Edição 1930 . 9 de novembro de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Pelo que se vê, o PT não estava interessado somente no vermelho do arcaico comunismo cubano, mas também nas verdinhas daquela ilha."
Luiz Carlos Perez
Santos, SP

 

O dinheiro de Cuba

Gostaria de cumprimentar a revista pela coragem, pelo talento e pela capacidade profissional. VEJA confere a nós, pobres bobos da corte instalada no Planalto, a confiança em que há alguém revelando as falcatruas e os atos tenebrosos. Quanto a processar a revista, vale ressaltar que muitas coisas ditas pela imprensa e negadas pelo governo hoje são comprovadas. Por exemplo, caixa dois e recebimento no exterior (Duda Mendonça e seus recibos). Em quem confiar? Com certeza em VEJA. Quanto à tese de que Cuba é pobre e não poderia mandar o numerário, faz-se necessário lembrar que Fidel Castro estava na lista dos homens mais ricos do mundo ("Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba", 2 de novembro).
Myriam Maximin
Por e-mail  

Primeiro foi o tal do mensalão, e o governo Lula garantiu que era mentira. Aí vieram Valério e seus financiamentos. Mais uma vez o governo Lula afirmou que não conhecia o empresário nem mantinha relação alguma com ele. Depois foram os dólares na cueca, a ajuda da Telemar ao filho do presidente, Vavá e seus serviços particulares. Agora, a ajuda de Fidel. Novamente o governo Lula nega, afirmando ser uma acusação "fantasiosa". Ora, senhor presidente, eu é que não posso dar crédito à sua defesa, pois seu saldo devedor quanto à ética já está, e muito, estourado.
Dalton Normando Cabral
Manaus, AM  

Lembro-me de quando VEJA cobriu o impeachment de Collor ao lado da oposição e de Lula. Agora eles vêm dizer que a revista não tem crédito nem compromisso com a verdade? Esse é o discurso dos fracos. Li que Lula quer revidar, pois então revide! Comece punindo a si mesmo pela cegueira governamental e faça uma limpeza geral em seu partido, para depois varrer os outros envolvidos. Afinal, vocês são o governo e têm de dar o exemplo.
Guilherme Balbuena Alencar
Sobral, CE

Os petistas ainda nutrem profundo apreço pelo regime ditatorial. O projeto de poder absoluto da quadrilha vermelha foi freado pelo escândalo do mensalão, pela mídia, que optou por ser livre ao rechaçar, no atual governo, a criação do Conselho Federal de Jornalismo, e pelo povo em geral, ao derrotar a proposta governista no referendo do comércio de armas e munições, ao votar NÃO.
Jorge Francisco
Brasília, DF  

É louvável a vigilância de VEJA sobre as ações do governo, e confesso que, embora encaminhe ferrenhas críticas, estou mais a favor que contra as denúncias da revista. Contudo, VEJA não deveria denunciar sem uma prova concreta, pois isso fere o preceito constitucional de que todo cidadão é inocente até prova em contrário.
Luis Pereira
Brasília, DF  

A reportagem "Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba" chama atenção pelo estilo folhetinesco. Ainda que a história, bastante inverossímil por sinal, fosse verdadeira, o que se admite apenas por argumentar, o próprio título taxativo, contraditório com a inconsistência das provas colhidas, retira qualquer credibilidade.
Elder dos Santos Verçosa
Salvador, BA  

A manchete incrimina o presidente Lula e o corpo do texto o absolve pela dúvida. Posto isso, restam-me algumas indagações: essa revista está servindo a algum propósito escuso? Não seria o caso de remeter o jornalista aos bancos universitários para aprender a fazer um jornalismo comprometido com a verdade? Desculpem-me se minhas perguntas foram ofensivas e inadequadas – não foi essa minha intenção. VEJA continua sendo a melhor revista para mim.
Washington Mateus Fraga
Por e-mail  

A reportagem sobre o suposto dinheiro de campanha vindo de Cuba parece-me muito vaga. Já não basta a situação política que estamos atravessando para termos de ler coisas que mais parecem fofoca?
Fabiana Barile
Por e-mail  

Será que a história dos dólares de Fidel vai se desenrolar assim? 1) História fantasiosa; 2) Na verdade, os dólares foram um empréstimo (não declarado) de um cubano; 3) Não foi a primeira vez que o PT recebeu dinheiro de Cuba, e não foi o único partido; 4) Pronto, tudo resolvido e não se fala mais nisso.
Mauricio José dos Santos
Rio do Sul, SC

 

Robert Mueller

Excelente a entrevista com Robert Mueller (Amarelas, 2 de novembro). De maneira clara e direta, o diretor do FBI apresentou um modelo de corporação invejado pelo mundo. E reiterou que o sucesso do processo está nas escolhas das pessoas e na punição severa dos inconseqüentes. Um exemplo para o Brasil.
Fernanda de Oliveira Santos Gobette
Por e-mail  

Se tivéssemos pessoas com os pensamentos, a competência e a integridade de Robert Mueller, talvez o Brasil não fosse o caos que é: violência, corrupção e impunidade.
Catarina Magna
Fortaleza, CE  

Teorias são sempre teorias: belas em sua essência, porém falhas quando submetidas à realidade. No setor de segurança pública não é diferente. Para aplicar os fundamentos do FBI na polícia brasileira, teríamos de iniciar selecionando agentes incorruptíveis. A questão é: isso existe no Brasil?
Ed Damassa
Campo Mourão, PR  

A entrevista com Robert Mueller é primorosa em forma e conteúdo. Mas, assim como ocorreu na matéria de capa "As 7 soluções testadas contra o crime" (edição 1 928, de 26 de outubro de 2005), deixa de focar em um ponto crucial para acabar com a corrupção policial: a melhoria salarial do policial. Um policial bem remunerado vai pensar duas vezes antes de pegar uma propina.
Nilton Carlos Rosa
Turvânia, GO

 

Eduardo Azeredo

Em sua edição 1.929 (2 de novembro), VEJA publica, na seção Datas, a notícia de meu afastamento da presidência do PSDB, acompanhada de minha foto e de legenda em que afirma que o afastamento se deu após "denúncias de corrupção". Isso não é verdade. Os problemas pertinentes à campanha de 1998, dos quais só tomei conhecimento passado aquele período eleitoral, não podem ser confundidos com "corrupção" e, nem de longe, com os fatos que há alguns meses assolam o país. As questões referentes à campanha pela reeleição ao governo de Minas já foram espontaneamente esclarecidas à CPMI dos Correios e, mais recentemente, em pronunciamento feito no plenário do Senado. Aqui, reafirmo que não avalizei empréstimos solicitados pela coordenação financeira da campanha – tampouco alguém do PSDB o fez – numa operação que envolveu agência de publicidade e instituição financeira. Também reforço que o cheque emitido pelo senhor Marcos Valério para quitar dívida com a União Locadora de Veículos foi dado como adiantamento para pagamento de título protestado pelo ex-tesoureiro daquela campanha, em razão do relacionamento entre ambos, e, seis dias depois, totalmente reembolsado. Portanto, reitero que os fatos de irregularidades eleitorais ocorridos em 1998 nada têm a ver com "denúncias de corrupção".
Eduardo Azeredo
Senador (PSDB-MG)
Brasília, DF

 

Bancos

Sobre a matéria "O Planalto atuou para ajudar o Rural" (2 de novembro), que cita o Banco Mercantil, esclareço que a diretoria anterior do Banco Central aceitou a proposta por mim formulada, conforme consta do Voto BCB nº 475/2002, a saber: a) pagar, à vista, todo o passivo incontroverso; b) depositar em juízo o valor do passivo controverso; c) liberar as garantias simultaneamente ao aporte dos recursos necessários para os pagamentos previstos nos itens "a" e "b". A nova diretoria do Banco Central não acatou a deliberação da diretoria anterior. Mantive dois entendimentos com o presidente Meirelles e, no último, ele, respondendo a minha pergunta, esclareceu que, paradoxalmente, era mais fácil suspender a liquidação de um banco com patrimônio negativo do que um banco com sobra patrimonial positiva, que é o caso do Mercantil – único nessa situação entre todos os bancos em fase de liquidação. Nessa ocasião pedi desculpa ao presidente pelo tempo que tomei dele em duas audiências e disse que não voltaria mais ao assunto pela via administrativa. Iria recorrer, como recorri, ao Judicial, de quem espero uma justa solução. Apesar de minhas ligações pessoais existentes com o presidente Lula há mais de dez anos, que a própria fotografia publicada registra (1994), nunca falei com ele sobre o encerramento da liquidação do Mercantil. Entendo que o problema é eminentemente técnico e só o Banco Central poderia resolvê-lo. Meu filho, o deputado Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, nunca, em tempo algum, falou com o presidente Lula sobre o Banco Mercantil. Outro equívoco publicado foi a informação de que o Banco Rural já era acionista do Mercantil quando ocorreu a intervenção.
Armando Monteiro Filho
Recife, PE

 

Lya Luft

Muito feliz e oportuna a crônica da escritora Lya Luft, no Ponto de vista (2 de novembro). Realmente a tendência é ter o foco nas drogas ilegais (a "falsamente inocente maconha", cocaína, ecstasy etc.), quando o uso abusivo e destrutivo do álcool representa hoje um dos maiores problemas de saúde pública, com significativo impacto em termos de danos sociais e à saúde. No Brasil presenciamos verdadeira cultura de tolerância do álcool, principalmente pelo fato de que inexistem políticas públicas sérias que incluam seu controle social.
Eustázio Alves Pereira Filho
Presidente do Conselho Municipal Antidrogas
Santos, SP

Extraordinário para mim, já sessentão e com dois filhos maiores, o artigo da senhora Lya Luft. Com incrível capacidade de síntese, ela nos mostra como a droga álcool afeta aqueles que esperam com ela poder escapar da concretude da vida. Se nossa vida é reconstruída por nós, como vamos mostrar aos nossos filhos uma reconstrução marcada por vícios idiotas que muitas vezes dilaceram a vida humana?
Jonas Arruda Silva
Recife, PE  

Um artigo como "Coisas importantes" nos alerta e nos faz refletir sobre onde e como queremos nossos filhos no amanhã.
Ana Alyde P. de Azevedo S. Rangel
Manaus, AM

 

Diogo Mainardi

Algumas vezes concordo com Caetano, outras estou mais propensa à opinião de Mainardi, e, não raras vezes, defendo o ponto de vista de ambos. Por outro lado, minha conclusão é: que privilégio têm todos aqueles que acompanham essas batalhas verbais deliciosas e, como se já não bastasse isso, tão bem escritas ("Na falta de assunto, Caetano", 26 de outubro).
Lara Maria Simeão Romero
Ciudad del Este, Paraguai  

A irreverência do colunista Diogo Mainardi tem trazido de forma corajosa e humorada assuntos que despertam a atenção e a curiosidade dos brasileiros, espero que ele já tenha feito as pazes com Goiânia, e estou na expectativa se Caetano vai ou não responder a sua coluna, até porque ele prometeu publicar a resposta na íntegra. Agora, se o problema é assunto, gostaria que escrevesse um artigo com toda sua irreverência e coragem a respeito da falta de estímulo ao surgimento de novas lideranças, já prevendo as eleições de 2006. Ou seja, em sua opinião, o que vamos amargar no ano que vem?
José Augusto Gomes
Marília, SP

 

Baby do Brasil

A reportagem "Jesus é um casca-grossa" (26 de outubro) me divertiu bastante. Nunca ri tanto. Creio que a nova pastora Baby do Brasil deveria ser contratada por alguma emissora para apresentar um programa humorístico, pois ela é uma fantástica comediante.
Eduardo de Sousa Silva
Vitória da Conquista, BA  

Quando eu era criança, lembro-me de ver Pepeu Gomes e Baby Consuelo na TV e os achava divertidos, talvez pelo gosto infantil de seu visual exótico. Cheguei a assistir a um show do Pepeu em minha cidade natal nessa época. Agora, deparo com uma senhora cinqüentona, com roupas de skatista e cabelo roxo, contando que está abrindo uma igreja com um nome beirando o absurdo e dizendo que Jesus é de estatura mediana e muito "casca-grossa". Eu preferia a Baby antiga, espelhos na cabeça e cantando Menino do Rio.
Adrina Poubel Lemos
Governador Valadares, MG  

Com todo o respeito à opção religiosa de cada um, é lamentável ver o grau de fascinação em que se encontra Baby do Brasil. A fé e a religião não excluem a necessidade de ter uma visão racional e coerente da vida. A essa altura do campeonato, vivendo num mundo globalizado, onde circulam tanta informação e esclarecimento, achar que os tsunamis e furacões são obras do demônio é realmente optar pela ignorância e alienação.
Rachel do Valle Dettoni
Brasília, DF

 

Laboratórios farmacêuticos

O problema é sério, mas não pode ser focalizado apenas nos laboratórios fraudulentos, felizmente ainda minoria ("Estudo tarja preta", 2 de novembro). O Brasil precisa capacitar mais seus médicos, por meio da fiscalização das escolas de medicina e da adequação curricular para lidar com esse tipo de problema. Neste país, as escolas médicas brotam ao sabor dos interesses políticos e nunca fecham, apesar das notórias deficiências. Médicos formados nessas condições dificilmente desenvolvem juízo crítico a respeito de assuntos complexos como esse. São presas fáceis da manipulação marqueteira dos laboratórios farmacêuticos, dissociada por completo da ciência. Desse modo, vamos dividir as responsabilidades criminais entre os fraudadores e aqueles que deixam o terreno fértil para as fraudes. Não é mais possível conviver com a frouxa política de ensino médico no Brasil.
Raymundo Paraná
Professor livre-docente de hepatologia
clínica da Universidade Federal da Bahia
Por e-mail

 

Cartas

Na seção Cartas (26 de outubro), o doutor Juvenal Antunes de Oliveira Filho foi muito feliz em citar o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, que atende prioritariamente pacientes do SUS. Como diretor clínico do hospital, tenho a informar alguns dados: o atendimento aos pacientes do SUS, mensalmente, é da ordem de 95%; respondemos por 27% das cirurgias oncológicas de cabeça e pescoço e 32% das cirurgias de próstata do estado de São Paulo. Realizamos, ainda, mastectomia com reconstrução mamária imediata e cirurgias ginecológicas. Temos também um centro de prevenção do câncer do colo de útero, dotado de uma unidade móvel. Ultrapassamos a casa dos 400 transplantes de medula óssea, e já estamos trabalhando com transplantes de células de cordão umbilical, inclusive realizando o primeiro transplante desse tipo, com doador brasileiro. Realizamos também aproximadamente 1.200 cirurgias por mês, entre ambulatoriais e de média e alta complexidades, além do atendimento em quimioterapia e radioterapia. Atendemos a dezoito estados brasileiros e aproximadamente 450 cidades. Neste ano, comemoramos noventa anos de fundação do Hospital Amaral Carvalho.
Luiz Aguinaldo Ricetto Pegorari
Diretor clínico do Hospital Amaral Carvalho
Jaú, SP

 

Hepatite

A hepatite B é uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 3 milhões sofram com a forma crônica desse mal. Apesar dos números alarmantes, a hepatite B ainda precisa se tornar mais conhecida e ser mais bem combatida. É por isso que gostaríamos de ressaltar a importância de reportagens como "Dói no bolso" (2 de novembro). Cabe, no entanto, uma única ressalva ao texto publicado por VEJA. O nome comercial da substância adefovir dipivoxil – a melhor alternativa para driblar a resistência ao vírus da hepatite B – foi publicado com erro. Hepsera é escrito com H, e não como consta no texto da matéria.
Gabriela Albuquerque
Assessoria de imprensa da GlaxoSmithKline
Rio de Janeiro, RJ

 

Câncer

Gostaríamos de cumprimentar VEJA pela reportagem "Entre dois mundos" (19 de outubro) e informar que as empresas contratadas de pesquisa clínica vêm atuando no país há quase dez anos, trazendo esperança e possibilidades reais de tratamento para muitos pacientes – não só para doentes oncológicos como também para várias outras afecções graves, crônicas e agudas. Os pacientes sujeitos de pesquisa clínica recebem toda a atenção e o respeito ético dos vários profissionais envolvidos nos estudos clínicos. Nossa entidade trabalha para que esse tratamento humano, responsável e diferenciado seja o modelo para todos os pacientes do país.
Charles Schmidt MD, Ph.D.
Presidente da Associação Brasileira de
Organizações Contratadas de Pesquisa Clínica
Por e-mail

 

Irã

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, representante oficial da comunidade judaica no estado de São Paulo, vem a público repudiar as declarações feitas pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de que Israel deveria ser "riscado do mapa" ("O profeta do genocídio", 2 de novembro). Esse tipo de atitude atenta contra os mais básicos direitos de convivência entre os povos. A condenação imediata dos países civilizados mostra a repulsa que essas declarações estão provocando no mundo inteiro. Esperamos que o Brasil se junte ao coro das nações que condenam esse tipo de manifestação.
Jayme Blay
Presidente
São Paulo, SP

 

Referendo das armas

A frase a mim atribuída na reportagem "Referendo da fumaça" (5 de outubro) não representa com fidelidade meu pensamento. Eu não utilizaria a expressão "toda e qualquer liberdade individual deve ser abolida". O correto seria dizer que, como a filosofia comunista aceita como natural um controle maior do Estado operário sobre a sociedade, o controle de armas é, também, utilizado com naturalidade.
Angelo Segrillo
Rio de Janeiro, RJ  

A reforma da legislação relativa a armas foi iniciada na Austrália, em princípios da década de 90, e acelerada após um terrível incidente em 1996, no qual 35 pessoas foram assassinadas por um atirador. Lá existe já há muito tempo a obrigação de registrar qualquer arma, mas, após a reforma, apenas as pessoas aptas a usar uma arma e que têm necessidade de fazê-lo passaram a poder registrar uma. As semi-automáticas foram completamente banidas pela nova legislação e revólveres são severamente restritos. Aproximadamente 2 milhões de armas estão atualmente registradas no país, a maior parte em posse de fazendeiros, esportistas do tiro e profissionais da segurança. Como muitos proprietários de armas possuem mais de uma arma de fogo, menos de 5% dos adultos australianos estão registrados como donos de arma. Atualmente, menos de 300 pessoas são mortas por arma de fogo na Austrália a cada ano. Isso representa 50% menos do que em 1991 e 28% menos do que em 1996. Desde 1996, os homicídios envolvendo armas de fogo caíram 38% e os suicídios praticados com arma desse tipo diminuíram 54%. Apenas 17% de todos os homicídios envolvem o uso de armas de fogo. Em 2000, 20% dos assaltos a mão armada foram feitos com armas de fogo e, desses, apenas 4% resultaram em ferimentos sérios.
Peter Heyward
Embaixador da Austrália no Brasil
Brasília, DF

 

Hepatite 2

A vacina recombinante contra a hepatite B é produzida pelo Butantan e entregue ao Ministério da Saúde por menos de 90 centavos de real por dose, o que viabiliza sua distribuição gratuita. Os ensaios clínicos que tinham sido completados visavam à vacinação infantil e validaram a vacina até os 19 anos. O ministério fez um esforço grande e está vacinando todos os que não a receberam até essa idade. A partir de 2006, a primeira dose será disponibilizada nas maternidades combinada com a vacina do BCG, bloqueando a transmissão da mãe para o bebê durante o parto. Esse desenvolvimento do Butantan usa nos bebês apenas um quinto da dose, reduzindo novamente o custo da primeira dose. A vacina do instituto foi validada, por ensaios clínicos conduzidos pela Fiocruz, até os 30 anos, e agora a vacinação poderá ser estendida gratuitamente. O Butantan poderá fornecer mais de 50 milhões de doses por ano. A vacinação nas pessoas acima dos 40/50 anos tem eficácia menor, e o instituto está investigando modificações, permitindo vacinar médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais que entrem em contato com sangue. Essas investigações são paralelas às das alterações da vacina de influenza (anual e da pandemia), em que adjuvantes aumentam a eficácia da vacina, permitindo economizar doses e baratear o custo da vacinação pública.
Isaías Raw
Presidente da Fundação Butantan
São Paulo, SP

 

José Dirceu

Parece que os "doze togados" estão à disposição do senhor José Dirceu para favorecê-lo sem medida. A vida de muitos seria bem melhor se pudessem contar com essa eficiência e presteza dispensadas ao senhor em questão. Onde está a independência dos três poderes ("O direito de Dirceu", 2 de novembro)?
Regina Maria Alves
Belo Horizonte, MG

 

Laboratórios farmacêuticos 2

Queremos enfatizar que a segurança dos pacientes é primordial e de suprema importância para a Bristol-Myers Squibb. E, também, que a companhia conduziu os estudos de Pargluva da mesma forma como faz com suas outras pesquisas: sempre com a mais alta integridade técnica, rigor e com metodologias analíticas amplamente aceitas e validadas pela comunidade científica. Não há necessariamente um modo correto único de avaliar as mesmas informações. E os autores dos artigos publicados no JAMA propuseram um método diferente de analisar os dados que haviam sido disponibilizados. O que vimos assegurar é que as metodologias de análise adotadas pela BMS e pela Merck, nossa parceira nesse projeto, são amplamente utilizadas e foram rigorosa e devidamente validadas pela comunidade científica, farmacêutica, acadêmica, governamental e regulatória ("Estudo tarja preta", 2 de novembro).
Mário Grieco
Presidente Bristol-Myers Squibb Brasil
São Paulo, SP

 

André Petry

Oportuno e muito interessante o artigo "É só preconceito" (2 de novembro). O povo evangélico – na imensa maioria – sente urticária quando ouve falar em ecumenismo, que é o diálogo com as outras religiões. Sou leitor de VEJA e li a entrevista da Baby do Brasil na edição passada. Seu discurso evangélico é fundamentalista, com ataques sem nenhum sentido a outras crenças. Uma pena, pois, com sua fama de cantora secular, poderia contribuir muito para a divulgação de um evangelho ético e libertador.
Paulo Cezar Soares, jornalista e teólogo
Por e-mail  

Muito pertinente e corajoso o texto do jornalista André Petry ao abordar esse lado sombrio dos brasileiros e, principalmente, dos evangélicos. Temos toda admiração e respeito por eles, entretanto não podemos fechar os olhos para o preconceito e a intolerância que estão se intensificando contra os adeptos das religiões afro-brasileiras. Alguns minutos em um culto evangélico e veremos diversas citações estimulando o repúdio aos elementos da cultura africana. É só ligar a TV em canais de pregação.
Gustavo Magno Baptista
Juiz de Fora, MG

 

Guia

Na reportagem "Mãos à obra" (Guia, 2 de novembro), recomenda-se o uso de pedra miracema na calçada. Alerto os leitores do município de São Paulo para as opções de materiais permitidas pelo Decreto nº 45904, que orienta a escolha dos acabamentos da faixa livre de pedestres, que deverá ser firme, regular, antiderrapante e sem obstáculos. Para atender às exigências legais, deve-se optar por placas pré-moldadas de concreto, concreto moldado in loco, bloco intertravado ou ladrilho hidráulico. Fora da faixa livre, podem ser utilizados outros materiais mediante consulta. A verificação da localização dos equipamentos públicos, as faixas de serviço e o respeito aos critérios de segurança e acessibilidade são relevantes para os projetos e as obras das calçadas.
Sandra Chechter, arquiteta
São Paulo, SP

 

José Saramago

É impossível deixar de notar a enorme semelhança entre a mais recente obra de José Saramago, intitulada As Intermitências da Morte, e a do fantástico mestre inglês do humor e da fantasia Terry Pratchett, chamada O Aprendiz de Morte. Não sei se houve inspiração por parte do português, mas, se seu romance tiver 50% do potencial para fazer sorrir que o romance do inglês possui, já está de ótimo tamanho ("Execução adiada", 2 de novembro).
Berônio Manoel de Araújo Filho
João Pessoa, PB

 

 

Franquias

Pelo menos vinte leitores escreveram à redação demonstrando interesse pelas franquias citadas na reportagem "A escolha da empresa certa" (Guia, 19 de outubro). Nos sites ao lado, os leitores encontram mais detalhes a respeito dessas franquias. Na página da Associação Brasileira de Franchising (www.abf.com.br) há informações sobre franquia em diversos setores.

• AmBev: www.ambev.com.br

• Applebee's: www.applebees.com

• Blockbuster: http://www.blockbuster.com.br/

• ERA: www.era-brasil.com

• Jani King: http://www.janiking.com.br/

• O Boticário: http://www.boticario.com/

• Wizard: www.wizard.com.br

 

Quadrilha ou bando

Treze leitores escreveram para a redação corrigindo a informação contida na reportagem "Pela porta da impunidade" (26 de outubro) de que a associação de três pessoas ou mais para práticas ilegais seria punida como crime de formação de quadrilha. Douglas C. Hartenthal Jr., de Curitiba, resumiu corretamente: "Na verdade, de acordo com o artigo 288 do Código Penal, o crime de quadrilha ou bando consiste na associação de 'mais de três pessoas' para o fim de cometer crimes".

 
 
 
 
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