentar, o próprio título taxativo,
contraditório com a inconsistência das provas colhidas, retira qualquer
credibilidade. Elder dos Santos Verçosa Salvador, BA
A manchete incrimina o presidente
Lula e o corpo do texto o absolve pela dúvida. Posto isso, restam-me algumas
indagações: essa revista está servindo a algum propósito
escuso? Não seria o caso de remeter o jornalista aos bancos universitários
para aprender a fazer um jornalismo comprometido com a verdade? Desculpem-me se
minhas perguntas foram ofensivas e inadequadas não foi essa minha
intenção. VEJA continua sendo a melhor revista para mim. Washington
Mateus Fraga Por e-mail
A reportagem sobre o suposto dinheiro de campanha vindo de Cuba parece-me muito
vaga. Já não basta a situação política que
estamos atravessando para termos de ler coisas que mais parecem fofoca? Fabiana
Barile Por e-mail Será
que a história dos dólares de Fidel vai se desenrolar assim? 1)
História fantasiosa; 2) Na verdade, os dólares foram um empréstimo
(não declarado) de um cubano; 3) Não foi a primeira vez que o PT
recebeu dinheiro de Cuba, e não foi o único partido; 4) Pronto,
tudo resolvido e não se fala mais nisso. Mauricio José dos
Santos Rio do Sul, SC
Robert Mueller Excelente a entrevista com
Robert Mueller (Amarelas, 2 de novembro). De maneira clara e direta, o diretor
do FBI apresentou um modelo de corporação invejado pelo mundo. E
reiterou que o sucesso do processo está nas escolhas das pessoas e na punição
severa dos inconseqüentes. Um exemplo para o Brasil. Fernanda de Oliveira
Santos Gobette Por e-mail
Se tivéssemos pessoas com os pensamentos, a competência e a integridade
de Robert Mueller, talvez o Brasil não fosse o caos que é: violência,
corrupção e impunidade. Catarina Magna Fortaleza,
CE Teorias são sempre
teorias: belas em sua essência, porém falhas quando submetidas à
realidade. No setor de segurança pública não é diferente.
Para aplicar os fundamentos do FBI na polícia brasileira, teríamos
de iniciar selecionando agentes incorruptíveis. A questão é:
isso existe no Brasil? Ed Damassa Campo Mourão, PR
A entrevista com Robert Mueller é
primorosa em forma e conteúdo. Mas, assim como ocorreu na matéria
de capa "As 7 soluções testadas contra o crime" (edição
1 928, de 26 de outubro de 2005), deixa de focar em um ponto crucial para acabar
com a corrupção policial: a melhoria salarial do policial. Um policial
bem remunerado vai pensar duas vezes antes de pegar uma propina. Nilton
Carlos Rosa Turvânia, GO
Eduardo Azeredo Em sua edição
1.929 (2 de novembro), VEJA publica, na seção Datas, a notícia
de meu afastamento da presidência do PSDB, acompanhada de minha foto e de
legenda em que afirma que o afastamento se deu após "denúncias de
corrupção". Isso não é verdade. Os problemas pertinentes
à campanha de 1998, dos quais só tomei conhecimento passado aquele
período eleitoral, não podem ser confundidos com "corrupção"
e, nem de longe, com os fatos que há alguns meses assolam o país.
As questões referentes à campanha pela reeleição ao
governo de Minas já foram espontaneamente esclarecidas à CPMI dos
Correios e, mais recentemente, em pronunciamento feito no plenário do Senado.
Aqui, reafirmo que não avalizei empréstimos solicitados pela coordenação
financeira da campanha tampouco alguém do PSDB o fez numa
operação que envolveu agência de publicidade e instituição
financeira. Também reforço que o cheque emitido pelo senhor Marcos
Valério para quitar dívida com a União Locadora de Veículos
foi dado como adiantamento para pagamento de título protestado pelo ex-tesoureiro
daquela campanha, em razão do relacionamento entre ambos, e, seis dias
depois, totalmente reembolsado. Portanto, reitero que os fatos de irregularidades
eleitorais ocorridos em 1998 nada têm a ver com "denúncias de corrupção". Eduardo
Azeredo Senador (PSDB-MG) Brasília, DF
Bancos Sobre a matéria "O Planalto
atuou para ajudar o Rural" (2 de novembro), que cita o Banco Mercantil, esclareço
que a diretoria anterior do Banco Central aceitou a proposta por mim formulada,
conforme consta do Voto BCB nº 475/2002, a saber: a) pagar, à vista,
todo o passivo incontroverso; b) depositar em juízo o valor do passivo
controverso; c) liberar as garantias simultaneamente ao aporte dos recursos necessários
para os pagamentos previstos nos itens "a" e "b". A nova diretoria do Banco Central
não acatou a deliberação da diretoria anterior. Mantive dois
entendimentos com o presidente Meirelles e, no último, ele, respondendo
a minha pergunta, esclareceu que, paradoxalmente, era mais fácil suspender
a liquidação de um banco com patrimônio negativo do que um
banco com sobra patrimonial positiva, que é o caso do Mercantil
único nessa situação entre todos os bancos em fase de liquidação.
Nessa ocasião pedi desculpa ao presidente pelo tempo que tomei dele em
duas audiências e disse que não voltaria mais ao assunto pela via
administrativa. Iria recorrer, como recorri, ao Judicial, de quem espero uma justa
solução. Apesar de minhas ligações pessoais existentes
com o presidente Lula há mais de dez anos, que a própria fotografia
publicada registra (1994), nunca falei com ele sobre o encerramento da liquidação
do Mercantil. Entendo que o problema é eminentemente técnico e só
o Banco Central poderia resolvê-lo. Meu filho, o deputado Armando Monteiro
Neto, presidente da CNI, nunca, em tempo algum, falou com o presidente Lula sobre
o Banco Mercantil. Outro equívoco publicado foi a informação
de que o Banco Rural já era acionista do Mercantil quando ocorreu a intervenção. Armando
Monteiro Filho Recife, PE
Lya Luft Muito feliz e oportuna a crônica
da escritora Lya Luft, no Ponto de vista (2 de novembro). Realmente a tendência
é ter o foco nas drogas ilegais (a "falsamente inocente maconha", cocaína,
ecstasy etc.), quando o uso abusivo e destrutivo do álcool representa hoje
um dos maiores problemas de saúde pública, com significativo impacto
em termos de danos sociais e à saúde. No Brasil presenciamos verdadeira
cultura de tolerância do álcool, principalmente pelo fato de que
inexistem políticas públicas sérias que incluam seu controle
social. Eustázio Alves Pereira Filho Presidente do Conselho
Municipal Antidrogas Santos, SP
Extraordinário para mim, já sessentão e com dois filhos maiores,
o artigo da senhora Lya Luft. Com incrível capacidade de síntese,
ela nos mostra como a droga álcool afeta aqueles que esperam com ela poder
escapar da concretude da vida. Se nossa vida é reconstruída por
nós, como vamos mostrar aos nossos filhos uma reconstrução
marcada por vícios idiotas que muitas vezes dilaceram a vida humana? Jonas
Arruda Silva Recife, PE
Um artigo como "Coisas importantes" nos alerta e nos faz refletir sobre onde e
como queremos nossos filhos no amanhã. Ana Alyde P. de Azevedo S.
Rangel Manaus, AM
Diogo Mainardi Algumas vezes concordo com
Caetano, outras estou mais propensa à opinião de Mainardi, e, não
raras vezes, defendo o ponto de vista de ambos. Por outro lado, minha conclusão
é: que privilégio têm todos aqueles que acompanham essas batalhas
verbais deliciosas e, como se já não bastasse isso, tão bem
escritas ("Na falta de assunto, Caetano", 26 de outubro). Lara Maria Simeão
Romero Ciudad del Este, Paraguai
A irreverência do colunista Diogo Mainardi tem trazido de forma corajosa
e humorada assuntos que despertam a atenção e a curiosidade dos
brasileiros, espero que ele já tenha feito as pazes com Goiânia,
e estou na expectativa se Caetano vai ou não responder a sua coluna, até
porque ele prometeu publicar a resposta na íntegra. Agora, se o problema
é assunto, gostaria que escrevesse um artigo com toda sua irreverência
e coragem a respeito da falta de estímulo ao surgimento de novas lideranças,
já prevendo as eleições de 2006. Ou seja, em sua opinião,
o que vamos amargar no ano que vem? José Augusto Gomes Marília,
SP Baby do Brasil
A reportagem "Jesus é um casca-grossa" (26 de outubro) me divertiu bastante.
Nunca ri tanto. Creio que a nova pastora Baby do Brasil deveria ser contratada
por alguma emissora para apresentar um programa humorístico, pois ela é
uma fantástica comediante. Eduardo de Sousa Silva Vitória
da Conquista, BA Quando eu
era criança, lembro-me de ver Pepeu Gomes e Baby Consuelo na TV e os achava
divertidos, talvez pelo gosto infantil de seu visual exótico. Cheguei a
assistir a um show do Pepeu em minha cidade natal nessa época. Agora, deparo
com uma senhora cinqüentona, com roupas de skatista e cabelo roxo, contando
que está abrindo uma igreja com um nome beirando o absurdo e dizendo que
Jesus é de estatura mediana e muito "casca-grossa". Eu preferia a Baby
antiga, espelhos na cabeça e cantando Menino do Rio. Adrina
Poubel Lemos Governador Valadares, MG
Com todo o respeito à opção religiosa de cada um, é
lamentável ver o grau de fascinação em que se encontra Baby
do Brasil. A fé e a religião não excluem a necessidade de
ter uma visão racional e coerente da vida. A essa altura do campeonato,
vivendo num mundo globalizado, onde circulam tanta informação e
esclarecimento, achar que os tsunamis e furacões são obras do demônio
é realmente optar pela ignorância e alienação. Rachel
do Valle Dettoni Brasília, DF
Laboratórios farmacêuticos O
problema é sério, mas não pode ser focalizado apenas nos
laboratórios fraudulentos, felizmente ainda minoria ("Estudo tarja preta",
2 de novembro). O Brasil precisa capacitar mais seus médicos, por meio
da fiscalização das escolas de medicina e da adequação
curricular para lidar com esse tipo de problema. Neste país, as escolas
médicas brotam ao sabor dos interesses políticos e nunca fecham,
apesar das notórias deficiências. Médicos formados nessas
condições dificilmente desenvolvem juízo crítico a
respeito de assuntos complexos como esse. São presas fáceis da manipulação
marqueteira dos laboratórios farmacêuticos, dissociada por completo
da ciência. Desse modo, vamos dividir as responsabilidades criminais entre
os fraudadores e aqueles que deixam o terreno fértil para as fraudes. Não
é mais possível conviver com a frouxa política de ensino
médico no Brasil. Raymundo Paraná Professor livre-docente
de hepatologia clínica da Universidade Federal da Bahia Por e-mail
Cartas
Na seção Cartas (26 de outubro), o doutor Juvenal Antunes de Oliveira
Filho foi muito feliz em citar o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, que
atende prioritariamente pacientes do SUS. Como diretor clínico do hospital,
tenho a informar alguns dados: o atendimento aos pacientes do SUS, mensalmente,
é da ordem de 95%; respondemos por 27% das cirurgias oncológicas
de cabeça e pescoço e 32% das cirurgias de próstata do estado
de São Paulo. Realizamos, ainda, mastectomia com reconstrução
mamária imediata e cirurgias ginecológicas. Temos também
um centro de prevenção do câncer do colo de útero,
dotado de uma unidade móvel. Ultrapassamos a casa dos 400 transplantes
de medula óssea, e já estamos trabalhando com transplantes de células
de cordão umbilical, inclusive realizando o primeiro transplante desse
tipo, com doador brasileiro. Realizamos também aproximadamente 1.200 cirurgias
por mês, entre ambulatoriais e de média e alta complexidades, além
do atendimento em quimioterapia e radioterapia. Atendemos a dezoito estados brasileiros
e aproximadamente 450 cidades. Neste ano, comemoramos noventa anos de fundação
do Hospital Amaral Carvalho. Luiz Aguinaldo Ricetto Pegorari Diretor
clínico do Hospital Amaral Carvalho Jaú, SP
Hepatite
A hepatite B é uma doença que afeta milhões de pessoas no
mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 3 milhões sofram com a forma crônica
desse mal. Apesar dos números alarmantes, a hepatite B ainda precisa se
tornar mais conhecida e ser mais bem combatida. É por isso que gostaríamos
de ressaltar a importância de reportagens como "Dói no bolso" (2
de novembro). Cabe, no entanto, uma única ressalva ao texto publicado por
VEJA. O nome comercial da substância adefovir dipivoxil a melhor
alternativa para driblar a resistência ao vírus da hepatite B
foi publicado com erro. Hepsera é escrito com H, e não como consta
no texto da matéria. Gabriela Albuquerque Assessoria de imprensa
da GlaxoSmithKline Rio de Janeiro, RJ
Câncer Gostaríamos de cumprimentar
VEJA pela reportagem "Entre dois mundos" (19 de outubro) e informar que as empresas
contratadas de pesquisa clínica vêm atuando no país há
quase dez anos, trazendo esperança e possibilidades reais de tratamento
para muitos pacientes não só para doentes oncológicos
como também para várias outras afecções graves, crônicas
e agudas. Os pacientes sujeitos de pesquisa clínica recebem toda a atenção
e o respeito ético dos vários profissionais envolvidos nos estudos
clínicos. Nossa entidade trabalha para que esse tratamento humano, responsável
e diferenciado seja o modelo para todos os pacientes do país. Charles
Schmidt MD, Ph.D. Presidente da Associação Brasileira de
Organizações Contratadas de Pesquisa Clínica Por e-mail
Irã
A Federação Israelita do Estado de São Paulo, representante
oficial da comunidade judaica no estado de São Paulo, vem a público
repudiar as declarações feitas pelo presidente do Irã, Mahmoud
Ahmadinejad, de que Israel deveria ser "riscado do mapa" ("O profeta do genocídio",
2 de novembro). Esse tipo de atitude atenta contra os mais básicos direitos
de convivência entre os povos. A condenação imediata dos países
civilizados mostra a repulsa que essas declarações estão
provocando no mundo inteiro. Esperamos que o Brasil se junte ao coro das nações
que condenam esse tipo de manifestação. Jayme Blay Presidente São
Paulo, SP Referendo das armas
A frase a mim atribuída na reportagem
"Referendo da fumaça" (5 de outubro) não representa com fidelidade
meu pensamento. Eu não utilizaria a expressão "toda e qualquer liberdade
individual deve ser abolida". O correto seria dizer que, como a filosofia comunista
aceita como natural um controle maior do Estado operário sobre a sociedade,
o controle de armas é, também, utilizado com naturalidade. Angelo
Segrillo Rio de Janeiro, RJ
A reforma da legislação relativa a armas foi iniciada na Austrália,
em princípios da década de 90, e acelerada após um terrível
incidente em 1996, no qual 35 pessoas foram assassinadas por um atirador. Lá
existe já há muito tempo a obrigação de registrar
qualquer arma, mas, após a reforma, apenas as pessoas aptas a usar uma
arma e que têm necessidade de fazê-lo passaram a poder registrar uma.
As semi-automáticas foram completamente banidas pela nova legislação
e revólveres são severamente restritos. Aproximadamente 2 milhões
de armas estão atualmente registradas no país, a maior parte em
posse de fazendeiros, esportistas do tiro e profissionais da segurança.
Como muitos proprietários de armas possuem mais de uma arma de fogo, menos
de 5% dos adultos australianos estão registrados como donos de arma. Atualmente,
menos de 300 pessoas são mortas por arma de fogo na Austrália a
cada ano. Isso representa 50% menos do que em 1991 e 28% menos do que em 1996.
Desde 1996, os homicídios envolvendo armas de fogo caíram 38% e
os suicídios praticados com arma desse tipo diminuíram 54%. Apenas
17% de todos os homicídios envolvem o uso de armas de fogo. Em 2000, 20%
dos assaltos a mão armada foram feitos com armas de fogo e, desses, apenas
4% resultaram em ferimentos sérios. Peter Heyward Embaixador
da Austrália no Brasil Brasília, DF
Hepatite 2 A vacina recombinante contra a
hepatite B é produzida pelo Butantan e entregue ao Ministério da
Saúde por menos de 90 centavos de real por dose, o que viabiliza sua distribuição
gratuita. Os ensaios clínicos que tinham sido completados visavam à
vacinação infantil e validaram a vacina até os 19 anos. O
ministério fez um esforço grande e está vacinando todos os
que não a receberam até essa idade. A partir de 2006, a primeira
dose será disponibilizada nas maternidades combinada com a vacina do BCG,
bloqueando a transmissão da mãe para o bebê durante o parto.
Esse desenvolvimento do Butantan usa nos bebês apenas um quinto da dose,
reduzindo novamente o custo da primeira dose. A vacina do instituto foi validada,
por ensaios clínicos conduzidos pela Fiocruz, até os 30 anos, e
agora a vacinação poderá ser estendida gratuitamente. O Butantan
poderá fornecer mais de 50 milhões de doses por ano. A vacinação
nas pessoas acima dos 40/50 anos tem eficácia menor, e o instituto está
investigando modificações, permitindo vacinar médicos, enfermeiros,
dentistas e outros profissionais que entrem em contato com sangue. Essas investigações
são paralelas às das alterações da vacina de influenza
(anual e da pandemia), em que adjuvantes aumentam a eficácia da vacina,
permitindo economizar doses e baratear o custo da vacinação pública. Isaías
Raw Presidente da Fundação Butantan São Paulo,
SP José Dirceu
Parece que os "doze togados" estão
à disposição do senhor José Dirceu para favorecê-lo
sem medida. A vida de muitos seria bem melhor se pudessem contar com essa eficiência
e presteza dispensadas ao senhor em questão. Onde está a independência
dos três poderes ("O direito de Dirceu", 2 de novembro)? Regina Maria
Alves Belo Horizonte, MG
Laboratórios farmacêuticos 2
Queremos enfatizar que a segurança dos pacientes é primordial e
de suprema importância para a Bristol-Myers Squibb. E, também, que
a companhia conduziu os estudos de Pargluva da mesma forma como faz com suas outras
pesquisas: sempre com a mais alta integridade técnica, rigor e com metodologias
analíticas amplamente aceitas e validadas pela comunidade científica.
Não há necessariamente um modo correto único de avaliar as
mesmas informações. E os autores dos artigos publicados no JAMA
propuseram um método diferente de analisar os dados que haviam sido disponibilizados.
O que vimos assegurar é que as metodologias de análise adotadas
pela BMS e pela Merck, nossa parceira nesse projeto, são amplamente utilizadas
e foram rigorosa e devidamente validadas pela comunidade científica, farmacêutica,
acadêmica, governamental e regulatória ("Estudo tarja preta", 2 de
novembro). Mário Grieco Presidente Bristol-Myers Squibb
Brasil São Paulo, SP
André Petry Oportuno e muito interessante
o artigo "É só preconceito" (2 de novembro). O povo evangélico
na imensa maioria sente urticária quando ouve falar em ecumenismo,
que é o diálogo com as outras religiões. Sou leitor de VEJA
e li a entrevista da Baby do Brasil na edição passada. Seu discurso
evangélico é fundamentalista, com ataques sem nenhum sentido a outras
crenças. Uma pena, pois, com sua fama de cantora secular, poderia contribuir
muito para a divulgação de um evangelho ético e libertador.
Paulo Cezar Soares, jornalista e teólogo Por e-mail
Muito pertinente e corajoso o texto
do jornalista André Petry ao abordar esse lado sombrio dos brasileiros
e, principalmente, dos evangélicos. Temos toda admiração
e respeito por eles, entretanto não podemos fechar os olhos para o preconceito
e a intolerância que estão se intensificando contra os adeptos das
religiões afro-brasileiras. Alguns minutos em um culto evangélico
e veremos diversas citações estimulando o repúdio aos elementos
da cultura africana. É só ligar a TV em canais de pregação. Gustavo
Magno Baptista Juiz de Fora, MG
Guia Na reportagem "Mãos à
obra" (Guia, 2 de novembro), recomenda-se o uso de pedra miracema na calçada.
Alerto os leitores do município de São Paulo para as opções
de materiais permitidas pelo Decreto nº 45904, que orienta a escolha dos
acabamentos da faixa livre de pedestres, que deverá ser firme, regular,
antiderrapante e sem obstáculos. Para atender às exigências
legais, deve-se optar por placas pré-moldadas de concreto, concreto moldado
in loco, bloco intertravado ou ladrilho hidráulico. Fora da faixa livre,
podem ser utilizados outros materiais mediante consulta. A verificação
da localização dos equipamentos públicos, as faixas de serviço
e o respeito aos critérios de segurança e acessibilidade são
relevantes para os projetos e as obras das calçadas. Sandra Chechter,
arquiteta São Paulo, SP
José Saramago É impossível
deixar de notar a enorme semelhança entre a mais recente obra de José
Saramago, intitulada As Intermitências da Morte, e a do fantástico
mestre inglês do humor e da fantasia Terry Pratchett, chamada O Aprendiz
de Morte. Não sei se houve inspiração por parte do português,
mas, se seu romance tiver 50% do potencial para fazer sorrir que o romance do
inglês possui, já está de ótimo tamanho ("Execução
adiada", 2 de novembro). Berônio Manoel de Araújo Filho
João Pessoa, PB 
Quadrilha ou bando
Treze leitores escreveram para a redação corrigindo a informação
contida na reportagem "Pela porta da impunidade" (26 de outubro) de que a associação
de três pessoas ou mais para práticas ilegais seria punida como crime
de formação de quadrilha. Douglas C. Hartenthal Jr., de Curitiba,
resumiu corretamente: "Na verdade, de acordo com o artigo 288 do Código
Penal, o crime de quadrilha ou bando consiste na associação de 'mais
de três pessoas' para o fim de cometer crimes". 
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